Investimento de restauro da igreja São Benedito

A partir da segunda quinzena de janeiro, a Prefeitura de São José dos Campos começa a analisar propostas de atividades culturais para a Igreja São Benedito, na praça Afonso Pena, no centro.

Patrimônio histórico, o templo passou por ampla reforma e restauro, concluídas no final do ano passado. No entanto, a obra ainda não foi recebida pelo governo. A assessoria de imprensa da Secretaria de Obras informou que a empresa responsável pela execução do projeto finaliza retoques na parte externa, principalmente na área do entorno do templo.

O uso do espaço será tratado em conjunto com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) e com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Pela proposta do Ipplan, a igreja deve ser utilizada para apresentações culturais, principalmente no período noturno, como chamariz para atrair público para o centro de São José.

A restauração e utilização da edificação integra o projeto Centro Vivo, elaborado pela prefeitura e coordenado pelo Ipplan de revitalização do centro de São José. A diretora do instituto, Cynthia Gonçalo, disse na semana passada que a questão será analisada em conjunto com a Fundação Cultural, que deve ser a responsável pelas atividades culturais.

As obras de restauro da Igreja São Benedito começaram em agosto de 2010 e foram finalizadas em dezembro do ano passado a um custo de cerca de R$ 1,3 milhão. O investimento resultou de repasse de recursos da Caixa Econômica Federal, autorizado por uma emenda parlamentar do deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB) aprovada pela Câmara dos Deputados, mais a contrapartida da prefeitura equivalente a 12% do custo total.

O projeto contemplou uma reforma completa, incluindo paredes, forros e altares. O restauro foi autorizado pelo Comphac (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural) e pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) de São Paulo. A igreja foi inaugurada em 1876.

O Vale

Verba garantida

A Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura conseguiu captar a verba mínima necessária para a elaboração do projeto de restauro do antigo sanatório Vicentina Aranha, um dos principais patrimônios de São José dos Campos.

A diretora-geral da Ajfac, Ângela Tornelli, anunciou ontem que a entidade captou um total de R$ 158 mil, o que representa 20% do valor orçado para a elaboração do projeto de restauro, que é de cerca de R$ 799 mil.

No ano passado, a Ajfac obteve autorização do Ministério da Cultura para captar os recursos por meio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura. A norma permite abatimento no Imposto de Renda devido por pessoas físicas e jurídicas que colaboram financeiramente com projetos culturais.

A autorização do MinC tinha validade até o final de 2010 e foi renovada para até julho deste ano. Caso não conseguisse atingir a meta, a entidade perderia os valores já captados e seria excluída do cadastro de beneficiados pela lei cultural.

Ângela afirmou que foi uma vitória, pois a Ajfac ganha fôlego para continuar o trabalho de captação, mas ela frisou que a recuperação e o restauro do conjunto arquitetônico ainda estão longe de ser efetivados.

A Ajfac aguarda agora a renovação pelo MinC da autorização para usufruir da Lei Rouanet por mais um ano. Segundo Ângela, a Ajfac obteve ajuda de pessoas jurídicas e físicas para atingir a meta, mas não revelou nomes.

Estratégia. A Ajfac planeja rever a estratégia de captação e irá desenvolver nova campanha de marketing para divulgar à sociedade a importância de preservação e restauração do Vicentina Aranha.

A Ajfac aguarda também para os próximos dias sinal verde da prefeitura para a aprovação do contrato de gestão que deve ser assinado pelo governo municipal com a Ajfac, que passará a ser a gestora do antigo sanatório.

Angela evitou detalhar o assunto, mas frisou que a questão “está bem encaminhada”.
Enquanto não assume efetivamente o gerenciamento do Vicentina, a Ajfac executa pequenos serviços de manutenção nas edificações.

Uma das propostas é fazer uma faxina geral em todos os pavilhões, que estão cheios de teias de aranha e bolor. Recentemente, um dos cinco pavilhões foi limpo.

No entanto, a prioridade é mesmo a obtenção de recursos para restauração do imóvel, que está orçada em pelo menos R$ 22 milhões. Transformado em parque, o Vicentina Aranha ocupa uma área de cerca de 84 mil metros quadrados.

O imóvel foi comprado pela prefeitura em 2006. É tombado pelo Patrimônio Histórico.

VICENTINA ARANHA

Sanatório Área
O antigo sanatório ocupa uma área de 84,679 metros quadrados, ao lado do Jardim Apolo

Construção Período
O hospital foi construído entre 1918 e 1924. Foi projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo

Importância Saúde
O Vicentina Aranha foi o maior hospital do Brasil para tratamento da tuberculose

Compra município
O antigo sanatório foi comprado pela prefeitura em 2006, por R$ 22 milhões

Plano Ocupação
O plano elaborado pela prefeitura, com o apoio da comunidade, é transformar o Vicentina Aranha em um centro cultural, de lazer e educacional

O Vale

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