Festas de Fim de ano lotam trânsito no centro da cidade

O início da temporada de compras de Natal e de festas de fim de ano tem gerado tumulto no trânsito da região central de São José. Diante da dificuldade para conseguir vagas de estacionamento e do excesso de carros, muitas pessoas têm optado por deixar seus veículos em casa, indo a pé ou de ônibus para o centro.

É o caso da confeiteira Fatima Camilotti, 52 anos, moradora do Jardim Santa Inês, na zona leste. “Penso duas vezes antes de vir de carro. Na maioria das vezes, peço para o meu marido me deixar aqui e me buscar depois. Quando ele não pode e eu não quero pegar trânsito, prefiro vir de ônibus”.

Ontem, O VALE percorreu as ruas centrais da cidade e constatou que algumas pessoas demoraram até 15 minutos para encontrar uma vaga para estacionar. “Dei cinco voltas entre as ruas Sebastião Humel e Coronel Monteiro. Perdi uns 15 minutos. E o pior é que fui pagar conta, o que levou menos de 10 minutos. Passei mais tempo rodando em busca de vaga do que fazendo o que precisava fazer no centro”, afirmou a dona de casa Lucimara Amaral, 44 anos.

O trabalhador rural Romildo Augusto Angelo, 32 anos, teve mais sorte. Assim que chegou no centro, viu uma vaga sendo desocupada. “Hoje foi rápido, mas geralmente levo 10 minutos passeando entre as ruas.” A comerciante Mari Sampaio, 60 anos, que trabalha em uma loja na Coronel Monteiro, disse que as ruas começam a ser ocupadas por volta das 9h30. “Quando chego aqui, não encontro mais vagas. Uma vez desisti, entrei em um estacionamento e, no final do dia, paguei R$15”.

A escolha de Mari é a mesma de muitos consumidores. O fluxo de carros nos estacionamentos chega a aumentar 50% nesta época do ano. “Temos acompanhado os horários do comércio para atender a crescente demanda desta época do ano”, afirmou Helena Farias, gerente de um estacionamento do centro.

“Acredito que o trânsito caótico pode atrapalhar o comércio. Para amenizar isto, os pedestres devem ser privilegiados sempre”, afirmou Felipe Cury, presidente da Associação Comercial e Industrial. Segundo ele, nesta época do ano as vendas das lojas aumentam até 50%.

O Vale

Publicado em: 07/12/2012

Segurança Pública quer restringir ‘saidinha’ de fim de ano

O secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, defende mudanças nas regras para tornar mais rígida a concessão da saída temporária de presos em datas especiais. No final deste ano, provavelmente após o dia 20 de dezembro, cerca de 20 mil presos em todo Estado devem ser beneficiados com a saída temporária de Natal.

No Vale do Paraíba, o número deve ser o mesmo da saída do Dia das Crianças, em outubro, quando 1.768 detentos deixaram as unidades prisionais. O benefício é previsto na Lei de Execução Penal e concedido a detentos com bom comportamento e que cumprem pena no regime semiaberto, que é menos rígido e permite que o apenado deixe a unidade para trabalhar.

Para Grella, embora o Estado não possa negar a saída temporária, em razão da lei federal, pode discutir medidas para torná-la mais criteriosa. “Esse é um benefício que decorre da legislação federal e o governo do Estado não tem como legislar e não tem como interferir diretamente”, disse.

“Mas é um problema e há manifestações de setores da segurança e do Judiciário pedindo uma rigidez maior no tocante à concessão dessas saídas, para que não ocorram da maneira como vêm acontecendo”, afirmou Grella. Uma das sugestões que ele deverá discutir nesta semana com o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, conforme adiantou a O VALE, em entrevista exclusiva na última sexta-feira, é a de um possível escalonamento no benefício.

