Cidade tem projeto que facilita aprendizado de Matemática

Alunos de três escolas municipais de São José dos Campos, todas na região sul, farão parte de um projeto piloto para reforçar o ensino de matemática por meio do computador e da internet. Serão beneficiados 210 estudantes do 5° ano das escolas Jacyra Vieira Baracho, Dom Pedro de Alcântara e Moacyr Benedicto de Souza, respectivamente nos bairros Jardim Veneza, Dom Pedro 1º e Campo dos Alemães.

Eles terão acesso a um computador pessoal e a um site com vídeo-aulas, exercícios e interatividade com consultores para reforçar o aprendizado de matemática. Criada por alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José, a plataforma permite que cada aluno seja acompanhado individualmente por meio da internet, podendo receber apoio de acordo com suas necessidades.

Thiago Feijão, 23 anos, que cursa o último ano de engenharia mecânica-aeronáutica no ITA e é presidente da QMágico, empresa que criou a plataforma, está entusiasmado com a oportunidade de colocar em prática o sistema em São José. “Já temos cerca de 12 mil alunos em outras cidades com acesso à nossa plataforma. É uma honra trabalhar em São José.”

Para tanto, a Câmara da cidade aprovou na última quinta-feira a cooperação entre a Secretaria de Educação e a Fundação Lemann, de São Paulo. O projeto de lei segue agora para a sanção do prefeito Eduardo Cury (PSDB). A Lemann é apoiadora do QMágico e será responsável pela implantação do projeto piloto em São José.

Não haverá transferência de recursos entre a Secretaria de Educação e a Fundação, que trabalha com projetos de inovação e tecnologia na área da educação. Segundo a coordenadora de projetos da entidade, Daniela Caldeirinha, a parceria terá validade por seis meses e poderá ser ampliada para outras escolas municipais.

“A nossa ideia é ampliar o trabalho em São José, cidade com a qual temos outros projetos de cooperação. Vamos dar suporte ao projeto.” Na avaliação de Regina Scarpel, assessora técnico-pedagógica da Secretaria de Educação, o projeto piloto deve começar a ser implantado a partir da próxima semana, após a sanção do prefeito. “Professores e alunos estão entusiasmados com o projeto, que terá um benefício direto no aprendizado deles em sala de aula.”

O Vale

A partir de Sexta-feira (24) os Radares voltam a funcionar

Após dois meses sem fiscalização, São José dos Campos volta a operar a partir de sexta-feira os sete radares fixos que se revezam em 53 pontos de monitoramento do trânsito. A cada rodízio, são 8 vias vigiadas (um dos aparelhos monitora duas ao mesmo tempo).

Os equipamentos foram substituídos por novos, como parte de um pacote de R$ 2,6 milhões que prevê a troca dos aparelhos e a ampliação da fiscalização na cidade. Até o final do ano, segundo informou a Secretaria de Transportes, o número de radares fixos vai passar de 7 para 12, as plataformas de 53 para 74, as lombadas eletrônicas de 2 para 4 e o avanço semafórico de 3 para 4.

Desde 21 de junho, quando uma nova empresa foi contratada para operar o serviço, o sistema vinha sendo substituído. No período, apenas dois radares móveis cuidaram da fiscalização do trânsito na cidade, que conta com uma frota de mais de 300 mil veículos.

Segundo a prefeitura, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) inicia hoje a aferição dos aparelhos para liberar a fiscalização na sexta. Após a primeira fase, de troca de radares e plataformas, será iniciada a expansão do sistema em áreas que hoje não são fiscalizadas.

Entre os novos pontos que devem ganhar plataformas para a fiscalização estão a Via Norte (após o viaduto), as avenidas Mário Covas, Francisco Matarazzo, das Rosas e Andrômeda (próximo ao Pró-Visão), o Anel Viário (próximo à rua Turquia) e o cruzamento das avenidas Cidade Jardim com Salinas, na zona sul.

Os novos radares fixos contam com câmera de vídeo para monitorar on-line as avenidas e ruas e também um sistema denominado de OCR, que permite identificar a placa do veículo. No primeiro semestre do ano, foram aplicadas 86.253 multas em São José 55% por excesso de velocidade. A avenida Olivo Gomes, no bairro Santana, zona norte, liderou o ranking, com 3.489 infrações registradas.

