38 Prisões na cidade foram realizadas pela Rota

A Força Tática Regional, conhecida como Rota do Vale, completa hoje um mês em operação com um saldo de 38 prisões no Vale. De acordo com balanço divulgado ontem pelo CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), dos 38 presos, 28 foram flagrantes de crimes como roubo, furto, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Dez foragidos da Justiça foram recapturados durante os patrulhamentos. Também foram apreendidas três armas de fogo e cerca de 3 quilos de drogas.

“Estamos atuando nas áreas indicadas pela nossa inteligência com alta incidência de roubos, furtos e tráfico de entorpecentes”, disse o tenente Adilson Naresi, comandante de um dos pelotões da Força. A criação do destacamento de elite da PM foi uma promessa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em resposta aos índices de criminalidade registrados na região, considerada a mais violenta do interior do Estado. De janeiro a julho, já foram registradas 268 vítimas de assassinatos. A situação foi denunciada por meio da campanha O VALE pela Paz, realizada entre maio e julho.

O resultado do primeiro mês de trabalho da Força Tática Regional foi elogiado pelo comando da PM. “Pelos número de prisões e apreensões, confrontados com o indicadores de violência das áreas visitadas, consideramos o resultado muito positivo”, afirmou o major Paulo Luiz Junior, chefe da Divisão Operacional do CPI-1.

De acordo com os indicadores de criminalidade da PM, nos bairros onde as equipes atuaram, o números de ocorrências de furto e roubo chegaram a zero. Um resultado, que segundo o representante da PM foi obtido graças ao trabalho integrado.

“O objetivo da unidade é somar forças ao efetivo que já existe nos batalhões, fazendo um trabalho de saturação nas áreas críticas, com a vantagem de poder ser deslocada de acordo com a demanda de segurança”, afirmou o major. Ontem os policiais participaram de um treinamento com instrutores do COE (Comando de Operações Especiais). A equipe é especializada em ações em áreas de difícil acesso, como mata fechada e favelas.

O Vale

Sacolas Plásticas deixam de ser cobradas em supermercados

Os supermercados da região vão continuar a oferecer sacolas plásticas gratuitas para os consumidores, mesmo tendo uma decisão judicial permitindo a cobrança a partir de amanhã. A medida foi anunciada ontem pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) e será mantida até que se encerrem as negociações entre representantes do setor, do Ministério Público, de entidades de direito do consumidor e de defesa do meio ambiente.

A meta é trocar definitivamente as sacolas plásticas por modelos reutilizáveis nos supermercados a partir do primeiro semestre do próximo ano. Em nota, a Apas justificou a manutenção da gratuidade para que o setor chegue a um “acordo equilibrado e definitivo”, que concilie a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida nas cidades com uma “mudança gradual para hábitos mais sustentáveis de uso das sacolas plásticas”.

Segundo a entidade, que representa 113 estabelecimentos na região, a medida não contraria decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que assegurou o direito dos supermercados optarem pelo não fornecimento gratuito de sacolas.

Nos estabelecimentos, os comerciantes informaram que seguirão a orientação da Apas e manterão a gratuidade das sacolas. “Seguimos o bom senso e estamos mantendo as sacolas gratuitas, mas conscientizando os clientes a usá-las de forma racional”, afirmou o empresário Amadeu Peloggia, dono de um supermercado na região central de Taubaté que leva o sobrenome dele. “Oferecemos um modelo se sacola biodegradável para não prejudicar o meio ambiente.”

O fim das sacolas plásticas gratuitas nos supermercados foi decretado em 25 de janeiro deste ano, mas um acordo entre Apas, Ministério Público e Procon deu mais prazo para a saída das sacolinhas. Durante dois meses, foi mantida uma campanha nos estabelecimentos anunciando que as sacolas plástica sairiam de cena, entrando em seu lugar modelos reutilizáveis que poderiam ser vendidos alternativamente por R$ 0,59.

Desde então, contudo, entidades de defesa do consumidor procuraram a Justiça para manter a distribuição das sacolas plásticas e gratuitas. A novela de liminares e decisões judiciais ora liberando e ora cobrando pelas sacolas, que ainda não chegou ao fim, acaba prejudicando os consumidores. “A gente fica meio sem saber o que fazer. Eu sempre levo alguma coisa para trazer a compra por não saber se haverá sacola”, disse a confeiteira Celeste Rocha, 45 anos.

