Espaço Piraquara terá preparo de paçoca: tradicional prato da Semana Santa

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O preparo de paçoca, uma das tradições mais populares da Semana Santa no Vale do Paraíba, será realizado nesta quarta-feira (23), das 15h às 19h, no Espaço Piraquara (Avenida Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade), em Santana. É sugerido que os participantes contribuam com algum dos ingredientes, como amendoim, açúcar e farinha de mandioca.

Durante o processo de produção da mistura haverá uma roda de conversa, na qual Maria Aparecida Rodrigues, a Dona Maria da Paçoca, contará histórias da tradição familiar de fazer a iguaria, que já dura três gerações.

O hábito de preparar e comer paçoca de amendoim na quaresma e na Semana Santa surgiu pela necessidade de uma alternativa saudável ao consumo de carne, pois nesse período muitos fiéis fazem jejum. A mistura de amendoim, açúcar, farinha de mandioca e sal garante o sustento e é saborosa.

A paçoca doce, típica da culinária caipira, é muito difundida no Vale do Paraíba e em festas juninas pelo país. Ela ainda pode ser comida acompanhada por banana.

O Espaço Piraquara é destinado à realização de atividades e ações culturais voltadas à vivência e troca de sabores populares, a fim de valorizar a cultura tradicional e o folclore regional.

Projeto Piraquara oferece paçoca para celebrar Semana Santa

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Artistas e mestres da cultura popular vão participar de uma das mais tradicionais manifestações do Vale do Paraíba durante a quaresma: fazer e comer paçoca. O grupo vai se reunir nesta quarta-feira (1º de abril), das 14h às 22h, no Espaço Piraquara (Avenida Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana). A entrada e a participação são gratuitas.

 

O consumo da paçoca se tornou comum durante a quaresma em função da tradição cristã de não se comer carne neste período. O prato preparado com amendoim é uma opção saudável, que sustenta e é saborosa ao mesmo tempo.

 

Durante o encontro, os artistas e mestres convidados farão apresentações que remetem à esta tradição cristã.

 

O Projeto Piraquara foi criado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) em 1988, sendo responsável por várias atividades e ações culturais voltadas para a valorização do folclore e da cultura popular regional.

 

Além de possibilitar a troca de um repertório cultural, rico e diverso, com a comunidade, o projeto proporciona aos participantes a vivência de diferentes manifestações culturais.

Museu Vivo tem paçoca, artesanato em bambu e moda de viola

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Bastante consumida na época da quaresma, a paçoca é uma iguaria que está entre as sabedorias populares da culinária regional. Neste domingo (23), a ‘fazedora’ Maria Luiza da Cruz vai demonstrar um pouco desse saber, durante as atividades do Projeto Museu Vivo, do Museu do Folclore (Avenida Olivo Gomes 100, Parque da Cidade, Santana), da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

As atividades são realizadas sempre aos domingos, entre 14h e 17h, no lado externo do Museu do Folclore, que neste período também permanece aberto para visitas à exposição. Também participam do projeto, neste fim de semana, a artesã Lecidina Santos Inácio e os irmãos Olavo José de Almeida e Daniel José de Almeida, que formam a dupla de violeiros Danilo e Daniel.

“O contato com estes ‘fazedores’ é sempre uma experiência muito rica”, atesta o pesquisador Francisco Lacaz Ruiz (Chico Abelha), que trabalha na identificação destes ‘saberes’.

 

Fazedores

Maria Luiza da Cruz vivia na roça em São José dos Campos e desde criança foi muito curiosa. Aprendeu a fazer o que sabe olhando os pais e ‘inventando’ sempre mais um pouco. “Se não souber eu invento… daí, de noite, quando eu to dormindo, a cabeça me ensina e de dia eu levanto e faço o que ela me mostrou.”, diz Maria Luiza com simplicidade.

Na quaresma costuma fazer paçoca num pilão inacabado que ela comprou e terminou de furar com ajuda de um caco de vidro. Também faz peneiras, balaios, covos de pesca, ninho de galinha; tira leite de vaca, aparta bezerro, amansa boi e muitas outras coisas. Faz artesanato mais para se ocupar e ocasionalmente vende o que produz.

Lecidina Santos Inácio faz artesanato em bambu e alerta: “não pode ser qualquer bambu, tem que ser taquaruçú, e colhido na lua certa, que senão caruncha”! Até hoje ela usa uma peneira que fez com este tipo de bambu, para abanar a casca do amendoim torrado, que utiliza no preparo da paçoca. Além da peneira também faz uma infinidade de outros objetos com bambu.

Os irmãos Danilo e Daniel formam a dupla de violeiros formada pelos irmãos baianos Olavo José e Daniel. O gosto pela música vem do tempo em que, ainda pequenos, escutavam o pai tocar viola e ouviam num rádio de pilha as modas da época. Ouviam e pensavam que um dia poderiam tocar e cantar juntos. Para comprar o primeiro violão juntaram dinheiro e começaram a praticar com a ajuda de um livrinho que ensinava as posições cifradas. Enquanto um tocava o outro cantava, já que tinham apenas um violão.

Quando se mudaram para São José dos Campos, já adultos, ficaram sabendo de seu Ivo Viola, um professor com quem aprimoraram o que já sabiam. Hoje, tocam e cantam porque gostam, para amigos e parentes, sem cobrar nada.