Para queimar estoquesa, Concessionarias realizam Feirão

Consumidores que procuram comprar um carro zero mais barato podem aproveitar os feirões de montadoras e concessionárias neste final de semana para garantir o benefício da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

O corte, feito pelo governo federal em maio para estimular a venda de carros, está previsto para acabar em 31 de agosto. O Ministério da Fazenda não decidiu se prorrogará a redução do imposto. As lojas trabalham com a expectativa da retomada do valor do imposto. O IPI dos carros nacionais 1.0 caiu de 7% para zero. Carros nacionais até 2.0 tiveram redução de 11% para 5,5% (flex) e 13% para 6,5% (gasolina).

Há veículos novos com descontos de até R$ 3.000 e modelos semi-novos com facilidades no pagamento, entre outras promoções. A expectativa das concessionárias é vender 30% a mais por causa da redução do IPI. Hoje e amanhã, as principais lojas de carros de São José estarão com ofertas para zerar os estoques, que passam de 2.700 carros, entre modelos novos e usados.

“Os vendedores cancelaram a escala de folga para atender o público”, disse Marco Aurélio Silva, gerente de vendas da Itavema Fiat. “O consumidor encontrará preços diferenciados e opções variadas de financiamento”, afirmou Carlos Alberto Soares, gerente de vendas da Original do Vale, especializada em carros da Volkswagen.

Viviane Batista da Silveira, gerente de vendas da Veibrás, concessionária Chevrolet, aposta nas promoções da marca para atrair os consumidores. “É um ótimo momento para trocar de carro”, disse.

O Vale

Arena de Esporte da cidade deve atrasar novamente

A obra para a construção da nova Arena de Esportes de São José dos Campos, que deveria ser entregue até 31 de outubro, deve atrasar de novo. A afirmação é de Sérgio Schildt, presidente da Recoma, empresa responsável pelos trabalhos. “Até outubro é impossível.”

Essa é a segunda mudança no prazo desde que a obra teve início, em agosto de 2011. O novo complexo esportivo, no Jardim das Indústrias, é uma das vitrines do governo de Eduardo Cury (PSDB) e deveria ter ficado pronto em 12 meses. No entanto, alegando problemas com o terreno e com as chuvas, a prefeitura já havia alterado a data de entrega para o fim de outubro.

Atualmente, os funcionários da obra trabalham na implantação das estruturas de concreto que vão receber as arquibancadas. “Cerca de 25% da obra está concluída. Agora o ritmo de trabalho está bom, mas é difícil falar em um prazo para a entrega”, afirmou Schildt.

O VALE procurou a secretária de Obras, Flávia Pitombo, mas ela não foi localizada. A assessoria da pasta informou que desconhece nova mudança no prazo. O novo complexo terá 4.469 lugares fixos, além de outros 600 móveis. Assim que estiver pronta, a arena deve receber grandes competições esportivas. O custo total da obra é de R$ 35,1 milhões, sendo mais de R$ 2,8 milhões em serviços complementares feitos pela Urbam.

O Vale

Agenda Semanal é definida em negociação com Sindicato

Na primeira rodada da nova etapa de negociação entre a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos sobre o futuro da fábrica da montadora em São José dos Campos, ocorrida ontem, as partes reafirmaram suas propostas iniciais, sem previsão de acordo.

Segundo relato do secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha, a empresa informou que a possibilidade de eventuais novos investimentos na planta local depende de medidas de flexibilização trabalhista. Entre elas, criação de banco de horas, nova grade salarial e redução de salários na fábrica.

A GM também informou que a unidade industrial permanece com excedentes de funcionários e que está mantida a previsão de fechamento da linha de montagem conhecida como MVA após 30 de novembro deste ano. Segundo a montadora, o excedente é de 1.840 funcionários de um total de 7.500 empregados do complexo industrial de São José.

“A empresa reafirmou as suas e propostas e nós reafirmamos as nossas”, disse o dirigente sindical. Prates declarou que o sindicato reforçou a tese de manutenção de empregos, inclusive dos funcionários que terão o contrato de trabalho suspenso a partir da próxima segunda-feira, da manutenção da produção do Classic na linha MVA e de novos investimentos no complexo. Atualmente, apenas esse modelo é produzido no setor, onde eram montados também o Meriva, Zafira e Corsa.

