Verba é liberada para obras de contorno na Tamoios

O governo estadual vai usar R$ 1,93 bilhão de um pacote de investimentos de R$ 11,9 bilhões para a construção dos contornos sul e norte, entre Caraguatatuba e São Sebastião, da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios.
O recurso virá de financiamentos com organismos de crédito, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Anunciado ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), o pacote de investimentos foi assinado com o governo federal por meio do PAF (Programa de Ajuste Fiscal), aumentando o limite de endividamento paulista. “É emprego na veia”, disse Alckmin, ressaltando a importância dos investimentos para a geração de vagas no Estado.

Segundo ele, a garantia dos recursos permite ao governo estadual acelerar os projetos para a conclusão dos contornos do Litoral Norte, que terão 38 quilômetros de extensão ligando Ubatuba a São Sebastião sem a necessidade de entrar no tráfego urbano. “Com as obras do trecho de planalto da Tamoios indo muito bem, os contornos garantirão mais uma etapa dessa obra que vai aumentar a fluidez do tráfego entre o Litoral e o Vale”, disse o governador.

Orçada em R$ 1,6 bilhão, a construção do contorno sul, entre Caraguá e São Sebastião, foi aprovada anteontem pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente). A obra terá 31 quilômetros de extensão, sendo cinco deles por meio de túneis pela Serra do Mar, e obrigará a desapropriação de 1.200 imóveis. A meta do governo é iniciar a construção em abril de 2013. Já o contorno norte, com 7 km e custo de R$ 336 milhões, está em análise pela Cetesb.

O Vale

Escolas da cidade tem mal desempenho segundo Ideb

Metade das escolas públicas de São José dos Campos e Taubaté não atingiu a meta no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é o principal indicador público do ensino fundamental no país.
Dos 128 colégios municipais e estaduais das duas cidades, 62 tiveram nota aquém da esperada. Em Taubaté, outras 15 unidades não foram avaliadas.

Divulgado anteontem pelo MEC (Ministério da Educação), o levantamento revelou que 3 escolas de São José estão entre as 10 melhores do Estado: a estadual José Mariotto e as municipais Waldemar Ramos e Mercedes Klein quarta, nona e décima, respectivamente.

Das 39 cidades da RMVale, 26 alcançaram o objetivo traçado pelo governo federal. Os dados são referentes a 2011. Elaborado desde 2005 e publicado a cada dois anos, o Ideb une o fluxo escolar e o desempenho na Prova Brasil, feita por alunos de escolas públicas.

Com bonsresultados individuais, as 87 escolas joseenses somadas não obtiveram a meta de nota 5 indicada no ranking, mas chegaram perto, com 4,9. Os índices vão de 0 a 10. O colégio Estadual Sônia Pereira, no Parque Interlagos, foi o sexto pior do Vale do Paraíba.

“A educação pública de São Paulo está entre as melhores do país e é sempre mais difícil alcançar todas as metas”, disse o secretário de Educação de São José, Alberto ‘Mano’ Marques, por meio de nota. Já Taubaté vive um paradoxo. Enquanto comemora a pontuação de 4,7 (acima da meta de 4), a cidade teve 20 colégios municipais entre os 23 da cidade abaixo do indicador.

“A situação é enfrentada por um número muito grande de estabelecimentos de ensino do país e da região, que em 2009 já apresentavam índices de avaliação mais elevados”, afirmou a Secretaria de Educação, por meio de nota. Para o diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Gilmar Ribeiro, o problema da rede estadual paulista está no sistema de progressão continuada, em que o aluno avança com apenas uma avaliação entre o 5º e 6º anos.

“Os ciclos de avaliação têm que ser pelo menos de dois em dois anos. O nível de conhecimento de 80% dos alunos que terminam hoje o colegial é de um estudante de 6ª série.”

