Defensoria entra com ação para achar solução do Camelódromo

A Defensoria Pública Estadual em São José dos Campos planeja acionar a Justiça com o objetivo de encontrar uma solução para a situação do camelódromo da praça João Mendes (Sapo), que possui 42 boxes, e viver praticamente vazio. O defensor público estadual, Jairo Salvador, disse ontem, após se reunir com um grupo de informais que trabalham no local, que vai ingressar no Judiciário com uma ação civil pública para obrigar a prefeitura a garantir meios para a subsistência dos camelôs ou então que encontre alternativa para que possam trabalhar em outro local. “O Poder Público removeu os camelôs das ruas, beneficiou a mobilidade urbana com a liberação do espaço público, o comércio formal, mas deixou de executar todo o planejamento feito para esse programa, já que os informações saíram prejudicados”, disse.

O defensor pontuou que, os mais prejudicados são os que trabalham com alimentação, já que o movimento no camelódromo é pequeno e não garante renda suficiente para os informais. “Vamos inclusive solicitar a colaboração da Defensoria Pública Estadual da cidade de São Paulo, que move uma ação semelhante para a ação que vamos propor”, afirmou. Segundo o defensor, a negociação é o melhor caminho, mas, ele não está satisfeito com as informações que recebeu da prefeitura a respeito do camelódromo do Sapo. Para os informações, o apoio da Defensoria pode ser fundamental para encontrar uma solução para o espaço. “É um caminho, o que não pode continuar é essa situação. Nem licença a prefeitura emitiu para nós”, disse Celso Lemes, um dos informais do camelódromo. “Queremos uma solução. Hoje, não conseguimos vender nada aqui, porque não tem público. Só no sábado é que há algum movimento”, afirmou Miriam Dias de Carvalho, que trabalha com alimentação no camelódromo.

O secretário municipal de Defesa do Cidadão, José Luís Nunes, ratificou o que já havia declarado meses atrás aos ambulantes. “Este ano, não temos condições de fazer obras no local por dificuldades financeiras da pasta”, frisou. O secretário pontuou ainda que, qualquer alternativa que seja estudada, terá que ser para o espaço. “O município investiu muito aqui e não tem sentido mudar os informais para outro local”, declarou. Sobre o posicionamento da Defensoria Pública, José Luís disse que vai aguardar, mas destacou que está aberto ao diálogo. O camelódromo da praça João Mendes completou um ano em maio deste ano.

Policíais Civil da cidade paralisam suas atividades

Pela segunda vez em menos de duas semanas, policiais civis da Região Metropolitana do Vale do Paraíba vão paralisar suas atividades hoje em protesto pela falta de valorização dos profissionais e pelas condições de trabalho impostas pelo governo estadual. A ‘Operação Blecaute’, encabeçada pela Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), mobilizará todas as delegacias do Estado. A paralisação será das 10h às 14h. Nesse horário, nenhum atendimento será feito nas delegacias da região. São duas horas a mais de protesto do que a primeira manifestação, no último dia 29 de julho, quando os policiais deixaram de atender a população entre 10h e 12h. Uma terceira paralisação relâmpago está prevista para o próximo dia 13, data em que os policiais lembrarão os cinco anos da greve da corporação, deflagrada em agosto de 2008 e que durou 59 dias.

Na ocasião, houve confronto entre policiais civis e militares no Palácio dos Bandeirantes, na capital, sede do governo paulista. “O nosso objetivo é protestar contra a desvalorização e o sucateamento da Polícia Civil em todo o Estado”, disse Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Adpesp. “A falta de investimentos do governo estadual ao longo dos anos impede a polícia de prestar um serviço de melhor qualidade, prejudicando o atendimento e o esclarecimento de diversos crimes.” Segundo ela, os policiais estão “cansados de promessas e de sentar para negociar”. “Queremos uma atitude diferente do governo, que sabe muito bem quais são as nossas reivindicações”, disse Marilda.

