Parque Santos Dumont ganha Leitura no Bosque na cidade

Neste sábado (27), às 9h30, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) inaugura outro espaço dedicado exclusivamente à leitura e à literatura. Trata-se de mais uma etapa do projeto Leitura no Bosque, que além de ser realizado nos parques Vicentina Aranha e Parque da Cidade, também será desenvolvido no  Parque Santos Dumont. “Este é o terceiro parque de São José dos Campos que recebe o projeto, e terá um diferencial: ao invés de uma sala leitura, vamos expor os livros em duas bibliotecas portáteis, que ficarão instaladas no quiosque do parque”, explica Mario Domingos de Moraes, presidente da FCCR.

Mário comenta ainda que as bibliotecas portáteis  têm capacidade para até mil livros cada e que as obras ficarão expostas no parque para o público escolher e ler gratuitamente, o que visa proporcionar boa leitura em um ambiente agradável e tranqüilo, como acontece nos outros dois parques. O acervo do Leitura no Bosque no Parque Santos Dumont será composto por livros de diversos títulos, categorias e voltados para todas as idades, além de revistas, jornais e gibis e o projeto vai funcionar todos os sábados e feriados, das 10h às 17h,  e domingos,das 12h às 17h.

Programação de inauguração – Dentro da programação de abertura do projeto serão realizadas apresentações de música com o cantor Cagério e banda, e literária com o lançamento do livro “Filó e o hino da Independência”, da escritora Cristina Hernandes.

Doações – O Projeto Leitura no Bosque aceita doações de livros de literatura. Não são aceitos livros didáticos, científicos, de outros idiomas e enciclopédias.
 Barganha Literária – O Projeto Leitura no Bosque possui ainda a Barganha Literária que proporciona a troca de livros, que oferece uma série de obras literárias disponíveis para troca, onde o interessado pode trazer um ou mais livros (em bom estado), troca por outro.
Outros pontos de leitura – Além do Parque Santos Dumont, outros dois parques de São José dos Campos já recebem o Projeto Leitura Bosque: o  Vicentina Aranha, foi o primeiro a ter um espaço de leitura e desde  março de 2011 tem o projeto Leitura no Bosque, e o Parque da Cidade, em Santana, tem o projeto desde julho de 2011.
Leitura no Bosque – Criado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), o projeto disponibiliza, nos parques públicos da cidade, mais de  2000 títulos – revistas, livros e gibis – para a leitura gratuita, além de um espaço exclusivo para as crianças. Geralmente, há lançamentos e bate-papos com autores infanto-juvenis.

Serviço: Parque Santos Dumont – Rua Prudente Meirelles de Moraes, 1000 – Vila Adyanna. Parque Vicentina Aranha – Avenida Prudente Meirelles de Moraes, 302, Vila Adyanna. Parque da Cidade – Av. Olivo Gomes, 100 – Santana. Informações: (12) 3924-7317.

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo – FCCR

Publicado em: 23/10/2012

Parque Vicentina Aranha tem mapa verde na cidade

O bosque do Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, abriga aproximadamente 3.000 árvores de mais de 100 espécies e se constitui em uma das principais manchas verdes urbanas da cidade. A reserva, formada a partir da construção do antigo sanatório, em um área de cerca de 80 mil metros quadrados, reúne árvores nativas da região e exóticas.

Quem visita o parque, pode contemplar enormes araucárias com mais de 30 metros de altura, jatobás, sapucaias, imbaúbas ipês, quaresmeiras, sibipirunas, além de inúmeras espécies frutíferas, como abacateiros, mangueiras, laranjeiras, pés de acerolas e vários tipos de palmeiras entre outras.

Responsável pelo levantamento arbóreo da reserva, o engenheiro florestal Rogério Mazzeo, afirmou que a mancha verde do Vicentina Aranha abriga árvores com idades quase centenárias. “Podemos encontrar espécies com 60 a 70 anos. É uma reserva especial para a cidade”, afirmou o engenheiro.

Segundo ele, o bosque proporciona conforto térmico não só para os frequentadores do parque, mas para os moradores do entorno. O mapeamento arbóreo do parque foi feito com a ajuda da tecnologia, com o emprego de GPS de precisão, para a localização exata de cada árvore.

