Projeto para ampliação do Aeroporto é definido pela Infraero

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) planeja lançar nas próximas semanas licitação para contratar a ampliação do aeroporto de São José dos Campos. A informação foi divulgada ontem pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB), após se reunir na terça-feira, em Brasília, com o presidente da empresa, Gustavo Vale.

O prefeito relatou que o presidente da Infraero informou que já está autorizado o processo de ampliação do terminal, obra prevista para ficar pronta em oito meses. O valor do investimento não foi divulgado, segundo o prefeito. “O presidente da Infraero disse que a obra é para agora”, afirmou Cury.

A ampliação será feita por meio da instalação de um MOP (Módulo Operacional de Passageiros) na área onde hoje está o estacionamento do terminal aeroportuário. Segundo Cury, será um MOP maior do que o previsto anteriormente, anunciado no ano passado, que permitirá ao menos quadruplicar a capacidade de passageiros do terminal, que atualmente é de 90mil por ano.

“Segundo a Infraero, a licitação para a construção do MOP deve levar quatro meses e outros quatro para a implantação do novo terminal”, disse Cury. Ele disse que será um MOP similar aos implantados em outros aeroportos administrados pela empresa, como o de Vitória (ES).

Já o novo estacionamento será construído em outro espaço do terminal, em área do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), proprietária da gleba. O prefeito relatou que a Infraero e o DCTA já entraram em entendimento para a execução do plano. “Com essa ampliação, aumentará também a capacidade do aeroporto de receber voos diários para pelo menos dez”, disse Cury.

“Esse projeto é emergencial e tem o objetivo de melhorar as instalações”, afirmou. A assessoria da Infraero confirmou a reunião do prefeito com a empresa e o plano de implantar um MOP no terminal. Já o projeto do novo aeroporto, previsto para ser construído às margens da rodovia dos Tamoios, ainda não tem previsão de sair do papel.

“Por enquanto, esse projeto ainda está em estudo. Ainda não está definido se o novo terminal será municipal ou concedido à iniciativa privada. Isso depende de estudos da Secretaria de Aviação Civil”, disse o prefeito, que pediu a municipalização do terminal. A proposta ainda está em análise pelo governo. Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, para a cidade o interessante é que o aeroporto deslanche. “Quem sabe agora decola.”

O Vale

Edital de construção Tamoios-Embraer é lançado

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) publicou edital de licitação para a implantação da segunda etapa da ligação Tamoios-Embraer em São José dos Campos. O valor de referência da obra é de R$ 10,55 milhões. Os trabalhos fazem parte do convênio assinado com o Governo do Estado para a ligação Dutra-Carvalho Pinto, pelo qual já foram feitos o alargamento da Avenida Jorge Zarur e a construção e duplicação do Viaduto Talim.

Em junho do ano passado foi realizado o início da obra, com a duplicação da Avenida João Rodolfo Castelli a partir da entrada do Putim até a Estrada Glaudiston de Oliveira. Nesta fase será implantada uma pista duplicada de 2,5 quilômetros até a Embraer.

Ambos os sentidos da via terão duas faixas com 3,5 metros de largura cada, somando quatro faixas de rolamento. O projeto contempla também calçadas para pedestres e ciclovia. O prazo previsto para execução das obras é de 15 meses. Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 20 de setembro.

G1 (Vnews)

Presidente da OAB pede agilidade para entrega do novo Fórum

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Marcos da Costa, esteve na tarde desta terça-feira (21) em São José dos Campos em um evento na Casa do Advogado. Antes do encontro, o magistrado anunciou que encaminhou um ofício ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Sartori, para solicitar a antecipação do prazo para a inauguração do novo fórum da cidade, prevista para novembro.

O pedido foi feito um mês após uma troca de tiros que resultou na morte de duas pessoas minutos antes de uma audiência sobre a lei Maria da Penha no fórum da cidade. O ocorrido trouxe à tona o problema da segurança no local e ampliou a pressão para que a nova unidade, no bairro Jardim Aquárius, seja inaugurada. O novo fórum deveria ter sido inaugurado no último 5 de julho.

