Escolas Particulares podem ficar com a mensalidade mais cara

Escolas particulares da região já começaram a enviar comunicados aos pais de alunos sobre o reajuste na mensalidade do próximo ano, que pode chegar a 11%. A meta da inflação fixada pelo Banco Central é de 4,5% para 2013. A inflação do setor de serviços, porém, tende a ser mais elevada que a inflação geral. Segundo a diretora regional do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), Maria Helena Dutra Bitelli Baeza, o reajuste, que ocorre anualmente, é justificável não só pelo aumento da inflação.

“Além da inflação, houve aumento de insumos (bem ou serviço utilizado na produção de outro bem ou serviço), aumento real do salário dos professores e algum benefício pedagógico que a escola tenha feito. 70% dos custos de uma escola tem a ver com a folha de pagamento, por exemplo .” Já para a diretora administrativa do colégio técnico Opção, Janaína Dias, o aumento não se deve pela inflação. “Não existe uma conjuntura inflacionária, mas percebemos que os custos estão aumentando, desde as contas de água e luz à mão de obra”, disse.

Para ela, as escolas devem ser transparentes e explicar aos os pais a razão do aumento, assim como negociar as formas de pagamento para não haver inadimplência e nem mudança de escola. “A escola tem suas necessidades, mas entende que a família também precisa se adequar. É preciso ser flexível nas negociações”, diz. O índice gerou críticas de pais de alunos. “Eu não acho o aumento justificável. A gente gasta com mensalidade, lanche, que não está incluído,e livros didáticos, fora o material de apoio e aquela lista enorme de coisas, que vem no começo do 1º e do 2º semestres”, afirma o contador Eder Cursino, pai de um aluno de 7 anos da rede particular.
Para ele, parte do material solicitado deveria estar incluso no valor da mensalidade.

O Procon de São José está orientando pais de alunos sobre o reajuste. De acordo com a coordenadora do Procon, Aparecida Santana Borges, a regra é a seguinte: o valor será calculado sobre o valor da última parcela fixada no ano anterior, multiplicado pelo número de parcelas do período letivo. A esse valor poderá ser acrescido montante proporcional a variação de custos a título de pessoal e de custeio. O valor total terá vigência por um ano e será dividido em 12 ou 6 parcelas iguais.

Em aula, ‘Aprendizes de Turismo’ exploram atrativos de Paraibuna

Conhecer a culinária e os principais atrativos de Paraibuna. O que parecia um simples passeio de lazer, na verdade, foi tema de matéria para um grupo de 1.800 alunos do 9º ano de 18 escolas municipais de São José dos Campos. A experiência fez parte do projeto “Turismo, culinária e alimentos: viajar para experiências”, da disciplina de Aprendiz de Turismo. Um dos temas abordados, entre agosto e início de setembro, foi a “Culinária do Vale do Paraíba: Paraibuna histórias e sabores”.

Os alunos conheceram pratos típicos, como o “afogado” (ensopado de carne de vaca servido com farinha de mandioca) e visitaram os pontos turísticos, entre eles a Bica d’água, a Câmara Municipal e a Igreja Matriz. “O momento é de uma aprendizagem além dos muros da escola”, afirmou a orientadora de ensino de Aprendiz de Turismo, Maria Aparecida Agra.

Em abril, os alunos também realizaram a vivência em São José, durante o 6° Festival Gastronômico, com descontos especiais em alguns estabelecimentos participantes. O projeto também prioriza a conscientização dos alunos sobre a importância da atividade turística em sua comunidade. Dessa forma, os participantes são preparados para atuar como agentes de divulgação do turismo junto à população.

Cidade tem 8.000 estudantes na fila da transferência escolar

Cerca de 8.000 alunos estão aguardando transferência para uma das 46 escolas municipais de ensino fundamental São José. São estudantes matriculados em outras unidades da rede municipal de ensino, em escolas estaduais ou particulares que querem trocar de escola. Nenhum deles está sem estudar. De acordo com a Secretaria de Educação, a principal razão para o pedido de transferência é a proximidade da escola com a moradia do estudante, critério usado para definir as vagas nas unidades do ensino fundamental.