O Vale

Governo confirma estação do Trem Bala na cidade

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) confirmou ontem que o governo federal deve definir Aparecida e São José dos Campos como as cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba que terão paradas obrigatórias do Trem-Bala, entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Executivos da agência admitiram ainda a possibilidade de mudança no traçado do TAV (Trem de Alta Velocidade) para evitar que a ferrovia passe pelo Parque Municipal do Banhado, que é uma unidade de conservação integral.

Hélio França, superintendente-executivo da ANTT, disse que o estudo elaborado pelo governo para a implantação da primeira ferrovia de alta velocidade do país recomenda uma estação em São José dos Campos. “O que não está definido é a sua localização na cidade”, afirmou França.

Ele relatou que o local da estação será definido no projeto executivo da nova ferrovia, que será contratado pelo governo no próximo ano. “A localização da estação vai levar em consideração os aspectos locais, urbanos, acessibilidade e preservação ambiental que garantam o melhor atendimento da cidade de São José e da região circunvizinha”, disse o executivo.

A estação de Aparecida foi mantida para atender ao público turístico da região, principalmente que visita o Santuário Nacional e os centros religiosos vizinhos, como o de Frei Galvão, em Guaratinguetá, e a Canção Nova, em Cachoeira Paulista.

Na modelagem anterior do TAV, que não prosperou pelo fracasso dos leilões de concessão da ferrovia, por falta de interessados, estavam previstas duas paradas obrigatórias na RMVale uma em Aparecida e outra a ser definida pelo operador do sistema. São José despontava como cidade potencial para abrigar a segunda estação. Na nova modelagem, apresentada ontem em audiência pública na cidade, quem indicará as paradas obrigatórias será o governo federal, informou França.

Sobre a possibilidade de mudanças no traçado da ferrovia, a questão será tratada no processo de elaboração do projeto executivo, mas a ANTT vai respeitar as restrições ambientais apontadas no estudo do Trem-Bala. “Nos documentos que estão na audiência pública já existe restrição ao Banhado”, afirmou o superintendente.

“Nesse novo modelo, o projeto final será feito pelo governo, pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e levará em consideração todas as restrições ambientais, recomendações e sugestões da comunidade. Será o resultado do diálogo entre a EPL, o governo a ANTT e as municipalidades com foco no desenvolvimento local e regional”, afirmou.

A audiência pública, reuniu cerca de 70 pessoas. A ANTT recebeu manifestações escritas e orais para que a estação do TAV seja em São José e que a ferrovia evite o Banhado. No encontro, os executivos da agência apresentaram e coletaram subsídios à minuta do edital e do contrato de concessão referentes à primeira etapa de concessão do TAV. Nesta etapa, será definido o fornecedor da tecnologia, do material rodante e operador do sistema. O leilão está marcado para maio de 2013.

O Vale

Mercado da Moda aquece a cidade com 1.000 empregos

Entre ontem e hoje, o foco dos negócios em São José dos Campos é a moda. Com investimento de R$ 1 milhão neste ano, o Oscar Fashion Days chega à sua 12ªedição com a geração de 1.000 empregos temporários e reflexos em setores como transportes, serviços e na rede hoteleira.

Cerca de 10 mil pessoas são esperadas para assistir aos desfiles que terminam hoje, no Pavilhão de Exposições do Parque Tecnológico. Segundo a organização, os empregos temporários foram gerados nos mais variados setores, como limpeza, segurança, passadeiras, produtores artísticos e de moda, modelos, cozinheiras e profissionais para a construção dos estandes, passarela e toda a estrutura.

Só no backstage, onde ficam modelos e artistas, cerca de 300 pessoas foram contratadas para a organização.
“O evento conta com muita gente de fora. Muitos jornalistas e representantes de calçados de vários Estados”, disse o diretor da Oscar Calçados, José Oscar Constantino.

Segundo o empresário, não é possível calcular o volume de negócios que será gerado pelo Oscar Fashion Days, já que o evento tem caráter de exposição e serve para reforçar a marca dos lojas participantes 24 estão nesta edição.