O presidente da OAB-SP afirmou que a expectativa, a partir deste ofício, é que o novo fórum seja aberto até setembro. “Fizemos o pedido com urgência, motivado principalmente pela questão da segurança. Esperamos sensibilizar o desembargador. A estrutura do prédio também já está defasada, não comporta mais o movimento de pessoas”, disse Costa. Ele afirmou que o problema seria o conflito de agendas de autoridades que participariam da inauguração.

O projeto do novo fórum prevê que o local seja um modelo de segurança do Judiciário paulista, com catraca eletrônica, detector de metais, vigilância armada e circuito interno de câmeras de vigilância Para o presidente da OAB de São José dos Campos, Júlio Aparecido Costa Rocha, o cancelamento em julho da abertura do novo fórum, causou frustração na categoria. “É necessário que o Tribunal se sensibilize, já passou da hora deste prédio ser entregue”, disse.

Projeto
No evento na tarde desta terça-feira, a OAB-SP lançou oficialmente o projeto “De Mãos Dadas pela Justiça” no Vale do Paraíba.  O programa pretende angariar voluntários entre os estudantes de direito na região para agilizar o trâmite dos processos nos fóruns do Vale do Paraíba e com isso, amenizar os problemas causados pelo défict de mão de obra. O trabalho é uma parceria da OAB com o Tribunal de Justiça, que deve decidir pela realização dos mutirões em cartórios indicados.

Inauguração
Por telefone e por e-mail, a assessoria de imprensa do TJ-SP foi procurada pelo G1 para comentar a respeito da possível antecipação da data de inauguração do novo fórum de São José dos Campos, mas não retornou aos contatos até às 19h desta terça-feira.

G1 (Vnews)

Tempo na região fica seco e agrava casos crônicos

A umidade relativa do ar desceu ontem a 18% em São José dos Campos e a 19% em Taubaté. O tempo seco atingiu o estado de alerta, pela classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde). A situação pode piorar ainda mais, porque não há previsão de chuva até pelo menos o fim deste mês.

Segundo o professor de otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Unitau Leandro Oliveira de Souza, o tempo seco aumenta as chances de infecções e doenças respiratórias.  De acordo com o médico, a camada interna do corpo humano resseca e abre espaço para entrada de vírus e bactérias.

Além disso, o nariz fica congestionado e compromete o bom fluxo respiratório do corpo humano. “O sistema respiratório é um só. Quando a entrada está comprometida, todo o resto se compromete” As principais doenças que aparecem no tempo seco são sinusite, otite, amidalite, laringite, bronquite, pneumonia e asma.

Segundo o Cptec/Inpe, o tempo deve permanecer seco ao menos até o final do mês. Não há previsão de chuva. “Há uma grande massa de ar seca estacionada na região, o que aumenta o calor e reduz a umidade do ar. É algo comum nesta época do ano” disse o meteorologista Felipe Farias. Há 36 dias não chove na região. A última registrada foi no dia 17 de julho.

O tempo seco também é responsável pelo aumento no número de queimadas na região. De 1º de agosto até ontem, o Corpo de Bombeiros de São José registrou 90 ocorrências de fogo em mato na cidade. O número é maior que os últimos quatro meses juntos. De janeiro até ontem, já foram registrados 248 ocorrências.

Os principais focos de incêndio da cidade são a zona sul e leste, com 85 e 73 ocorrências registradas, respectivamente. Em Taubaté, neste mês foram registrados 65 ocorrências de fogo em mato. Segundo o Corpo de Bombeiros, antes da estiagem não houve registros. Os principais focos de incêndio são os bairros Campos Elíseos e Barreiros. Os bombeiros trabalham em parceria com a Defesa Civil no combate a incêndios.

O Vale

Sindicato junto a GM decidirá o futuro da fábrica na cidade

A General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos iniciam amanhã nova rodada de negociações sobre o futuro da fábrica de São José dos Campos, como parte do acordo firmado no dia 4 de agosto, que evitou, temporariamente, a demissão de 1.840 funcionários considerados excedentes pela montadora.  Pelo acordo, 940 empregados vão ter o contrato de trabalho suspenso, medida denominada de ‘layoff’, a partir da próxima segunda-feira, até 30 de novembro.