A expectativa da Adpesp é contar com 100% de adesão nas delegacias da RMVale, o mesmo índice alcançado no protesto do dia 29 de julho. Segundo Marilda, a atual situação encontrada pela polícia gera o aumento da impunidade e diminui a segurança entre a população. “Contamos com o apoio das pessoas para compreenderem que, lutar pela polícia, é lutar por mais segurança.” Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública disse que “respeita todo tipo de manifestação” e acredita que as autoridades responsáveis pelos departamentos e pelas unidades policiais vão assegurar “que não haja prejuízos à população”. Ainda na nota, a pasta afirmou que “tem tido muito empenho na negociação salarial com todas as categorias da polícia”, e que “anunciou um pacote de benefícios às carreiras policiais”, com medidas para “facilitar as promoções e a valorização de carreiras”.

Nova Ferramenta mostra cidade em tempo real pela internet

Quem anda no trânsito cada vez mais congestionado de São José dos Campos ganhou um aliado para evitar ficar parado em congestionamentos e vias com lentidão. Trata-se do Google Maps, que passou a oferecer um serviço de condições de trânsito nas principais ruas e avenidas da cidade. O serviço é estendido às principais cidades nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. O acesso é feito pela página inicial do Google Maps (veja quadro) por meio da aba “trânsito”, após o mapa ser carregado. A visualização é facilitada se o mapa estiver no modo “Satélite”. Pode-se ver, em cores, a condição do trânsito nas principais vias.

O serviço usa as cores vermelha, amarela e verde para sinalizar, respectivamente, quando o tráfego está intenso, nem tão rápido e nem tão lento e fluindo bem. Basta dar um zoom na área do mapa para visualizar melhor as condições do trânsito naquela via específica. Por meio de nota, a assessoria de comunicação do Google Brasil informou que o usuário também poderá saber quanto tempo irá demorar em determinado trajeto. O serviço oferece ainda um histórico que permite ao internauta conhecer, antes de sair de casa, o histórico da condição de trânsito nas vias em que pretende passar em horários determinados por ele.

Segundo o Google, o sistema usa informações de velocidade e localização de dispositivos com GPS em trânsito para oferecer o serviço ao usuário, que pode acessar os dados do computador e de um smartphone com o Google Maps instalado. As informações são coletadas e enviadas em tempo real. Além disso, o internauta pode saber quanto tempo levará para ir de um ponto a outro na cidade, naquele horário acessado por ele, por exemplo. “Achei muito bom o serviço. Pena que a conexão no país ainda não seja de excelente qualidade, o que pode interromper o sinal em alguns lugares”, afirmou o engenheiro Paulo Moreira, 51 anos. Não há previsão de o serviço ser oferecido em outras cidades da região.

Motoristas de São José dos Campos aprovaram o serviço de condições de trânsito oferecido pelo Google Maps. Segundo eles, o acesso por meio de aparelhos móveis, como tablets e celulares que tenham o serviço instalado, ajuda a definir roteiros, mudar rotas e evitar congestionamentos e vias paralisadas. “Quem tem facilidade em acessar o mapa pelo celular ganhou um grande instrumento de orientação do tráfego”, disse o empresário Mário Albuquerque, 45 anos. Para o designer Lúcio Malta, 25 anos, que anda sempre com o smartphone conectado na internet, as condições de trânsito em tempo real são um serviço “indispensável para quem anda de carro todos os dias por necessidade”. “Dá para evitar atrasos desnecessários sabendo, de antemão, quais ruas estão congestionadas”, afirmou Malta.

Cidade tem Cursos Técnicos oferecido pelo MEC

A Prefeitura de São José dos Campos informa que estão abertas as inscrições para 33 cursos técnicos oferecidos por três escolas da cidade credenciadas pelo MEC (Ministério da Educação. Estudantes que terminaram o ensino médio podem se inscrever até a segunda-feira, dia 12 de agosto por meio do Sisutec (Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica). A seleção será feita com base na nota do estudante no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2012 e os cursos são gratuitos.

As inscrições devem ser feitas na página do Sisutec na internet (www.sisutec.mec.gov.br). As três instituições de São José credenciadas pelo MEC são o Senac, a Faculdade de Tecnologia IBTA (campus do Jardim Esplanada) e o Colégio Tableau, no Satélite. Elas foram avaliadas pelo ministério e apresentaram indicadores positivos e oferecem cursos pela manhã, à tarde e à noite, totalizando 2.480 vagas. Na seleção, são consideradas políticas afirmativas e cotas para pretos, pardos e indígenas, bem como estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. São oferecidos cursos de Enfermagem, Farmácia, Logística, Meio Ambiente, Segurança do Trabalho, Radiologia, Informática, Internet, Programação de Jogos Digitais, Redes, Manutenção e Suporte em Informática.