“O evento é uma propaganda institucional, não é possível calcular quanto aumenta na venda das empresas. Mas com certeza aumenta, a marca fica na cabeça das pessoas”, disse Constantino. Além dos empregos diretos, o evento movimenta a rede hoteleira, restaurantes, transportes e comércio.

Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury, eventos como este são importantes para movimentar o comércio da cidade. “O Oscar Fashion Days é um evento que tem poder de trazer compradores de outras cidades e Estados, além de atrair empresários para a cidade”, disse o dirigente.

Neste ano, o evento tem 10 estandes espalhados para divulgação de marcas. “O evento está muito bom este ano e estamos atingindo nosso intuito que é de divulgar nossos produto”, disse o coordenador técnico da Raiz Latina, empresa de cosméticos, Klaus Silveira, 39 anos.

Já para o desenhista Daniel Z, 43 anos, o evento é uma oportunidade de ganhar um dinheiro a mais. Ele foi contratado por uma empresa de bicicletas para fazer desenhos em camisetas. O OFD acontece em uma estrutura montada no Pavilhão de Exposições do Parque Tecnológico, às margens da via Dutra, altura do distrito Eugênio de Melo, no km 138 no sentido Rio de Janeiro.

O Vale

Em meio a Eleição, candidatos prometem Subsidios

Para diminuir o déficit habitacional de 19 mil moradias, os candidatos a prefeito de São José prometem subsídios e parcerias com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) e com o governo federal para garantir residências para a população de baixa renda.

Alexandre Blanco (PSDB)prometeu criar o programa ‘Casa de São  José’, que usará recursos do governo federal, estadual e da iniciativa privada, além de subsídios municipais no valor de até R$ 20 mil para a construção de moradias.

O valor do subsídio municipal vai levar em consideração a infraestrutura de serviços da região onde serão construídas as casas. Quanto maior a infraestrutura, maior o valor do subsídio. A ideia é estimular a construção de moradias em regiões já dotadas de infraestrutura.

De acordo com a coordenação da campanha de Blanco, o programa é semelhante ao ‘Casa Paulista’ do governo estadual, com a diferença que os subsídios municipais não serão fixos. Para viabilizar a proposta, Blanco pretende enviar projeto de lei para a Câmara autorizando o uso de recursos municipais para definir as regras.

Antonio Alwan (PSB) foi o primeiro a apresentar a proposta de subsidiar a construção de moradias para a baixa renda. Ele prometeu investir R$ 49 milhões em subsídios para a construção de 4.000 moradias. Carlinhos Almeida (PT) aposta na parceria com o governo federal e com a CDHU para contratar 8.000 casas para a baixa renda. Ele irá avaliar a necessidade de subsidiar moradias para a baixa renda.

“Minha meta é contratar 8.000 casas em parceria com programas como o Minha Casa, Minha Vida e com a CDHU, além de programas da própria prefeitura, utilizando inclusive os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade.”

O Vale

Região pode ter paralisação de Bancários nas cidades

Bancários de toda a região ameaçam greve a partir da próxima semana em função do impasse nas negociações da campanha salarial deste ano. Ao todo, cerca de 5.500 bancários e 400 agências podem parar. Em assembleias ontem à noite, a categoria reprovou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

No último dia 4, os bancos ofereceram reajuste de 6%, piso de R$ 2.014,38 e PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de no máximo 2,2 salários mais fixo de R$ 1.484. Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%, sendo 5% de aumento real, piso de R$ 2.416,38 e PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. Além disso, eles pedem mais contratações, proteção contra demissões, combate ao assédio moral e mais segurança.

A Fenaban tem reunião com o Comando Nacional dos Bancários na segunda-feira. Caso as negociações não avancem, os bancários entram em greve no dia seguinte. “A greve é o único modo que temos para conseguir nossos direitos. Os bancos têm cada vez mais lucros e não repassam para os funcionários”, disse o presidente-interino do Sindicato dos Bancários de Taubaté, Valdir de Aguiar Santos. A Fenaban informou somente que já apresentou sua proposta à categoria.

Cerca de 500 funcionários terceirizados da Revap (Refinaria Henrique Lage), de São José, paralisaram as atividades pelo segundo dia seguido. Eles são funcionários da Tenace, empresa do setor da construção civil, e cobram o pagamento do salário do mês de agosto. Hoje, os operários continuam em greve e prometem voltar ao trabalho apenas quando receberem o salário.

