Cidade de São José mapea area de risco em bairros

A Secretaria de Defesa do Cidadão de São José dos Campos inicia em agosto novo estudo das áreas de risco do município. O mapeamento contempla 18 localidades onde residem cerca de 2.000 famílias. De acordo com o secretário José Luís Nunes, a maioria das áreas de risco está localizada na região norte. Ele relatou que o objetivo é verificar a situação de cada área para que a prefeitura possa elaborar propostas para solucionar a questão. Há anos, o município é pressionado pelo Ministério Público para encontrar soluções para as famílias que residem em áreas de risco.

“Vamos verificar os locais que são de alto e muito alto risco”, disse o secretário a O VALE. Segundo ele, o estudo irá atualizar o mapeamento que o município possui sobre essas localidades. Para a realização do estudo, a prefeitura firmou convênio com a FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino) que, por meio da Univap (Universidade do Vale do Paraíba, irá executar o trabalho. “Estamos concluindo a parte burocrática do convênio. A expectativa é que até o começo de agosto tudo esteja pronto para o início do trabalho de campo”, disse José Luís.
O convênio com a FVE é no valor de R$ 358 mil, por um período de 12 meses.

O secretário frisou, no entanto, que a intenção é apressar os estudos antes do início do período das chuvas. “Queremos adiantar o trabalho de campo e vamos priorizar algumas localidades”. Ele evitou informar quais são as áreas mais prioritárias. O secretário disse ainda que tem conversado com o Ministério Público a respeito. “Temos informado o MP sobre o trabalho que o município vem fazendo”. José Luís disse que o trabalho servirá para que outras esferas do governo municipal, como Secretaria de Habitação possa planejar solução para as famílias dessas localidades. Na região norte, a maior parte das áreas de risco está em regiões íngremes como do Morro dos Macacos, no bairro dos Freitas.

Nova Geração de Jatos será vendidos pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, divulgou ontem que a sua unidade Embraer Aviação Comercial e a International Lease Finance Corporation (ILFC), líder global no mercado de leasing e revenda de jatos para companhias aéreas, assinaram um acordo final para a venda firme de 50 jatos E-Jets E2, sendo 25 E190-E2 e 25 E195-E2. O pedido firme tem um valor estimado de US$ 2,85 bilhões, a preço de lista. O contrato, anunciado como Carta de Intenções durante a feira aeroespacial Paris Air Show, em junho, também contempla opções para 25 E190-E2 e 25 E195-E2 adicionais, o que eleva o potencial do pedido para até 100 aviões da nova família de jatos da Embraer para a aviação comercial. A primeira entrega de um dos E-Jets E2 (o E190-E2) está prevista para o primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020.

Os três novos aviões (E175-E2, E190-E2, E195-E2) são designados “E2”, que significa uma mudança geracional em tecnologia que foi incorporada ao projeto. Cada um dos três aviões tem a versatilidade para uma gama de configurações de classe única ou multi-classe para atender às necessidades dos operadores. A cabine das aeronaves tem um novo conceito de design que oferecerá um padrão ainda melhor de conforto e uma experiência excepcional aos passageiros. Motores de última geração, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.

O lançamento da nova família ocorreu na feira aeroespacial de Le Bourget, em Paris. Durante o salão, a Embraer anunciou a venda firme de 100 aeronaves E175-E2 para a aérea norte-americana SkyWest, que será um de seus clientes-lançadores. A empresa também tem mais 100 opções do mesmo modelo de aeronave. Marcos Barbieri, economista da Unicamp, destaca que o sucesso dos E-Jets da Embraer deve se repetir com a sua nova família. “Os jatos da Embraer para a aviação comercial fazem grande sucesso pelo bom desempenho”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos iniciou campanha para que a Embraer mantenha na produção da segunda geração de jatos para a aviação comercial as empresas que já prestam serviço na fabricação dos atuais E-Jets. Edmir Marcolino, diretor da entidade, informou ontem que na próxima semana uma comissão do sindicato vai se reunir com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) para tratar da questão. “O nosso o objetivo é evitar que a Embraer transfira para empresas em outros países a produção de partes dos novos jatos, o que é uma desnacionalização da produção dos aviões”, disse. Segundo ele, pelo menos três empresas fornecedoras da fabricante podem ser afetadas e cerca de 600 postos de trabalho fechados nos próximos anos. “Quando a Embraer lançou o jato 145, ocorreu a mesma coisa. No começo, a maior parte da produção era feita fora do país. Depois, o BNDES obrigou a empresa a nacionalizar parte da produção”, disse. “Não é justo que a Embraer receba incentivos do governo federal e não de a sua contrapartida, contratando empresas nacionais”, afirmou.