De janeiro a maio, a prefeitura arrecadou R$ 4 milhões com multas. O destino da verba é alvo de questionamento pela população. “Se o dinheiro fosse aplicado de maneira clara e a gente tivesse acesso ao que é investido, eu aprovaria. Agora, ficar pagando por pagar, eu não acho certo”, disse a publicitária Arlete Mendes, 34 anos.

Em média, 473 motoristas são multados por dia na cidade. Além de excesso de velocidade, a falta do cinto de segurança, estacionamento proibido e dirigir falando ao celular são os campeões de multas. “As autoridades só trabalham na consequência. Tem que agir preventivamente na educação e conscientização dos motoristas”, disse Reynaldo Vasconcellos, 28 anos, administrador de empresas.

O Vale

Moradores da cidade ja pagaram mais de R$1 Bilhão em Imposto

O consumidor de São José já pagou este ano R$ 1,288 bilhão somente em impostos, segundo a Associação Comercial de São Paulo, que trouxe ontem à cidade o ‘Caminhão do Impostômetro’. O montante daria para construir mais de 36 mil casas populares ou mais de 4.000 postos de saúde equipados, ou ainda comprar mais de 16 mil ambulâncias equipadas, segundo a ACSP.

É a primeira vez que o veículo é trazido à cidade, como parte da campanha liderada pela associação para conscientizar sobre a alta carga tributária no país. O caminhão funciona como uma vitrine, que exibe os preços de mais 30 produtos com e sem impostos, para que o consumidor conheça quanto está embutido no que compra.

Quem passou pelo caminhão ontem, que ficou estacionado no centro da cidade, demonstrou surpresa e indignação ao saber de impostos pagos sobre produtos do dia-a-dia do brasileiro, como o papel higiênico, por exemplo, que tem 39% de carga tributária.

O preço médio do produto sem imposto é de R$ 2,79. Com as taxas, sobe para R$ 4,59. Outros produtos têm carga maior ainda, caso da cachaça 81%, segundo a Associação Comercial de São Paulo. O valor de R$ 1,288 bilhão em impostos recolhidos na cidade abrange as esferas municipal, estadual e federal cerca de R$ 2.100 por habitante.

“A gente paga tudo isso e nem sabe por que”, disse o aposentado José Carlos dos Santos, 67 anos, que parou para conhecer o ‘Caminhão do Impostômetro’, que ficou das 11h às 14h na praça Afonso Pena. As recepcionistas Ana Luiza Mesquita, 21 anos, e Bruna Cerrito, 22 anos, disseram que ficaram surpresas com a carga tributária.

“É um absurdo o volume de impostos que se paga no Brasil. Os produtos expostos no caminhão dão mostra de como o cidadão é enganado”, afirmou o comerciário Luiz Costa Manso, 35 anos. O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, relatou que a intenção da visita é conscientizar o cidadão. “Foi muito boa a vinda do caminhão a São José. A cidade conheceu um pouco mais o apetite cada vez mais voraz pela arrecadação de impostos no Brasil”, disse.

A passagem do caminhão por São José faz parte da campanha ‘Hora de Agir’, para estimular o cidadão a exigir reforma tributária. O veículo percorrerá outras cidades do interior, mas não há previsão de outras cidades do Vale. Mais informações no www.impostometro.com.br.

O Vale

Para conter usuários de Crack, Força Tarefa age

O avanço do crack em São José forçou o prefeito Eduardo Cury (PSDB) a criar uma força-tarefa para combater a droga e recuperar o dependente químico. A ofensiva foi definida após usuários da droga ocuparem marquises, canteiros de avenidas e prédios abandonados em regiões nobres da cidade para usar a droga.

O mal-estar social causado pela presença dos usuários rondando a cidade e a pressão de setores do comércio reforçaram a necessidade de uma ação conjunta entre Desenvolvimento Social, Saúde e Defesa do Cidadão. Na última semana, as três pastas anunciaram uma campanha de combate à droga. A estimativa é que São José tenha 6.000 usuários de crack pelo menos 100 perambulam pelas ruas da cidade.

