São José tem indice alto de Empregos na cidade

São José dos Campos voltou a apresentar números positivos de contratação de trabalhadores com carteira assinada. Em abril foram gerados 1.216 empregos em São José. Um resultado que se deve a abertura de postos de trabalho nos setores de serviços (792), comércio (253) e construção civil (176). No acumulado do ano, o saldo também é favorável: 820 postos, com destaque para o setor de serviços, completamente estabilizado.

Os dados, divulgados nessa quinta-feira (17), são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O levantamento também mostrou que São José dos Campos está entre as dez cidades paulistas que mais geraram emprego no mês de abril.

Para a Secretaria de Relações do Trabalho, a cidade está em plena recuperação e a tendência é de que a economia fique ainda mais aquecida nos próximos meses. Período favorável para o comércio, devido ao dia das mães e dos namorados, além da chegada constante de novos empreendimentos imobiliários.

Prefeitura de São José

Aviação comercial prevê aumento de 5% na industria

Após ‘amargar’ queda em seus lucros em 2011, a Embraer, de São José, aposta na melhoria da economia de países afetados pela crise, principalmente Estados Unidos e parte da Europa, para se recuperar neste ano. Estimativa da empresa é que o mercado cresça em média 5,2%. De olho nisso, a Embraer planeja aumentar a atuação no segmento de aviação comercial, seu maior gerador de receita.

Apesar de sofrer os efeitos da recessão na economia mundial, a aviação comercial aumentou em 2011 sua participação na receita da empresa, de 61% para 64%. O cenário estaria apresentando “os primeiros sinais positivos”, como afirmou ontem o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Embraer, Paulo Penido.

O executivo participou de teleconferência com jornalistas para falar do balanço financeiro da empresa, divulgado anteontem. O documento mostra que a fabricante registrou queda de 73% no lucro líquido de 2011 ante o ano anterior.

“Estamos cautelosamente otimistas. Observamos os primeiro sinais positivos (nos países afetados pela crise). Na Europa, a situação não está piorando mais”, disse Penido. O executivo afirmou que a recuperação da economia desses países é fundamental para a retomada dos negócios da Embraer, beneficiada com um processo de renovação da frota das companhias aéreas.

“(O mercado de) aviação está relacionado com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Todos sabemos da necessidade de renovação da frota e isso tem gerado demanda por aeronaves.” No segmento de jatos de 60 a 120 assentos, a Embraer é líder, com 45% de participação. Na China, um dos mercados que mais cresce no mundo, esse número chega a 70%.

No ano passado, a venda de E-Jets (família de aeronaves comerciais) cresceu 30% em relação a 2010. Em 2011, seis novos clientes iniciaram operação com os modelos. O campeão de vendas é o E-190, que registrou 68 entregas em 2011, ante 58 de 2010.

Queda. Já a aviação executiva amargou queda de 8% em suas entregas em relação a 2010. A companhia credita o resultado aos reflexos da crise, que atingem o segmento de forma mais forte que outros setores, além da concorrência com jatos usados com preços menores. Na teleconferência, Penido também abordou os feitos do setor de defesa, como o ‘amadurecimento’ do projeto do cargueiro KC-390 e a aquisição de empresas como a Atech e a Orbisat.

O Vale

Revitalização da Galeria Pedro Rachid no centro da cidade

O projeto de reforma da galeria Pedro Rachid, no centro de São José dos Campos, está praticamente pronto para ser orçado e executado pela prefeitura. A meta é iniciar a obra ainda este ano.

A proposta arquitetônica elaborada pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Planejamento e Administração) passa por revisões dos setores do governo que irão ocupar os espaços da galeria, localizada na rua Humaitá, ao lado do 1º Distrito Policial.

Os dois andares superiores do prédio serão ocupados pela Secretaria Municipal de Saúde, que irá transferir para o local a unidade de especialidades médicas. O secretário municipal de Saúde, Danilo Stanzani, informou que os técnicos da pasta já analisaram a proposta do Ipplan e sugeriram algumas adequações.

Segundo ele, o projeto previa a instalação de um dispensário de remédios (espécie de farmácia) em cada um dos andares.

