Moradores da cidade aprovam Termelétrica

A população de São José dos Campos aprova a instalação de uma termelétrica para queimar o lixo recolhido na cidade, de acordo com pesquisa O VALE/Mind realizada entre os dias 29 e 30 de agosto. Na sondagem, 68,7% dos 600 entrevistados afirmaram ser favoráveis à instalação de uma termelétrica como solução aos resíduos sólidos.

Os contrários à termelétrica somaram 10,8%, enquanto outros 19% disseram não conhecer a proposta. A questão não foi respondida por 1,5% dos consultados. Desde o ano passado, a administração do prefeito Eduardo Cury (PSDB) tenta emplacar um projeto que prevê a construção de uma URE (Usina de Recuperação Energética), movida a partir do lixo e com processo de queima.

A URE substituiria o aterro municipal, que funciona no Torrão de Ouro, zona sul da cidade. O terreno, segundo o governo, tem vida útil estimada em mais 11 anos. Para o prefeito, a aprovação por parte da comunidade é um indício de que o projeto está amadurecendo. Com isso, ele imagina que o tema volte a ser discutido na Câmara. Atualmente, são produzidas 709 toneladas de lixo por dia em São José.

“Pela pergunta feita na pesquisa, a tendência era que a aceitação fosse menor”, afirmou Cury. A Mind Pesquisas questionou os entrevistados se eles eram “favoráveis à instalação de uma termelétrica” na cidade. “Talvez, esse resultado mostre que a discussão que fizemos, afinal o projeto foi colocado e está em discussão, tenha permeado. É um tema técnico, não é fácil compreender num primeiro momento, por isso fizemos encontros, reuniões”, disse o tucano.

O prefeito afirmou ainda que a pesquisa indica uma preocupação da cidade com a destinação do lixo. Mesma opinião tem o secretário de Meio Ambiente, André Miragaia. “É importante que todos entendam que enterrar lixo não é a solução.”

A partir de mecanismos modernos, a promessa da prefeitura é que a usina separe o lixo coletado, aumentando o poder de reciclagem da cidade, e queimar parte dos resíduos que não podem ser reaproveitados, gerando energia para atender 200 mil pessoas.

O projeto, contudo, não é unanimidade. Ambientalistas e especialistas afirmam que termelétricas até podem ser interessantes, mas não na geografia de São José. “Aqui, a termelétrica ficará muito perto da zona urbana. E já temos uma saturação na poluição do ar”, disse o ambientalista Lincoln Delgado. Entre os candidatos a prefeito de São José também há desconfianças acerca do projeto. Até o momento, apenas Alexandre Blanco (PSDB) e Cristiano Pinto Ferreira (PV) defendem o modelo.

O Vale

Contrato é rompido com empresa que construia Escola

A Prefeitura de São José suspendeu o contrato com a empresa CKR Engenharia e Construções, de São José, que construía uma escola estadual no bairro Altos da Vila Paiva, na região norte, por atrasos na obra. Iniciada em 3 de novembro do ano passado, com prazo de nove meses e orçada em R$ 3,64 milhões, a escola deveria ter sido entregue em 30 de julho deste ano.

Segundo a administração, apenas 21% dos serviços foram executados dentro do prazo e a obra foi paralisada em 2 de agosto deste ano. A empresa, que já recebeu R$ 791 mil, teve o contrato de rompido e será impedida de assumir novos serviços com a prefeitura pelos próximos dois anos.

Proprietário da construtora, o engenheiro Carlos Moreno acusa a prefeitura de fornecer projetos com erro e de não fiscalizar o andamento da obra como deveria, causando atraso no cronograma. A nova escola estadual da região norte tem 10 salas para alunos de ensino fundamental e está sendo construída por meio de convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Estado da Educação, que financia a obra.

São cerca de 2.700 metros quadrados com prédio, quadra e estacionamento. A previsão é que o complexo seja municipalizado. Para tocar o restante da obra, a prefeitura convocou a empresa EXM Construtora e Incorporadora, segunda colocada na licitação, que já aceitou finalizar o projeto pelo valor remanescente, de R$ 2,89 milhões.

