Feriado tem indice baixo de mortes na estrada

O balanço da Operação Independência 2012 revelou queda de 38,03% no número de acidentes nas estradas que ligam o Vale do Paraíba ao Litoral Norte e à Serra da Mantiqueira. Entre a quinta-feira e domingo do feriado, foram 88 acidentes, com 65 feridos e 2 mortes nas rodovias do Tamoios (SP-99), Oswaldo Cruz (SP-125) e Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123).

Como o feriado do ano passado caiu em uma quarta-feira, a PRE comparou os dados de 2012 com 2010 quando ocorreram 142 acidentes, com 75 feridos e cinco mortes. Este ano, os acidentes com vítimas fatais aconteceram na Tamoios e na Estrada Velha Rio-São Paulo, no trecho de Roseira, entre a sexta-feira e a noite e sábado. Ainda durante o feriado, os policiais fizeram 1.288 autuações, 67 recolhimentos de veículos e 12 registros de motoristas embriagados.

Devido às obras de duplicação, a rodovia dos Tamoios apresentou tráfego lento em vários trechos. Na sexta-feira, por exemplo, uma viagem de 1h30 entre São José dos Campos e Caraguatatuba levava quase 3 horas para ser percorrida.

Na volta, no domingo, a viagem durou cerca de 4h em alguns momentos do dia. Na Oswaldo Cruz, entre Ubatuba e Taubaté, o trecho era percorrido em até 4h30. “Foi complicado e cansativo, mas já peguei trânsitos piores nessa serra de Ubatuba”, disse Jeferson Vezaro, 32 anos, administrador de empresas, que escolheu viajar no domingo à noite para fugir do congestionamento do dia.

Na rodovia Presidente Dutra, principal corredor do Vale do Paraíba, foram registrados 56 acidentes durante o feriado prolongado, com 31 feridos e uma morte um homem atropelado na madrugada do último sábado, na altura do km 161 em Jacareí.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) usou como comparação o feriado da Semana Santa deste ano, que se estendeu de 5 a 8 de abril. Na ocasião, ocorreram 43 acidentes, com 18 feridos e 2 mortes. Segundo os policiais rodoviários, o Grito dos Excluídos no Santuário Nacional de Aparecida, na última sexta-feira, gerou até nove quilômetros de lentidão no sentido Rio de Janeiro da via Dutra. “Nos horários de pico, chegamos a registrar até 5.600 veículos por hora na rodovia no sentido capital-interior”, disse o inspetor Waldiwilson dos Santos, responsável pela 6ª delegacia da PRF em Taubaté.

O Vale

Vilões da cesta básica é a batata e a carne na cidade

O preço da cesta básica subiu pelo quinto mês seguido na região e chegou a R$ 1.018,75. Em agosto, o aumento foi de 1% em relação a julho. No ano, a alta acumulada chega a 6,66%. Os ‘vilões’ foram a batata (18,96%) e as carnes bovinas, como patinho (10,08%) e contrafilé (8,69%). O frango, com 7,71%, e o pão francês, com 4,11%, também contribuíram para o aumento.

A pesquisa, divulgada ontem pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Universidade de Taubaté, traz os preços pesquisados em supermercados de quatro cidades da região São José, Taubaté, Campos do Jordão e Caçapava. Entre elas, Campos do Jordão apresentou a maior alta (1,27%) e chegou a R$ 1.019,60, a segunda cesta mais cara da região. O menor índice foi registrado em Caçapava (0,81%). A cidade também possui o menor valor, com R$ 1.016,82.

Taubaté continua com a cesta básica mais cara da região, com R$ 1.022,51. São José dos Campos perdeu o posto da cidade mais barata para Caçapava. O valor dos itens chega a R$ 1.016,82. O preço da cesta básica é calculado com itens alimentação, higiene pessoal, limpeza doméstica necessários para uma família-padrão brasileira com cinco pessoas e com poder de compra de cinco salários mínimos.

Para o economista e pesquisador do Nupes, Luiz Carlos Laureano da Rosa, o fator climático foi o responsável pelo aumento do preço dos alimentos. “A estiagem tanto no Brasil como nos EUA tem prejudicado as safras. A alta poderia ter sido até maior”, disse Laureano. No caso da batata, a melhora da qualidade do alimento e a diminuição da quantidade no mercado aumentaram o preço. A seca prejudicou o preço da carne. No caso da bovina, a estiagem prejudicou a produção em pastagens naturais.