Prefeitura dá inicio a obras da Ponte Definitiva da Guadalupe

A ponte definitiva da Avenida Guadalupe já começa a sair do papel. Através da empresa Construções Engenharia e Pavimentação Enpavi, a Secretaria de Obras iniciou a execução das fundações, o primeiro passo para a construção definitiva da ponte sobre o córrego Senhorinha, que foi levada pelas águas em 22 de março deste ano. Conforme a Secretaria de Obras foi necessária a elaboração de um projeto adequado àquelas condições de solo, que ficou a cargo da empresa Enescil. O diferencial entre a ponte que ruiu e a que está sendo construída está na concepção da obra.

“O sistema de fundação será diferente da anterior, feita agora através de estacas hélices, que é mais apropriada para o local do que as estacas pré-moldadas de concreto, utilizadas na construção da ponte que caiu”, disse a Secretária de Obras, ressaltando que a estaca hélice – por ter uma profundidade maior – atinge solos mais resistentes. Para o prefeito de São José, o mais importante é garantir uma obra que seja definitiva. “Determinamos um estudo sério que nos permita fazer uma ponte duradoura. Assim, a comunidade não vai mais sofrer com soluções paliativas como ocorreu nos últimos anos”.

A Secretaria de Obras informou ainda que a largura da passagem de água sob a ponte ficou maior para facilitar a vazão e proteger as margens em ambos os lados. Com isso, mesmo nas chuvas intensas, a lâmina d’água será menor assim como a velocidade da água, exercendo menos pressão sobre as estruturas.  Na ordem de serviço autorizada pela Secretaria de Obras, constam várias exigências do contrato, como a tomada de medidas de segurança tais como escoramentos, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e outros que garantam a integridade física dos funcionários envolvidos nas obras e usuários do local.

A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até o final de outubro de 2013. O custo total da obra está avaliado em R$ 3.284.749,66. “Nosso esforço é para concluir a ponte antes do período crítico das chuvas”, finalizou a secretária de Obras.

Cidade tem operação Cata-treco em vários bairros

A Prefeitura de São José dos Campos realiza neste sábado (20) mais uma operação Cata-Treco em vários bairros de diferentes regiões da cidade. O objetivo é reduzir o grande volume de materiais jogados nas ruas e vias públicas. A retirada desses materiais também visa prevenir enchentes e melhorar o meio ambiente.

Os caminhões da Prefeitura percorrerão os bairros: Jardim Pôr do Sol; Jardim Limoeiro; Jardim Ismênia; Jardim Primavera I e 2; Bom Retiro; Boa Vista (CDHU); Residencial D’ville; Morada do Sol; Recanto dos Pinheiros; Recanto dos Eucaliptos; Parque Independência; Jardim Santa Luzia e Reserva do Bosque.

Desde o início dos trabalhos, a Operação Cata-treco já passou por quase 100 mil residências, sendo recolhidos pela Prefeitura cerca de 500 toneladas de restos de móveis, eletrodomésticos e pneus. No fim de semana passado, foram recolhidas aproximadamente 33 toneladas de restos de móveis e utensílios domésticos durante mais uma etapa do trabalho, que atendeu diversos bairros do município. A Secretaria de Serviços Municipais (SSM) recolhe cerca de 5 mil toneladas de entulho, por mês, em todo o município. O custo para a realização deste trabalho é de cerca de R$ 2,5 milhões, por ano.