No encontro, GM e sindicato definiram uma agenda de reuniões para aprofundar as negociações. A partir da próxima semana, os encontros serão semanais, segundo Prates. A abertura de diálogo faz parte do acordo firmado pelas partes no dia 4 de agosto para evitar a demissão imediata de 1.840 funcionários. Na reunião, a GM informou ao sindicato que houve uma redução de 940 para 925 no número de funcionários que terão o contrato de trabalho suspenso.

Do grupo de 1.840 funcionários, 900 permanecem no trabalho, na produção do Classic. “Segundo a empresa, como há funcionários afastados, o número foi reduzido”, disse. Hoje, o sindicato vai realizar assembleia com o grupo, em sua sede, para orientar sobre a suspensão do contrato. “Vamos passar informações sobre o processo e reafirmar a nossa luta pela manutenção dos empregos”, declarou o dirigente sindical. A assembleia está marcada para as 14h.  A GM informou, por meio de sua assessoria, que não vai se pronunciar a respeito das reuniões com o sindicato.

O Vale

Leilão do oTrem Bala é definido depois de 2 anos

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) divulgou ontem a minuta do novo edital e do contrato de concessão do trem-bala, que vai ligar o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, e marcou para o dia 29 de maio de 2013 o leilão da ferrovia de alta velocidade.

O TAV (Trem de Alta Velocidade) vai cortar a Região Metropolitana do Vale do Paraíba, onde terá obrigatoriamente pelo menos duas estações uma em Aparecida e outra a ser definida pelo operador do sistema. São José dos Campos é a cidade que tem maior possibilidade de ter a segunda prada do TAV.

A ANTT abriu audiência pública sobre as minutas do edital e do contrato de concessão do TAV aos interessados entre 23 de agosto e 24 de setembro de 2012, para receber contribuições de interessados.  A agência também irá promover audiências presenciais para apresentação da documentação disponibilizada e para receber contribuições ao projeto.

Na RMVale serão realizadas duas audiências. A primeira será no dia 13 de setembro, em um hotel de São José dos Campos. No dia seguinte, a audiência será em Aparecida, no Santuário Nacional. Ambas serão das 9h às 13h. Após o fracasso de dois leilões, realizados entre 2010 e 2011, o governo dividiu a concessão do trem-bala em duas etapas.

A primeira será para definir a empresa que vai fornecer e implantar a tecnologia do trem-bala (trilhos, sistemas e o material rodante) e da manutenção e operação do sistema. A segunda etapa, para a contratação das obras civis para a construção da ferrovia, deve ser em 2014.

A previsão da ANTT é que o TAV esteja em operação até 2020. Executivos da agencia acreditam que trechos do trem-bala devem ser operados a partir de 2018. Por enquanto, está mantido o custo inicial, no valor de R$ 33 bilhões, mas possivelmente deve ser revisto.

Segundo a minuta do edital, foi mantida a tarifa teto cobrada aos passageiros de R$ 0,49 por quilômetro, valor definido em setembro de 2008. Essa tarifa só vale para a viagem entre Rio e São Paulo pela classe econômica. Hoje, o bilhete para o trecho custaria no máximo R$ 201,88. A previsão da ANTT é que a demanda de passageiros para o TAV em 2020 será de 42 milhões de pessoas. A nova ferrovia medirá 510 km.

O Vale

Prefeitura intensifica o combate contra usuários de Crack

São José dos Campos está intensificando as ações de combate contra o crack na cidade. Além do Disque Crack, em que as pessoas podem ligar e denunciar o consumo da droga em qualquer horário, e das rondas habituais em pontos críticos, foram implantados quatro locais fixos de atuação.

Desde a semana passada, equipes fixas de abordagem atuam na Avenida Nove de Julho, Praça Romão Gomes, Rua Major Antônio Domingues e Praça Afonso Pena. O trabalho complementa a atuação das rondas de abordagem que atendem outros pontos da cidade e têm como objetivo encaminhar moradores de rua e usuários de drogas para programas sociais e tratamento em clínicas de recuperação. As equipes são formadas por assistentes sociais, educadores e profissionais da Secretaria de Saúde que integram o programa Consultório de Rua.

