Investimento de R$40 milhões em construção de escola

Duas megaescolas de ensino integral serão construídas em São José para atender cerca de 2.000 alunos em bairros da periferia. As obras devem ser iniciadas ainda nesse primeiro trimestre nos bairros Frei Galvão, na zona leste e no Parque Interlagos, zona sul. A estimativa é que as unidades funcionem em 2013.

O investimento previsto pela Prefeitura de São José, na ordem de R$ 40 milhões, é o maior do governo Eduardo Cury na construção de unidades de ensino. Em média o custo de uma escola convencional varia de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões. A implantação das Efeti (Escola de Formação em Tempo Integral) é promessa de campanha do prefeito Eduardo Cury. O tucano prometeu implantar 12 unidades em São José, mas apenas sete foram instaladas.

Segundo o secretário de Educação, Alberto Marques, a proposta original era adaptar prédios já existentes com ambientes pedagógicos e laboratórios, mas nem todas as escolas tinham espaço. “Optamos por projetar duas grandes escolas que não vão deixar nada a desejar para escolas americanas. Elas terão o dobro do porte para que os alunos possam estudar com o melhor que podemos oferecer.”

Segundo Marques, a escolha pelos bairros atende ao crescimentos das duas regiões que receberam conjuntos habitacionais populares. Com o dobro do tamanho 10 mil metros quadrados de construção, os custos também serão maiores. A estimativa é que sejam gastos R$ 2 milhões por mês para a manutenção de cada um dos prédios.

Cada Efeti irá oferecer 15 salas de aula e outros 15 ateliês com atividades específicas em áreas como comunicação, esporte e meio ambiente. Também está prevista a construção de teatros e ginásios cobertos. Para atender a jornada ampliada serão necessários mais 22 professores e seis estagiários.

O Vale

Cidade tem meta para ampliar calçada para o final do ano

A Prefeitura de São José dos Campos planeja construir até o final do ano 20 mil metros quadrados de calçadas em áreas públicas. O trabalho, sob a responsabilidade da SSM (Secretaria de Serviços Municipais), integra o programa Calçada Segura, implantado com o objetivo de garantir a acessibilidade dos cidadãos, que poderão se deslocar com mais segurança, sem dividir o espaço nas ruas com os carros, motos e bicicletas.

De acordo com a SSM, de janeiro a outubro deste ano a pasta já executou 17.521 metros quadrados de calçadas em praças, ruas e prédios públicos municipais.

O Calçada Segura envolve várias secretarias, sob a coordenação da Assessoria da Pessoa com Deficiência. A meta, segundo a assessoria, é construir entre 40 mil e 50 mil metros quadrados de calçadas por ano. A assessoria conclui um levantamento da situação das calçadas em 900 prédios públicos.

“Vamos saber como estão as calçadas, os locais onde elas já estão adequadas e onde não estão”, afirmou o vice-prefeito e assessor para Pessoa com Deficiência, Luiz Antonio Ângelo da Silva. Na sua avaliação, o programa está em expansão. “A sociedade comprou a ideia”, frisou o vice-prefeito.

A pasta também desenvolve projetos denominados Rampa Segura e Travessia Segura, complementares ao Calçada Segura, explicou Luiz Antonio. A assessoria mantém uma equipe técnica que orienta a comunidade na construção de calçadas. No ano passado, a prefeitura fez campanha e determinou a proprietários de imóveis de 62 ruas e avenidas a adequação do passeio.

A SSM constrói calçadas em praças, áreas verdes e vielas da cidade. A construção é feita de duas formas, no piso de concreto ou bloquetes. A SSM executa ainda a instalação de guias rebaixadas nas faixas de travessia de pedestres para uma melhor mobilidade das pessoas com deficiência e idosos.

Segundo a pasta, neste ano, 248 rebaixamentos de guias foram instalados pela cidade. Além destas obras, serviços como a operação tapa buraco, nivelamento de guias e sarjetas e construção de bocas de lobo são executados pela SSM.

A Secretaria Municipal de Educação também integra o programa e tem trocado ou implantado o Calçada Seguro nas unidades da rede municipal de ensino. A pasta informou que já foram construídos mais de 30 mil metros quadrados de calçadas nas escolas.

Para auxiliar a comunidade a construir calçada, a Urbam (Urbanizadora Municipal), vinculada à prefeitura, tem equipe especializada na construção de passeio. Desde o lançamento do Calçada Segura, em 2007, a empresa já construiu 33 mil metros quadrados de calçada.

O Vale

Construção do Camelódromo é dado inicio na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou as obras do camelódromo da praça João Mendes (Sapo), que irá abrigar os ambulantes já instalados no entorno. É o segundo dos três camelódromos previstos pela prefeitura para abrigar 243 informais que trabalham nas ruas e praças do centro.

As obras são executadas pela SSM (Secretaria de Serviços Municipais) e a previsão é que devam ficar prontas até dezembro. No momento, funcionários da SSM trabalham na implantação do piso, similar ao adotado no programa Calçada Segura.

