Novo Aerovale gera investimento alto e mais de 10 mil empregos

O empresário Rogério Penido está nos céus. Literalmente. Idealizador do maior empreendimento privado atualmente em construção no Vale do Paraíba, o Aerovale, em Caçapava, ele pretende ver decolar o primeiro avião da pista em maio de 2014. “A expectativa é atender toda a operação de aviação executiva para a Copa do Mundo, entre cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais”, afirma. O volume de negócios projetado pelo empresário é superlativo. Serão três fases: loteamento (atual), construção e operação completa, alcançando R$ 10 bilhões. “Vai dobrar Caçapava”, diz Penido, citando a estimativa de gerar 50 mil empregos.

O Aerovale, antes chamado de CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), é uma mistura de condomínio empresarial, comercial e de serviços com um mega-empreendimento aeronáutico, que inclui torre de controle e uma pista de 1.550 metros de extensão e 30m de largura. Segundo Penido, o aeródromo será 100% privado e capaz de receber até um A320, avião da Airbus para 180 passageiros. Ao redor da pista, 124 lotes entre 2.250 e 13,5 mil metros quadrados serão vendidos para empresas do ramo aeronáutico. Fora dela, outros 181 lotes de 722 m² a 15 mil m² serão ocupados por indústrias, comércios e prestadores de serviços. A construção começou em setembro de 2012, após 10 anos de projetos e etapas do licenciamento ambiental. As vendas iniciaram em 10 de julho deste ano, com 70 lotes já comercializados. O preço é de R$ 1.400 o metro quadrado para lotes aeronáuticos e R$ 600 o m² para os lotes industriais e comerciais.

Segundo Penido, a construtora que leva o sobrenome da família vai financiar a compra em até 60 meses, com 30% de entrada. A financeira Sicredi também entrou no negócio para financiar em até 84 meses, com juros mais baixos. Para administrar o empreendimento, Penido montou a CEA, empresa da modalidade SPE (Sociedades de Propósito Específico) que irá gerir o condomínio, que será instalado em uma área de 2,265 milhões de m² em Caçapava. “A ideia é fazer prédios corporativos, com área de até 2.000 m² e um centro de convenção de 2.000 lugares. A pista vai ser explorada comercialmente”, diz o empresário. Antes de ver subir o primeiro avião no Aerovale, ele já faz planos para levar o modelo de empreendimento, que é único na América Latina, para outros lugares do país. Quatro cidades estão sendo avaliadas.

A fixação de empresas no empreendimento Aerovale, que está sendo construído em Caçapava, deve seguir a projeção de 90% de empreendimentos do Estado de São Paulo e 10% de fora dele, incluindo do estrangeiro. Para o empresário Rogério Penido, responsável pelo empreendimento, os lotes aeronáuticos deverão ser vendidos para empresas paulistas, incluindo do Vale do Paraíba. Polo aeroespacial brasileiro, São José dos Campos será um dos destaques na procura por esses espaços. Penido também buscou diversificar o negócio. Começa a operar, em setembro, um taxi aéreo de helicóptero entre São José e São Paulo. Comprou duas aeronaves, por US$ 6,6 milhões, e cobrará R$ 760 de ida e volta na viagem para a capital, que deve durar 20 minutos.