Metalúrgico ameaça greve por aumento real na GM e Embraer

Funcionários de duas das maiores empresas de São José dos Campos ameaçam paralisar a produção a partir de amanhã. Com aviso de greve protocolado desde ontem, Embraer e General Motors podem entrar na lista das empresas paralisadas durante a campanha salarial do Sindicato dos Metalúrgicos de São José. Segundo Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato, a reunião com a GM será realizada na tarde de hoje, em São Paulo. “A Embraer ainda não deu resposta sobre o pedido de negociação”, disse ele. As empresas não comentaram o assunto ontem.

Dependendo dos rumos da negociação, cujo maior impasse é no valor do reajuste, trabalhadores das duas empresas podem paralisar as atividades amanhã. Os sindicalistas reivindicam 13,5% de reajuste salarial, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (sem corte nos salários) e ampliação dos direitos dos trabalhadores. “As empresas estão oferecendo índices muito distantes do que os trabalhadores reivindicam”, disse Barros. Desde a última sexta-feira, 13 empresas foram paralisadas na região. As greves foram encerradas naquelas indústrias em que houve proposta de 10% de aumento.

Ontem, segundo o sindicato, continuavam paradas as empresas Parker Hannifin, Emerson e MWL.
Houve paralisações na TI Automotive, Blue Tech e Sun Tech, além da Revap (refinaria Henrique Lages) e na Heineken, em Jacareí. Os grupos de autopeças, eletroeletrônicos, máquinas, fundição e trefilação ofereceram reajuste de 8%, sendo 6,07% de inflação mais 1,82% de aumento real. Os trabalhadores rejeitaram a proposta em assembleia, realizada no último sábado. “Ainda é pouco”, disse Barros, que ressaltou o ânimo dos metalúrgicos para resistir. “Ninguém entrou pra trabalhar”