Na manhã da última terça-feira (21), a equipe do G1 percorreu a região no entorno do terreno do Pinheirinho e constatou pequenos grupos de pessoas morando nas ruas e usando drogas em plena luz do dia. A Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) informou que tem conhecimento do problema e que o local é ponto de visita diária das equipes de ronda. São pelo menos duas visitas por dia na região. Segundo a SDS, o trabalho para retirar essas pessoas das ruas é de convencimento, já que não se pode obrigar a sair dali nem a fazer o tratamento clínico.

Recuperação
Desde junho de 2011, a Prefeitura de São José dos Campos oferece tratamento gratuito para moradores de rua que são usuários de drogas. Desde então, já foram internados 110 pacientes. Após o tratamento, aqueles que não tinham residência ou perderam os vínculos são transferidos para uma casa de transição até que estejam totalmente ressocializados. O local tem capacidade para 50 internos. Atualmente, dez pessoas estão morando no local. Eles foram inseridos no programa Bolsa Auxílio Qualificação, em que recebem uma remuneração mensal, cesta básica e oito horas de cursos do Senai ou Senac por semana.

Para denunciar qualquer situação de mendicância, o morador pode acionar o telefone 153 para que a equipe de abordagem compareça ao local e faça o atendimento.

G1 (Vnews)

Classe Nobre querem barrar crescimento de Prédios

Na contramão do lobby das construtoras para suspender os efeitos da nova Lei de Zoneamento por cinco anos, lideranças comunitárias de São José dos Campos decidiram se mobilizar para pressionar os candidatos ao Paço a manter as regras atuais em seus bairros.

A Associação dos Moradores do Jardim Esplanada, na região central, está preparando uma carta-compromisso, que será submetida a todos os sete postulantes ao governo, solicitando que o bairro continue residencial. O objetivo é evitar zoneamento misto como existe na Avenida Barão Rio Branco, onde estabelecimentos comerciais foram implantados ao lado das casas.

Já os moradores da Urbanova, na zona oeste, querem impedir que seja derrubada a limitação a 15 andares na altura dos prédios. Para reforçar esta posição, pretendem realizar uma sabatina com os candidatos no mês que vem.

A luta contra os espigões iniciada pela comunidade da Urbanova ganhou destaque nos últimos anos e ajudou a acelerar a implantação da atual Lei de Zoneamento, mais restritiva que a anterior. Segundo a presidente da Associação dos Moradores do Jardim Esplanada, Maria Lúcia Fonseca Garcia, a mobilização da comunidade ganhou força após a pressão das construtoras para flexibilizar as regras de ocupação do solo.

“A nova Lei de Zoneamento garantiu qualidade de vida à população do Esplanada e não queremos perder esta conquista. Vamos apresentar a carta a todos os candidatos ao governo para que eles assumam o compromisso de manter o bairro residencial.”

Uma das principais lideranças da Urbanova, o advogado Constantino Schwager disse que os moradores do bairro não abrem mão das restrições aos espigões. “A mobilização por uma Lei de Zoneamento mais restritiva começou aqui na Urbanova e vamos aproveitar a eleição para cobrar que o próximo prefeito não faça alterações.”

Já a Aleste, associação que reúne as SABs (Sociedades Amigos de Bairro) da zona leste, aproveitará o encontro com os sete prefeituráveis no próximo dia 29 para cobrar compromissos como diminuição da poluição e regularização dos bairros clandestinos.

“Antes do encontro com os candidatos, vamos distribuir cartas à população com nossas reivindicações”, afirmou o presidente Felipe Souza. “Depois do evento, cada SAB formulará um relatório, que será apresentado aos candidatos como um compromisso com os nossos bairros”, acrescentou.

O Vale

Começa na Sexta-feira (24) a greve das Policias Rodoviarios

A Polícia Rodoviária Federal promete para a 0h desta sexta-feira, o início de greve no Vale do Paraíba, por tempo indeterminado em sintonia com o movimento nacional da categoria. Somente um acordo com o governo federal poderá suspender o ato. Uma reunião está agendada para esta quinta-feira, em Brasília. Os policiais rodoviários reivindicam um plano de cargos e salários, além da realização de um concurso público com 4.000 vagas.