Cidade tem mais de 300 vagas abertas pela Industria

Pelo segundo mês consecutivo este ano, o nível de emprego industrial na microrregião de São José dos Campos registrou saldo positivo, mostra pesquisa divulgada ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). A variação de contratação das indústrias em junho ficou em 0,58% o que significa um aumento de aproximadamente 300 postos. O bom resultado foi puxado pelos setores de Máquinas e Equipamentos que registrou variações positivas (4,57%) na geração de postos de trabalho. Também contribuiram os setores Outros Equipamentos de Transportes (1,49%), Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (1,45%), Produtos de Minerais Não Metálicos (0,48%) e Produtos de Borracha e Material Plástico (0,37%), mostra a pesquisa. No acumulado do ano, São José o saldo de criação de vagas ainda é negativo de 700 postos de trabalho.

“Os dados de maio e junho mostram leve recuperação de postos de trabalho. A expectativa para o segundo semestre também é positiva”, disse o gerente da representação regional do Ciesp em São José, Fabiano de Sousa. Ele lembrou que essa recuperação não significa abertura de novos postos. “O que ocorre é uma recuperação de postos de trabalho”, frisou. Em Taubaté, o resultado de junho interrompeu o bom desempenho verificado em meses anteriores. No mês passado, a variação do emprego na microrregião, que reúne 28 cidades, foi negativa em 0,73%, o que significa uma redução de aproximadamente 400 postos de trabalho.

No entanto, no acumulado do ano, o saldo é positivo, com acréscimo de 2.100 vagas. O diretor administrativo do Ciesp local, José de Arimathéa Campos, afirmou que o resultado negativo verificado no mês passado é sazonal. “Nos últimos três anos, junho teve desempenho negativo”, declarou. Ele avalia que deve ser por ajustes no quadro de pessoal das empresas. “A tendência para o segundo mestre é positiva, pois novas empresas estão se instalado na região e vão gerar empregos”, afirmou. Em Jacareí, o saldo de empregos na indústria da microrregião também foi positivo, de 0,63%, o que significou um acréscimo de aproximadamente 100 postos de trabalho. No acumulado do ano, o saldo permanece positivo, de 2,25%, o que representa acréscimo de 300 vagas.

Cidade tem greve na casa do Idoso por atraso de pagamento

Cerca de 70 funcionários da Casa do Idoso Centro, em São José, paralisaram suas atividades ontem em protesto pelo atraso de salários. Eles alegam não ter recebido os vencimentos que deveriam ter sido pagos no último dia 30 nem o adiantamento de anteontem. Segundo o grupo, os atrasos salariais são constantes e acontecem há cinco meses. “Enquanto não regularizarem os pagamentos, não iremos trabalhar”, afirmou Magda de Freitas Batista, uma das educadoras que paralisaram as atividades ontem. Os idosos estiveram junto dos funcionários em frente à Casa do Idoso em solidariedade. “Viemos dar apoio moral a eles. A prefeitura e a administradora têm de fazer algo. Sem funcionários aqui, quem perde somos nós idosos”, disse a aposentada Marilza Barranqueiros, 62 anos.

A Secretaria de Desenvolvimento Social informou que acompanha com preocupação o caso e que “durante todo o dia estudou meios legais de resolver a questão, que ocorre devido aos atrasos na prestação de contas da entidade junto ao poder público”. A Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), administradora da Casa do Idoso, fará reunião hoje com governo. A prefeitura alega estar impedida de repassar verbas devido à falta de prestação de contas da Avape. Em nota, a Avape reconheceu que ocorreram problemas que impactaram diretamente no pagamento dos colaboradores, mas que a solução para a quitação dos débitos sairia ontem. No entanto, até as 20h os funcionários ainda não tinham recebido os salários.