A empresa vai começar a trabalhar na segunda quinzena de setembro e com prazo de conclusão de nove meses. Na avaliação da prefeitura, não haverá prejuízo no plano educacional em razão de a escola ter sido planejada para “cobrir futuras demandas na rede pública na zona norte”. A Secretaria de Estado da Educação informou que dará apoio para a finalização da obra dentro do novo prazo.

O engenheiro Carlos Moreno, proprietário da CKR Engenharia, disse que havia erros no cálculo dos níveis para a construção do prédio, quadra e estacionamento da nova escola estadual na região norte. A empresa foi suspensa pela prefeitura por não conseguir entregar a obra no prazo.

Segundo Moreno, os erros e a falta de vistoria regular de fiscais da prefeitura no início da obra, no final de 2011, teriam prejudicado o andamento dos serviços. Ele também afirmou que o prazo de nove meses teria sido subdimensionado.

“Uma obra desse tamanho exige 18 meses. Para piorar, depois que detectamos erros no projeto, a prefeitura demorou muito em resolver os problemas”, afirmou Moreno, que reivindica cerca de R$ 350 mil por trabalho ainda não remunerado e materiais no canteiro. “Também pedi e não recebi documentos da prefeitura. É cerceamento de defesa.” A prefeitura informou que a CKR já havia sido advertida por atraso em reforma e ampliação de escola na zona sul.

O Vale

Candidato Carlinhos ganha apoio do Ex-Presidente Lula

Principal liderança petista no país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na campanha do candidato a prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), para rebater as acusações de suposta importação de assessores. Em sua primeira aparição na campanha do petista, Lula afirmou conhecer Carlinhos há mais de 30 anos e ‘cravou’ que o candidato irá governar São José com os melhores talentos da cidade.

“Carlinhos é com certeza o mais experiente e o mais preparado. Carlinhos vai cuidar da cidade e vai governar com os melhores talentos”, disse o ex-presidente Lula, nas propagandas do PT veiculadas por meio de inserções de 30 segundos.

A importação de assessores na gestão da ex-prefeita do PT, Angela Guadagnin, entre 1993 e 1996, é utilizada como artilharia pelos tucanos em ataques contra o candidato petista. A coordenação de campanha de Carlinhos aposta na visita de Lula a São José para reforçar a campanha petista, mas ainda não há agenda definida. “Eu tenho orgulho do presidente Lula e acho que o povo brasileiro também tem. Seu apoio, juntamente com o da presidenta Dilma e de seus ministros é uma demonstração da força de São José”, disse o candidato Carlinhos Almeida.

Personalidades tucanas também estão presentes na propaganda de Alexandre Blanco (PSDB). Mensagens do deputado federal Emanuel Fernandes e do governador Geraldo Alckmin em prol de Blanco dominaram as inserções tucanas ontem. Alckmin tem apontado os investimentos do governo do Estado em São José, como a instalação de Etec e Fatec, a duplicação da rodovia dos Tamoios e o projeto do novo Hospital Regional, que será construído no Parque Industrial.

O governador também destacou as parcerias feitas com a prefeitura durante as gestões de Emanuel Fernandes e Eduardo Cury. “Essas parcerias irão avançar com o Alexandre Blanco”, disse o tucano. “Blanco é honesto e tem experiência administrativa.”

O Vale

Multirão realiza limpeza de propaganda politica na cidade

Desafiando a legislação, placas e cavaletes de candidatos a vereador e prefeito continuam prejudicando pedestres e motoristas que circulam pelas principais vias de São José dos Campos. De acordo com levantamento feito por O VALE nos cartórios eleitorais da cidade, desde o início da campanha, em julho, foram apreendidos 246 materiais que estariam irregulares, entre bandeiras, cavaletes e placas.

O maior número de ocorrências foi registrado na região sul, da cidade onde 175 peças de propaganda já foram retirados. “A última grande apreensão que tivemos aconteceu há uma semana. Tiramos cerca de 135 itens e acabou enchendo um caminhão. Levamos para a Urbam, onde eles trituram ou reciclam no caso da madeira”, afirmou Luís Fernando Vaz, chefe do cartório da 412ª Zona Eleitoral.