O Vale

Devido as Eleições, reforma da Praça da Matriz é adiada

O prefeito Eduardo Cury (PSDB) suspendeu a publicação do edital para a requalificação arquitetônica e urbanística da praça Padre João (Matriz), no centro de São José dos Campos. Por orientação da sua assessoria jurídica, o prefeito decidiu adiar para depois das eleições municipais de outubro o lançamento do edital, previsto para ser divulgado esta semana, que abriria concurso para recebimento de propostas para a revitalização do local.

Segundo a assessoria de Cury, a Secretaria de Assuntos Jurídicos analisou o assunto e orientou que, em virtude do período eleitoral, não seria o momento adequado para a administração efetuar gastos publicitários com a divulgação do concurso urbanístico. Na avaliação da pasta, a legislação eleitoral é bastante restritiva com relação aos gastos publicitários nesse período. Somente é possível realizar gastos com publicidade em casos de emergência.

O edital do concurso para a revitalização da praça foi elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Planejamento de Administração), em conjunto com a Secretaria de Planejamento Urbano. A intenção do Ipplan é envolver a comunidade, especialmente os arquitetos, no processo de recuperação do centro.

A revitalização da praça integra o projeto Centro Vivo, elaborado pelo instituto para revitalizar toda a área do centro antigo de São José. Já estão sendo executados vários projetos. O governo Cury iniciou as reformas das praças Cônego Lima e João Mendes (Sapo). Outro projeto em execução é a transformação da travessa Chico Luiz, ao lado do Mercado Municipal, em calçadão.

A reforma da Galeria Pedro Rachid, na Rua Humaitá, também já começou. O espaço abrigará no térreo repartições públicas municipais e um café. Os andares superiores serão destinados ao setor de especialidades médicas da Secretaria de Saúde. O Centro Vivo contempla ainda a ampliação e revitalização geral da Praça Afonso Pena.

O Vale

Dia 3 de Outubro é realizado o Leilão do terreno da Selecta

Para atrair interessados na compra do terreno do Pinheirinho, localizado na zona sul de São José dos Campos e avaliado em R$ 187 milhões, a Justiça autorizou a venda parcelada da área. O valor referencial representa o dobro do preço venal da área, estimado em R$ 92,7 milhões. Também supera valor de outros dois laudos encomendados pela própria massa falida da Selecta, antes da reintegração de posse R$ 130 milhões e R$ 180 milhões.

O edital de venda da área foi concluído ontem pelo advogado do leiloeiro, Sidney Palharini Júnior, e será submetido ao Ministério Público e ao juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, da 18º Vara Cível, responsável pelo processo de falência da massa falida, antes de ser publicado em diário oficial.

O leilão será realizado no dia 3 de outubro, a partir das 14h, na Casa de Leilões Sodré Santoro, em São Paulo. O valor inicial de lance será livre. Também será possível fazer lances no site do leiloeiro, a partir do dia 3 de setembro. Interessados terão de se cadastrar no site e comprovar renda.

O terreno não será fracionado e a venda será da área total. Será permitido o parcelamento, desde que com um sinal de 30% do valor. O restante pode ser dividido em 12 vezes com correção monetária definida pela tabela de juros do Tribunal de Justiça.

Acima de 12 parcelas, além da correção haverá juros de 1% ao mês. Todas as propostas serão submetidas à avaliação do juiz. Também será permitida a venda da gleba por um grupo de investidores. E quem se arriscar em comprar a área e desistir pode ser multado em 20% do valor do terreno.

Com 1,3 milhão de metros quadrados (equivalente a 130 campos de futebol), a área foi reintegrada pela Justiça em 22 de janeiro deste ano. As cerca de 1.700 famílias que viviam no local há quase oito anos foram expulsas com ajuda da PM.

O Vale

Cidade tem alto indice de Exportação em Julho de ano

São José registrou alta de 72,7% nas exportações em julho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. O cenário em Taubaté foi semelhante. Dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior mostram que no mês passado São José exportou o equivalente a US$ 483,4 milhões, ante US$ 279,8 milhões em julho do ano passado.