Com o aumento do preço da carne bovina, a de frango também aumenta, já que passa a ser mais consumida. Segundo Laureano, o preço dos próximos meses vai depender do clima. Caso a estiagem continue, o preço deve aumentar ainda mais. “A carne é um dos alimentos que vai continuar aumentando”, disse.

A dica do economista é trocar os alimentos que tiveram alta. Outra dica é pesquisar. “O preço da cesta básica é a média entre os supermercados pesquisados, então tem lugar mais barato e mais caro”, disse. Os consumidores que têm costume de ir a supermercados perceberam o aumento.

“Cada dia está um preço diferente”, disse a empresária Elisângela Regina Silva, 37 anos, que realiza pesquisa para descobrir onde os preços estão menores. Já para a aposentada Jeni Ramis, 62 anos, o preço dos alimentos virou assunto de família. “Eu disse para minha neta não desperdiçar comida porque o preço está muito caro. Eu levo só um pouquinho do que quero. O tomate eu não compro há meses”, disse.

O Vale

Devido a protesto, GM deve parar hoje na cidade

Metalúrgicos da região dão início hoje a uma escalada de paralisações nas indústrias para pressionar pelo fechamento dos acordos salariais deste ano. A primeira a ser afetada deve ser a General Motors, de São José. Não foi divulgado se o protesto será por 24 horas ou somente atraso nas entradas dos turnos.

Os protestos fazem parte da campanha salarial da categoria. Segundo os sindicatos, nenhuma empresa fechou acordo ainda em São José. Já em Taubaté, apenas Volkswagen e Ford já fecharam acordos antecipados, em 2011, com validade de dois anos.Ontem, houve mais uma rodada de negociação entre sindicato e GM. Até as 19h30, a reunião não havia terminado. Em São José, a pauta prevê 7% de aumento real mais inflação, que foi 5,5%. Já em Taubaté, o pedido é de 4,5% de aumento real, mais inflação.

Ontem à noite, na sede do sindicato de São José, lideranças sindicais da cidade se reuniram para definir como e onde seriam as paralisações nesta semana. Os detalhes mão foram divulgados. Segundo os sindicatos, as paralisações servem para pressionar as empresas a aceitarem as propostas da categoria. O sindicato de São José representa cerca de 44 mil trabalhadores e o de Taubaté, mais 22 mil.

O Vale

Lei do Puxadinho tem fim neste mês na cidade

Moradores de São José têm até o próximo dia 29 para dar entrada no pedido de regularização de imóvel conforme prevê a lei de anistia, popularmente chamada de ‘lei dos puxadinhos’. A norma permite a regularização de construções em desacordo com a Lei de Zoneamento e o Código de Edificações da cidade.

Aprovada em setembro do ano passado, a norma expira até o final do mês. Quem não regularizar até lá, poderá sofrer punições. De acordo com levantamento da Secretaria de Planejamento, foram protocolados 4.953 pedidos de regularização até agosto. Destes, 2.465 foram aprovados e 2.488 ainda estão em análise. A estimativa inicial da prefeitura era chegar a 5.000 pedidos.

A maior parte dos pedidos protocolados (3.724) foi para a legalização de construções fora da especificação, tendo sido deferidos 1.976 processos. Entre os imóveis de até 100 metros quadrados, cujo proprietário é isento das taxas de regularização, 861 pedidos foram feitos, com aprovação de 324. O restante está em estudo. Quanto aos pedidos de certidão de construção, a secretaria recebeu 368 protocolos, tendo aprovado 165 deles.

Para o secretário de Planejamento, Oswaldo Vieira de Paula Júnior, a lei de regularização vai alcançar as metas da administração e será positiva para a cidade. “A população respondeu ao benefício da regularização. O prazo foi adequado. Vamos estudar os casos de quem não regularizou. Esses poderão sofrer sanções administrativas.”

Quem pretende dar entrada no pedido de regularização poderá procurar, até 28 de setembro, as unidades da prefeitura, no Paço e nas regionais. No dia 29 de setembro, o protocolo só poderá ser entregue no Poupatempo de São José, no Colinas Shopping, entre 9h e 15h. A doméstica Rosemar Fonseca, 39 anos, se beneficiou da lei para regularizar uma casa que comprou na região leste. “Só estou esperando o boleto para pagar a taxa e tirar a documentação completa.”

O Vale

Construção de Prédios é aprovada na Região Leste e Norte

Moradores de bairros que abrigam mais áreas consideradas ‘vazios urbanos’ em São José, como nas regiões leste e norte, são mais favoráveis à construção de prédios na cidade. É o que mostra a pesquisa O VALE/Mind. O levantamento revelou que 51,7% dos eleitores entrevistados aprovam a construção de mais prédios em São José para “movimentar a economia e ampliar a oferta de moradias”.

