Cidade tem implantação de novos radares

Pensando na qualidade de vida da população e na segurança viária, a Prefeitura de São José dos Campos anunciou a entrega de um pacote de novos radares. A implantação começou nesta sexta-feira (21), com previsão de término para a primeira quinzena de julho.

Está programada a instalação de seis equipamentos fotosensores e uma lombofaixa em vias estratégicas de São José. A definição desses locais foi baseada em estudos técnicos da Secretaria de Transportes, que considerou os pontos críticos da cidade e também as demandas apontadas pela comunidade.

O objetivo da implantação é reduzir o número de acidentes nas ruas e avenidas. Outras medidas vêm sendo adotadas pela Prefeitura para reduzir os acidentes na cidade, como melhoria viária e ações educativas, envolvendo motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Locais que terão os novos radares

  • Avenida Pedro Friggi (Vista Verde)
  • Avenida Cassiano Ricardo (Jardim Aquarius)
  • Praça Bandeirantes (Vila Anchieta)
  • Rua Bahia (Jardim Paulista)
  • Rua Lênin (Dom Pedro I) – lombofaixa
  • Rua Maurício Cardoso (Jardim Sul)
  • SP-50 (Vila Cândida)

Feira no setor aeroespacial fortaleza a cidade

A participação de São José dos Campos na Paris Air Show 2013, em Le Bourget, na França, confirmou a posição de referência nacional da cidade no setor aeroespacial. Durante a feira, o grupo EADS, controlador da Airbus, anunciou a implantação de um centro de pesquisa no município, Boeing e Embraer fecharam parceria para promoção e venda do cargueiro KC-390 e a fabricante de aviões brasileira conseguiu se destacar com acordos para a venda da nova geração de jatos regionais E2. A Embraer fechou 165 acordos de intenção de compra com companhias da África, Ásia, Europa e América Latina.

Para o prefeito de São José dos Campos, a participação da cidade na feira tem sido bastante positiva ao propiciar as empresas do Cluster Aeroespacial oportunidades de contatos e reuniões com potenciais clientes de diferentes países e pelos contratos e anúncios de investimentos realizados pela Embraer.

“A participação de São José tem sido bastante positiva com destaque para Embraer que anunciou investimentos que serão fundamentais para criar empregos, oportunidades na nossa cidade. Tivemos uma grande alegria com o anúncio da EADS. De maneira que nós temos as três maiores empresas do setor aeronáutico do mundo com presença em nossa cidade. Isso é fundamental porque representa desenvolvimento pra São José dos Campos”, afirmou o prefeito. O prefeito e o secretário de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia participam desde segunda-feira (17) da Paris Air Show para representar a cidade no evento e buscar oportunidades de negócios para o município.

Nesta quinta-feira (20), o secretário de Desenvolvimento Econômico participou de um seminário sobre a indústria aeroespacial e de defesa brasileira. O secretário falou sobre o cluster aeroespacial de São José dos Campos. O seminário encerrou a participação da Prefeitura no evento.

VLT

O prefeito e secretário visitaram nessa quarta-feira (19) a cidade de Reims, próximo a Paris, para conhecer o sistema do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Os representantes de São José dos Campos foram recebidos pelo secretário de transportes e o vice-prefeito de Reims e visitaram uma fábrica que desenvolve o sistema. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, o grupo conheceu as tecnologias mais recentes de implantação de sistemas de transporte leve sobre trilhos e obteve informações sobre os impactos na cidade com a adoção do VLT.

“São iniciativas que consideram a integração com carros, ônibus, bicicletas e pedestres de forma harmônica e eficaz. Verificamos o processo de implantação, planejamento logístico e infra-estrutura durante a obra. As lições aprendidas devem auxiliar no planejamento de um desenvolvimento em São José baseado na mobilidade”, disse o secretário. O prefeito afirmou que a visita possibilita levar para São José dos Campos experiências concretas e recentes do sistema uma vez que não há nenhuma cidade brasileira ou da América do Sul que tenha o VLT em funcionamento.

“Nós temos contato com estudos, mas é fundamental conhecer in loco o funcionamento e poder sentir com os usuários utilizam esse meio de transporte. Nós reforçamos aqui a nossa convicção que implantando o VLT muitas pessoas que hoje vão trabalhar de carro poderão deixar o carro em casa e utilizar no transporte diário o veículo leve sobre trilhos, o transporte coletivo da cidade”, afirmou o prefeito. O grupo viaja nesta quinta-feira (20) para Amsterdã, onde visita outra fábrica que desenvolve o sistema do VLT e também centros de inovação e tecnologia que têm interesse em se instalar em São José dos Campos.