“Já identificamos a localização, a altura e o tamanho do tronco de cada árvore, agora, vamos verificar o estado de saúde delas”, disse Mazzeo a O VALE. Todo o trabalho do levantamento deve ser concluído até dezembro. “Guardadas as proporções, a proposta é que a reserva seja um jardim botânico, similar aos de São Paulo e Rio de Janeiro”, disse. Também será feito um plano de manejo da reserva.

O Vale

Publicado em: 22/10/2012

Projeto Leitura no Bosque: a Importância de Uma Ideia

Atualmente são frequentes as críticas de professores, jornalistas e escritores à falta de capacidade das pessoas para falar e escrever corretamente a nossa língua. No último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – uma prova que os bachareis em Direito devem realizar para terem o direito de exercer a advocacia – abundaram as chamadas “pérolas”, barbaridades escritas pelos candidatos, todos – imaginem – formados em Direito. Querem ler algumas? Lá vai:
•    – “Perca do praso”, em vez de perda de prazo.
•    – “Prossedimento”, e não procedimento.
•    – “Respaudo”, no lugar de respaldo.
•    – “Inlícita”, no lugar de ilícita.
•    – “Exmo. Sr. Desembargador do Supremo Tribunal Federal”, em vez de “Exmo. Sr. Ministro do Supremo Tribunal Federal”, já que não existem desembargadores no STF, coisa que todo bacharel em Direito tem obrigação de saber.
•    – Atribuição de nota “‘trez'”, em vez de três.
•    – “Consideração do raciocínio jurídico pouco favorável ao “‘pasciente'”, e não ao paciente.
•    – “Observação que o candidato não ‘sitou’ a outra corrente”, no lugar de citou.
Agora pensem: se bachareis em Direito, candidatos a advogados, escrevem dessa forma, imaginem o resto da população… Aliás, essa tragédia cultural não é coisa recente.

Contam até que, certa vez, o famoso jurista e escritor Ruy Barbosa examinava candidatos a um cargo público e perguntou a um dos candidatos: “O senhor sabe ler e escrever?” Com cara de ofendido, o sujeito respondeu: “Eu sou advogado!…” E o Ruy indiferente: “Não me interessa se o senhor é advogado; eu perguntei se sabe ler e escrever!”

A linguagem é o código que temos para nos comunicar uns com os outros. A deterioração deste código pode acabar resultando na desintegração dos padrões lingüísticos. Imaginem cada um de nós falando e escrevendo de forma diferente. O entendimento entre as pessoas – que já não é lá essas coisas – ficará totalmente comprometido.
O advento da Internet veio complicar ainda mais a situação. Os internautas, principalmente adolescentes desocupados e semialfabetizados, inventaram uma nova linguagem que eles chamam de “internetês”. Neste idioma maluco, fruto da preguiça de escrever corretamente, “não” é “naum”, “porque” é “pq”, “também” virou “tbm”, “beleza” é “blz” e vão por aí dezenas, senão centenas, de palavras esdrúxulas e abstrusas, não registradas em nenhum dicionário da língua portuguesa. Diante disso, pensem na dificuldade que tem um estrangeiro que tenta aprender o Português ou mesmo uma criança em fase de alfabetização.
A Internet e a TV são os maiores responsáveis pelo desprezo que, atualmente, as pessoas demonstram pelos livros. E, no entanto, não existe melhor maneira de aprender a falar e escrever bem o nosso idioma do que ler bons livros. É muito mais lendo, do que decorando enfadonhas e complicadas regras gramaticais, que se adquire fluência idiomática.

[hr_shadow]

O projeto Leitura no Bosque, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, é uma iniciativa que visa precisamente estimular o hábito da leitura na população de São José. Implantado inicialmente no Parque Vicentina Aranha, em março deste ano, o projeto oferece espaço especial para crianças e adultos e um acervo com cerca de 800 livros. Outra atividade que segue o mesmo modelo é a Barganha Literária, um local específico para troca de livros. Quem deseja trocar livros já lidos por outros, tem na Barganha Literária o local mais indicado.
Horários
O projeto Leitura no Parque acontece aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas nos parques Vicentina Aranha e Roberto Burle Marx, com entrada franca. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 12 3924.7317. Acesse o portal da Fundação Cultural Cassiano Ricardo: http://www.fccr.org.br.

Lá você encontrará todas as informações sobre projetos, espaços, editais, uma agenda cultural de São José e muito mais.

Não esqueça: povo sem cultura é povo cego, surdo e mudo.