A única região que não registrou nenhuma ocorrência foi a leste. Isso porque os candidatos retiraram as propagandas no prazo de 48 horas após terem sido notificados, como manda a legislação eleitoral. Os cartórios não informaram, no entanto, quais os candidatos, partidos ou coligações que mais infringiram as regras nesta campanha.

De acordo com o juiz da 411º Zona Eleitoral, Luís Guilherme Cursino de Moura, os cavaletes móveis podem ficar nas ruas das 6h às 22h, desde que não atrapalhem a passagem dos pedestres e a visão dos motoristas. Os cavaletes também não devem estar em lugares públicos como praças, templos e áreas verdes.

“Caso os cartórios recebam denúncias, o candidato com o cavalete irregular é notificado e tem 48 horas para retirar a propaganda. Caso contrário, ele pode ser multado por desrespeitar a lei”, disse o juiz. A multa para as propagandas irregulares com cavaletes, placas ou bandeira varia de R$ 2.000 a R$ 8.000.

O VALE constatou ontem excesso de propagandas eleitorais em locais de grande fluxo de pessoas e carros, como a avenida Nelson D’Ávila, na avenida dos Astronautas e na orla do Banhado. O grande volume de materiais espalhados pelos candidatos foram criticados pelos eleitores.

“Tem cavalete que atrapalha demais os motoristas, desviando a atenção. Acho que os políticos deveriam colocar algo mais decente e menos chamativo”, disse o pedreiro Manoel Rosa, 56 anos. Opinião semelhante tem o operador de máquinas Luciano Marcelo Silva, 40 anos. Ele acredita que as propagandas que ficam no meio da rua não ajudam o eleitor a definir seu voto.

“Se a pessoa vai votar, ela estuda antes, assiste a pessoa falando na televisão e na rádio. Não é uma foto em um cavalete ou em uma placa que vai definir meu voto. Isso pode até prejudicar os próprios candidatos”, afirmou Silva.

Na opinião do cientista político da Unitau (Universidade de Taubaté) José Maurício Cardoso Rego, os eleitores têm que denunciar as propagandas irregulares para impedir que elas se proliferem. “É importante que as pessoas postem fotos nas redes sociais ou até mesmo façam denúncias pelo site do Tribunal Regional Eleitoral para que essas infrações não se repitam”, afirmou o especialista.

Para ele, os candidatos são os culpados pelos erros na divulgação de seus nomes e têm que orientar corretamente seus auxiliares. “Não importa se quem colocou os cavaletes ou placas tenha sido o cabo eleitoral. O candidato deve orientar sua equipe para que ele não venha a ser punido”, disse o cientista político da Unitau.

O Vale

Cidade de mais de 850 oportunidade de empregos

Mais de 850 vagas de emprego estão abertas em São José dos Campos e Taubaté em diversas áreas como atendente de lanchonete, motorista de caminhão, repositor de mercadoria, carpinteiro, pedreiro e garçom. Só em Taubaté são 714 vagas. Em São José dos Campos, são 150 oportunidades. Os interessados devem procurar as unidades do Poupatempo.

Em Taubaté, o posto fica na avenida Bandeirantes, no Jardim Maria Augusta. Em São José, o Poupatempo fica no Jardim Colinas. Além dessas vagas do Emprega São Paulo há mais oportunidades de emprego no Atacadão, novo supermercado que vai abrir em Taubaté, em áreas como cozinheiro, estoquista e assistente administrativo.

O novo estabelecimento abriu vagas também para pessoas com deficiência. Para trabalhar no supermercado é preciso levar o currículo na avenida Marechal Deodoro da Fonseca, no Jardim Santa Clara, em horário comercial. Mais informações no endereço eletrônico http://www.empregasaopaulo.sp.gov.br.

G1 (Vnews)

Instituto Federal é entregue incompleto na cidade

Após quase um mês de início das aulas, o campus de São José dos Campos do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo) ainda não funciona com as instalações completas. Dos 9 laboratórios previstos, apenas 1 (de eletrônica) está com todos os equipamentos disponíveis para os alunos. Os demais aguardam a chegada de aparelhos ou conclusão de obras.

Quatro salas de informática, duas de eletrônica e uma de meteorologia ainda não contam com os equipamentos necessários. O laboratório de mecânica já possui o maquinário, mas está recebendo reforço na infra-estrutura do prédio.