Cidade avalia o impacto da redução da Tarifa

A Prefeitura de São José dos Campos ainda não sabe qual o impacto que a redução da tarifa de ônibus para o valor de R$ 3 vai causar nos projetos de investimentos para melhorias no transporte público da cidade. O pacote de melhorias anunciado pelo governo como implantação do bilhete único, integração total do sistema, frota de ônibus articulado e remodelação de linhas deverá ser revisto.

As empresas de ônibus poderão ter uma queda anual na receita de até R$ 11, 2 milhões, considerando a tarifa de R$ 3. Em 2012, a média mensal de passageiros foi de 4.672.821, segundo dados da planilha de custos apresentada em fevereiro. A frota atual é de 385 ônibus. Por meio da assessoria de imprensa, o secretário municipal de Transportes, Wagner Baleiro, declarou “estar consciente de que a decisão vai implicar em ajustes e causará impactos no equilíbrio econômico do sistema”. A prefeitura informou que vai divulgar esta semana quais projetos deverão ser revistos.

O governo reduziu pela segunda vez o valor da tarifa em São José, pressionado pela onda de protestos que se espalhou pelo país contra as tarifas. O anúncio foi feito na última quinta-feira, antes do protesto programado pelo Movimento Passe Livre. Mesmo com a redução, o protesto aconteceu e levou para às ruas da cidade cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 20 mil, segundo os organizadores. Em fevereiro, a prefeitura reajustou o valor da tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30. Depois, em junho, com base nas desonerações de impostos concedidas pelo governo federal, a tarifa foi reduzida para R$ 3,20. O Ministério Público de São José investiga o aumento concedido em fevereiro. A prefeitura enviou na semana passada as informações solicitadas pelo MP.

A Avetp (Associação Valeparaibana das empresas de Transporte de Passageiros) se reúne na próxima quarta-feira para avaliar o impacto da redução da tarifa de ônibus e quais os investimentos que deverão ser revistos. A tarifa em São José vai custar a partir de amanhã R$ 3 nos dias de semana e R$ 2,50 aos domingos. A entidade que representa as empresas do transporte urbano de Jacareí, São José dos Campos, Caçapava e Taubaté fechou acordo salarial com o Sindicato dos Condutores, concedendo reajuste de 8,5% para a categoria. O salário dos funcionários também é um item que causa impacto no custo da planilha para a composição do preço da tarifa.

Com o reajuste, o salário base dos motorista passa a ser de R$ 2.297,48 e o dos cobradores de R$ 1.422, 13. Segundo a Avetp, o piso da região é o mais caro do país. Em São Paulo, o salário base do motorista é R$ 1.955,10 e o de cobrador R$ 1.129,80. Em Campinas, o salário do motorista é de R$ 1.866,67 e o de cobrador, R$ 828,88. O presidente do Sindicato dos Condutores da região, José Roberto Gomes, considerou correto a prefeitura baixar o preço da tarifa. Segundo ele, as empresas “faturam muito com o sistema”.

Pelo contrato de concessão do transporte público realizado em 2008, a renovação da frota deve ocorrer a cada cinco anos. Em fevereiro, a Expresso Maringá concluiu a renovação da sua frota com 40 veículos. O transporte coletivo em São José é operado pelas empresas Expresso Maringá, que possui 121 ônibus, a SCS Brasil, que possui 134, e a Saens Peña, com 131 veículos. As empresas transportam cerca de 215 mil pessoas por dia.

Ministério Público apura erro nas Vacinações

O Ministério Público de São José instaurou inquérito civil público para apurar suposta insuficiência da Prefeitura de São José e do governo do Estado na aquisição das vacinas contra a Gripe A e na distribuição das doses. O titular da 14ª Promotoria, Marcos Antônio Librelon, encaminhou ofício no último dia 14 ao prefeito Carlinhos Almeida (PT) pedindo que ele informe as ações desenvolvidas no município no combate ao vírus H1N1.

O prazo para resposta é de 20 dias a partir da data do recebimento do ofício. O pedido para a instauração do inquérito foi feito pelo ex-vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV), que disputou o Paço no ano passado. Ele está preocupado com o que classificou como surto de H1N1 em São José. Neste ano, 7 pessoas já morreram por causa da gripe A na cidade, mais do que as 6 mortes na pandemia de 2009.