Outros 900 funcionários permanecem na linha MVA, na produção do Classic, único modelo que ainda é produzidos no setor, após Corsa, Meriva e Zafira terem sua fabricação suspensa. A GM planeja desativar a linha após 30 de novembro.  A retomada das conversações sobre o destino dos excedentes e de um novo acordo entre GM e sindicato para novos investimentos na fábrica local está agendada para as 15h, em São José dos Campos.

Até ontem, no entanto, o local ainda não havia sido definido, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. A GM condicionou analisar possíveis novos investimentos na planta de São José a flexibilizações trabalhistas na planta. Entre as propostas da montadora estão criação de banco de horas, implantação de nova grade salarial e redução salarial.

Por ser a primeira reunião, a direção do sindicato avalia que o encontro será para definição de uma agenda de negociações, uma vez que, pelo acordo de 4 de agosto, as partes vão conversar durante 60 dias. “Acredito que primeiro vamos tratar das questões relacionadas ao ‘layoff’ e da definição de um calendário de conversações”, disse o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Segundo ele, as posições do sindicato não mudaram. “Nós mantemos as propostas que já apresentamos”, disse. O sindicato reivindica da montadora que concentre em São José a produção do Classic, o Sonic (produzido na Coreia do Sul) e volte a fabricar caminhões no Brasil. A montadora já descartou todas.

O diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José, Almir Fernandes, disse que a expectativa é que GM e sindicato cheguem a um acordo que garanta investimentos para a planta de São José. “O sindicato precisa negociar com base na realidade”, disse.

A GM já comunicou, por carta, os funcionários que irão para o sistema ‘layoff’. A previsão é que a maioria dos 940 trabalhadores que estava em férias coletivas até ontem terá o contrato de trabalho suspenso. Segundo o sindicato, a empresa também selecionou empregados de outros setores. De hoje até sexta-feira, os funcionários selecionados para o ‘layoff’ estarão de licença remunerada. Sexta-feira, o sindicato vai reunir o grupo.

O Vale

Limpeza do Terreno da Selecta será realizado pela Prefeitura

A Prefeitura de São José dos Campos resolveu assumir a limpeza do terreno do Pinheirinho, zona sul, depois que a massa falida da empresa Selecta S/A ignorou várias notificações.  Como a área é privada, a Secretaria de Defesa do Cidadão informou que se baseou numa lei municipal para realizar o serviço, que custou R$ 7.900 aos cofres públicos.

A administração diz que vai cobrar o valor dos proprietários na Justiça. Para o governo, o local oferece riscos de proliferação do mosquito transmissor da dengue e de animais peçonhentos.  As cerca de 1.700 famílias que viviam na área há quase oito anos foram expulsas com ajuda da PM no dia 22 de janeiro, após determinação da Justiça. A limpeza do terreno foi determinada pela prefeitura em 2 de fevereiro.

No total, a massa falida da Selecta recebeu 14 multas, sete delas por reincidências, que juntas somam R$ 28 milhões. Avaliada em R$ 187 milhões, a área será leiloada dia 3 de outubro.De acordo com a prefeitura de São José, a limpeza do Pinheirinho foi realizada há uma semana, numa pequena área que compreende o trecho onde a estrada do Imperador cruza com a rua Almirante Barroso.

Foram removidas 37 toneladas de lixo e entulho. O gasto com o serviço foi de R$ 7.900, entre recolhimento, separação e transporte. “É gastar dinheiro público em um terreno privado. O valor não será cobrado. Depois, eles vão perdoar a dívida”, disse Antônio Donizete Ferreira, advogado dos sem-teto.

Ontem, O VALE esteve no Pinheirinho e verificou dois tratores e um caminhão retirando entulho do local. Um carro da prefeitura também foi avistado dentro do terreno.  A assessoria da prefeitura informou que o serviço ontem não era feito pelo Executivo que isso foi feito somente na quarta-feira passada e que desconhecia algum veículo oficial deslocado para a área. A Secretaria de Assuntos Jurídicos informou que irá cobrar da massa falida os gastos com a limpeza. A secretária de Defesa do Cidadão, Marina Oliveira, não comentou o caso.

