Coleta de lixo eletroeletrônico em São José

Desde agosto de 2009 a empresa Urbam (Urbanizadora Municipal) realiza um coleta especial para descartar lixo eletroeletrônico na cidade de São José dos Campos.

Em quase dois anos, foram coletadas 125 toneladas de lixo eletrônico na cidade.

Do total, 90 toneladas foram coletadas em residências e 35 toneladas recolhidas nos PEVs (Postos de Entrega Voluntária) implantados pela prefeitura em vários bairros.

O presidente da Urbam, Alfredo de Freitas Almeida, disse que o volume coletado surpreendeu. Em entrevista ao jornal O Vale Almeida afirma,
“Havia expectativa de que existia uma demanda para esse tipo de coleta, mas o volume recolhido até agora surpreendeu”. Para ele, o importante do processo é evitar que esse tipo de descarte acabe em locais inadequados. Almeida ponderou ainda que, aliada à coleta, está a educação ambiental da população. “É importante conscientizar as pessoas para o descarte correto e, mais do que isso, para o reaproveitamento do material”, pontuou.

Saiba que a coleta de lixo é gratuita e realizada com agendamento. O recolhimento é feito todos os dias úteis, de acordo com o horário agendado.
O material é levado para um depósito especial no aterro sanitário, no Torrão de Ouro. Posteriormente, o lixo é recolhido pela empresa Alto Tietê, de Jacareí, especializada em coleta seletiva. “A intenção não é arrecadar dinheiro com o material, mas destina-lo para local adequado”, afirmou Almeida.

A Urbam vende o descarte a R$ 0,25 o quilo e arrecada mensalmente R$ 1,5 mil.

Para acionar o serviço oferecido pela empresa, basta ligar para 3944-1000. O serviço é realizado diariamente todos os dias da semana em horário combinado.

Materiais no qual esse tipo de serviço recolhe são computadores, monitores, teclados, mouses, impressoras, televisores e outros aparelhos eletrônicos em geral.

 

Fonte: O Vale

Crescimento na produção de lixo

Na empresa em que trabalha, a Conexão FGV, o comunicólogo também participa de outras ações sustentáveis. Como explicou o analista de marketing da Conexão, os descartáveis foram banidos. “Temos um meta de reduzir em 7% o consumo de energia até o final do ano, também”, disse.

Minoria. Castilho e sua família e a empresa onde trabalha ainda são minoria numa sociedade que se mostra cada vez mais consumista.Em São José, por exemplo, a produção de lixo subiu 56,2% nos últimos quatro anos enquanto o crescimento populacional foi de 5,8%.

Em 2007, com pouco mais de 594 mil habitantes, São José produzia diariamente 428 toneladas de lixo. Em 2011, com população de 629.921 pessoas, o volume diário de lixo é de 670 toneladas.

Em seguida, ele alerta: “Essa relação, lixo versus poder aquisitivo, não pode ser generalizada. Países europeus, como a Suíça, tem renda per capita muito maior e geração de resíduos bem menor. Portanto, a análise envolve a cultura local, costumes, políticas públicas, entre outros”.

Crítica. Para ambientalistas e especialistas da região, a discussão dos temas “consumo consciente” e “menor produção de lixo” deveriam anteceder a proposta da Prefeitura de São José de instalar uma termelétrica na cidade, como solução para aumentar a vida útil do aterro da cidade, estimada em 12 anos pelo governo.

A prefeitura defende que recicla hoje 10% de todo o lixo que poderia ser reciclado.

No ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Nela, incentiva-se a logística reversa e se estabelece que o poder público, em todas as suas esferas, deve fomentar o trabalho de cooperativas de reciclagem com incentivos, manter programas educativos para o consumo consciente e fiscalizar o cumprimento da lei.

O presidente da Urbam (Urbanizadora Municipal), Alfredo de Freitas Almeida, defende que São José tem a melhor coleta seletiva do país.