No acumulado do ano, a cidade já despachou o equivalente a US$ 3,376 bilhões, crescimento de 3% se comparado com o mesmo período de 2011. O setor aeronáutico é o maior exportador do município, com volume de US$ 2,3 bilhões, seguido pelo segmento automotivo, com exportações de US$ 260 milhões.

Se comparado com junho, as exportações em julho registraram recuo de 23,6%. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa, avalia que o desempenho é resultado do maior volume de entregas feitas pela Embraer no primeiro semestre deste ano. “No ano passado, a Embraer entregou menos aviões, o que refletiu nas exportações de São José, uma vez que a empresa é a maior exportadora da cidade”, disse.

Taubaté também registrou alta de 72% no período comparado. Em julho deste ano, o município despachou produtos no valor de US$ 149,4 milhões ante US$ 86,5 milhões em julho do ano passado. Jacareí registrou alta de 5% no mesmo período. Em julho, o município exportou US$ 21 milhões contra US$ 19,9 milhões no mesmo mês de 2011, segundo os dados.

O Vale

Julho deste ano tem alto indice de empregos na cidade

As cinco maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba registraram em julho saldo positivo na geração de empregos formais, com carteira assinada, mostra pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O levantamento aponta que Taubaté registrou o melhor desempenho do ano na criação de postos de trabalho, com saldo positivo de 499 vagas. São José obteve o segundo melhor desempenho em 2012, com saldo positivo de 610 vagas formais. Segundo os dados do Caged, em Taubaté, foram admitidos 3.193 pessoas, ante 2.694 demissões.

A alta na geração de empregos foi puxada pelos setores de serviços e comércio, com saldos positivos de 186 e 20 vagas, respectivamente. Também contribuiu para o bom resultado o setor industrial, com saldo positivo de 178 vagas de trabalho. No ano, o município acumula 1.562 postos de trabalho positivos.

Após registrar baixa na geração de empregos em maio e junho, São José dos Campos recuperou postos de trabalho em julho. No mês, foram admitidos 8.236 trabalhadores e dispensados 7.626, segundo mostra a pesquisa do Caged.

Serviços, comércio e a construção civil foram os segmentos que alavancaram a criação de empregos, com saldo positivo de mais de 100 vagas formais cada um.No ano, o município registra saldo positivo de 735 postos de trabalho.

O secretário de Desenvolvimento e Inovação de Taubaté, Anthero Mendes Pereira Júnior, disse que a tendência para os próximos meses é de ampliação do emprego. “Taubaté atravessa um bom período de crescimento. Nos próximos meses serão criadas mais vagas com os novos empreendimentos que a cidade vai ganhar”, disse.

Ele destacou que os setores de comércio e serviços devem gerar pelo menos 1.000 postos diretos e indiretos com a inauguração de novas lojas, como do hipermercado Extra, aberto nesta semana. “A construção civil também está bastante aquecida no município e deve gerar novos postos”, disse.

Em São José, o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, analisa que o comércio, após um período de ‘ressaca’ na contratação de empregados, começa a se recuperar. “A perspectiva é positiva e a tendência é de mais contratações”, afirmou Felipe Cury.

Para o secretário municipal de Relações do Trabalho, Ricardo Dinelli, a abertura de lojas em shoppings e o crescimento de empreendimentos individuais, como o MEIs (Micro Empreendedor Individual), contribuíram para a geração de empregos. Jacareí, Pindamonhangaba e Guaratinguetá também registram saldo positivo na geração de empregos, mostra o Caged.

O Vale

De olho na Copa, Embraer fica atento com vendas

A Embraer, de São José, desenvolve um plano para ampliar sua participação no mercado da aviação executiva no país que até 2014, por conta da Copa, deve se tornar o segundo maior do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

Hoje em terceiro lugar no ranking global do segmento, o Brasil tem atualmente uma frota de 720 jatos executivos voando no país. Destes, 112 são só da Embraer pouco mais de 15%. Só nos últimos dois anos, foram entregues 70 aeronaves do segmento para clientes brasileiros.