Corredores de Ônibus geram dúvidas para motoristas

A implantação de corredores exclusivos para ônibus em São José dos Campos, deve ser uma medida positiva para melhorar o trânsito na região central, mas precisa de uma comunicação mais eficiente voltada para a educação no trânsito. E, principalmente, para explicar melhor o funcionamento do novo sistema para motoristas e pedestres. As observações são de duas pessoas acostumadas a encarar o transporte urbano em seu dia a dia: um especialista em trânsito, Eduardo Ramalho, diretor geral da empresa Sentran, e de um motorista da CS Brasil, Adão Vitor de Carvalho, ouvidos ontem pelo O VALE.

Ambos apontam que o projeto dos corredores, em fase inicial de implantação no centro, terá um benefício maior em relação ao ganho de tempo se for expandido para as regiões mais afastadas. O motorista Carvalho cita como exemplo a linha 231, que liga a Vila Tesouro a Vila Dirce. Segundo ele, o ônibus consegue andar bem nas avenidas José Longo e João Guilhermino, mas quando chega na avenida Barbacena, na região leste da cidade, o trânsito volta a ficar complicado. Além da ampliação para os bairros, o engenheiro da Sentran diz que uma medida fundamental é a integração com outros modais como o Veículo Leve sobre Trilho (VLT), bicicletas e uso de carros articulados com maior capacidade.

Para o motorista de ônibus, o grande desafio para a prefeitura será a educação no trânsito, fazendo com que motoristas de carro respeitem os locais dos ônibus. “Os carros não querem esperar. Eles andam ultrapassando o tempo todo, agora vão ter que respeitar as faixas exclusivas para os ônibus”, disse Carvalho a O VALE. Um dos pontos críticos da implantação do novo sistema é na avenida São José. Os motoristas reclamam que as duas ilhas instaladas no meio da via para separar o corredor de ônibus, estão prejudicando o trânsito para carros de passeios, motos e táxis, que vão ter que se “espremer” para andar na avenida. O engenheiro diz que será preciso reforçar a sinalização horizontal e vertical, para evitar riscos de acidentes.

As faixas exclusivas para os ônibus na região central começam a funcionar a partir do dia 27 de julho, data do aniversário de São José. As vans do transporte alternativo também poderão circular nas mesmas faixas dos ônibus. Carros de passeio, motos e táxis, serão multados, futuramente, se estiverem trafegando pelas vias exclusivas. Esses veículos poderão usar as faixas preferenciais, mas terão que dar prioridade aos veículos do transporte público. A partir do dia 27, a Prefeitura de São José dos Campos vai implantar o Bilhete Único. Todo passageiro que possuir o cartão eletrônico poderá integrar suas viagens, utilizando qualquer linha, em qualquer sentido, pelo período de duas horas, pagando uma única passagem e utilizando até quatro ônibus. A medida vai beneficiar 415.468 usuários que tem cartão eletrônico.

Setor da saúde da cidade tem crise com grande numeros de doentes

O novo secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, recebeu de herança antigos e crônicos problemas, como falta de médicos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e nas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), falta de especialistas, fila de espera para cirurgias e demora no atendimento. Alguns destes gargalos estão entre as principais reclamações dos moradores nas audiências do POP, o Planejamento Orçamentário Participativo. A saúde é ‘vitrine’ do governo Carlinhos Almeida (PT) e engloba algumas de suas principais promessas de campanha. Entre as missões de Roitberg estão ainda agilizar o mutirão de cirurgias e tirar do papel projetos como o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Roitberg reconhece que um dos gargalos imediatos a resolver é a falta de médicos na rede, que possui 634 profissionais. “Vamos chamar 58 médicos que passaram em concurso para reforçar a rede”. Ele informou que vai chamar os médicos que estão afastados sem vencimentos para saber se querem continuar na rede. Roitberg substituiu o Álvaro Machuca, que deixou o comando da saúde anteontem após sete meses no cargo. Ao pedir demissão, Machuca não escondeu que enfrentou dificuldades. “Cansei. Virei burocrata na secretaria e só assinava papéis”. Um dia após a troca no comando da Saúde, O VALE esteve ontem na UPA do Campo dos Alemães (zona sul), onde reclamações de falta de médicos são constantes. Com apenas dois médicos, o tempo de espera por paciente chegou a sete horas.

