O Sindicato dos Metalúrgicos de São José promoveu ontem atraso de uma hora e meia na entrada da GM, diante do impasse nas negociações salariais com a empresa. Segundo o sindicato, a paralisação atingiu a entrada dos funcionários do primeiro e do segundo turno da empresa. Em assembleia, os funcionários rejeitaram proposta de 5% de reajuste para salários de até R$ 4.200. Para quem recebe acima desse valor, o salário ficaria congelado. O sindicato informou que além de rejeitar a proposta de 5 % também foi votado estado de greve e que será enviado comunicado à empresa.
O prazo para uma contraproposta, segundo o sindicato, é o início da próxima semana. “A proposta que prevê congelamento de salários é absurda, não passa de uma provocação da empresa para com os trabalhadores, vai totalmente contra nossas reivindicações”, disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, secretário do sindicato. Por enquanto, não há negociação entre Sindicato e GM agendada. Segundo o sindicato, aproximadamente 6.500 trabalhadores estariam dispostos a parar se a montadora não apresentar uma proposta mais próxima das reivindicações da categoria, que pede 13,5% de reajuste salarial.
A direção da GM foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou. Ontem, além da TI Automotive, que continua em greve por período indeterminado, mais duas indústrias tiveram suas atividades paradas. A Blue Tech, em Caçapava, e Sun Tech, em São José dos Campos, ambas do setor de eletroeletrônicos. A previsão é greve por 48 horas. Segundo o sindicato, já são 49 indústrias de autopeças paradas no Estado.
Em Taubaté, mais de 10 mil metalúrgicos já fecharam acordos da campanha salarial com as empresas. Estes acordos garantem até o momento a injeção de R$ 51 milhões na economia da cidade. O acordo prevê reposição da inflação, mais 2% de aumento real, totalizando 8,19% de reajuste. Foram fechados acordos com o setor de autopeças, máquinas e eletroeletrônicos e laminação, que envolvem as montadores Volks e Ford.