Segundo avaliação da fabricante, em dez anos, o mercado brasileiro nesse nicho deve quase que dobrar com mais 550 aeronaves negociadas em uma cifra que pode ultrapassar US$ 8 bilhões. Uma das apostas da fabricante é reforçar sua participação em feiras do setor, como a Labace (Feira Latino-Americana de Aviação Executiva, que acontece até amanhã no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Além disso, a empresa também prepara expansão de sua rede de serviços no Brasil, a fim de melhorar o atendimento ao cliente. Nesta semana, um novo simulador foi inaugurado em São Paulo. Outra frente é o novo centro de serviços para o segmento em Sorocaba.

Em termos globais, a Embraer detém uma fatia de 14% do mercado da aviação executiva em unidades. A meta é ampliar também a sua participação global no segmento, que é altamente competitivo, com empresas consolidadas no setor como Dassault (francesa) e Bombardier (canadense), entre outras fabricantes.

A Embraer prevê que o mercado mundial de aviação executiva no mundo pode movimentar US$ 260 bilhões no período entre 2012 e 2021,se a economia global conseguir crescer em ritmo sustentável. Isso representa a comercialização de 11.275 unidades. Se o cenário for negativo, esses números caem para US$ 205 bilhões e 8.660 unidades.

Para executivos da companhia, a participação de mercado da empresa brasileira vai crescer em ritmo mais acelerado quando começarem a ser entregues os novos jatos Legacy 450 e Legacy 500. A previsão é que as entregas do Legacy 500 comecem no final de 2013 e as do modelo 450 no final de 2014.

A Embraer entrou firme na aviação executiva a partir de 2005, mas a sua presença se fortaleceu após 2008. Essa unidade de negócio será responsável este ano por cerca de 20% da receita global da companhia, com faturamento estimado entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,3 bilhão.

O Vale

Primeiros dias de trabalhos da Rota é aprovado

A cúpula da Polícia Militar avaliou positivamente os dois primeiros dias de operação da Força Tática Regional, a tropa de elite da corporação no Vale, que fez patrulhas na região sul de São José ontem e anteontem. Hoje, os 20 homens e cinco viaturas do novo pelotão atuarão pela primeira vez fora da cidade. O município a receber o reforço policial será definido entre Taubaté, Caçapava e Jacareí.

No primeiro dia, os policiais fizeram 85 abordagens e detiveram dois menores que haviam furtado um carro no Jardim Satélite, zona sul de São José. O balanço do segundo dia será divulgado hoje. “Nossa avaliação é muito positiva. A população também gostou. Aumentou a sensação de segurança na localidade da operação”, disse o coronel Leônidas Pantaleão de Santana, comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), a quem a Força Tática Regional está subordinada.

O novo pelotão é formado por policiais das Forças Táticas da região e conta com 40 homens em dois grupos de 20, que atuarão todos os dias em alguma cidade da região. O foco é a prevenção de crimes. Segundo Santana, as vantagens do grupo são atuar de forma dinâmica, sem limitação geográfica e sem desfalcar as unidades de Força Tática da PM na região, nas quais atuam cerca de 200 homens. A prioridade dos policiais será aprender armas, drogas, veículos roubados ou furtados e capturar foragidos.

O Vale

Nova Lei de Zoneamento é atacada pelo Prefeito Cury

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), acusou candidatos de oposição de prometerem rever a Lei de Zoneamento interessados em um suposto apoio financeiro de construtoras para a campanha. As empresas do setor figuram entre as principais financiadoras das eleições na cidade e querem mudar ao menos 15 pontos da legislação que consideram restritivos à expansão urbana.

“Tem de tomar cuidado com os candidatos que, para ficarem bem com as construtoras, querem acabar com a lei, que foi uma vitória para São José”, disse Cury em entrevista à rádio Piratininga na terça-feira. A declaração foi dada após o candidato do PT ao Paço Municipal, Carlinhos Almeida, defender a revisão da lei durante uma sabatina promovida por empresários da construção civil.