“Cheguei às 9h40. São 15h e ainda tem dez pessoas na minha frente. É uma vergonha”, afirmou a manicure Vânia de Moura, 36 anos. A prefeitura informou que dois médicos faltaram ontem e que não foi possível realocar outros profissionais para suprir demanda. À noite, atendimentos foram normalizados. Também ontem, o munícipe André Fonseca e sua mulher Andrea enviaram fotos ao O VALE, feitas no último sábado, que mostram macas com pacientes no corredor e amontoados em sala no Hospital Municipal, onde o acesso à área interna é vetado à imprensa. “Minha sobrinha foi internada na quarta-feira e levou três dias para ser colocada em um quarto. É um descaso com o paciente”, disse Andrea.

Administradora do hospital, a SPDM (Associação para o Desenvolvimento da Medicina) informou que nenhum paciente fica desassistido. “Estão sendo realizadas obras de reforma e manutenção no Pronto-Socorro para ampliar o atendimento à população e está sendo definido juntamente com a Secretaria de Saúde projeto para ampliar o número de leitos de internação na unidade”, disse a SPDM em nota oficial. O novo secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, disse ontem que até o fim de agosto quer promover redimensionamento da rede básica de saúde para amenizar a falta de médicos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). “Há unidades que têm falta de profissionais e outras em que há mais médicos.”

Roitberg salientou ainda que o redimensionamento da rede básica tem como foco melhorar o atendimento. “Precisamos melhorar o acolhimento e o atendimento da população, que não pode ficar esperando de quatro a seis horas para ser atendida.” O plano do novo titular da Saúde é implantar o programa Humaniza SUS, em parceria com o Ministério da Saúde. “Vamos capacitar e treinar os profissionais para que tenham um novo olhar para o paciente”, disse Roitberg. Outro gargalo que o secretário planeja atacar é a falta de médicos especialistas. “Cardiologia é uma especialidade da rede que enfrenta falta de profissionais.” Atualmente, a rede municipal de Saúde disponibiliza 17 especialidades médicas. Na avaliação do novo secretário, a Saúde pública de São José possui estrutura que só existe em algumas poucas cidades do país.

“Temos hoje 40 UBSs, 5 UPAs e 3 hospitais. A rede oferece procedimentos de alto padrão e alto custo”, afirmou Roitberg. Segundo ele, o desafio é melhorar os serviços prestados com a verba disponibilizada no orçamento. “A secretaria tem uma verba de R$ 478 milhões, maior que muitos orçamentos municipais. O nosso desafio é otimizar os recursos e fazer mais ainda”, disse Roitberg. Já com relação à fila de cirurgias, o novo secretário destaca que ela é infindável, mas que este ano já foram realizados 7.000 procedimentos. A implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do PSF (Programa de Saúde da Família) são considerados projetos prioritários para o novo secretário de Saúde, Paulo Roitberg. Ele relatou que planeja dar celeridade à implantação desses programas. No caso do Samu, falta firmar convênio com as cidades que integram o sistema.

Cidade recebe obras para prevenir enchentes em bairros

A Prefeitura de São José dos Campos está realizando uma série de obras de contenção de enchentes em diversos bairros, que há anos recebiam apenas medidas paliativas. Os trabalhos visam dar uma solução definitiva às comunidades atingidas.