O Vale

Associação de Feirantes querem Feira Noturna na cidade

A Associação dos Feirantes de São José dos Campos iniciou a entrega de um documento com 13 propostas aos candidatos a prefeito defendendo mais segurança e visibilidade e melhor logística às feiras livres no município. Espécie de carta-compromisso da categoria, que reúne 302 feirantes, o documento foi entregue aos candidatos Carlinhos Almeida (PT) e Alexandre Blanco (PSDB), que já visitaram a sede da entidade, no Bosque dos Eucaliptos, zona sul.

Os demais candidatos Antonio Alwan (PSB), Gilberto Silvério (PSOL), Cristiano Ferreira (PV), Ernesto Gradella (PSTU) e Fabrício Correia (PSDC) também estão sendo convidados para receber as propostas. “Queremos um compromisso dos candidatos para manter e ampliar as medidas que já existem e criar coisas novas para melhorar a vida dos feirantes e dos clientes”, disse Maria Albuquerque, presidente da Associação dos Feirantes, que tem 235 sócios.

Entre as principais propostas da entidade estão a criação de quatro feiras noturnas em São José, instalação de câmeras de vigilância nas feiras e colocação de portais, nos bairros, divulgando os locais que recebem as feiras livres.

A associação defende ainda liberação de estacionamento nas ruas próximas às feiras, banheiros para clientes e proteção para os feirantes. “Sempre tivemos uma boa relação com a prefeitura e acho que isso vai continuar com o próximo prefeito”, afirmou Maria. Na avaliação do arquiteto e urbanista Flávio Mourão, as feiras devem ser incentivadas pelo próximo prefeito, em razão do aspecto cultural e da tradição desse tipo de comércio.

Blanco disse que é favorável à proposta das feiras noturnas e que discutirá outros pontos em uma segunda reunião com a associação. “Vou marcar um encontro com mais feirantes para debater as propostas. Há coisas que talvez não sejam viáveis.”

Carlinhos disse que é favorável à proposta de feira noturna e sugeriu sistema de segurança com monitoramento e guarda municipal. “Vamos apoiar o feirante produtor, incentivando feirantes a se tornarem agricultores e vice e versa.” Alwan disse que irá marcar uma reunião com os feirantes e que apoia as ideias deles. “Feira livre tem que ser defendida e incentivada na cidade.” Os demais candidatos informaram que também se reunirão com a categoria.

O Vale

Lei de Zoneamento deve ser suspendida por 5 anos

Empresários do setor da construção civil pressionam os candidatos a prefeito de São José a assumir o compromisso de suspender os efeitos da nova Lei de Zoneamento por cinco anos. Nesse período, o grupo propõe a vigência de um pacote com 15 alterações, entre elas a que flexibiliza a proibição de espigões acima de 15 andares no núcleo consolidado da cidade.

O setor também quer a redução da distância mínima entre prédios de um mesmo empreendimento e a liberação de torres mais altas em avenidas comerciais. Na avaliação do setor, o mercado precisa de pelo menos cinco anos de ‘trégua’ para absorver as normas em vigência, consideradas rígidas demais.

“Não somos contra a nova lei de zoneamento. Ela deve ser aplicada como foi elaborada, mas dentro de um tempo maior”, disse Cléber Córdoba, presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba). “É preciso um prazo para que o governo leve infraestrutura para os novos locais de crescimento. Essa fase de transição leva cerca de cinco anos. Nesse período precisamos flexibilizar a lei.”

Nos encontros com os candidatos a prefeito, o setor tem apresentado um raio-x do mercado e as dificuldades encontradas no zoneamento. “Queremos que eles avaliem quais são os pontos possíveis de alteração preservando a qualidade de vida. Novos empreendimentos não estão sendo aprovados porque não encontramos terrenos que atendam às exigências da lei”, afirmou Córdoba.