A lista de espera para as vagas pode ser acessada pela internet, no site da prefeitura (www.sjc.sp.gov.br).  É possível averiguar a situação de cada aluno que aguarda transferência por escola e por série. Todos eles foram classificados de acordo com os critérios adotados pela Secretaria de Educação, de abrangência e idade (do mais velho para o mais novo). “Quando abrir uma vaga, quem estiver cadastrado e morar mais perto daquela escola terá preferência”, disse Cristine De Angelis, chefe da Divisão de Planejamento da pasta. “Isso não significa que os alunos estão sem estudar. Todos eles estão matriculados, mas querem transferência.”

São aceitos 30 alunos por sala. Por isso, só há vagas quando estudantes mudam de unidade, por vários motivos. Estão abertas as inscrições para alunos que querem entrar no 1° ano do ensino fundamental da rede pública de São José, em escolas municipais e estaduais. As inscrições, que seguem até o próximo dia 30, são para o ano letivo de 2014. Podem ser inscritas crianças a partir de seis anos completos, nascidas entre 2007 e março de 2008, que não estão matriculadas na pré-escola municipal e que vão ingressar no ensino fundamental em uma escola pública. Os pais ou responsáveis interessados devem procurar uma escola de ensino fundamental, municipal ou estadual, e fazer a inscrição. Os critérios de classificação para os inscritos serão a escola na área de abrangência da moradia do aluno e a idade do estudante.

Com demanda de cerca de 5.000 vagas em creches de tempo integral, a Secretaria de Educação abriu ontem as inscrições para a educação infantil em unidades da prefeitura e conveniadas. O prazo segue até dia 20 de setembro. Podem se inscrever crianças de 1 a 5 anos nas escolas em período parcial e de 0 a 5 anos nas creches para período integral.

Aula inaugural dá início a curso preparatório com alunos da rede

Um grupo de 200 estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de São José participou na tarde desta segunda-feira (9) da aula inaugural do curso preparatório Pré-Etep, conhecido como “Toddynho”. A iniciativa está sendo possível por meio de um convênio entre a Prefeitura de São José dos Campos e o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia e Recursos Humanos (CDT), entidade mantenedora da Etep. Foram selecionados alunos com bom desempenho das 40 escolas da rede. Dentre os critérios, estão a assiduidade, o comprometimento, a nota e renda familiar.  A aula inaugural teve a presença do prefeito municipal, do secretário de Educação e demais autoridades. “A Educação é a única chave que pode abrir portas para os nossos sonhos, por isso que investir nela é algo tão importante”, afirmou o prefeito.

O secretário de Educação também ressaltou a importância da parceria. “Quando investimos na qualidade da Educação, valorizamos a competência dos nossos alunos. Todos os que estão hoje iniciando esse curso são merecedores e, sem dúvida, essa oportunidade estará abrindo caminhos a eles para o ensino médio”, disse. O curso, que é ministrado a alunos que se preparam para ingressar nos cursos técnicos da instituição, ocorre três vezes na semana e tem aulas de matemática, ciências, português e robótica, cada uma com um média de três horas de duração.

Para a aluna Letícia Arantes, 14 anos, da Escola Municipal Professora Áurea Cantinho Rodrigues, na região central, essa parceria permite que os estudantes de escolas públicas se igualem com os demais para conseguir uma vaga numa escola técnica. “Assim temos a chance de nos igualarmos a todos os alunos, inclusive os de escolas particulares”, afirmou. Para Eliana Moreira Araújo, mãe da aluna Ana Julia Araújo, da Escola Municipal Professora Leonor Pereira Nunes Galvão, na região leste, essa oportunidade tem que ser abraçada. “Nós ficamos muito felizes com essa chance que nossa filha recebeu, agora vai depender dela se emprenhar para ir mais longe ainda”, afirmou a mãe, que acompanhou Ana Júlia na aula inaugural.

Competição SAE BRASIL Demoiselle acontece domingo

 A mais nova competição SAE BRASIL Demoiselle acontece no próximo domingo, dia 1º de setembro, no Ginásio Poliesportivo da ADC Embraer, em São José dos Campos, SP. A competição com as pequenas aeronaves possui 10 equipes inscritas, todas formadas por estudantes de ensino médio de escolas públicas e privadas de São José dos Campos, Jacareí e Botucatu, cidades do Interior paulista. Os voos começam às 10h e prosseguem até as 13h30.

Para participar, as equipes, que somam cerca de 100 estudantes, foram desafiadas a projetar, construir e fazer voar uma aeronave de pequeno porte, propulsionada à hélice e movida pela torção de um elástico, seguindo regras estabelecidas pela SAE BRASIL, disponível no site. Com esta competição, a SAE BRASIL tem por objetivo disseminar o interesse e conhecimento da engenharia e de técnicas de projeto aeronáutico, em particular a partir do fascínio e atração que a aviação exerce sobre o homem.