“Optamos por instalar o dispensário no térreo, para facilitar o atendimento aos pacientes”, disse Stanzani. Outra sugestão da pasta é que seja implantada no andar térreo uma recepção geral para fazer a triagem dos pacientes. “A pessoa chega e já é encaminhada diretamente para o setor onde passará por consulta. Isso evitará que o paciente fique circulando pelos andares”, afirmou o secretário.

A nova unidade de especialidades da rede municipal de saúde terá 40 consultórios médicos. Além disso, a unidade contará com uma sala para pequenas cirurgias, sala de coleta de exames, setores de enfermagem, arquivos.

“A intenção é dividir o espaço em grupo de oito consultórios cada para facilitar o fluxo de pessoas”, afirmou. No local também funcionará um centro de referência em saúde ocupacional, que prestará atendimento relacionado a acidentes de trabalho.

“O centro deverá servir de referência para os municípios da microrregião de São José dos Campos”, disse Stanzani. Segundo ele, a proposta será encaminhada ao Paço para que a Secretaria de Obras faça o planejamento de custos do projeto de reforma.

A reforma da galeria integra o projeto de revitalização do centro, denominado ‘Centro Vivo’, elaborado pelo Ipplan em parceria com a prefeitura. O projeto prevê também a saída dos camelôs das ruas, entre outros. Além da Secretaria de Saúde, a galeria deve ter postos de outras pastas municipais, como a Secretaria da Fazenda.

A intenção do governo é criar no local uma unidade similar ao Poupatempo. Também está previsto espaço para cafeteria e alimentação para atrair público. O objetivo é que o local permaneça aberto também durante certo período à noite, para criar movimento no centro. Por enquanto, o governo não tem data para iniciar a reforma, mas a expectativa é que seja executada este ano.

O Vale

Movimento no Aeroporto

O aeroporto de São José registrou no 1º semestre movimento de passageiros superior à capacidade máxima prevista para o ano todo. É o que mostra balanço da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que administra o terminal desde 1996.

Segundo os dados, 101.866 pessoas embarcaram ou desembarcaram no aeroporto até junho cerca de 10 mil a mais que a capacidade estimada para o terminal em um ano, que é de 90 mil passageiros.

A capacidade máxima leva em consideração a estrutura física do terminal para receber os usuários, como saguão para espera, por exemplo. O de São José tem 864 metros quadrados e é considerado pequeno para atender à demanda.

A movimentação registrada no semestre, que ainda não engloba o período de férias, quando a demanda por voos sobe, é quase quatro vezes maior que o verificado no mesmo período do ano passado (26.618 passageiros).

Atualmente, duas empresas operam no terminal a Trip e a Azul que juntas oferecem cinco voos diários. Ambas as empresas têm previsão de aumentar a ofertas de voos, no entanto, a estrutura deficiente do terminal prejudica os projetos.

A Infraero, que suspendeu por tempo indeterminado o projeto de expansão provisória do terminal, não quis comentar o assunto ontem.Em nota, a empresa informou apenas que os dados são positivos.

A Infraero suspendeu por tempo indeterminado investimento de R$ 2,5 milhões anunciado em 2010 que previa dobrar a área destinada a passageiros. A expansão seria feita por meio de um módulo operacional provisório, uma sala pré-montada climatizada.

Sem expansão e com demanda crescente, quem sofre são os passageiros.

Além do saguão pequeno e poucos banheiros, outra reclamação é com relação ao estacionamento, que tem somente 49 vagas. Um projeto em estudo pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) prevê criar novo aeroporto em São José com saída para a Rodovia dos Tamoios.

A proposta, que está sendo estudada com prefeitura e Infraero, prevê construir uma nova pista ao lado da atual que terá acesso direto a empresas do setor aeronáutico que se instalariam no terminal.

A área prevista para abrigar o futuro terminal é do governo federal, por isso, não pode ser desapropriada. A previsão, pelo projeto, é que o novo aeroporto seja erguido pela iniciativa privada, que ainda pagará aluguel à União.

Não existe previsão para o estudo ser concluído, mas a expectativa é que o terminal esteja pronto até 2017.

O Vale