“Podemos pensar em fazer de maneira escalonada ou tornar mais rigoroso o controle de quem terá o benefício.” Em razão da onda de ataques que vem sofrendo o Estado, com recrudescimento dos crimes a partir de setembro, promotores do Ministério Público da capital se posicionaram contrários à saída temporária nas festas de final de ano.

Segundo Pedro Juliotti, promotor de Execuções Criminais, a situação de tensão e violência preocupa e exige uma medida pontual, além de a saída temporária ferir o processo de ressocialização. “A maior parte dos presos do semiaberto deixa a unidade para trabalhar. Portanto, a saída temporária pode ser suspensa nesse momento. Colocar 20 mil presos ao mesmo tempo nas ruas é preocupante.”

Juliotti informou que os pedidos para suspensão do benefício têm sido feitos, há cerca de 10 dias, de maneira individual, no processo de cada detento. Mas os juízes não têm deferido o pedido do MP. “Vamos continuar tentando sensibilizar os juízes. Uma hora eles terão que ceder”, disse. No Vale do Paraíba, em razão da condição de maior tranquilidade do que na capital, os promotores do MP concordam com a saída temporária.

Em média, segundo estatísticas do próprio governo estadual, em torno de 5% dos presos beneficiados com saídas temporárias não voltam para as unidades. Ao longo do ano, eles têm direito a cinco saídas temporárias de até sete dias cada, que costumam ser concedidas em datas comemorativas, como Natal, Páscoa e Dia das Mães, dos Pais e das Crianças.

Quem não voltar depois do prazo é considerado foragido e perde o benefício do regime semiaberto se for recapturado. Em outubro deste ano, 21 presos de Tremembé foram detidos pela Polícia Militar duas horas após deixarem a unidade. Eles estavam consumindo bebidas alcoólicas e maconha, o que é proibido.

Jenis de Andrade, coordenador do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional na região, admite ser a saída temporária um direito do detento, mas pede que ela se torne mais rigorosa. Ele concorda com a divisão dos beneficiados. “Pode-se sair em grupos”, disse.

O Vale

Publicado em: 04/12/2012

Coleta de lixo aumenta nesse final de ano na cidade

No período de férias e das festas de final de ano, o volume da coleta seletiva e do lixo orgânico aumenta consideravelmente na cidade. Desde o início de dezembro, a média de lixo orgânico coletado foi de 865 toneladas/dia, o que representa aumento de 23% em relação aos outros meses, quando a média registrada foi de 703 toneladas/dia. Em dezembro de 2010, a Urbam registrou picos de coleta de até 1000 toneladas/dia, após as festas de Natal e Réveillon.

A média da coleta seletiva foi de 56 toneladas/dia este ano. Em dezembro, a média tem sido de 75 toneladas/dia 33% maior. A previsão também é de um aumento após as festas, que em 2010 teve picos de 90 toneladas/dia (este ano já houve picos de 85 toneladas/dia). A Urbam realiza o controle do volume da coleta seletiva e da coleta do lixo orgânico por meio da pesagem dos caminhões.

A Urbam orienta a população sobre a importância do consumo consciente visando a preservação ambiental e a ampliação da vida útil do aterro sanitário. As recomendações são no sentido de se recusar o excesso de embalagens nos presentes. Essas embalagens podem ser reaproveitas em outras ocasiões ou destinadas à coleta seletiva (nunca devem ser colocadas no lixo orgânico). Deve-se evitar o desperdício dos alimentos. Os brinquedos, roupas e os demais objetos que não serão mais usados, devem ser doados a uma instituição.

Coleta

A coleta é rastreada, o que possibilita acompanhamento dos trajetos em tempo real, conferindo maior eficiência ao serviço. Os caminhões possuem um sistema mecanizado que permite o encaixe dos contêneires, dando mais agilidade, eficiência e facilitando o trabalho dos agentes ambientais da coleta.

Os dias das coletas são pré-determinados e a população pode consultar os horários no site da Urbam ou pelo telefone: 3944-1000.

Prefeitura Municipal