A Faculdade IBTA e o Colégio Tableau oferecem 14 cursos cada um, e o Senac oferece um curso. O resultado da primeira das duas chamadas será divulgado no próximo dia 14. A matrícula deve ser feita nos dias 15 e 16. O resultado da segunda convocação está previsto para o dia 19, com matrícula no dia seguinte. De acordo com o MEC, 85% das vagas serão destinadas prioritariamente a candidatos que cursaram o ensino médio completo na rede pública ou em instituições particulares como bolsista integral.

Presidência deu sinal verde para começo de investimento na GM

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse ontem, após se encontrar com executivos da General Motors, que o acordo trabalhista firmado entre a entidade e a montadora em junho último para garantir que o município participe da disputa do investimento de R$ 2,5 bilhões foi aprovado pela matriz da companhia, nos Estados Unidos. O acordo trabalhista foi uma das exigências da GM para possibilitar que o complexo industrial da empresa no município participe da disputa com outros dois países não mencionados.

Esses recursos serão para a produção de um novo modelo de veículo. Segundo Macapá, a informação foi transmitida por José Eugênio Pinheiro, um dos diretores da GM no país. “Ele Pinheiro disse que o acordo foi aprovado pela matriz e que agora a empresa estaria finalizando estudos para definir o modelo do carro que irá produzir”, disse o dirigente sindical. O encontro com uma comissão de executivos da montadora ocorreu ontem em Guarulhos, segundo informou Macapá. O novo presidente da montadora no Brasil, Santiago Chamorro, não participou do evento. Na avaliação do presidente do sindicato, o sinal verde da matriz para o acordo é um fato positivo e indica que São José dos Campos deve “receber o investimento”. “Acreditamos que está tudo certo”, frisou.

Segundo Macapá, a GM não informou quando será divulgado o local do investimento. A assessoria da montadora informou que não há decisão sobre o local onde será feito esse investimento. Além do acordo trabalhista, que terá duração inicial de dois anos a partir do início das operações da fábrica e poderá ser estendido por até duas vezes em período equivalente, totalizando até 6 anos, a GM negociou com a prefeitura e com o Estado a concessão de benefícios fiscais. No caso do município, a prefeitura ofereceu isenção de tributos municipais entre eles IPTU e ISS e também irá colaborar na implantação de um distrito industrial nas proximidades da fábrica. Com o governo do Estado foi negociado benefícios relativos ao ICMS.

O Sindicato dos Meta-lúrgicos de São José informou que a GM vai cumprir o acordo firmado em fevereiro deste ano, que garante o funcionamento do MVA (Montagem de Veículos Automotores) e o emprego de cerca de 750 operários do setor até dezembro deste ano. O presidente da entidade, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, reafirmou que o acordo está mantido e que não há novidades a respeito. “A empresa concedeu licença remunerada para o pessoal porque está com alto estoque e precisa fazer adequações”, disse o dirigente. No MVA é produzido o Classic, que também é fabricado nas unidades de São Caetano do Sul e na cidade de Rosário, na Argentina. A licença remunerada do grupo foi iniciada na última segunda-feira, com previsão de término no dia 23 de agosto, segundo a empresa.

Cidade tem lançamento de novo pacote de Zoneamento

Menos de três meses após aprovar uma revisão na Lei de Zoneamento de São José dos Campos, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) lançou um novo pacote para mudar sete pontos da legislação, que deve ser encaminhado ainda este mês à Câmara. O novo pacote contempla sete alterações e prevê a criação de ZEI (Zona Especial de Interesse Social) para viabilizar casas para as famílias removidas do Pinheirinho em janeiro do ano passado. Prevê ainda autorização para transformar loteamento em condomínio fechado, ampliação de perímetro no centro, mudança de ocupação de glebas no entorno do Parque Tecnológico, legalização de empreendimento residencial no Putim e fim da restrição para construções em terrenos próximos a faixas onde há torres de alta tensão em alguns terrenos da cidade.