São José dos Campos – a cidade será representada por 7 equipes, uma delas a Ayr Picanço, formada por nove estudantes da Escola Estadual Ayr Picanço, e que levará um monoplano feito em madeira balsa e papel filme. “Também pretendemos utilizar materiais reciclados de sucatas na construção”, adianta Chang Yu Ming, capitão da equipe e primeiranista do ensino médio. A lista das demais equipes segue anexa.

Composta por 10 alunos do 1º ano, a equipe Ipanema também já faz testes de vôo na aeronave, construída com madeira balsa, cola bastão e papel filme. Os estudantes levarão duas hélices, uma de plástico e outra em madeira balsa, que pode ser moldável. “Nossa equipe está se esforçando bastante para vencer”, diz Nathália dos Santos Barbosa, capitã da equipe.

Jacareí – Única representante de Jacareí, a equipe Águias de Papel, formada por 10 estudantes do Colégio Resende, optou pela fibra de carbono na construção do protótipo, por ser um material leve e resistente. Animada, a equipe se prepara para os testes da aeronave. “Todos da equipe se interessam pela física e pretendem seguir engenharia, por isso estamos muito empolgados para a competição que é uma grande novidade para a escola”, comenta a capitã Danielle da Silva Reis, estudante do 1º ano.

Projetos – Construídas em madeira, papel ou outro material, as pequenas aeronaves devem pesar no mínimo 7 gramas, terem no máximo 40 cm de envergadura (distância entre uma ponta de asa a outra) projetada, hélices de 23 cm de diâmetro máximo e estrutura capaz de suportar a força que o elástico faz sobre ela ao ser torcido por várias centenas de voltas até o lançamento, feito a mão. O desafio é fazer a aeronave, não controlada, voar maior tempo possível numa área delimitada. A equipe que obtiver o maior tempo de voo durante a competição sagrar-se-á vencedora. Além de troféu, os integrantes da equipe vencedora poderão acompanhar, na área vip, a 15ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, agendada para 24 a 27 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP. As segunda e terceira colocadas receberão medalhas.

Demoiselle – Os aviões monoplanos (uma hélice) deverão ser construídos e testados antes da competição. Para a construção será permitido o uso de madeira, papel, filme plástico, cola, fibra de carbono e fibra de vidro, linha, arame, tubo plástico, elásticos, além de qualquer material denso para o lastro (se necessário para balanceamento). O elástico utilizado nos voos oficiais será fornecido pela organização. Cada equipe terá um intervalo de 55 minutos para realizar, no mínimo, três voos.

O termo Demoiselle é uma homenagem da SAE BRASIL ao segundo avião projetado e construído por Alberto Santos Dumont, menos conhecido que o 14 Bis, mas cuja concepção estrutural é considerada excepcional, vindo a influenciar, no começo do século 20, toda a então indústria da aviação, especialmente a europeia.

Demais competições – A SAE BRASIL realiza mais três competições estudantis, estas voltadas para estudantes de graduação em engenharia: a Baja SAE, em que estudantes projetam e constroem veículos off-road; SAE AeroDesign, que estimula o projeto e construção de aeronaves em escala reduzida; e Fórmula SAE, voltada ao desenvolvimento e construção de carros tipo Fórmula a combustão ou elétricos. As três competições seguem os padrões da SAE International e as equipes vencedoras têm conquistado brilhante espaço para o Brasil nos Estados Unidos, onde são realizadas.

Para Ricardo Reimer, presidente da SAE BRASIL, o objetivo maior do conhecimento tecnológico está no processo de inovação e de introdução de novas tecnologias para sua utilização sistêmica, com fins econômicos e sociais. “É essa a filosofia que a SAE BRASIL adota em suas competições estudantis, que desafiam os estudantes de engenharia à ousadia e à criatividade aplicadas aos projetos desenvolvidos por eles”, afirma.