Outros 40,7% responderam que será ruim, porque pode colocar em risco a qualidade de vida. Outros 7,6% dos não sabem ou não responderam. Foram ouvidas 600 pessoas de todas as regiões da cidade, entre os dias 29 e 30 de agosto. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral.

Entre aqueles que aprovam os ‘espigões’ em São José, a maior média de concordância ficou com moradores das regiões norte, leste e sudeste, respectivamente de 58,5%, 56,5% e 54,5% de aprovação. No lado oposto, quem mora nas regiões sul, central e oeste, mais adensadas do que as outras, tiveram as menores taxas de aprovação dos prédios, respectivamente de 49,6%, 47,6% e 34,5%.

Para arquitetos e urbanistas, os dados da pesquisa mostram que a lei de zoneamento da cidade, que limitou a construção de prédios altos em São José, precisa ser revista. “Não é nenhuma surpresa o resultado da pesquisa. As regras para a construção de prédios têm que levar em conta o tamanho da área e os impactos na região, e não a quantidade de andares. Isso limita muito o desenvolvimento”, disse o arquiteto Rolando Rodrigues.

O advogado e ambientalista Fernando Delgado disse que a cidade passou a sofrer da “síndrome do Aquarius”, em referência aos problemas de adensamento de prédios num dos principais bairros da região oeste de São José, que conta com 101 edificações prontas e mais 21 em construção.

“A falta de regras levou ao exagero no Aquarius, traumatizando a prefeitura que extremou as regras para construção de torres. Tem que ter um equilíbrio para não prejudicar o crescimento de São José.” Presidente da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) de São José, Carlos Vilhena, disse que não se trata de uma questão que envolve apenas a prefeitura e as construtoras, mas sim todo o setor econômico da cidade. “Empresas estão com dificuldade de se estabelecer em São José. Isso vai afugentar investimentos”, afirmou.

Para Cynthia Gonçalo, diretora do Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), a pesquisa está em “consonância com as premissas da legislação que possibilita prédios em todas as regiões da cidade por entender sua importância para a economia”. No entanto, ressaltou ela, a Lei de Zoneamento associa a estes empreendimentos novos parâmetros urbanísticos para a manutenção da qualidade de vida população.

Os “valores fundamentais” das limitações previstas na legislação, segundo Cynthia, servem para promover a “sustentabilidade, preservar o ambiente e a paisagem urbana e trazer mais qualidade de vida”. A diretora disse ainda que a regra incentiva a descentralização da verticalização, para promover novos centros em bairros como Novo Horizonte (leste), Putim (sudoeste) e Urbanova (oeste).

O Vale

Mesmo depois de um ano, Arena ainda não tem projeto definido

Um ano após o início da construção da Arena Municipal de Esportes, principal obra do governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) em São José dos Campos, a administração ainda não tem o projeto do complexo totalmente pronto.

O VALE apurou que a Construtora Montebelense, de São Luís de Montes Belos (GO), contratada em março de 2010 para fazer o projeto executivo da Arena, por R$ 269 mil, ainda está entregando revisões das plantas o projeto da rede elétrica do ginásio, por exemplo, foi concluído somente na semana passada.

Até agora, de acordo com as planilhas de pagamento da prefeitura, a construtora recebeu R$ 154 mil pelo serviço, o que representa 57% do valor serviço contratado. O projeto executivo é usado obrigatoriamente como referência para a licitação da obra, detalhando arquitetura, redes hidráulica e elétrica, climatiza-ção, acústica e a estrutura no empreendimento.

Fernando Severino, um dos sócios da Construtora Montebelense, confirmou que a empresa está “fazendo revisões a pedido da prefeitura”. A secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo, negou que o projeto executivo esteja sendo substancialmente modificado após a licitação da obra. Orçada em R$ 33 milhões, a Arena começou a ser construída em agosto de 2011, com prazo de entrega de um ano.

A empreiteira Recoma, responsável pela obra, conseguiu postergar a entrega para 31 de outubro, em razão de problemas com o terreno e chuvas, mas já antecipou que não vai conseguir cumprir o novo cronograma. Com isso, o complexo pode ficar ainda mais caro e não ser entregue neste ano.

No final de agosto, a Recoma foi multada em R$ 330 mil pela prefeitura por ter concluído apenas 24% da obra, quando deveria ter entregue 40%. Ela pode recorrer. Considerando serviços complementares de R$ 2,8 milhões feitos pela Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) no terreno, o custo total da Arena já chega a R$ 36 milhões.