O camelódromo será implantado em uma área da prefeitura, em frente a dois terrenos utilizados como estacionamentos particulares de veículos. A secretária municipal de Defesa do Cidadão, Marina de Fátima de Oliveira, relatou ontem que o espaço comporta pelo menos 42 boxes, o suficiente para abrigar todos os camelôs da praça João Mendes.

Os boxes serão cobertos e terão 1,60 metro de comprimento por 2 metros de largura. A secretária destacou que planeja incrementar o local com boxes de alimentação, para atrair clientela. Entre os ambulantes, o clima é de expectativa quanto ao projeto, que integra a proposta da prefeitura de revitalização do centro.

“O que podemos fazer é torcer para que dê tudo certo”, afirmou Severino Ramos, que trabalha na praça há cerca de 15 anos. O primeiro camelódromo está em construção na rodoviária velha.
O plano prevê a implantação de 90 boxes no terminal, além de uma ampla reforma do espaço. O serviços são executados pela Urbam.

Para o camelódromo, denominado de Centro Popular de Compras, serão transferidos os ambulantes da praça Padre João (Matriz).

Há resistência do grupo, que avalia que os boxes seriam pequenos. Os ambulantes reivindicam redução dos boxes e ampliação do espaço. O terceiro camelódromo está projetado para a travessa João Dias, localizada entre a rua 15 de Novembro e a orla do Banhado. Moradores de edifícios próximos estão resistentes ao projeto do camelódromo no local.

A secretária afirmou que planeja se reunir com os moradores para mostrar a maquete eletrônica do camelódromo. “Vamos convidar os moradores para conhecer a proposta”, afirmou. Ela avalia também a possibilidade de se reunir novamente com os ambulantes da praça da Matriz para analisar o pedido de revisão do projeto previsto para a rodoviária velha.

CAMELÓDROMO
Obra
Prefeitura inicia a construção do segundo camelódromo do centro da cidade, na praça João Mendes (Sapo)

Detalhes
O camelódromo será implantado em uma área pública em frente a dois terrenos utilizados como estacionamentos

Boxes
O camelódromo terá 42 boxes cobertos

Prazo
Os espaços serão distribuídos entre os ambulantes que ocupam o entorno da praça e a obra está prevista para ser concluída em dezembro

Execução
O serviço esta a cargo da SSM

O Vale

A procura de apoio…

Para garantir apoio à proposta de instalação de uma termelétrica no bairro Torrão de Ouro (zona sul), a Prefeitura de São José intensificou o lobby pelo projeto junto a entidades empresarias da cidade.

O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José e a Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) já receberam visitas de representantes do governo Eduardo Cury (PSDB) e adotaram discurso favorável à termelétrica ou usina de recuperação energética a partir de resíduos sólidos.

As visitas aos empresários da cidade são normalmente conduzidas pelo secretário de Meio Ambiente, André Miragaia, e pelo diretor-presidente da Urbam (Urbanizadora Municipal), Alfredo de Freitas.

Ainda segundo o presidente da Urbam, o objetivo “é debater o assunto para que o cidadão possa reunir o maior número de informações sobre o tema”, “sem nenhum tipo de pressão”, disse.

Hoje à noite, o encontro dos agentes políticos do governo tucano será na ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, durante as comemorações do Dia do Comerciante. A instalação de uma termelétrica tem encontrado forte resistência de organizações não-governamentais e ambientalistas do município.

Eles defendem que o modelo, que recupera energia a partir do lixo, é nocivo ao meio ambiente e à saúde daqueles que residem próximos à planta da termelétrica.

Por sua vez, o prefeito defende a usina de recuperação energética com melhor solução para ampliar a vida útil, estimada em 12 anos, do aterro sanitário de São José. Freitas, por sua vez, rechaça a ideia de lobby e pressão.

Ambientalistas vão enviar às entidades civis de São José um documento mostrando que há outras alternativas para o lixo, além da termelétrica que o governo Cury quer implantar na cidade.

Segundo o advogado e ambientalista Lincoln Delgado, se essa ideia fosse benéfica para São José, a prefeitura não precisaria fazer uma defesa tão grande do projeto. A ONG Consciência Ecológica, junto com outras entidades, está preparando um documento para mostrar o lado que a prefeitura não mostra.

A TERMELÉTRICA

O que é
São José produz 670 toneladas de lixo por dia. A proposta da prefeitura é que, com a termelétrica, o lixo orgânico seja destinado para a biodigestão, transformando-se em compostagem após a remoção de água e gás metano e o remanescente e o lixo seco são destinados à incineração

Polêmica
Para ambientalistas, a termelétrica não é prioridade. Coleta seletiva, reciclagem e campanhas para consumo sustentável seriam medidas mais eficazes. A termelétrica também traria malefícios à saúde

Fonte: O Vale