Quando – 1º de setembro de 2013.
Onde – Ginásio Poliesportivo da ADC Embraer
Endereço – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2170 (ao lado da Embraer) – Jd. Aeroporto – São José dos Campos/SP

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Programação

  • 9h – 10h Recepção das equipes
  • 10h – 11h Abertura da 1ª janela para voos oficiais
  • 11h – 12h Abertura da 2ª janela para voos oficiais
  • 12h – 13h Abertura da 3ª janela para voos oficiais
  • 13h – 13h30 Fechamento da janela para todos os voos /Apuração resultados
  • 13h30 – 13h45 Divulgação dos resultados e premiação
  • 13h45 – 14h Encerramento da 1ª Competição Demoiselle

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ITA tem atividades paralisadas para reivindicar melhorias

Pela primeira vez na história do ITA (Instituto Tecnoló-gico de Aeronáutica) após regime militar, os alunos da entidade paralisaram as atividades em protesto contra a qualidade de ensino. A paralisação foi realizada ontem, das 8h às 12h, e contou com a adesão de 90% dos alunos e professores, segundo informou o presidente do CASD Centro Acadêmico Santos Dumont, Marcus Gualberto Ganter de Moura. O ITA possui cerca de 600 alunos e 150 professores em São José dos Campos. A paralisação de ontem foi aprovada em assembleia geral extraordinária do CASD, realizada na semana passada entre os alunos. Os alunos não participaram das atividades e apresentaram aos professores os pedidos de melhorias no ensino.

O presidente do Centro Acadêmico disse que os alunos estão desmotivados com o ensino oferecido pelo ITA. “Nós queremos que melhorem a didática de ensino, permitindo que os alunos realmente aprendam engenharia”, disse Ganter a O VALE. Em texto divulgado pelo CASD, os alunos afirmam que “são diversos os problemas que freiam a instituição e a mantém presa ao passado e a impedem de ser na prática, e não apenas na reputação, uma instituição de verdadeira excelência”, segundo texto da nota. O texto afirma também que “dentre os problemas está um sistema de avaliação coercivo, que, devido a regras e amarrações nas normas do ITA, cria um ambiente propício para abuso de poder, prática de injustiça e terror psicológico de professores para com alunos. Os alunos do ITA pedem a volta do Sistema de Aconselhamento (que existe no MIT), considerado fundamental na formação dos engenheiros e mais transparência na divulgação das notas.

“O ITA está com o programa de expansão, que prevê a duplicação do número de vagas. e outras inovações. O modelo atual possui falhas que queremos corrigir em conjunto com a administração, o quanto antes. Se não, passaremos de 600 alunos, para 1200 desmotivados”, disse Ganter. O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, disse que a instituição está aberta ao diálogo com os alunos e que há o interesse das duas partes em buscar a qualidade de ensino na instituição. O ITA foi criado em 1950, para ser um centro de excelência universitária aeroespacial. A entidade está sob a responsabilidade direta do Comaer (Comando da Aeronáutica).

A instituição tem um dos vestibulares mais difíceis do país. Os cursos oferecidos são de engenharia-aeronáutica, eletrônica, mecânica- aeronáutica, civil- aeronáutica, computação e aeroespacial. Para o vestibular 2014, o ITA aumentou de 130 para 180 o número de vagas oferecidas. Serão 170 vagas para civis e 10 para militares. O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, negou ontem ações coercitivas da direção sobre os alunos e disse que há um diálogo maduro entre as partes. Ele não considerou o protesto como uma paralisação, mas sim como uma reunião onde alunos e professores puderam expor seu pontos de vista para buscar a melhoria da qualidade de ensino.

O reitor disse que convidou os professores para participar da reunião com os alunos. “Acho que foi um agenda positiva. O que os alunos querem é o que nós queremos, ou seja, discutir mecanismos que busquem o avanço institucional, buscando a melhoria do ensino”, afirmou. Segundo Pacheco, o ITA é uma escola mais rigorosa do que as demais, que exige um rendimento muito alto dos alunos. “Algumas medidas que os alunos reivindicaram são difíceis de serem feitas, como a demissão de professores. As decisões tem que ser bem ponderadas, respeitando a tradição do ITA e suas peculiaridades”, disse o reitor. Para buscar as melhorias de ensino no ITA, foi formada uma comissão entre alunos, professores e direção.

Cidade tem inscrições abertas para Escola da Embraer 2014

Os alunos da rede pública da região, que desejam fazer o ensino médio no Colégio Embraer Juarez Wanderley, em São José dos Campos, em 2014, já devem começar a se preparar para o processo seletivo. O Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, mantenedor do colégio, publicou edital com as datas de inscrições que deverão ser feitas, eletronicamente, de 20 a 27 de setembro, pelo site da Vunesp www.vunesp.com.br. A inscrição custa R$ 20 e deve ser paga nos bancos.  Em São José dos Campos, serão oferecidas 200 vagas, paras os moradores da região. O colégio também tem uma unidade em Botucatu, com 120 vagas.

