Segunda parcela do Auxilio Moradia é liberado a Famílias

A Prefeitura de São José dos Campos começa a pagar hoje a segunda parcela do aluguel social, no valor de R$ 500, para os ex-moradores do Pinheirinho. De acordo com a administração, as famílias cadastradas serão comunicadas por telefone a comparecer na agência da Caixa Econômica Federal no centro da cidade para receber o benefício.

A previsão é convocar um total de 987 famílias que receberam o primeiro cheque até 11 de fevereiro. Os sem-teto serão cadastradas no banco para passar a receber o benefício em conta bancária. O segundo lote de pagamentos deve cair na próxima semana. Quem não tiver conta no banco poderá receber a segunda parcela do aluguel por meio de cheque nominal.

De acordo com a prefeitura, 1.297 famílias já receberam o primeiro cheque do governo no valor de R$ 1.000, sendo R$ 500 do auxílio-mudança e outros R$ 500 do aluguel. O auxílio foi anunciado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 26 de janeiro, quatro dias após a reintegração de posse do Pinheirinho. Os sem-teto receberão o benefício até serem contemplados com novas moradias.

Outras 60 famílias cerca de 200 pessoas ainda estão alojadas no ginásio do Jardim Morumbi. Elas afirmam ter dificuldade para alugar imóveis na região. “Não consegui alugar nada. Já me ofereceram o cheque, mas se eu pegar terei de deixar o abrigo. Não posso sair com meus três filhos para morar na rua”, disse a dona de casa Paola Regina dos Santos, 24 anos. A prefeitura informou que está auxiliando as famílias sem-teto a encontrar casas nas imobiliárias da cidade.

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Famílias do Pinheirinho se mudam para casa de Parentes

Ex-moradores do Pinheirinho contemplados com aluguel social pela Prefeitura de São José dos Campos se mudaram para casas de amigos e parentes. É o caso da família da dona de casa Maria José de Almeida, 62 anos. Ela deixou o abrigo da prefeitura para ir para a casa de uma amiga no Jardim Itapuã (zona leste). Junto, levou 16 pessoas.

“Sou eu, mais a família dos meus três filhos. Ela é nossa amiga e nos acolheu. Estamos procurando casas, mas está muito difícil”, disse. A gerente de vendas Elenita Saladin, 42 anos, diz que abriu as portas de sua casa para amenizar o sofrimento da família. “Uma delas foi minha babá por 14 anos. Não podia abandoná-la nesse momento.”

Pelo menos 140 famílias sem-teto ainda estão nos dos ginásios do Dom Pedro 2º, Jardim Morumbi e Vale do Sol, todos na zona sul. A meta é que até o final de semana o ginásio Ubiratan, no Dom Pedro, seja fechado. “Temos 10% das famílias em abrigos e esse número já era esperado. São famílias mais simples e com menos referência na cidade, e isso tem gerado maior dificuldade na locação de moradias”, disse o secretário de

Desenvolvimento Social, João Francisco de Sawaya Lima, o Kiko. Ontem, a prefeitura designou 30 servidores municipais para acompanhar as famílias em imobiliárias da cidade. “Nossa expectativa é que essas famílias consigam garantir uma casa. As pessoas ficam olhando só na zona sul, mas tem imóveis em outras regiões”, disse.

Ao todo, já foram distribuídos 1.033 cheques no valor de R$ 1.000 (R$ 500 do aluguel social e R$ 500 de auxílio-mudança). Foram cadastradas 1.250 famílias sem-teto. A Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba) informou que apenas 10% dos 3.550 imóveis disponíveis para locação no mercado estão dentro da faixa de R$ 500.

Segundo a entidade, em 55% dos contratos o locador do imóvel exige fiador, o que dificultaria a negociação com ex-moradores do Pinheirinho.

