Candidato Evnagélico querem mudar Lei de Zoaneamento

As igrejas evangélicas de São José pretendem utilizar o debate de amanhã com os sete candidatos a prefeito para cobrar mudanças na nova Lei de Zoneamento. Segundo o organizador do encontro, o pastor sênior da PIB (Primeira Igreja Batista), Carlito Paes, as regras atuais têm dificultado a abertura de igrejas na cidade.

“É necessário que haja uma flexibilização maior, até porque hoje não há uma categoria específica para igrejas e elas estão englobadas no setor que abrange qualquer tipo de estabelecimento comercial.” Paes também cobrou mais transparência. “A Lei de Zoneamento e as mudanças que se fazem necessárias têm que ser discutidas com a população. Quando a legislação foi implantada não houve esse debate na cidade.”

A Lei de Zoneamento, que entrou em vigor em agosto de 2010, tem sido um dos principais motes da campanha pelo Paço. O lobby para mudanças e revisão das regras tem sido liderado pelas construtoras. O debate de amanhã está sendo organizado por cinco igrejas evangélicas de São José e foi denominado de Fórum Cristão da Cidadania.

O encontro está programado para as 19h na PIB do campus Colina, na zona leste, e é aberto à população. O evento deverá ter duas horas de duração e a expectativa é de que seja acompanhado por 2.000 pessoas na igreja. Os fiéis também poderão acompanhar o debate em um telão que será instalado do lado de fora do templo, pela Rádio Cidade (AM 1.120) e pelo site www.pibnet.com.br.

O encontro será dividido em quatro blocos, onde serão abordados temas como família, melhores condições de vida para a população e construção e ampliação de creches e de clínicas para reabilitação de drogados.

O Vale

Camelôs da cidade tentam adiar o dia da Mudança

Ambulantes do centro de São José dos Campos tentam adiar a transferência do grupo para os camelódro-mos que foram construídos pela prefeitura. Um grupo de pelo menos dez camelôs foi anteontem à Câmara pedir o apoio de vereadores para sensibilizar o governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) a adia de 15 a 30 dias a remoção dos informais das ruas.

Os ambulantes têm prazo até o dia 29 de abril para se mudar para os camelódro-mos construídos na Rodoviária Velha e na praça João Mendes (Sapo). “Sabemos que vamos ter que mudar, mas a nossa intenção seria permanecer na praça até o Dia das Mães, para aproveitar o movimento da época”, afirmou Luiz Celso Lemes, que trabalha na João Mendes.

Na avaliação dos ambulantes, o tempo concedido pela Secretaria de Defesa do Cidadão, que conduz o processo de transferência, não foi suficiente para prepara os boxes dos camelódro-mos, denominados de Centros de Compra Popular. “Não tivemos tempo suficiente para arrumar os boxes”, disse Josafá Siqueira.

O vereador Luiz Mota (DEM), que acompanha o processo, disse que agora já não é mais possível rever o prazo da transferência. “Os camelôs aceitaram o acordo proposto pela prefeitura e concordaram em sair no prazo previsto”, disse o parlamentar.

Mota frisou que o Legislativo está aberto ao diálogo e a colaborar com os vendedores informais no que for possível para melhorar os centros de compras, mas “os ambulantes devem respeitar o que foi acordado”. “As reivindicações feitas para melhorias no Centro de Compras da praça do Sapo, por exemplo, foram atendidas pela prefeitura”, disse.

A Secretaria de Defesa do Cidadão informou ontem que não foi procurada pelos ambulantes para tratar de possível adiamento da mudança. Segundo a pasta, a data de transferência está mantida, ou seja, a partir de 30 de abril os 136 ambulantes do centro estarão trabalhando nos Centros de Comércio Popular.

A mudança para os novos espaços será feita pelos próprios ambulantes, de acordo com a secretaria. Parte dos informais já trabalham na adequação dos espaços nos dois camelódromos. A prefeitura instalou banners nas praças do centro para informar a população sobre a abertura dos camelódromos a partir da próxima segunda-feira.

O Centro de Compras Popular da Rodoviária Velha tem 90 boxes e o da praça João Mendes, 42. Outros quatro camelôs que trabalham com frutas irão ficar na praça em frente à escola Olímpio Catão. Os informais que trabalham com alimentação (pipoca, sorvete e churrasquinho) vão permanecer na rua, segundo acordo fechado com o grupo.

O Vale