Na avaliação de arquitetos e engenheiros, a falta de um projeto executivo pronto e acabado vai elevar o custo e provocar mais atrasos. Presidente da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) de São José, Carlos Vilhena culpou a “falta de gestão” e a “interferência política” como os dois grandes problemas em obras públicas da cidade. “As escolhas da prefeitura têm que ser analisadas.”

Para ele, a falta do projeto executivo completo prejudica o trabalho dos construtores. “As obras ficam bem mais caras e as empreiteiras acabam tendo que pedir mais prazo e dinheiro para terminar”, afirmou Vilhena. O arquiteto Flávio Mourão disse que pequenas revisões são normais, mas a falta de um projeto executivo detalhado pode ser um indício de problemas mais graves. “A obra começa a ficar sob suspeita.”

O Vale

Instituto de Oncologia realiza Simpósio na cidade

O Instituto de Oncologia do Vale (IOV) realiza de 13 a 15 de setembro, em São José dos Campos, o Simpósio Multiprofissional de Oncologia do Vale do Paraíba. O evento vai ter a participação de profissionais das áreas de oncologia, nutrição, enfermagem, farmácia, psicologia, fisioterapia e serviço social.

Eles vão ministrar palestras explorando a importância dos cuidados multiprofissionais para pacientes que têm câncer. Para os três dias de simpósio são esperados cerca de 160 profissionais da saúde e estudantes. A programação completa e as inscrições podem ser feitas através do site www.iov.com.br, ou pelo telefone (12) 3924-9050. A taxa de inscrição é de R$ 100. Estudantes têm desconto de 50%.

G1 (Vnews)

Obras de Hospital é agilizada por Alckmin na cidade

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem durante visita ao Vale do Paraíba que pretende realizar uma PPP (Parceria Público-Privada) para agilizar a construção do Hospital Regional de São José. “Vamos contratar uma PPP para agilizar a construção do Hospital Regional de São José. O projeto já está sendo elaborado”, disse Alckmin na coletiva à imprensa realizada após cumprir agenda oficial em Pindamonhangaba, sua cidade natal.

Segundo o governador, o novo hospital será fundamental para melhorar o atendimento à população. “Com o Hospital Regional de São José e a integração que acabamos de assinar entre o Hospital Regional e o Hospital Universitário em Taubaté, vamos formar um grande complexo de saúde do Estado no Vale. A região ficará muito bem dotada.”

Além da unidade de São José dos Campos, outros quatro hospitais estaduais serão construídos através de PPPs. Promessa de campanha de Alckmin, o Hospital Regional de São José será construído entre 2013 e 2015 com investimento estimado de cerca de R$ 57 milhões. Ele terá 150 leitos, sendo 120 para internação e 30 para UTI.

Durante a visita a Pinda ontem, Alckmin reforçou o compromisso de recuperar todas as estradas da região até 2014 através de investimento de R$ 1,162 bilhão. Sem falar de eleições e evitando contato com candidatos, o governador deu início à obra de duplicação da Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso (Rodovia SPA-099/060), que liga a região central à Dutra.

Serão gastos R$ 15,2 milhões para duplicar quatro quilômetros da via entre a rotatória João do Pulo e o acesso à Dutra, com previsão de conclusão da obra em maio de 2013. O político tucano realizou ainda o descerramento das placas de inauguração do posto do programa de inclusão digital Acessa São Paulo do bairro Ribeirão Grande e de reforma da escola de ensino médio Ryoiti Yassuda, que é de tempo integral.

O Vale

Novo desafio da prefeitura é conviver com máquinas

Carro-chefe da Prefeitura de São José dos Campos, o funcionalismo será um dos maiores desafios do próximo ocupante do gabinete principal do 7º andar do Paço. As terceirizações das gestões do Hospital Municipal, do Hospital de Clínicas Norte, do Parque Vicentina Aranha e do Parque Tecnológico ampliaram os gastos fixos com pessoal, mesmo que indiretamente, comprometendo a capacidade de investimentos.

De acordo com dados fornecidos pelo governo Eduardo Cury (PSDB), hoje a prefeitura possui 13.052 servidores, sendo 9.090 na administração direta e 3.962 na administração indireta (Urbam, Fundação Cultural, Fundhas e Instituto de Previdência do Servidor).

A folha de pagamento mensal é de R$ 40 milhões, comprometendo 42,52% do orçamento municipal.  No entanto, este valor não inclui os funcionários contratados pelas OSs (Organizações Sociais) que administram os hospitais, o Vicentina Aranha e o Parque Tecnológico.  Os salários dos cerca de 2.000 servidores são pagos através dos repasses que o governo faz para estas entidades para custeio.