“Eu fico com medo de quem promete isso para atender as grandes construtoras que querem acabar com a qualidade de vida em São José”, disse Cury. “Temos de ver a real intenção do candidato que promete mudar a Lei de Zoneamento, porque precisa ter a campanha financiada e faz essas promessas”, completou.

Procurado por O VALE, Cury reafirmou sua preocupação com mudanças estruturais na lei, como a liberação de prédios com mais de 15 andares em regiões consolidadas e a redução do recuo lateral entre as construções. A lei exige distância mínima de dez metros entre uma edificação e outra, mas os empresários da construção querem que esse recuo seja de seis metros.

“Tenho enorme preocupação de que isso Lei de Zoneamento venha a ser usado na campanha política como compromisso em nome de uma minoria, e em prejuízo da qualidade de vida e das conquistas que a lei trouxe para a sociedade”, informou o prefeito por meio de sua assessoria. O tucano frisou que “os eleitores precisam ficar atentos” aos candidatos que assumem o compromisso de mudar a lei em troca de apoio financeiro.

“Espero que a sociedade esteja vigilante para evitar que modificações estruturais desse porte sejam feitas. E acredito que a sociedade esteja madura para rechaçar qualquer tipo de interesse escuso que possa colocar em risco conquistas importantes da lei”, disse.

Cury descarta pressões dos empresários da construção civil sobre o candidato do PSDB à sua sucessão, Alexandre Blanco. “No nosso caso, nunca houve dessas pressões, mesmo porque nós nunca as aceitaríamos. Uma demonstração dessa evidência é que propusemos e aprovamos a Lei de Zoneamento. E conversei com o candidato do PSDB e vi que partilhamos da mesma opinião”, informou o prefeito.

A nova Lei de Zoneamento de São José foi aprovada em agosto de 2010. Desde então, empreiteiras reivindicam alterações pontuais na lei, alegando que as novas regras travam o crescimento da cidade. Nesta semana, empresários do setor iniciaram uma série de sabatinas com os prefeituráveis para expor suas reivindicações.

O Vale

Governo Federal publicara edital do Trem Bala

O governo federal anunciou ontem que irá divulgar na próxima semana a minuta do novo edital do TAV (Trem de Alta Velocidade), entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, e planeja realizar um primeiro leilão de concessão do empreendimento em maio do próximo ano.

A minuta do edital será disponibilizada no site da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para consulta pública, a partir do dia 23 de agosto. A expectativa do governo é que o edital final seja colocado à disposição do mercado em dezembro deste ano.

Antes, serão realizadas audiências públicas em várias cidades, entre elas, São José dos Campos. A retomada do projeto do Trem-Bala foi anunciada ontem em Brasília, na solenidade de lançamento pela presidente Dilma Roussef (PT) do Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias, com investimentos de R$ 133 bilhões.

Após o fracasso de dois leilões do Trem-Bala, o governo decidiu fatiar o projeto em duas etapas. Na primeira será definido a empresa que irá fornecer a tecnologia e os trens. Na segunda, será escolhida a empresa que irá construir a ferrovia de alta velocidade. A intenção é que o TAV esteja em operação até 2020.

A Etav, estatal criada para gerenciar o projeto, será transformada na EPL (Empresa de Planejamento em Logística), sob o comando de Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da ANTT.
A nova estatal será criada por Medida Provisória e terá a incumbência de gerenciar o pacote de concessões de rodovias e ferrovias anunciado ontem pela presidente Dilma.

Paradas. Com 510 quilômetros de extensão, a ferrovia de alta velocidade vai cruzar a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.
Pelo projeto, a RMVale terá pelo menos duas estações obrigatórias. Uma em Aparecida e outra a ser definida pelo operador do sistema. O custo inicial do projeto, de R$ 33 bilhões, pode ser revisto, uma vez que a estimativa foi feita em 2008.
A RMVale poderá abrigar uma das oficinas de manutenção do sistema.

O Vale