A nova ofensiva da administração tem o objetivo de recuperar o usuário de crack em estágio avançado de degradação física e social. A estratégia é promover rondas diárias em pontos fixos da cidade e pedir o apoio do comércio e da sociedade para acabar com as esmolas e doações de alimentos.

O objetivo é recolher o usuário e garantir alimentação e atendimento médico em postos da prefeitura. E com o apoio da saúde e de assistentes sociais, avaliar a necessidade de internações compulsórias, indicadas para usuários que comprometam a própria vida. Serão realizadas rondas na região da 9 de Julho, Major Antonio Domingues, Praça Matriz, Praça Romão Gomes e no entorno do terreno do Pinheirinho, zona sul.

A secretária de Defesa do Cidadão, Marina Oliveira, quer pôr fim aos ‘trocadinhos’ dados pelos moradores aos usuários de drogas. “É o trocadinho que financia a compra da droga. As pessoas precisam se conscientizar”, disse. Moradores serão alertados a abandonar o hábito de esmolas. A pasta quer estimular o uso do telefone 153 para ampliar denúncias.

O Vale

ConstruVale pretedem atrair mais de 20 mil pessoas na feira

A oitava edição da Construvale começa na próxima quinta-feira (23) em São José dos Campos com a expectativa de fechar mais de R$ 30 milhões em negócios imobiliários. O evento será realizado no Expo Vale Sul, na zona sul da cidade, e irá apresentar 4.000 opções de imóveis a venda no município até o dia 26.

Na quinta e sexta-feira, o evento será realizado das 14h Às 22h. No sábado e domingo o horário é extendido das 10h às 22h. Segundo a Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), organizadora de evento, serão 280 estandes a disposição do público. A expectativa é que o número de visitantes chegue a 20 mil pessoas durante os quatro dias da feira.

G1 (Vnews)

Segundo Ibope, Área da Saúde é a pior da cidade

Pesquisa Ibope encomendada pela Rede Vanguarda mostra que a Saúde é a área em que os moradores de São José dos Campos enfrentam os maiores problemas. A pergunta faz parte da segunda pesquisa de intenção de voto para prefeito de São José, divulgada na última quinta-feira (16).

O questionário foi aplicado entre os dias 13 e 15 de agosto para 602 moradores de diferentes regiões da cidade.

Confira abaixo as respostas à pergunta: ‘diga qual área em que, na sua opinião, a população de São José está enfrentando os maiores problemas?’:

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55% Saúde
12% Segurança Pública
7% Educação
4% Geração de Empregos
3% Calçamento de ruas e avenidas
3% Trânsito
3% Transporte Coletivo
3% Habitação

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[text_col last=”true” align=”left” left=”1.5″]
2% Assistência Social
1% Limpeza Pública
1% Abastecimento de Água
1% Meio Ambiente
1% Imposto e taxas
1% Administração Pública
1% Opções de lazer
1% Corrupção

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G1 (Vnews)

Posto de Atendimento ao Trabalhador tem vagas abertas

O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, está com 175 vagas de emprego abertas para os moradores. O destaque são as 33 oportunidades para a função de pedreiro. Para se cadastrar o interessado deve se dirigir até o PAT de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, portando RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de residência.

Além do cadastro, o PAT oferece serviços como consulta às vagas disponíveis e emissão de carteiras profissionais. O posto fica na Rua Pedro Ernesto, 111, na Vila Sanches.

Confira as principais vagas disponíveis:

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  • Motoboy: 22
  • Motorista Carreteiro: 10
  • Vendedor Porta a Porta: 3
  • Serralheiro:3
  • Instalador de Insulfilm: 2
  • Chapista de Lanchonete: 2
  • Atendente de Balcão:2
  • Marceneiro: 4
  • Pedreiro:33
  • Operador de Motoniveladora 1
  • Cozinheiro geral: 3

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[text_col last=”true” align=”left” left=”1.5″]

  • Empregado Doméstico nos Serviços Gerais: 7
  • Cuidador de Pessoas Idosas e Dependentes: 1
  • Babá: 1
  • Carpinteiro: 3
  • Armador de Ferragens na Construção Civil:3
  • Engenheiro Civil: 1
  • Cuidador de Idosos Domiciliar: 2
  • Instalador de Painéis: 1
  • Costureira em Geral: 2
  • Pintor de Obras: 15
  • Professor de Maternal (nível superior): 1

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G1 (Vnews)

Será reaberto o Cine Teatro da cidade em 2013

O impasse sobre a destino do tradicional Cine Teatro Benedito Alves da Silva, no centro de São José dos Campos, chegou ao fim. O local, fechado há 9 anos, deve manter sua vocação cultural e será reaberto no primeiro semestre de 2013.