Segundo a empresa, para participar da seleção, o candidato deverá, obrigatoriamente, estar cursando desde o início do ano letivo de 2013, a 8ª série (ou 9º. ano) do ensino fundamental em uma escola da rede pública municipal ou estadual de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava ou Taubaté, para concorrer às vagas do colégio da cidade. O interessado também precisa morar com os pais ou responsáveis nessas cidades e ter nascido após 30 de junho de 1997. Os candidatos terão que fazer uma prova de conhecimentos (questões na forma de teste de múltipla escolha) e uma redação. Os alunos com melhor pontuação serão selecionados para 80% das vagas. As restantes estão destinadas a candidatos que pertençam a famílias com renda mensal bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo.

As provas serão realizadas no dia 10 de novembro de 2013, das 13h30 às 18h, em local ainda a ser definido pelo Colégio Embraer. Os selecionados receberão bolsa integral de estudos, uniformes, materiais didáticos, alimentação na escola e transporte de ida e volta. Os alunos estudam em período integral, 10 horas por dia. O Colégio Embraer foi criado em São José, em 2002, “com a missão de proporcionar ensino de qualidade a 600 jovens, nas três séries do ensino médio, e prepará-los para ingressar nas melhores universidades do país e do exterior”. Segundo a assessoria, desde 2008 os alunos atingem o índice de 100% de aprovação nos exames vestibulares, sendo que mais de 80% são aprovados nas melhores universidades públicas do país. Além disso, o Colégio Embraer tem obtido boa colocação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). No total, mais de 1.800 alunos já foram formados em São José dos Campos.

Governo decide dobrar número de Escolas Integrais na cidade

A Secretaria de Estado da Educação vai dobrar o número de escolas estaduais, que funcionam com o novo modelo de ensino integral, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba até 2014. Das atuais 11 escolas, a região saltará para 23. Serão 12 novas unidades de tempo integral até o início do ano letivo. As escolas serão implantadas em unidades já existentes em sete cidades.

Para tanto, a Secretaria de Educação está promovendo encontros de formação para 1.500 educadores da rede estadual que já atuam no programa de Ensino Integral. Os objetivos são fortificar as ações já implantadas, trocar experiências e discutir os próximos passos. Em todo o Estado, o número de escolas de tempo integral aumentará de 69 para 170. Serão contemplados 56 municípios e 50 mil alunos serão atendidos. No novo modelo do programa, segundo o secretário Herman Voorwald, da Educação a jornada é de oito horas e meia no Ensino Fundamental e nove horas e meia no Ensino Médio, incluindo três refeições.

Além das disciplinas obrigatórias, os alunos contam também com disciplinas eletivas, definidas por cada escola. Os professores recebem gratificação de 75% pela dedicação exclusiva. Em São José, a Secretaria de Educação conta com oito escolas municipais em tempo integral. Numa delas, a Rosa Tomita, no Jardim São José 2, na região leste, a qualidade do ensino melhorou depois que a unidade adotou o sistema. A escola foi criada em 2004 para atender o novo bairro, criado a partir do programa de desfavelização da prefeitura. Com o tempo integral, o nível de aprendizagem passou de 3,9 para 6,2, em 2011.

Faculdade Bilac terá expansão na cidade

Na semana do aniversário de São José dos Campos, o Grupo CETEC Educacional, mantenedor da Faculdade Bilac, da ETEP Faculdades, do IBTA e da Faculdade da Vila Matilde, em São Paulo, anuncia um presente para a cidade, a expansão da Faculdade Bilac. O Grupo adquiriu uma área no centro da cidade e irá ampliar o espaço físico da Faculdade Bilac, que completou 80 anos em 2012. Atualmente, a Faculdade Bilac atende a 2 mil alunos, em 11 cursos superiores tradicionais, de curta duração, além de curso técnico. Após a ampliação, que tem conclusão prevista para o final deste ano, a Faculdade Bilac dobrará a sua capacidade de atendimento.