Metalúrgicos da empresa de autopeças Hydrostec, de Taubaté, aprovaram ontem a proposta da PLR(Participação nos Lucros ou Resultados) para este ano. A proposta aprovada em assembleia pelos trabalhadores garante a injeção de R$ 200 mil na economia de Taubaté e região. A PLR será paga em parcela única no mês de fevereiro de 2013 para cerca de 80 funcionários.

Trabalhadores de quatro empresas da região entraram em greve ontem como protesto por reajuste salarial. Na Parker Filtros, de São José, e na Parker Hannifin, de Jacareí, os funcionários declararam greve de 24 horas. Na Blue Tech de Caçapava e na Sun Tech de São José, metalúrgicos paralisaram por algumas horas. Hoje, as paralisações continuam em outras empresas.

O Vale

Revap recebe multa por liberação de fumaça preta

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou nesta quarta-feira (12) que vai multar Refinaria Henrique Lage (Revap) em São José dos Camposno valor de 5.001 UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), o que equivale a R$ 92.218,44.

A medida foi tomada depois que uma instabilidade operacional ocorrida na empresa na última segunda-feira (10) ocasionou emissão de intensa fumaça preta na atmosfera pelo sistema de tocha da refinaria. O fato incomodou os moradores dos bairros Vila Industrial e Vista Verde, que é vizinho ao Jardim Diamante, onde a refinaria está instalada. Eles chegaram a relatar um forte odor no ar.

De acordo com a companhia, além da multa, a Revap deverá apresentar ainda um relatório técnico detalhando a ocorrência, contendo inclusive as medidas preventivas que serão adotadas para evitar que novos episódios semelhantes aconteçam.

A empresa informou que até às 20h desta quarta-feira, não havia sido notificada pela Cetesb. Já na segunda-feira, técnicos da Agência Ambiental da cidade e da companhia percorreram ruas dos bairros para averiguar possíveis problemas causados.

Além do contatos com os moradores, os técnicos realizaram uma vistoria nas instalações da refinaria, constatando que a parada de uma caldeira que gerou o desligamento de todo o sistema, ocasionou a liberação de hidrocarbonetos para o sistema de tochas e a queima incompleta do produto.

No dia da ocorrência, a empresa confirmou que houve uma instabilidade operacional o que provocou variação da chama da tocha, que é um dos sistemas de proteção e segurança da unidade de refino e informou que não houve dano pessoal ou material. Em 2011, a refinaria recebeu uma multa no valor de R$ 174.500,00 pela Cetesb devido à liberação de fuligem no bairro Vista Verde. O caso ocorreu no dia 30 de março.

G1 (Vnews)

Temperatura elevada muda habitos dos moradores

A temperatura 4 graus acima da média nesta época do ano e a ausência de frentes frias motivam as pessoas a mudarem seus hábitos. Maior consumo de cerveja e sorvete e opção por caminhar e correr bem cedo ou ao anoitecer são as principais medidas observadas na cidade.

“Neste período é comum que quase não haja chuvas. Nossa previsão, baseada na observação dos últimos 30 anos, é de que chova, no máximo, dois dias neste mês”, afirmou Olívio Bahia, meteorologista do Cptec/Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos).

Asensação nesta época é de que está ainda mais quente do que no verão. “Isso acontece porque quase não há nuvens. Então a umidade relativa do ar é mais baixa”, disse o pesquisador. O “verão antecipado” faz com que muitas pessoas mudassem a sua rotina tentando se adequar às altas temperaturas.

“Passei a deixar a casa mais tempo aberta, beber mais água e comer comidas mais leves”, afirmou a estudante Amélia Bianca de Freitas, 26 anos. “Só não guardei ainda as roupas de inverno porque à noite costuma cair um pouco a temperatura”.

A partir das 19h, a pista de caminhada do Parque Santos Dumont está lotada. A principal preocupação do servidor público federal Wesley Aldo, 35 anos, é a saúde de seus filhos nesta época. “Eles têm feito inalação todos os dias porque senão não dormem”, afirmou Aldo, que é pai de uma criança de 2 anos de idade e uma recém-nascida.