“Não tenho dúvidas de que há ainda mais mortes por causa da doença. No entanto, eles estão sendo notificados como origem desconhecida, por exemplo”, afirmou Cristiano. “Acredito que, a partir do momento em que as pessoas estão morrendo, o governo tem de fazer alguma coisa”, completou. O promotor Marcos Antônio Librelon não foi localizado ontem por O VALE para comentar o assunto. A vacinação contra a Gripe A começou em 15 de abril último. A meta era imunizar ao menos 100 mil pessoas do total de 125 mil que compõem público alvo idosos com 60 anos ou mais, bebês de seis meses e menores de 2 anos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após parto) e portadores de doenças crônicas.

Em maio, a cidade superou a meta, atingindo 92% do público. No entanto, devido à grande procura por pessoas do grupo que não tinham conseguido se vacinar, a prefeitura pediu ao Estado mais doses. Novas 10 mil vacinas foram enviadas à cidade, mas acabaram em 48 horas. No início deste mês, a Secretaria de Saúde recebeu outras 19 mil doses e, na sequencia, mais 9.000. O medicamento Tamiflu, usado no tratamento da Gripe A, esteve em falta no dia 22 de maio. A secretaria só recebeu o remédio no dia seguinte. Segundo documento do MP, o Estado também tem responsabilidade sobre o grande número de casos na cidade.

A Prefeitura de São José informou, por meio de nota, que já recebeu a notificação do Ministério Público. A resposta ainda será encaminhada e o seu teor será no sentido de esclarecer que a aquisição da vacina de gripe é de responsabilidade do Ministério da Saúde, bem como a definição do público alvo. Já a distribuição das doses é de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. O governo do Estado informou por meio da assessoria que, além das vacinas enviadas para São José suficientes para vacinar o grupo de risco, a cidade recebeu outras 55 mil doses entre maio e junho. Ainda segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os município que solicitaram novas doses foram atendidos. Além disso, 150 mil doses do medicamento Tamiflu foram enviadas a São José.

Prefeitura ganha verba para investimento em Ponte

A Prefeitura de São José vai gastar cerca de R$ 3,2 milhões com a reconstrução da ponte da avenida Guadalupe, na zona sul da cidade. A queda da ponte, em 23 de março devido a uma forte chuva, já causou um prejuízo de mais de R$ 4 milhões. Uma ponte alternativa, construída paralelamente a anterior custou R$ 890 mil aos cofres públicos. A prefeitura deve derruba-la assim que a nova ponte ficar pronta, dentro de quatro meses. Também foram gastos R$147 mil com a demolição do que restou da anterior, R$158 mil com o laudo técnico e R$50 mil com o projeto da ponte.

Segundo a prefeitura, o contrato com a Construções, Engenharia e Pavimentação Enpavi Ltda, que ficará responsável pelo projeto deverá ser assinado até segunda-feira. Falta ainda a empresa entregar alguns documentos. Só depois da assinatura é que as obras deverão começar. Assim como a Copav Construtora e Pavimentadora Ltda, que construiu a ponte alternativa, a Enpavi é uma velha conhecida do PT.

A construtora tem realizado obras em diversas prefeituras comandadas pelo partido, como Guarulhos e Santo André. Também já realizou doações para campanhas políticas. No entanto, a prefeitura afirmou em nota que, apesar de a empresa ter sido contratada com dispensa de licitação por se tratar de uma obra emergência, foram feitas cotações. “Participaram também com as empresas Copav, Serv Obras e Penido. A Enpavi apresentou o menor preço e a maior capacidade técnica, conforme demonstra os seus atestados”, informou a nota. A prefeitura lembrou ainda de uma obra realizada pela empresa no governo anterior: o viaduto do Kanebo, também na zona sul da cidade.

A fundação dessa ponte deverá ser diferente da anterior. Segundo nota da Secretaria de Obras, serão usados tubulões, cuja fundação é mais pesada e apropriada ao local. “Também haverá uma largura maior do córrego no local e proteção as margens em ambos lados da ponte. Isso será feito após a construção da ponte, por meio de processo licitatório normal”, informou a Secretaria de Obras. Ainda segundo a secretaria, mesmo com chuvas intensas a lâmina d’água será menor e mais baixa, exercendo menor pressão sobre as estruturas.