A informação foi dada pela direção do Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento (Ipplan), responsável pelo projeto de revitalização da região central da cidade, o ‘Centro Vivo’.  A proposta é que o edifício volte a operar suas atividades por meio de parceria entre a iniciativa privada e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo. O modelo foi batizado de administração múltipla.

Com isso, o Cine Teatro deverá se tornar um centro cultural e receber peças teatrais, apresentações de música e dança, exposições e exibição de filmes. O objetivo é garantir a frequência de público no local, inclusive a noite, conforme prevê uma das etapas do projeto de revitalização do Centro.

O patrimônio, construído na década de 50  foi um dos pontos polêmicos da proposta. No ano passado, a diretora geral do Ipplan, Cynthia Gonçalo, anunciou a intenção de conceder o prédio à iniciativa privada. Na época, três empresários teriam demonstrado interesse no edifício, que tem vista privilegiada para o Banhado, cartão postal de São José. Eles operariam nas ramos gastronômico, de entretenimento e lazer noturmo. A classe artística da cidade se revoltou e fez mobilizações e protestos contra a proposta.

Definição
Por isso, a administração reavaliou o caso e em março deste ano realizou uma consulta pública para definir o futuro do Cine Teatro. Simultâneamento dez empresários demonstraram interesse pelo espaço e enviaram propostas para análise do instituto.

“Estamos finalizando o modelo de negócios para reabertura ainda no primeiro semestre do ano que vem”, garantiu a diretora. Segundo ela, as obras serão feitas pela prefeitura, mas o projeto ainda não foi concluído. Ainda não há projeção do investimento para a reforma.

Avaliação
Artistas da cidade questionam o modelo de gestão compartilhada sugerido pela administração. Esse é o caso da escritora e artista fundadora da Companhia Cultural Bola de Meia, Jacqueline Maumgratz. “Não vejo problema em compartilhar o espaço que antes era exclusivo para o teatro com outras linguagens artísticas. Mas acho que o comando deve se manter exclusivo nas mãos do governo e o empresários atuando apenas como coloboradores”, afirmou.

O produtor, músico e fotógrafo Marcelo Magano também contesta. “O que a iniciativa privada quer, sempre, é lucro. Vão explorar quem, os artistas? Aquele é um teatro pequeno, para a comunidade. A Fundação Cultural teria competência para gerir sozinha a agenda do teatro, o problema é que querem terceirizar tudo”, disse Magano. Ele sugeriu a abertura de editais para que os próprios artistas apresentem propostas.

G1 (Vnews)

Devido ao excesso, falta vagas para estacionar na cidade

Conceito disseminado em filmes publicitários, a paixão do brasileiro pelo carro traz consigo problemas que ficam à margem das peças de ficção. Não bastassem gastos com manutenção, combustível e impostos, o simples ato de parar o veículo em uma vaga é um sacrifício cotidiano.

Em São José dos Campos não é diferente. Com uma frota que já ultrapassa a marca de 300 mil veículos para uma população de cerca de 630 mil pessoas, segundo o último Censo 2010, achar uma vaga para estacionar é quase uma aventura. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, a região central da cidade tem aproximadamente 1.000 vagas de estacionamento em ruas e avenidas, controladas por parquímetros da zona azul.

Para se ter uma ideia da dificuldade, se todos os motoristas de São José decidissem parar o carro ao mesmo tempo, cada vaga seria disputada por 245 veículos. “Na rua não tem jeito. A cidade não foi planejada para tanto carro. A única forma de melhorar isso é fazer um centro novo e deixar o velho pra lá”, ironizou o inspetor de qualidade Ismar Teixeira, de 57 anos. Para ele, a saída foi um estacionamento privativo na avenida Nelson D’Ávila. “É mais seguro”, disse.

