Exposição: Cenário da Existência

Sapucahy expõe fotografias de paisagens da América do Sul.

Paisagens da Amazônia, do Cerrado, da Serra da Mantiqueira, da Bahia, do Rio São Francisco e da Patagônia. Esses são os temas das obras da exposição “Cenário da Existência”, do geógrafo e fotógrafo Mário Lúcio Sapucahy, que fica em cartaz de 5 a 26 de outubro de 2013 na Galeria Helena Calil (Largo São Benedito – Centro). A entrada é gratuita. Os trabalhos podem ser vistos de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h50, e aos sábados, das 9h às 12h50.

“Vejo as paisagens como cenário do teatro da vida, onde as possibilidades são múltiplas. Busco recortes do todo que possam expressar as sensações vivenciadas na visualização. Da mirada franca do alto de um cimo, o cenário de nossa existência se descortina, nossos desejos e escolhas se confrontam com o espaço e o tempo, um confronto tão claro quanto a linha do horizonte delimitando terra e céu a nos lembrar os limites dessa existência”, explica o autor da exposição.

Mário Lúcio Sapucahy teve os primeiros contatos com a fotografia aos dez anos de idade, praticando revelação e ampliação no laboratório amador do primo dele em São Paulo. Começou a carreira de repórter fotográfico em 1989 no “Valeparaibano”, após terminar um curso de fotojornalismo oferecido pelo jornal.

Além disso, Sapucahy trabalhou no estúdio Supra Color, em São José dos Campos, na Folha Vale (caderno regional da Folha de São Paulo), Diário do Grande ABC (Santo André/SP), Agência Estado, Rede Anhanguera de Comunicacão (jornais Correio Popular e Diário do Povo, Campinas). Como autônomo prestou serviços para várias agências de publicidade e de jornalismo.

O fotógrafo é autor do livro “1822, um botânico europeu em viagem pelo Vale do Paraíba”, romance de reconstituição de época que narra a passagem do botânico francês Auguste de Saint-Hilaire pelo Vale do Paraíba no ano de 1822. Por essa obra, recebeu o Prêmio Cultural “Eugênia Sereno” do Instituto de Estudos Valeparaibanos (1998).

Nos últimos anos, Sapucahy tem voltado suas lentes para seu tema preferido: a paisagem.

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Mais Informação:

Onde:ESPAÇO DAS ARTES HELENA CALIL – Espaço Cultural São Benedito – Largo São Benedito, s/nº – Centro (próximo à Praça Afonso Pena). Informações: (12) 3924-7206 – [email protected] – 2ª a 6ª, das 9h às 18h, aos sábados, das 9h às 13h.

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Futebol Feminino de São José vence a Libertadores

A América é joseense! O título da Libertadores é nosso! Sim, as meninas do futebol de São José dos Campos colocaram a cidade no mapa do futebol sul-americano  um feito até antes inimaginável , já que a equipe masculina patina há anos na Série A-2 do Paulista.

E a história foi escrita por, desculpe o ufanismo, guerreiras comandadas pelo técnico Márcio de Oliveira. Elas despacharam a forte equipe do Santos na semifinal (aliás, as santistas ficaram em terceiro lugar ao massacrarem o Caracas por 6 a 0 na preliminar deste domingo). Para chegar à decisão, as joseenses ainda deixaram para trás equipes como o Boca Juniors, a LDU e o Formas Íntimas.

O lance capital da decisão contra as chilenas do Colo-Colo aconteceu logo aos 5min do segundo tempo. Francieli bateu escanteio pela direita no primeiro pau. A bola foi em direção da lateral-direita Poliana, que mergulhou com precisão, tirando qualquer chance de defesa da goleira Endler. O São José, as meninas da Águia, então comemoraram: 1 a 0 na final, na decisão do principal torneio de futebol das Américas.

A partida, no entanto, também teve pinceladas de drama. Primeiro pelo desgaste insano de disputar um jogo de futebol sob o escaldante sol do meio-dia. Depois porque, por volta dos 20 minutos da etapa final, a atacante Daniele Batista mostrou que ter personalidade pode arriscar a conquista de uma vida, o árduo trabalho de toda uma temporada.

Sem foco, fora de seu posicionamento e praticante andando em campo, ela foi avisada que seria substituída pela também atacante Fabiana Loirão. Simplesmente disse que não sairia. Seu ato levou o técnico Márcio de Oliveira à loucura, deixou a Águia com uma a menos (já que ela não rendia o que se esperava em campo) e a torcida na bronca.

Cada vez que Daniele tocava na bola, uma sonora vaia era ouvida no estádio Martins Pereira –fato que ocorreu até quando a atleta recebeu sua medalha de campeã. Em sua defesa, Daniele diz que queria sentir o gosto do título em campo.

“ Eu só queria ficar em campo até o final e ser campeã. Não me arrependo de nada”, disse logo após a partida. Ataques de egos à parte, o Colo-Colo valorizou e muito a conquista da Águia do Vale. As meninas chilenas jogaram sério até o final e, por diversas vezes, ameaçaram a meta da goleira Renatinha.

A Águia, por sua vez, soube conduzir a partida após marcar seu tento salvador, libertador. Destaque também para a torcida. Com portões abertos, cerca de 15 mil estiveram no Martins Pereira e fizeram uma grande festa em azul, amarelo e branco um espetáculo realmente bonito de se ver.

E, se no início do texto ressaltávamos que um título da Libertadores para uma equipe da cidade era inimaginável, a volante Michele conseguiu sintetizar esse sentimento. “Na verdade, não imaginava jamais disputar uma Libertadores. Agora, nossa equipe, com muito trabalho e determinação é campeã e conseguimos esse feito dentro de casa. Não tem tamanho para medir nossa felicidade”.

É isso aí. Parabéns, Michele. Parabéns meninas da Águia. Hoje, a América é joseense!

O Vale