“Acredito que dentro de um mês todos os laboratórios já estarão funcionando normalmente”, disse Masamori Kashiwagi, diretor do campus, que fica dentro da Revap (Refinaria Henrique Lage), no bairro Vista Verde, zona leste.

Ontem, aconteceu a inauguração oficial da escola técnica com uma aula especial sobre as carreiras técnicas no mercado de petróleo e gás, ministrada pela gerente-geral da Revap, Elza Kallas. Com 12 mil m² de área construída, o campus tem oito salas de aula. São 160 alunos cursando mecânica e automação industrial desde 13 de agosto. As negociações para a instalação da unidade da IFSP em São José se arrastaram por mais de dois anos.

O Vale

Reajuste salarial da GM é aprovado pelos Metalurgicos

Metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos aprovaram ontem em assembleias a proposta de 8,24% de reajuste salarial mais R$ 3.250 de abono oferecidos pela montadora. Somente o abono irá injetar R$ 24,37 milhões na economia da cidade em outubro.

O reajuste representa 5,39% de reposição da inflação mais 2,7% de aumento real. O sindicato reivindicava aumento de 12%, sendo 7% de aumento real. Os trabalhadores já haviam recusado uma outra oferta da montadora de 2% de aumento real mais inflação e abono de R$ 2.500.

O secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, comemorou a aprovação e disse que as empresas da cadeia produtiva têm condições de conceder reajustes similares. “O acordo foi um avanço, conseguimos um aumento maior que foi previsto no ano passado”, afirmou.

Segundo o secretário-geral do sindicato, as empresas recebem incentivos fiscais mas não repassam os lucros para os trabalhadores. A GM possui 7.500 funcionários em São José. Destes, 925 estão em layoff com os contratos de trabalho suspensos.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o acordo prevê o reajuste de 8,24% para salários de até R$ 8.000. Acima disso, será pago um fixo de R$ 659,20. O abono será igual para todos os trabalhadores, inclusive para os que estão em layoff. O piso salarial teve reajuste de 8,58%, passando de R$ 1.576,68 para R$ 1.712.

O diretor regional do Ciesp (Centro de Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, considerou o reajuste concedido pela GM “fora da realidade”. Segundo ele, as outras indústrias não têm condição de manter aumento. “As outras não tem como acompanhar esse aumento. Se mantiverem esse reajuste, muitas indústrias vão quebrar”, afirmou.

Segundo Fernandes, esse ano foi muito ruim para as empresas, o que provocou a demissão de funcionários. “O sindicato está matando a galinha dos ovos de ouro.” A General Motors não fez um pronunciamento oficial, apenas informou via assessoria de imprensa que o acordo foi importante para a empresa.

Para o economista Edgard Pereira, o setor automobilístico tem mais condições de aumentos devidos aos incentivos do governo no setor. A Prefeitura de São José não quis se manifestar, pois considera o assunto restrito à empresa e aos funcionários.

O Vale

Obras de Revitalização no Centro é assumida pela URBAM

A Prefeitura de São José dos Campos contratou a Urbam (Urbanizadora Municipal), sem licitação, para executar um pacote de projetos do Plano Estratégico Centro Vivo no valor global de R$ 2,3 milhões, em um prazo de oito meses.

Vinculada à administração municipal, a Urbam vai executar, até o final do ano, quatro obras do Centro Vivo, projeto de revitalização do centro, lançado e coordenado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), em parceria com a prefeitura.

O pacote contempla a construção do novo calçadão da rua 7 de Setembro, ao lado do Mercado Municipal, ampliação das calçadas e elevação do pavimento da rua Sebastião Humel, no trecho do mercado e defronte os dois calçadões laterais ao mercado, obras de alargamento das calçadas da rua 15 de Novembro em frente à praça Afonso Pena e complementação da revita-lização da praça João Mendes (Praça do Sapo).

Ainda está contemplado no pacote a implantação de iluminação ornamental no prédio do Mercado Municipal para valorização do patrimônio histórico. A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, afirmou que a contratação da Urbam foi para dar mais agilidade às obras, que terão que ficar pronta até o final do ano, antes do início da temporada de compras de Natal.