O diretor da Secretaria de Transportes de São José, Paulo Guimarães, disse que as ações públicas para expandir o número de vagas de zona azul no centro da cidade já estão esgotadas. Segundo ele, o foco é agora no transporte coletivo. “A ideia é que as pessoas substituam os carros pelos ônibus. Para isso, estamos melhorando a condição do transporte público, com o projeto corredores e as ciclovias”, disse.

O ‘Projeto Corredores’, que prevê o uso de uma faixa exclusiva para a circulação de ônibus, já foi implantado em avenidas centrais como São João e Adhemar de Barros. Nessas vias, o estacionamento de veículos de passeio fica proibido.

A falta de vagas na superfície faz com que o poder público discuta a criação de estacionamentos subterrâneos para acomodar a demanda de veículos. A ideia não é nova, mas a promessa agora é de que ela sairá do papel. “Estaremos finalizando o projeto até o fim do ano. As obras estão previstas para 2013”, disse Guimarães. A avenida Heitor Villa-Lobos é um dos locais em estudo.

Para o especialista em trânsito, Ronaldo Garcia, a solução está numa parceria do comércio com a administração municipal. “Existem áreas não utilizadas no centro de São José. Uma parceria dos empresários com a prefeitura poderia ajudar na criação de estacionamentos coletivos para atender aos clientes das lojas”, disse.

O Vale

Aluguel de Bicicletas será testado no mês de Setembro

A Prefeitura de São José dos Campos vai testar a partir da segunda quinzena de setembro um sistema de aluguel de bicicletas no centro da cidade. O projeto-piloto será implantado em três pontos: na Praça João Mendes, na Praça Cônego Lima e no Largo da Igreja de São Benedito.

Inicialmente, 30 bicicletas serão disponibilizadas de graça nesses locais de graça para deslocamentos. Após realizar um cadastro, o usuário utilizará o cartão do ônibus para pegar uma delas. O projeto faz parte do Plano Estratégico Centro Vivo, que busca revitalizar a região central de São José.

“É preciso estimular o uso de bicicleta no centro. É um meio de transporte saudável e sustentável”, disse Cynthia Gonçalo, diretora geral do Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), gerenciadora do Centro Vivo. A empresa que fará o serviço não foi divulgada, mas segundo o Ipplan ela não cobrará nada pelos serviço nos próximos seis meses.

As três estações funcionarão durante 180 dias em fase de teste. Após esse período, será aberta uma licitação para a escolha de uma empresa e novas estações serão criadas. O especialista em trânsito Ronaldo Garcia diz que a iniciativa é válida, mas pode encontrar obstáculos.

Segundo ele, o centro é o lugar onde as pessoas fazem compras, “e não fica fácil comprar usando bicicleta”. Garcia também cobra melhorias na infraestrutura do centro para receber ciclistas. “Para fazer os deslocamentos é complicado, não tem ciclovias nem ciclofaixas. Bicicletas e carros terão que conciliar os mesmos espaços, o que não é recomendado.”

Para ele, a saída seria tirar uma das faixas de estacionamento das ruas e trabalhar a conscientização dos motoristas. “É um trabalho em conjunto”, afirmou. A educadora ambiental Federica Giovanna Fochesato, 36 anos, é uma assídua usuária da bicicleta e quase todos os dias vai ao centro.

Para ela, o centro não é muito perigoso para o ciclista, pois os carros estão quase sempre parados. Mas ela cobra mudança no trânsito. “É preciso tirar os estacionamentos das ruas para dar lugar ao ciclista. A política de incentivo à bicicleta precisa vir junto com a restrição ao uso do carro”, afirmou.

Já para o mecânico de bicicletas Alexandre Coelho dos Santos, andar no centro é uma aventura. “Ninguém respeita. Os taxistas e motoristas de ônibus te veem como um adversário. As vezes é preciso subir na guia para não bater no carro.”

Tanto Federica quanto Alexandre cobram conscienti-zação dos motoristas. Segundo o Ipplan, as principais vias do centro vão receber uma sinalização de ciclo-rota para conscientização do motorista e a velocidade máxima permitida para os automóveis trafegarem será reduzida para que o uso compartilhado das ruas seja seguro.

O Vale