A Prefeitura de São José informou que está providenciando a licença ambiental para a construção da ponte. A secretaria está em negociação com o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), que acompanhará todo o processo. No período de chuvas, a água do córrego Senhorinha costuma até subir seis metros de altura. Até a construção de toda a ponte, a população continuará circulando pela via alternativa que liga as ruas Lira e Galícia até a rua Rosário, que por ser mais baixa, pode alagar em situações como esta.

Tarifa de ônibus é reduzida na cidade após protesto

Pressionada pela recente onda de protestos, a Prefeitura de São José dos Campos anunciou ontem uma nova redução na tarifa do transporte público, dos atuais R$ 3,20 para R$ 3. A medida entra em vigor na segunda-feira. No último dia 15, o preço da passagem já havia caído de R$ 3,30 para R$ 3,20, corte feito pela prefeitura com base nas desonerações de impostos concedidas pelo governo federal ao transporte coletivo. O decreto que fixou a tarifa em R$ 3 foi assinado pelo vice-prefeito Itamar Coppio (PMDB), menos de um dia após a redução da passagem na capital, também de R$ 3,20 para R$ 3 o prefeito Carlinhos Almeida (PT) está em Paris, onde participa de uma feira do setor aeronáutico.

O anúncio da prefeitura não evitou mais um dia de protestos na cidade. Cerca de 10.000 manifestantes, liderados pelo Movimento Passe Livre (MPL), tomaram as ruas do centro, com reflexos no comércio (que fechou as portas mais cedo temendo atos de vandalismo) e no trânsito. No início da noite, o grupo bloqueou as duas pistas da via Dutra por quatro horas. O MPL cobra a redução da tarifa do transporte coletivo para R$ 2,80, valor que vigorava até fevereiro, quando ocorreu o último aumento.

A nova redução no valor da tarifa foi anunciada após uma reunião no Paço Municipal entre representantes da prefeitura e do MPL. O vice-prefeito Itamar Coppio declarou que medida “reconhece a legitimidade das reivindicações” dos manifestantes, mas antecipou que o cronograma de investimentos do transporte público, divulgado na época do último reajuste, precisará ser revisto. “Temos feito grandes esforços para melhorar o transporte público na cidade. Após estudos durante a noite e a manhã toda de hoje \[ontem\], inclusive com o prefeito, por meio de uma videoconferência, com muita exaustão, decidimos reduzir a tarifa, conscientes de que os investimentos no setor serão prejudicados”, disse.

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que a antecipação do bilhete único, anunciada na semana passada para o dia 27 de julho, também será ser revista. “Daqui para a frente teremos que equilibrar as finanças e rediscutir os investimentos programados pelas atuais concessionárias que operam o transporte público”, disse. “Temos a clareza de que esta redução trará impactos nos investimentos”, completou. Hoje, três empresas operam o sistema: CS Brasil, Saes Peña e Expresso Maringá. O secretário negou que tenha havido uma mudança no discurso da prefeitura.m “O que temos é uma questão matemática. Em contrapartida, teremos a redução de investimento”, disse.

Movimento. Para Rafael Silva, 22 anos, um dos líderes do MPL, a redução foi uma tentativa da prefeitura de esvaziar as manifestações. “A tarifa de R$ 3 ainda é muito cara e só vamos parar quando ela cair para R$ 2,80”, afirmou.

As prefeituras de Jacareí e Caçapava também anunciaram ontem reduções das tarifas do transporte coletivo. Em Jacareí a situação é inusitada. Anteontem, o prefeito Hamilton Ribeiro Mota (PT) havia anunciado a redução da passagem de R$ 3,20 para R$ 3,15, que vai vigorar até domingo, já que, a nova tarifa, de R$ 3, entra em vigor a partir da próxima segunda-feira. Para viabilizar essa redução, Hamilton enviou à Câmara projeto que reduz a alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviço) para a concessionária do transporte coletivo, dos atuais 3% para 2%. O prefeito disse que a redução obrigará o município a rever investimentos previstos este ano para o transporte. “A previsão era investir R$ 1,2 milhão, que terá que ser adiado”. Segundo Hamilton, diante da redução em outras cidades, ele não teve outra alternativa se não seguir na mesma linha.

Protesto na cidade chega e param a Via Dutra

O protesto pela redução da tarifa do transporte público em São José dos Campos parou ontem a via Dutra ontem por cinco horas. Cerca de 10 mil pessoas participaram da manifestação, segundo a Polícia Militar. Os organizadores do ato contabilizaram 20 mil. O bloqueio foi feito na altura do km 149, próximo ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeronáutica), e afetou as duas pistas da rodovia.