As novas alterações já causam polêmica pela pressa na condução do processo. O arquiteto Flávio Mourão, integrante do CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano), criticou a decisão do governo. “Novamente, a administração atual age como as anteriores, do PSDB, a toque de caixa. É um absurdo”, disse, o arquiteto. Segundo ele, o próprio governo havia estabelecido, após o primeiro pacote de mudanças, aprovado em maio deste ano, que não haveria novas alterações, porque será elaborada uma nova proposta de Zoneamento para o município. “Parece um passe de mágica. Sempre que há interesse do governo, muda-se a lei, sem uma discussão ampla”. Opinião similar tem o defensor público estadual, Jairo Salvador. “Recebi as propostas de mudança, mas não analisei o teor. No entanto, não considero conveniente ficar alterando a Lei de Zoneamento a toda hora. É ruim, prejudicial para a cidade”, pontuou.

Na Câmara, muitos parlamentares se quer tinham conhecimento do assunto. “De novo, não estou sabendo, mas vamos ficar atento”, declarou Juvenil Silvério (PSDB), líder da oposição. “Parece que falta planejamento. O governo quer mudar a conta-gotas”, disse. Presidente da Comissão de Planejamento Urbano do Legislativo, Shakespeare Carvalho (PRB) afirmou que o governo argumentou que as mudanças “são necessárias para o desenvolvimento econômico do município”. “No caso do Pinheirinho, o interesse é social, mas havia outras questões ligadas ao setor econômico”, disse. O secretário municipal de Planejamento Urbano, Emmanuel dos Santos, não se manifestou ontem a respeito. Na justificativa às alterações, o governo argumenta que “é para fazer face ao processo de urbanização”.

No pacote de mudanças da Lei de Zoneamento apresentada pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT) há uma de interesse social, especialmente para as 1.800 famílias do Pinheirinho, que foram removidas do local em janeiro de 2012. O governo selecionou duas glebas contíguas ao conjunto Habitacional Nosso Teto, no Putim, para abrigar as famílias. Essas duas áreas possuem juntas 648 mil metros quadrados, mas não são classificadas como ZEIs (Zona Especial de Interesse Social). Segundo o governo, para viabilizar projeto habitacional para as famílias, é preciso que as glebas sejam área de ZEIs. Na justificativa, a prefeitura informa que o custo de cada unidade residencial desse programa é de cerca de R$ 96 mil, incluso o preço do terreno, da infraestrutura e os custos de construção da casa. Do total, o governo federal arcará com R$ 76 mil para cada unidade, enquanto que o Estado aportará R$ 20 mil por casa. O programa destinado a assentar as famílias do Pinheirinho tem custo estimado de R$ 172,8 milhões, informa a prefeitura na justificativa da necessidade de mudar a lei.

O empresário Rogério Penido considera justa a proposta de acabar com a restrição de edificação nas proximidades das torres de transmissão de energia elétrica. “Já existe uma faixa de segurança. Essa lei criou essa nova faixa, que inviabiliza empreendimentos. Eu mesmo tenho projetos que estão inviabilizados”, afirmou o empresário.

Inscrições abertas para o Casdinho 2014 na cidade

Durante os dias 01 de agosto e 15 de setembro, ocorrerão as inscrições do Processo Seletivo Casdinho 2014. Estão aptos a participar do concurso alunos dos 7º e 8º anos (2013) da rede pública de ensino da região do Vale do Paraíba. As inscrições serão realizadas somente pela internet através do site www.casdvest.org.br/casdinho. O Casdinho é um curso sem fins lucrativos. Os alunos são preparados, durante os finais de semana, para o concurso do Colégio Eng. Juarez Wanderley, conhecido como Colégio da Embraer, e, durante a semana, para Olímpiadas Científicas. As aulas são ministradas por alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que também são responsáveis pela administração do curso. O Casdinho visa diminuir as diferenças de oportunidades inerentes às crianças da rede pública, despertando a cultura da educação como um fator de mudança Criado em 2010, o Casdinho surgiu como uma parceria entre o Programa Decolar – desenvolvido pela Prefeitura de São José dos Campos – e alunos do ITA, contando inicialmente com quinze alunos.