“Se os projetos fossem licitados, não haveria tempo para a conclusão das obras dentro do prazo que desejamos”, afirmou a diretora. Segundo Cynthia, o processo de contratação da Urbam foi precedido de um levantamento de preços para verificar se os valores ofertados pela empresa eram competitivos.

“As obras de alargamento de calçadas, elevação de piso e ampliação do calçadão visam priorizar o pedestre”, disse a diretora do Ipplan. Ela citou como exemplo, a ampliação da calçada na rua Sebastião Humel, defronte o Mercado Municipal.

“Nesse trecho, a velocidade dos veículos será reduzida e o pedestre terá prioridade e tranquilidade para circular”, disse. As obras do novo calçadão estão programadas para começar nos próximos dias.
Já a construção do calçadão da travessa Chico Luiz, também ao lado do mercado, terminam hoje, segundo o Ipplan.

Na praça João Mendes, a Urbam vai fazer instalações hidráulicas e elétricas e a troca do piso. A revitalização do local compartilhada com o Shopping Centro. “Como a praça é tombada pelo Patrimônio Histórico, é necessário seguir o padrão do local, como o piso, que tem que ser de ladrilhos hidráulicos similares aos originais”, relatou a diretora do Ipplan.

De acordo com Cynthia, quando as obras forem concluídas, o comércio do centro será dinamizado e haverá mais conforto para os pedestres.

O Vale

Funcionários da Petrobrás paralisam na cidade

Funcionários da Petrobras decidiram cruzar os braços na manhã desta terça-feira (11) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O motivo é a falta de pagamento do salário e ajuda de custo que deveriam ter sido pagos no primeiro dia do mês de setembro.

A paralisação envolve cerca de 3.000 funcionários terceirizados da Refinaria Henrique Lage (Revap). De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, cerca de 500 trabalhadores de uma empresa da construção civil não receberam o vencimento até o quinto dia útil deste mês.

O salário médio dos trabalhadores que ficaram sem receber é de R$ 1.500 e a ajuda de custo R$ 300. O grupo, que trabalha na área de manutenção da refinaria, começou a fazer uma assembleia na porta da unidade às 8h para discutir outras formas de mobilização.

“A empresa não deu nenhuma justificativa do porque não pagou. Os encarregados disseram que até sexta-feira agora (dia 14) o pagamento pode sair, mas se for isso os funcionáios vão ficar sem trabalhar até essa data”, afirmou Joselino Marçal, diretor do sindicato da Construção Civil em São José.

“Isso é bom para deixar a empresa em alerta porque já aconteceu com cinco empresas terceirizadas da Petrobras de não pagar os funcionários e depois fechar as portas e deixar os funcionários na mão”, disse ao G1. A Petrobras foi procurada, mas ainda não comentou o assunto.

G1 (Vnews)

Tempo seco continua em toda a região

As temperaturas devem continuar elevadas em toda a região esta semana. Em São José, as mínimas devem chegar a 16ºC e as máximas a 33ºC; em Ubatuba, os termômetros devem ficar entre 18ºC e 27ºC e Campos do Jordão, deve ter máximas de 9ºC e mínimas de 25ºC. Segundo informações do Cptec/Inpe, existe hoje a possibilidade de aumento da nebulosidade no Vale do Paraíba, com pequenas chances de chuvas isoladas no fim da tarde.

De acordo com o meteorologista do Cptec Olívio Bahia, uma massa de ar seco se mantém desde o mês de agosto no Vale do Paraíba, impedindo a chegada de frentes frias. “A tendência é de que as temperaturas continuem elevadas. Somente a partir da segunda quinzena de outubro as chuvas devem começar”, afirmou o meteorologista.

A falta de chuvas tem deixado o tempo bastante seco na região. Ontem, por exemplo, São José dos Campos chegou a registrar 25% de umidade relativa do ar, entrando em estado de atenção. Durante o feriado, Guaratinguetá chegou a níveis críticos e no domingo teve umidade de 9% considerado estado de emergência e bem abaixo dos 30% recomendáveis pela Organização Mundial da Saúde.

Nos dias secos, algumas práticas devem ser evitadas, como praticar exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h e aglomerações em ambientes fechados. É importante consumir bastante água.

O Vale