Lei de Zoneamento dificulta novos Empreendimentos

Nesta terça – feira (26) a Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) promove no auditório da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) o seminário: ‘Perspectivas do Mercado Econômico na Região Metropolitana do Vale do Paraíba’. O objetivo é discutir as melhores estratégias e soluções para o mercado da construção civil de acordo com a nova realidade do Vale do Paraíba após a implantação da Região Metropolitana.

A mudança na Lei de Zoneamento em São José dos Campos é apontada pela entidade como principal dificuldade para ampliar os empreendimentos na cidade.  “A construção civil neste momento está em compasso de espera principalmente em virtude da Lei de Zoneamento que foi alterada há dois anos (em São José dos Campos). Neste momento tentamos flexibilizar (a lei) para que o crescimento volte. Temos ainda a economia do Brasil que tem andado ‘de lado’ nos últimos dois anos”, disse José Roberto Alves – vice presidente da Aconvap.

Mas é o terreno de São José a maior barreira que impede empresários de ampliar a construção de apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida, para quem ganha até três salários mínimos. Em São José dos Campos o metro quadrado, próximo à divisa com Caçapava custa cerca de R$ 80, enquanto que, poucos metros à  frente, já em Caçapava o mesmo metro quadrado custa apenas R$ 20. “O programa Minha Casa Minha Vida vai muito bem em São José na faixa de 3 a 10 salários mínimos. Nosso grande desafio é viabilizar moradias para pessoas que ganham até três salários mínimos devido ao preço do terreno em São José dos Campos o metro quadrado é muito caro, o que não viabiliza este tipo de empreendimento” ,  justificou Alves.

Ainda de acordo com o vice presidente a mão de obra disponível precisa de qualificação. “Atualmente devido a contração do mercado temos mão de obra disponível, mas o grande problema é a falta de qualificação desta mão de obra. Já estamos tomando providência junto ao SENAI para oferecer qualificação”, afirmou.

Publicado em: 27/03/2013

Caixa Economica e Prefeitura assinam contrato

A Prefeitura de São José dos Campos e a Caixa Econômica Federal (CEF) assinam nesta quarta-feira (16) o contrato no valor de R$ 47,5 milhões para a construção de 528 apartamentos do empreendimento Residencial Colônia Paraíso, por meio do programa Minha Casa Minha Vida, do governo Federal.

A cerimônia de assinatura está marcada para às 15h, no Palácio dos Bandeirantes. Na oportunidade, também serão assinados os termos de aporte do programa Casa Paulista para a construção de mais 576 apartamentos, no Residencial Cajuru, zona leste de São José dos Campos.

O convênio para a construção do Residencial Colônia Paraíso, na região sul de São José dos Campos, terá ainda a participação do Governo do Estado de São Paulo, que fará um aporte de recursos do Programa Casa Paulista. Serão beneficiadas famílias com renda de até R$ 1.600 mensais.

A solenidade terá a presença do Prefeito Carlinhos Almeida, do governador Geraldo Alckmin, do Superintendente Regional da Caixa, Júlio Cesar Volpp Sierra, além de secretários municipais e estaduais.

Empreendimento

O “Residencial Colônia Paraíso I” terá 14 blocos totalizando 244 apartamentos, com 50,04 metros quadrados, sendo sete unidades adaptadas a portadores de necessidades especiais (PNE). O “Residencial Colônia Paraíso II” será composto por 17 blocos totalizando 284 apartamentos, também com 50,04 metros quadrados, sendo oito unidades adaptadas a portadores de necessidades especiais (PNE).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 16/01/2013

Com reajuste programa Minha Casa Minha Vida pode aumentar

A Caixa Econômica Federal reajustou recentemente o valor máximo que pode ser pago pelas unidades habitacionais do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Com isso, moradores da região estão mais próximos de comprar um imóvel.

São José dos Campos tem uma fila de espera de 17 mil pessoas para a compra de imóveis destinados a famílias que ganham de 1 a 3 salários munímos. Desde o início do programa, há três anos, nenhum empreendimento havia sido construído na cidade para famílias que têm esse rendimento. As construtoras alegavam que não era viável participar do programa por causa dos custos com terreno e mão de obra.

Agora, o valor máximo dos imóveis pode chegar a R$ 90 mil, dependendo da cidade. Antes o teto era de R$ 85 mil, contando com uma parceria entre os governos estadual e federal. Com isso, os empresários de São José dos Campos já pensam em investir em empreendimentos para famílias de baixa renda.

“O que se ganha é na produção em escala, a quantidade. No momento em que você 6% a mais, você 6% no seu resultado. Consequentemente, isso multiplicado pelo número de unidades entusiasma o empresário em poder executar”, explicou o diretor regional do Sinduscon, José Luiz Botelho.

Com o novo preço das unidades, a Caixa já começou a analisar novos empreendimentos na região. O primeiro que foi entregue na região pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida”, com parceria do programa ‘Casa Paulista’ do governo do Estado, foi na cidade de Cruzeiro, no último dia 27 de setembro.

“Nós iniciamos a análise de vários empreendimentos em vários municípios da região, o que totaliza pelo menos 5.500 imóveis. Pode ser feito um destaque para São José dos Campos, onde existem hoje 2.500 imóveis em alguns empreendimentos, em análise na Caixa”, explicou o superintendente regional da Caixa, Júlio César Volpp.

G1 (Vnews)

Publicado em: 17/10/2012