Em 2010, ao firmar acordo com o Colégio Objetivo Aquarius, o curso expandiu e realizou o Processo Seletivo Casdinho 2011, que contou com quase 1800 inscritos, selecionando dentre esses os 120 melhores classificados. Em 2011, o Processo Seletivo Casdinho 2012 contou com quase 2400 inscritos. Em 2012, houve quase 2500 inscritos. Já para este ano, o número de inscrições previsto é de 3000.A seleção compõe-se de um exame intelectual, prova de português, de matemática e de ciências naturais, e de entrevista de renda, ambos classificatórios. A data do exame intelectual está prevista para 6 de outubro e será realizada no campus da universidade UNIP em São José dos Campos. Os 450 melhores classificados serão convocados, pelo mesmo site, a realizar a entrevista de renda, que a data será divulgada após o resultado do exame intelectual do dia 23 de outubro. A lista final dos selecionados aptos a cursar também será divulgada no site.

Prefeitura realiza obras de melhorias nas calçadas da cidade

A Prefeitura de São José dos Campos está construindo e reformando 45 pontos de passeio público em escolas e unidades básicas de saúde (UBS), dentro dos padrões do Programa Calçada Segura. As obras estão sendo executadas em prédios públicos de várias regiões da cidade. Também visando melhorar a acessibilidade e a segurança de pedestres, em especial idosos, crianças e portadores de deficiência física, a Secretaria de Serviços Municipais (SSM) está fazendo o rebaixamento de guia de 26 calçadas no bairro Campo dos Alemães, região sul da cidade.

Estudo realizado pela equipe do Programa Calçada Segura na região apontou problemas para o deslocamento de pedestres em locais de grande circulação de pessoas, como nas proximidades das unidades de saúde, escolas e igrejas. Uma calçada segura não deve ter rampas ou obstáculos que dificultem a passagem de pedestres. Muitos moradores têm dúvidas na hora de reformar ou construir a calçada, principalmente com o tipo de material a ser utilizado, que pode ser o bloquete colorido para corredores comerciais ou cimento comum, caso de cerca de 80% da cidade.

Para esclarecer essas e outras dúvidas, uma equipe de técnicos da SSM orienta a população sobre o Programa Calçada Segura por telefone 3945-9518 ou pelo e-mail [email protected].

Investimento é cobrado do Presidente da GM pelo Sindicato

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, se reúne hoje com o novo presidente da General Motors do Brasil, Santiago Chamorro. O encontro será em Guarulhos e terá também a participação da direção dos sindicatos de Gravataí (RS), e de Mogi das Cruzes, cidades onde a montadora possui unidades industriais, segundo informou o dirigente sindical. “Será um encontro protocolar. A empresa chamou os sindicatos para apresentar o novo presidente da empresa no país”, disse Macapá. Ele frisou que, embora seja um encontro de cortesia, vai aproveitar a oportunidade para perguntar ao executivo sobre o investimento de R$ 2,5 bilhões que a montadora planeja fazer para a produção de um novo modelo de carro.

“Estamos no aguardo da definição do local onde será o investimento, mas acreditamos que só pode ser em São José dos Campos”, disse. Macapá afirmou que o sindicato fez a sua parte para que o investimento seja aplicado em São José. “Assinamos um novo acordo com a GM”, disse. Além de São José, a montadora informou, sem detalhar, que outros dois países também disputam o investimento. Inicialmente, o anúncio deveria ocorrer em junho, depois passou para julho e agora a empresa não tem data definida para a divulgação. Segundo o sindicato, no final de julho, a montadora encaminhou para a matriz, nos Estados Unidos, o acordo firmado com a entidade. A assessoria da GM informou ontem à tarde que não tinha conhecimento sobre o encontro do novo presidente da empresa com representantes sindicais.

O novo presidente da GM do Brasil é colombiano e tem 43 anos. É formado em Economia e fez pós-graduação em Finanças na Universidade de Los Andes, na Colômbia. Ele está na empresa há 20 anos. Trabalhou na GM americana e também presidiu a filial da Colômbia. Esta semana começou novo período de afastamento dos cerca de 750 trabalhadores do MVA (Montagem de Veículo Automotores), onde é produzido o Classic. A montadora abriu novo PDV (Programa Voluntário de Demissão) para todos os trabalhadores horistas do complexo de São José, que representam cerca de 95% do efetivo de pessoal da unidade. As medidas vigoram até 23 de agosto.