A Lei de Zoneamento atual estimula a construção de espigões em áreas de expansão urbana localizadas na periferia da cidade, especialmente nas regiões sul, leste e sudeste, e na região nobre do Urbanova.  Ao todo, são 22 milhões de metros quadrados de áreas onde é permitida a verticalização ilimitada. Áreas que ainda não seriam dotadas de infraestrutura, segundo o setor.

“As áreas prospectadas ainda precisam ser beneficiadas com infraestrutura e isso demora cinco anos, um período que pode ser transição para as alterações que estamos colocando para os candidatos”, disse o presidente da Aconvap.

Balanço da Secretaria de Planejamento de São José aponta que foram aprovados 77 empreendimentos de grande porte durante os dois anos de vigência da nova lei de zoneamento 39 em 2011 e outros 38 em 2012.  São prédios residenciais e comerciais, além de galpões e indústrias com mais de 600 metros quadrados.  A Lei de Zoneamento anterior, que sofreu mais de 100 alterações, tinha uma aprovação média anual de 128 empreendimentos.

Para o secretário de Planejamento Oswaldo Vieira de Paula Júnior, a lei atual é resultado de estudo técnico e prioriza a qualidade de vida na cidade. Em relação ao mercado, Paula Júnior diz que a lei atual vem promovendo aprovações significativas.

Ele cita ainda a ‘reserva de empreendimentos’ aprovada na lei de transição que garantem fôlego ao mercado. Em três meses, a lei de transição garantiu a aprovação de 214 empreendimentos 181 deles residenciais e comerciais. Em relação às demandas do setor da construção civil, ele afirma que a limitação de gabaritos foi definida por questões técnicas como o esgotamento de equipamentos públicos e do sistema viário.

O Vale

Segundo TSE, Campanha Eleitoral é turbina na cidade

Enquanto as doações não chegam, 10 dos 20 vereadores de São José que concorrem à reeleição injetam recursos próprios para tocar suas campanhas. Apenas o vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV) não está na lista porque este ano disputa a prefeitura. Entre os maiores investidores das próprias campanhas estão Jairo Santos (PV), Walter Hayashi (PSB), Fernando Petiti (PSDB) Valdir Alvarenga (PSB) e Alexandre da Farmácia (PP).

Os dados fazem parte da primeira parcial das prestações de contas disponibilizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Uma nova parcial será divulgada no início de setembro. Com um patrimônio declarado de R$ 173 mil, Jairo Santos informou ter gasto do próprio bolso R$ 20 mil. O valor representa toda a receita divulgada na primeira parcial da campanha.

“Nunca tive recursos de empresário em campanha. Então, a gente conta com recursos próprios e dos amigos”, disse Jairo. Segundo ele, os recursos são de uma poupança feita nos últimos quatro anos. Jairo aposta na elaboração de placas, banners e cartões.

Walter Hayashi desembolsou R$ 15 mil para sua campanha, dinheiro usado para a confecção de 100 mil santinhos, 20 mil jornais e 40 banners. “Ainda não recebi contribuições. Então, para não faltar material, fiz minha própria doação. Agora, conto com os amigos”, disse.

Fernando Petiti injetou R$ 9.500 em sua campanha, que recebeu outros R$ 26 mil em doação cifras que o levaram a liderar o ranking de arrecadação na primeira parcial. Ele gastou R$ 11,6 mil dos R$ 36,2 mil que recebeu. “Nossa prestação de contas foi a mais alta, mas os valores não irão mudar muito nas próximas. Nossa ideia é não estourar o nosso orçamento e saber usar bem esse recurso”, afirmou o tucano.

O ex-presidente da Câmara, Alexandre da Farmácia, também turbinou sua campanha com R$ 10 mil, chegando a R$ 30,9 mil em arrecadação. Valdir Alvarenga do PSB depositou R$ 10.300 de um total de R$ 13.100 arrecadados.

Também investiram em suas candidaturas Wagner Balieiro (PT), com R$ 7.000 em recursos próprios; João Tampão (PTB), com R$ 6.500; Macedo Bastos (DEM), com R$ 5.000; Cristóvão Gonçalves (PSDB), com R$ 3.000; Miranda Ueb (PPS), com R$ 2.250 mil; e Vadinho Covas (PSDB), com R$ 2.200.