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Com o auxilio moradia, famílias começam a deixar abrigos

A Prefeitura de São José pretende concluir a entrega de 1.250 cheques do aluguel social às famílias removidas do Pinheirinho, na zona sul da cidade, até a próxima semana. Ao todo serão repassados R$ 1,250 milhão em recursos. Cada família receberá nessa primeira parcela R$ 500 do aluguel social e uma parcela única de R$ 500 de auxílio mudança. A segunda parcela de R$ 500 será disponibilizada no dia 28 de fevereiro.

A meta da prefeitura é concluir a remoção das famílias dos quatro abrigos municipais até sexta-feira. Das 1.100 pessoas abrigadas, cerca de 800 já teriam saído.

De forma paralela, a Secretaria de Desenvolvimento Social começa a convocar hoje as famílias abrigadas na casa de parentes e amigos. Elas também serão contempladas. “Todos os cheques já estão impressos. E agora iremos chamar as famílias que não estão nos abrigos”, disse o secretário, João Francisco de Sawaya Lima.

Nos abrigos, as famílias aguardam com expectativa pela liberação do cheque do aluguel social e reclamam da dificuldade de encontrar um imóvel ára alugar. “Estamos esperando pelo cheque, mas ainda não encontramos uma casa. As imobiliárias querem um fiador”, disse o pedreiro I.J., 44 anos.

O presidente da Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba), Marco Aurélio Peneluppi, afirmou que em todas as cidades são necessários fiadores nos casos de locações. “Essas exigências não se aplicam somente aos moradores do Pinheirinho”, disse.

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Auxilio moradia é antecipado para famílias do Pinheirinho

A Prefeitura de São José começou a distribuir ontem os primeiros cheques do aluguel social às famílias sem-teto expulsas da área do Pinheirinho, na zona sul da cidade. As primeiras 31 famílias contempladas estavam abrigadas no poliesportivo do Jardim Morumbi, considerado o mais precário dos alojamentos municipais em razão da superlotação. Das 1.100 pessoas acolhidas pela prefeitura, 420 estavam neste abrigo até ontem.

Cada família recebeu um cheque de R$ 1.000, sendo uma parcela única de R$ 500 a título de auxílio mudança e outra de R$ 500 para o aluguel. O recebimento do benefício está condicionado à saída imediata dos abrigos da prefeitura. A entrega dos cheques continua hoje. Segundo o secretário de Desenvolvimento Social João Francisco de Sawaia, o Kiko, outras 700 famílias já estão aptas a receber o aluguel.

São requisitos do programa que famílias possuam renda de até três salários mínimos (R$ 1.866), tenham se cadastrado na prefeitura e estejam alojadas nos abrigos ou na casa de parentes ou terceiros. Ao todo, foram cadastradas 1.250 famílias. Os dados de todas elas estão sendo submetidos a uma triagem para verificar quais se enquadram no perfil social do programa. Os sem-teto contemplados receberão o auxílio até ganharem novas moradias no programa habitacional.

O projeto de lei que liberou o auxílio-moradia para as famílias desalojadas tramitou em tempo recorde. O texto foi aprovado em sessão extraordinária na manhã de ontem e sancionado pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) no final da tarde, permitindo a liberação dos primeiros cheques minutos depois.

Uma emenda da bancada governista ampliou o benefício a famílias alojadas na casa de parentes. O texto original limitava o repasse aos alojados em abrigos municipais. A emenda também garantiu que o benefício seja renovado até haja dê uma solução definitiva de moradia (por parte de qualquer uma das esferas de governo) às famílias.

Todas as oito emendas da bancada do PT foram rejeitadas, inclusive a que garantia transporte e vaga em escola para crianças do Pinheirinho. O valor do aluguel social será dividido entre Estado e prefeitura: o primeiro pagará R$ 400 mensais por família e o segundo complementará o valor com mais R$ 100.
O Estado liberou ontem R$ 1,040 à prefeitura para o início dos pagamentos.

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