Entre os bairros atendidos, estão o Costinha, Rua Hercílio Rodrigues e Estrada Municipal, Coqueiro e Cambuí. Também estão sendo realizadas obras na Avenida Eduardo Cury, próximo ao Shopping Colinas. Todos estes trabalhos têm o objetivo de levar mais qualidade de vida à população.

Costinha

Na Rua Hercílio Rodrigues foi feito um intenso trabalho de combate à enchente com a implantação de microdrenagem (galerias de águas de chuva e bocas de lobo). Para garantir mais segurança aos moradores, as equipes instalaram dique de contenção e válvula para evitar o refluxo das águas do Rio Buquira durante as enchentes. Como as casas ficam abaixo do nível da rua, a Prefeitura executou serviços de nivelamento da via, que recebeu piso intertravado, guias, calçadas e rede de esgoto. A comunidade ganhou playground, quadra esportiva, iluminação e arborização neste espaço de lazer. Esses trabalhos visam trazer mais dignidade e qualidade de vida aos moradores. Nos dias de enchente, eles eram obrigados a ficar descalços para atravessar a lama e lavar os pés na casa de um vizinho para ir trabalhar ou levar os filhos à escola.

Cambuí

As obras de contenção de enchente no Cambuí estão em andamento e vão atender cerca de 300 famílias. Está sendo construído um dique, que tem aproximadamente 1.300 metros de extensão, 1,6 de altura e 6 de largura. A instalação de oito válvulas de retenção vai evitar o retorno das águas do córrego. Foram usados cerca de 10 mil caminhões de terra neste trabalho. “Há 14 anos estamos esperando uma solução definitiva para este problema”, afirmou o morador Maurício Benedito Silva. “Sempre que chovia era assustador, ninguém aqui dormia.” Com a execução dos serviços, ele ressaltou que a comunidade está mais aliviada.

Coqueiro

Os trabalhos no Coqueiro envolveram a instalação de boca de lobo e conclusão da rede para captação das águas pluviais (que estavam enterradas) para evitar que a enxurrada continuasse a invadir as casas.  Também foram feitas melhorias nas cabeceiras das ruas, que devem receber asfalto assim que for concluído o processo de licitação de pavimentação do bairro.

Colinas

As equipes estão concluindo uma obra iniciada há seis anos perto do Shopping Colinas. A construção de um canal, com a instalação de gabiões, visa garantir a segurança de motoristas e pedestres e evitar a erosão da via onde o Córrego Senhorinha foi canalizado.

Região tem queda de temperatura com frente fria

Àquelas pessoas que guardaram os seus casacos no guarda-roupa por causa do clima de verão que tem tomado as tardes nos últimos dias, podem retira-los para tomar ar de novo. Uma frente fria que chegou ontem à noite na região promete derrubar as temperaturas nos próximos dias trazendo nebulosidade e chuva em pontos isolados. Hoje, as máximas cairão até cinco graus. Em São José dos Campos, se ontem à tarde fez 25ºC, hoje a temperatura não passará dos 21ºC. Já as mínimas permanecem em 12ºC.

“É normal que haja uma corrente de ar quente antes da chegada de uma frente fria. As temperaturas tendem a cair na sequência”, afirmou Fábio Rocha, meteorologista do Cptec. No entanto, a passagem da frente fria será rápida. “Deve ir embora hoje já seguindo para o oceano. Ainda assim trará mais nebulosidade à região”, disse Rocha. O sol voltará a sair amanhã. Já na quinta-feira, há uma nova possibilidade de pancadas de chuva à tarde e, sexta-feira, deve chover o dia todo.

Hoje, as temperaturas em Taubaté variam entre 11ºC e 22ºC. Já amanhã, a mínima cai para 9ºC e a máxima sobe para 25ºC. No Litoral Norte, as temperaturas também cairão. Em Caraguatatuba, a mínima será de 16ºC hoje e cairá para 14ºC amanhã. Já as máximas sobem de 22ºC para 24ºC. O mar estará agitado por causa de ventos. Banhistas devem evitá-lo principalmente durante o período chuvoso.