Manifestantes atearam fogo em pneus, pedaços de madeira e até em uma catraca de ônibus. Muretas de proteção foram pichadas. A pista foi invadida por volta das 18h e só foi liberada às 23h05, depois que a Polícia Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo às margens da pista. Segundo a PM, três manifestantes foram presos por desacato. Alguns dos veículos que seguiam pela marginal se arriscaram na contramão na tentativa de sair da rodovia pelo acesso à Vila Letônia, mas foram impedidos pelos manifestantes.

“Eu pensei que era acidente, levei susto. Concordo com a manifestação, porém sem vandalismo”, disse o empresário Antônio Carlos da Silva, 67 anos, que viajava de Araras para São José. Os protestos contra a tarifa também pararam a via Dutra em Taubaté, Jacareí, Lorena e Cachoeira Paulista. O VALE flagrou jovens pichando muretas da rodovia com dizeres ‘agora aguenta’ e ‘é hora de acordar São José’. O grupo foi repreendido pela liderança.

As passarelas dos Bandeirantes e do ValeSul Shopping também foram tomadas pelos estudantes. Alguns deles em cima de motos acompanhavam o protesto e gerava medo entre outros participantes. “Esse movimento é legítimo e vamos parar a cidade novamente na próxima terça-feira se a tarifa não for reduzida para R$ 2,80, valor que estamos lutando desde o início do ano. Na próxima semana o protesto será bem pior para toda a cidade”, disse o professor Rafael Silva, 22 anos, um dos líderes do Movimento Passe Livre.

A avenida 15 de Novembro foi a primeira via tomada pelos estudantes por volta das 16h. Houve princípio de tumulto no momento em parte deles bloqueava o acesso de carros à Praça Afonso Pena e a avenida São José. A PM não estava presente durante a concentração, mas às 15h50 dois policiais se reuniram com a liderança para garantir uma passeata pacífica. O grupo deu início às 17h na avenida São José, cruzando a avenida João Guilhermino seguindo pela rua Paraibuna até a via Dutra. A PM informou que acompanhou que a manifestação e até as 21h nenhuma ocorrência policial tinha sido registrada.

Obras da Tamoios recebe sua ultima aprovação

O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) aprovou ontem o Licenciamento Prévio da obra de duplicação do trecho de serra da rodovia dos Tamoios. A autorização prévia foi aprovada por 26 conselheiros. Os representantes do Ministério Público e da Universidade de São Paulo se abstiveram de votar. O trecho de serra que será duplicado tem 22 km de extensão. O governo estima que serão necessários cerca de R$ 2,1 bilhões. A expectativa de início da obra é para novembro deste ano.

O presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Laurence Casagrande Lourenço, informou que, a partir de agora, o projeto será conduzido pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). “A agência reguladora vai elaborar estudos para definir o custo do empreendimento, com todas as recomendações ambientais do Consema”, afirmou o executivo.
A Artesp também será a responsável pela elaboração do projeto da PPP (Parceria Público-Privada) para a execução do empreendimento.

Já a construção dos contornos de Caraguatatuba e São Sebastião dependem do aval do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente). Ele lembrou que a autorização do Consema para o empreendimento do trecho de serra da Tamoios foi um grande avanço, pois, a última tentativa de aprovação de projeto rodoviário na Serra do Mar aconteceu em 1989. À ocasião, o Consema barrou a proposta do governo do Estado de construção de uma nova estrada, a rodovia do Sol, entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte.

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) programou para o dia 26 deste mês a entrega de mais um trecho de 6,5km da obra de duplicação da Tamoios no planalto. De acordo com o cronograma da empresa, serão liberados 2 km entre os km 15 e 16, 2,5 km entre os km 29 e 31, e 2 km entre os km 46 e 48. A Dersa já liberou ao público um trecho de 3,7 km. No total, os motoristas poderão utilizar 10,2 km da rodovia totalmente duplicados.

Segundo o presidente da Dersa, o ritmo e o cronograma de execução das obras do empreendimento de planalto da duplicação da Tamoios estão dentro do previsto. “Mantemos a previsão de entregar todo o trecho de planalto (49 km) duplicado no dia 16 de dezembro deste ano”, disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa.