Segundo o presidente do Grupo CETEC, Thiago Pegas, o investimento na ampliação do prédio, que está localizado no centro de São José dos Campos e é um ícone na história da cidade, visa além de estimular a revitalização daquela região, a beneficiar os alunos que se utilizam de transporte público. “Optamos por investir na região central, pois com as melhorias realizadas no sistema de transporte público, a área tem fácil acesso e oferece comodidade aos estudantes”, explica.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, Felipe Cury, a decisão do Grupo CETEC de ampliar a unidade educacional localizada na região central é acertada. “Essa ampliação do Bilac, que é um orgulho pela qualidade do ensino, reflete a pujança de São José, que é marcada pelo desenvolvimento, e uma escola deste nível no coração da cidade amplia a acessibilidade de todos aqueles que investem na sua formação profissional”, disse.

Sobre o CETEC Educacional

Holding criada em 2005, tem o controle da ETEP Faculdades, com unidades em São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, da Faculdade Bilac, em São José dos Campos, além do IBTA e da Faculdade da Vila Matilde, em São Paulo. No total, as quatro instituições do grupo contam com 16 mil alunos atualmente. O foco é do CETEC Educacional é oferecer cursos de qualidade e formar profissionais com competências que façam a diferença para o mercado empregador.

Sobre o mercado educacional de São José dos Campos

Segundo pesquisa do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), o número de matrículas em cursos presenciais das redes privada e pública na região administrativa de São José dos Campos cresceu 13% de 2010 para 2011, maior que a média do Estado que foi de 4,6%. Foram 57.857 matrículas em 2010 para 65.406 em 2011. Na rede privada, de 41.586 matrículas em 2010 passou para 46.456 em 2011, um crescimento de 11,7%. Na rede pública em 2011 foram 18.950 matrículas contra 16.271 em 2010, um acréscimo de 16,5%.

Dos 39 municípios que compõem a região, São José dos Campos ficou com 38% das matrículas, seguido por Taubaté (27%), Lorena (8%), Jacareí (7%), Guaratinguetá (6%), Cruzeiro (5%), Caraguatatuba (3%) e os demais perfazendo um total de 6%. Nos cursos presenciais, o ensino superior privado em São José dos Campos tem 71% das matrículas enquanto o ensino público fica com 29%. Dentre os cinco cursos presenciais mais procurados da rede privada na região administrativa de São José dos Campos, Administração está em primeiro lugar, seguido de Direito, Engenharia de Produção, Pedagogia e Ciências Contábeis.

Nos cursos tecnólogos das IES privadas, a região administrativa de São José dos Campos teve um crescimento de 33,2%. Foram 6.323 matrículas em 2011, contra 4.747 em 2010. Entre os cinco cursos tecnólogos mais procurados no ensino particular de São José dos Campos, em primeiro lugar está Gestão de Pessoal/Recursos Humanos, seguido por Gestão Logística, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Produção Industrial e Marketing e Propaganda. Na rede pública o mais procurado é Gestão Logística, seguido por Gestão de Empresas, Empreendedorismo, Banco de Dados e Tecnologia Metalúrgica.

16ª edição da Feissecre tem participação da Fundhas

A Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e o Cephas (Centro de Educação Profissional Hélio Augusto de Souza) participam da 16ª edição da Feissecre, a Feira de Tecnologia Industrial, que começa nesta terça-feira (23), em São José dos Campos. O evento ocorrerá até sexta-feira (26) no Parque Tecnológico, das 15h às 21h, com entrada gratuita. Criada em 1998, a feira tem o objetivo de fomentar a inovação industrial e possibilitar oportunidades de novos negócios. Entre os projetos que o Cephas vai apresentar estão trabalhos dos cursos de química, eletrônica e mecânica, como os robôs premiados em competições internacionais, projeto eco-tintas, carrinho de base móvel e outros.

O Cephas é uma instituição educacional mantida pela Fundhas e tem como finalidade oferecer educação profissional por meio de cursos técnicos de nível médio, de acordo com a Lei de Diretrizes e Base (9394/96). Oferece ainda cursos de qualificação e requalificação por formação inicial e continuada, cursos de curta duração para atender trabalhadores, independentemente de escolaridade prévia.

A presença da Fundhas e do Cephas na feira é importante para a busca de parcerias, sejam elas referentes aos cursos ou à empregabilidade dos alunos. A Fundhas é uma instituição sem fins lucrativos, mantida pela Prefeitura de São José dos Campos que atende crianças e adolescentes, de 7 a 18 anos, em diversas unidades regionalizadas.