Além da ‘máquina’ administrativa mais cara, o próximo prefeito de São José terá que conviver com pressões para aumento de salários e realização de novos concursos públicos e terá que resolver as divergências geradas pelos novos planos de carreira.

A exemplo das outras áreas discutidas na campanha eleitoral, os candidatos Alexandre Blanco (PSDB) e Carlinhos Almeida (PT) divergem em relação ao modelo de gestão para o funcionalismo. Candidato da situação, o tucano rebate as críticas do Sindicato dos Servidores e promete manter e ampliar os novos planos de carreira e o sistema de meritocracia.

Ele também defende as terceirizações como forma de garantir mais agilidade e qualidade no serviço público. “Vou investir fortemente em capacitações e em treinamento para que os servidores dos planos de carreira novo e antigo possam ascender, garantindo a eles que o mérito os levará a obter melhores condições salariais e funcionais”, disse Blanco.

Principal candidato da oposição, Carlinhos adota uma postura mais cautelosa quando questionado sobre os planos de carreira, meritocracia e terceirizações. Ele disse que irá fazer avaliação rigorosa para decidir se os modelos serão mantidos. “Tudo que estiver funcionando bem será mantido. Sobre os planos de carreira, vou avaliar em conjunto com o servidor. Os direitos adquiridos serão mantidos e os méritos serão valorizados com critérios transparentes.”

O Vale

Engenheiros do ITA criam ‘ginástica para o cérebro’ na cidade

Penso, logo insisto: penso de novo e com atenção redobrada! O cérebro é seu pior inimigo. Deixá-lo acomodado dentro da cabeça, funcionando no piloto automático, é como ter uma Ferrari para atravessar a rua. Puro desperdício. Inteligente, mas preguiçoso, o cérebro precisa ser provocado, instigado e desafiado constantemente. Faça isso e você se surpreenderá com a capacidade dele, que representa só 2% da massa do corpo, mas tem impressionantes 100 bilhões de neurônios ligados por 10 mil conexões sinápticas cada.

Autor do livro “Muito além do nosso eu” (534 páginas, Companhia das Letras), o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, 50 anos, é taxativo ao afirmar: “conhecemos muito pouco do nosso cérebro, mas o suficiente para começar a fazer as perguntas certas”.

E o cérebro, como os humanos pensantes, é ávido por perguntas. Bem o descobriu o engenheiro Antônio Carlos Perpétuo, 52 anos, de São José. Após se formar no ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) e abrir uma rede de lojas, ele se lançou ao desafio de ajudar o filho pequeno com dificuldade de concentração. “Tentei psicólogos, psicopedagogos e aumentar a disciplina. Nada resolveu”, lembra.

Pesquisando na internet, Perpétuo achou o ábaco japonês (soroban) e os exercícios que ele propicia para desenvolver o raciocínio, concentração e memória. O filho melhorou na escola e o pai percebeu um negócio surgindo na mente.

Dois anos de estudos, planos de negócio e preparações com psicólogos e psicopedagogos, Perpétuo criou um método para exercitar o cérebro, tal qual se faz com o corpo nas academias. Juntou ábaco, jogos e exercícios lógicos para montar uma sessão de treinamento capaz de fazê-lo se fortalecer feito os músculos de um halterofilista.

“Não exercitar o cérebro é uma péssima ideia”, garante o engenheiro, que largou a rede de lojas e fundou a Supera – Ginástica para o Cérebro em 2005. A piloto foi no Jardim Esplanada, em São José. Hoje com 200 alunos, a primeira unidade gerou outras 92 em sistema de franquia, a partir de 2006, sendo uma delas em Portugal. Perpétuo viu o faturamento saltar de R$ 150 mil para uma estimativa de R$ 12 milhões este ano, quando a rede deve chegar a 120 unidades.

O depoimento de alunos surpreende pelas conquistas que relatam. “O método contextualiza o treinamento do cérebro às situações cotidianas. Aproximamos os exercícios da vida do aluno”, afirma a psicóloga Márcia Andrade, 38 anos, coordenadora pedagógica da rede.

Segundo Márcia, não há contraindicação para a ginástica cerebral, indicada a partir de 4 anos. O curso de 18 meses custa R$ 249 por mês mais R$ 260 de material. “Turbinar o cérebro é vantajoso para qualquer área. Estudantes e profissionais que exercitam seu cérebro têm uma grande vantagem competitiva”, afirma.

O Vale