Setor do Turismo fica preocupado com a Alta do Dólar

Dólar em alta, viagens ao exterior em baixa? Essa é a perspectiva das agências de viagens, caso a moeda norte-americana continue se valorizando. Algumas agências já sentem os efeitos do vaivém do dólar. Ontem, a moeda para o turismo oscilou entre R$ 2,20 e R$ 2,25. “Essa alta do dólar começou a assustar os turistas brasileiros que pensam em viajar ao exterior, principalmente no final do ano”, disse a gerente comercial da Magictour, Viagens e Turismo, Carolina Beluco. A executiva afirmou que as empresas também podem reduzir as viagens corporativas ao exterior se o dólar continuar com oscilação em viés de alta.

“Normalmente, quando isso ocorre, as viagens corporativas são reduzidas, para contenção de gastos”, disse Carolina. “Muita gente que pensa em viajar nos próximos meses já demonstra preocupação”, relatou a consultora da FC Turismo, Andréia Strang Barros. Segundo ela, que pensa em programar passeios ao exterior para dezembro, por exemplo, pode ficar com o pé atras e até rever a viagem.

Proprietário da Vera Parodi Turismo, Daniel Parodi tem outra leitura da situação. Ele avalia que é preciso aguardar pelo menos mais 40 dias para verificar qual será o patamar do dólar. “Por enquanto, não sentimos alteração. Muita gente está comprado pacote para garantir promoções das operadoras”, afirmou. Ele relatou que muitas operadoras estão com ofertas e com o dólar “congelado” em torno de US$ 2. “Se realmente a moeda subir muito, as empresas aéreas, com certeza, irão baixar o preço das passagens, para não perder clientes”, disse.

O economista Luiz Carlos Laureano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais), da Universidade de Taubaté, afirmou que, normalmente, dólar em alta costuma afetar o setor de turismo, os produtos importados e causar impacto na inflação. “No turismo, é preciso verificar o que é mais vantajoso: viajar para o exterior ou internamente”, disse. Já com relação a compra de produtos importados, o economista frisou que é preciso pesquisar. “A preocupação é o impacto inflacionário que o dólar pode causar por causa do encarecimento do preço dos importados”, disse.

Corredores de Ônibus geram preocupação a Vans Alternativas

A Secretaria dos Transportes de São José continua sem uma definição sobre a autorização das vans em usar as novas pistas exclusivas para os ônibus. A situação tem deixado os perueiros preocupados, uma vez que as novas faixas passam em frente a alguns dos principais pontos de ônibus da cidade. “A prefeitura ainda não nos informou se poderemos usar essas linhas. Nos disseram que estão estudando a possibilidade”, afirmou Fauze Conceição, presidente da Associação do Transporte Alternativo de São José.

No momento, o que tem dado maior dor de cabeça aos perueiros é a falta de catracas eletrônicas nas vans. A partir de hoje, quem tentar passar a roleta dos ônibus com passe de papel será barrado. Serão válidos apenas os cartões eletrônicos e pagamentos em dinheiro. Vans alternativas só aceitarão dinheiro. “Essa é uma discussão antiga. Desde a gestão anterior debatemos sobre a criação de catracas eletrônicas nas vans. A prefeitura nos disse que está vendo pode nos ajudar. Mas acho que a solução só vira em outubro. Se sobrevivermos até lá, quem sabe”.

Segundo ele, são, ao todo, 80 permissionários, 90 motoristas auxiliares inscritos e 160 cobradores. “A nossa renda já caiu em 50% quando tivemos de parar de aceitar passe. Imagina como será agora? Muitas famílias serão afetadas”, disse. Outra questão espinhosa se refere aos novos pontos de embarque, que estão sendo projetados pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento). Nos moldes de Blumenau (SC), os pontos de ônibus serão completamente fechados.

Segundo informações da Secretaria de Transporte, as pessoas pagarão para entrar neles e, depois, poderão embarcar por todas as portas no ônibus. O objetivo será reduzir o tempo de embarque, que hoje, nos horários de pico, chega a 15 minutos nos pontos mais cheios. “A prefeitura terá de nos dar uma opção. Não sabemos se poderemos pegar passageiros neles também. Mas se não pudermos será preciso um plano B”, disse Fauze. Ainda segundo ele, uma reunião com todos os perueiros será agendada para que eles debatam opções acerca do novo ponto de embarque. “Queremos apresentar um projeto à prefeitura que também nos atenda”, afirmou.

A Secretaria de Transportes de São José informou em nota que os pontos estão em projeto e, assim que os estudos técnicos forem concluídos, a prefeitura fará a apresentação formal do projeto para a sociedade.