Se confirmada, a paralisação vai afetar as 3 delegacias e 6 postos policiais à margem da rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, Taubaté e Cachoeira Paulista. Apenas 30% do efetivo de cerca de 150 policiais atenderá casos de emergência, como acidentes. O combate ao tráfico de drogas e de armas será suspenso. O movimento é extensivo a todo o Estado e já acontece desde o início da semana em algumas unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.

Os postos da PRF na Dutra serão fechados e as viaturas ficarão com a traseira voltada para a pista, em sinal de protesto. Serviços de emergência serão mantidos, como atendimento a acidentes. O combate a crimes como o roubo de cargas, tráfico de drogas, contrabando e exploração sexual de crianças e adolescentes serão totalmente paralisados.

“A gente vai tentar fazer com que o prejuízo à população seja o menor possível”, disse o policial rodoviário Orival Aguilar, que representa em São José o Sinprf-SP (Sindicato da Polícia Rodoviária Federal de São Paulo). Segundo ele, o pedido de concurso público uma das reivindicações da categoria seria para preencher uma lacuna no efetivo. “O país deveria ter 13 mil agentes, mas tem só 9.000”, disse Aguilar.

Está marcada para hoje, às 13h, em Brasília, uma nova reunião entre o Ministério do Planejamento e a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), quando serão discutidas as reivindicações da categoria. Em encontro na semana passada, não houve acordo.

Na última quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu os policiais rodoviários federais de realizar operação-padrão. Foi estabelecida uma multa de R$ 200 mil para a FenaPRF em caso de descumprimento. O STJ estendeu a decisão à Polícia Federal, em greve desde 7 de agosto em todo o país. Na região, a PF continua trabalhando com 30% do efetivo em São José dos Campos, São Sebastião e Cruzeiro.

O Vale

Planta começa a ser explicada pela GM e o Ministério

A General Motors e o Ministério do Emprego e Trabalho começaram ontem a orientar os funcionários da planta de São José dos Campos que terão o contrato de trabalho suspenso a partir da próxima segunda-feira, até o dia 30 de novembro.

Pelo acordo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos no dia 4 de agosto, dos 1.840 trabalhadores considerados excedentes pela companhia, 940 vão ter o contrato suspenso, medida denominada ‘layoff’. Os operários receberão auxílio de R$ 1.163 do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e complemento salarial da empresa. Eles terão que frequentar cursos de qualificação.

A maior parte do grupo trabalha na linha de produção MVA, onde atualmente só é produzido o Classic. Na linha eram montados também o Corsa, Zafira e Meriva. Funcionários selecionados para o ‘layoff’ disseram acreditar que têm poucas chances de voltar para a empresa após o período de afastamento do trabalho.

“Vou tratar de procurar outra atividade. Acho que voltarei a ser caminhoneiro”, disse Ronaldo Gomes, 53 anos, há 17 anos trabalhando na GM. Ele avalia que os funcionários com mais idade e tempo de casa têm poucas chances de retorno. “A empresa quer gente nova com salário menor”, afirmou ele.

“Estamos numa situação difícil mas, se a GM der uma oportunidade, quero voltar para a empresa”, disse Adelson Alvarenga, 45 anos, 16 anos de empresa. Hoje acontece a primeira rodada de negociação entre a GM e o sindicato sobre o futuro da fábrica de São José dos Campos. O encontro será às 15h na própria empresa, segundo o sindicato.

O Vale

A partir de Hoje (23) ConstruVale espera mais de 20 Mil Pessoas

Todos os lançamentos imobiliários de São José dos Campos reunidos em um único local, à disposição da população durante quatro dias. É a Construvale, feira da construção civil que começa hoje e termina domingo no Expo Vale Sul Shopping. Em sua 8ª edição, a feira reúne mais de 4.000 unidades habitacionais, entre casas e apartamentos, com imóveis para todas as classes sociais.