Apenas dois vereadores dos 20 que concorrem à reeleição declaram arrecadação zero nesta primeira parcial da prestação de contas: os democratas Renata Paiva e Luiz Mota. Renata, que tem placas e mini outdoors espalhados pelas regiões sul, leste, oeste e norte, não declarou nenhuma movimentação.

Mota informou que já repassou os dados de arrecadação e gastos ao partido para a publicação no TSE. Ele afirma ter recebido R$ 4.500 de sua empresa e outros R$ 2.500 de um amigo. Ele pretende investir outros R$ 10 mil do bolso para garantir sua campanha.

O cientista político Alacir Arruda tem uma visão crítica sobre o auto-financiamento. “Já vimos casos de vereadores que gastam em uma campanha mais do que vão ganhar em salários durante quatro anos. Isso é, no mínimo, brincar com a inteligência da população”, afirmou o analista. “A gente não sabe efetivamente o que acontece.”

O Vale

Confusão em Obras de Trânsito na cidade

Mudanças no trânsito na região leste de São José dos Campos pegaram muita gente de surpresa na manhã desta segunda-feira (20). As alterações acontecem no viaduto do Vista Verde e também na saída da Dutra, no sentido São Paulo. De acordo com a Prefeitura, os desvios são necessários para a realização de obras de recapeamento na Avenida General Motors, que deve ficar interditada no sentido bairro nos próximos 60 dias.

As alterações foram implantadas a partir das 9h, com desvios no viaduto do Vista Verde e também com o fechamento da saída 143 da Dutra, no sentido São Paulo. No mesmo sentido, foi aberta como alternativa a alça de acesso na saída 144.

Os trabalhos de pavimentação compreendem o trecho a partir do semáforo próximo ao viaduto Vista Verde até a rotatória de acesso a avenida dos Cegonheiros. A rota é geralmente usada para quem vai para Eugênio de Melo ou para a General Motors. A alternativa para os motoristas que se dirigem para o distrito ou para a fábrica – e que estão na avenida Juscelino Kubitschek – é seguir pela rua Uberaba, avenida Barbacena, avenida das Cegonheiras e então seguir o percurso usual.

Quem está na via Dutra, no sentido Rio de Janeiro, e está acostumado a acessar o viaduto da Vista Verde para seguir para a avenida dos Cegonheiros ou para a GM deve continuar na rodovia e utilizar o viaduto Santa Inês, já que o acesso para a avenida General Motors estará fechado. No sentido centro, o motorista deve redobrar a atenção, pois o tráfego de veículos seguirá em uma faixa de rolamento.

Logo nas primeiras horas após as mudanças muitos motoristas pararam para pedir auxílio aos agentes de trânsito. A maioria deles foi surpreendida pelos desvios. “Não sabia da alteração por aqui. Tenho o hábito de usar a pista para ir para GM, só que cheguei aqui e está tudo interditado. Não tem nenhum aviso antes”, reclama o motorista Ademar Hotel.

O caminhoneiro Paulo Pereira também teve que refazer o trajeto. “Pego essa via todo dia, mas não sabia dos desvios. Só venho fazer entrega na GM e não conheço nada aqui”, afirma.

Sinalização
De acordo com a Secretaria de Transportes, todas as mudanças e alternativas de trânsito referentes a área estarão sinalizadas e serão monitoradas por agentes de trânsito. Em relação ao transporte público, as linhas 200 (Parque Tecnológico) e 205 (Eugênio de Melo /Galo Branco) terão itinerário alterado no sentido bairro. A partir da avenida Juscelino Kubitschek os ônibus seguirão pelo viaduto Vista Verde, marginal da Dutra até o viaduto Santa Inês para então retomar o trajeto usual.

Os pontos de ônibus próximos da portaria da GM estão sendo temporariamente desativados. Um ponto será instalado embaixo da passarela de pedestres, do outro lado da pista. Os passageiros poderão acessar a GM pela portaria 4 atravessando a passarela. As mudanças de itinerário e de pontos de ônibus serão disponibilizadas aos usuários por meio de informativos afixados nos veículos.

G1 (Vnews)