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos iniciou assembleias nas fábricas da base para votação da campanha salarial 2013. Ontem, a proposta foi apresentada aos metalúrgicos da Embraer e da Sun Tech, ambas em São José, e Wirex Cable, Emerson e Rexam, em Jacareí. Nas cinco empresas, os trabalhadores aprovaram a reivindicação de 13,5% de aumento, informou a entidade. Na Embraer, além das cláusulas econômicas, o sindicato também voltou a defender a adoção da redução da jornada de trabalho para 40 horas uma das principais bandeiras dos trabalhadores da fábrica. A pauta de reivindicações dos metalúrgicos será apresentada aos empresários hoje, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Após a entrega, as entidades sindicais que participam da campanha ficarão no aguardo das reuniões setoriais.

Com Regularização Limitada, 67 mil moradores ficam de fora

Moradores dos bairros irregulares de São José dos Campos que ficaram de fora da lista de 27 loteamentos que serão regularizados até 2016 reclamaram ontem da decisão tomada pelo governo Carlinhos Almeida (PT). Dos 160 núcleos, onde moram cerca de 80 mil pessoas, a prefeitura pretende regularizar 27, o que deixa de fora cerca de 67 mil moradores. Os 13 mil que vivem nos bairros que serão regularizados já estão na expectativa de receber o título de posse do terreno, que precede a escritura definitiva, além de benfeitorias como pavimentação, creches e escolas.

Já os demais terão que esperar mais alguns anos. Para esses, a lista do governo é “decepcionante e incompreensível” e atrasa ainda mais o desenvolvimento dos loteamentos. “Faz oito anos que comprei terreno aqui no bairro do Sapê na esperança de que ele fosse regularizado. Quero construir e deixar de pagar aluguel”, disse o pintor Messias Cardoso, 62 anos. Ao lado das netas, ele observa a movimentação no bairro do Sapê, na região leste, e se entristece com a notícia de que o loteamento não foi contemplado na lista na prefeitura. “Todo mundo aqui está esperando essa regularização há tempos”, disse ele. “Ficar de fora da regularização até 2016 é duro de roer”.

O carroceiro Mauro Vaz Santos, 72 anos, pretende deixar para a mulher e o filho uma casa construída num terreno do Sapê, onde eles moram desde 2005 em um barraco feito com sobras de madeira. Santos fez o orçamento dos materiais para a obra, mas desistiu de construir por causa da falta de regularização do bairro. Agora, ele teme não estar vivo quando a legalização foi efetivada. “Não sei se tenho saúde para esperar tanto tempo. Queria que estivesse tudo legal para construir a casa para meu filho e minha mulher. Eles ficarão com tudo aqui”, disse Santos. Segundo Roberti Costa, secretário de Regularização Fundiária, os bairros que serão regularizados não estão em áreas de risco ou em zonas ambientais. Da lista de 160 bairros irregulares, segundo ele, pelo menos 105 exigem acordo com o Ministério Público por estarem em áreas de risco ou de proteção ambiental. Os demais são considerados de “baixa complexidade” e poderão ser regularizados até o final do mandato do prefeito Carlinhos Almeida (PT). Os critérios de escolha, além do aspecto burocrático, levam em conta a densidade populacional e a proximidade com a malha urbana. “Entregaremos mais de 600 títulos de posse até o final do ano. E 27 bairros é uma meta realista e que pode ser superada”, disse Costa.

A Prefeitura de São José dos Campos renovou por mais um ano o convênio com a AEA (Associação dos Engenheiros e Arquitetos) para o fornecimento de plantas populares na cidade. O objetivo do convênio é viabilizar a prestação dos serviços de concessão de plantas populares gratuitas à população carente de São José, com acompanhamento técnico para autoconstrução de moradia econômica de acordo com a legislação vigente. Válido por um ano, o convênio custará R$ 900 mil para cerca de 700 plantas populares e acompanhamento da obra, seja de construção ou ampliação, além da legalização de imóveis irregulares. As plantas populares serão para imóveis de até 70 metros quadrados e atenderão apenas famílias que ganhem até seis salários mínimos. Elas poderão escolher entre 15 modelos de projetos residenciais. “Estamos ampliando o convênio para atender mais cidadãos”, disse o prefeito Carlinhos Almeida (PT).