A expectativa dos organizadores do evento é que até o final da feira sejam fechados negócios em torno de R$ 18 milhões, 10% a mais do que a edição do ano passado. “A Construvale é uma oportunidade que o cliente tem para conhecer todos os lançamentos do mercado”, disse Paulo Cunha, vice-presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) e coordenador da feira.

Segundo o empresário, a Construvale cresce ano a ano e hoje é a segunda maior do gênero no interior do país. “Só não é maior do que as das capitais”, disse. Dos 280 estandes comercializados, 60% são de construtoras. Outros 30% são de empresas de serviços e de material de construção.

Há uma área gastronômica e até um espaço com playground infantil, de uma empresa que oferece equipamentos para áreas de lazer. “A feira, além de evento de negócios, também terá espaço para lazer”, afirmou o coordenador do evento.

A expectativa é que pelo menos 20 mil pessoas visitem a feira. “Este número pode até ser maior em razão do novo espaço de exposições”, disse. O Expo Vale Shopping possui cerca de 8.000 metros quadrados e ainda está em fase de finalização. O local foi cedido para a Aconvap, organizadora da feira, realizar o evento.

A Construvale pode ser visitada hoje e amanhã das 14h às 22h e, no sábado e domingo, das 10h às 22h. O Expo Vale Sul Shopping fica na avenida Andrômeda, 200, em frente ao centro de compras. O estacionamento possui 800 vagas. Pela primeira vez na feira, a Brasil Casas, que projeta e comercializa casas de madeira, montou uma casa especialmente para o evento.

“Temos um escritório em São José e o nosso interesse é mostrar os nossos projetos”, disse Daniel Guisse, gerente de vendas da empresa. A Sectron Elevadores, empresa de São José dos Campos que fabrica e presta serviço de manutenção de elevadores, participa pela segunda vez.

“O nosso foco são as construtoras. Queremos mostrar nossos produtos e serviços”, disse Ricardo Clemente, gerente de Marketing da Sectron. Também o setor de iluminação está presente, com novidades e soluções para o setor.

O Vale

AME tem filas para exames de mais de 6 meses na cidade

Usuários do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de São José dos Campos reclamam da demora na marcação de consultas, que pode chegar a seis meses. É o caso do corretor de imóveis José Ricardo Lopes dos Santos, 40 anos, que fez uma eletroneuromiografia nas mãos anteontem na unidade. O exame foi marcado em fevereiro.

“O sistema de saúde público em São José é uma vergonha. A cidade precisa, no mínimo, multiplicar por cinco toda a estrutura”, disse. O corretor contou que sofreu um acidente em 2009 e precisou ser operado, começando um tratamento após a cirurgia. Em agosto do ano passado, segundo ele, o médico teria pedido o exame. “Esperei um ano até conseguir fazer o exame nas mãos. O próximo prefeito tem que resolver esse problema na cidade.”

A procura por atendimento no AME é maior na parte da manhã, quando lota o saguão da unidade, que atende pacientes de oito municípios São José, Jacareí, Caçapava, Paraibuna, Jambeiro, Monteiro Lobato, Santa Branca e Igaratá.

As reclamações de demora se concentram nesse período, quando a espera pode ultrapassar 4 horas. “Cheguei aqui às 6h e só fui atendido às 10h30. Acho um desrespeito com o cidadão”, reclamou o aposentado José Souza, 52 anos. “Tem que ter um atendimento mais ágil”, disse Maria de Jesus, 42 anos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, são os municípios que controlam a agenda do AME, por meio de um sistema informatizado. O atendimento só é feito com hora marcada, com tempo médio de espera de 30 minutos. Atualmente, o AME oferta 45 mil exames e 10 mil consultas médicas mensalmente. “Alguns municípios encaminham os pacientes em um mesmo veículo, mesmo com horários diferentes de consultas. Esta é uma iniciativa das secretarias municipais de saúde, e jamais uma orientação do AME”, informou a pasta.

Em nota, a Secretaria de Saúde de São José informou que o exame do corretor José Ricardo “não foi priorizado porque não comprometeria o tratamento que o paciente faz no Hospital Municipal”. Na rede municipal de saúde, atualmente, há 37,5 mil consultas na fila de espera.

O Vale