De acordo com o médico Odir Romero, diretor-clínico do Hospital de Clínicas Sul, este período do ano é ruim para quem tem problemas respiratórios. “A baixa umidade favorece o aparecimento de doenças respiratórias”, afirmou.

De acordo com dados do DHE (Departamento Hospitalar e Emergencial), responsável pelas Unidades de Pronto Atendimento, em janeiro foram realizados 40.672 atendimentos de pessoas com problemas respiratórios. Só no mês passado foram 50.809. O atendimento pediátrico passou de 8.412 em janeiro para 14.908 em agosto.

O Vale

Smartphones tem baixa nos preços e eleva expectativas

O barateamento no preço dos smartphones fará dos aparelhos a principal aposta dos lojistas da região para as vendas de Natal. A previsão é de fechar o ano vendendo 50% a mais na comparação com o mesmo período de 2011.Na próxima semana, segundo revelou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a presidente Dilma Rousseff assina medida provisória reduzindo impostos para a fabricação e importação de smartphones no país.

Os preços podem cair até 27% e bons aparelhos, disse o ministro, poderão ser vendidos por até R$ 200. O que já era bom ficou ainda melhor. Dominando mais de 90% das vendas em lojas especializadas, os smartphones quebrarão todos os recordes na região. É o que dizem lojistas e empresas do ramo.

“Poucas pessoas procuram um celular comum. A maioria quer um smartphone, que tem tudo. Essa é a principal tendência de presentes para o Natal”, disse Anderson Quireli, proprietário da Nexar, nova loja especializada em telefonia, informática e eletrônicos aberta na área de expansão do Vale Sul Shopping, em São José.

Com 14 modelos para os clientes escolherem, Quireli acredita que a redução no preço fará os aparelhos baterem todos os recordes de venda, chegando a 50% de crescimento na comparação com 2011. “Estamos muito otimistas para as vendas de Natal neste ano, embora a economia esteja um pouco pior.”

Consumidores encontram muita variação de preço entre os modelos de smartphone, que vão de R$ 249 a R$ 2.000, dependendo das opções e da funcionalidade. Para evitar sair da loja com um produto muito acima da utilização pretendida pelo cliente, especialistas recomendam pesquisar antes de efetivar a compra do aparelho.

“Um smartphone é como um computador. Tem que saber exatamente para o que vai usar antes de comprar, senão corre o risco de gastar muito e usar pouco”, afirmou a economista Ana Amélia Castro, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Oferecendo mais de 20 modelos de smartphones, Luiz Rosa, gerente da loja da TIM no CenterVale Shopping, em São José, também aposta nos aparelhos como o principal presente para o final de ano. “Cerca de 95% dos clientes já querem comprar um smartphone. Essa é a tendência do mercado”, disse.

Em nota, a operadora TIM disse que a redução do preço irá beneficiar “operadoras, fabricantes e consumidores com a popularização do produto” e que trabalha para “ampliar o acesso à internet móvel no Brasil e aumentar a penetração de aparelhos com acesso à web”. Em Taubaté, César Medina, gerente da loja InfoCel, na região central, disse que vai preparar promoções exclusivas para a oferta de smartphones aos consumidores. “Vai ter mais desconto até o Natal.”

O Vale

Primeiro Semestre trânsito tem indice baixo de morte

O trânsito de São José dos Campos matou 27 pessoas no primeiro semestre deste ano, contra 36 no mesmo período de 2011 queda de 25%. Os motociclistas foram as principais vítimas da violência no trânsito da cidade do total de óbitos, 9 foram motociclistas (35% dos casos). No geral, a cidade registrou 1.000 acidentes a maioria por colisões transversais entre veículos.

O balanço foi divulgado ontem pela Secretaria de Transportes. O diretor de Trânsito da pasta, Paulo Guimarães, afirmou que a queda nas mortes ocorreu por três fatores. “Temos nossas vias muito bem sinalizadas, somos reconhecidos por isso até em nível nacional. Mas também intensificamos a fiscalização e trabalhamos bem as campanhas de orientação para motoristas e pedestres”, disse.

As quatro avenidas líderes no ranking de acidentes com vítimas (leves, graves e fatais) foram a Cidade Jardim, na região sul, en Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek e Pedro Friggi, na zona leste. “Essas avenidas estão entre as mais extensas da cidade. São vias de ligações, onde o fluxo de veículos é muito maior”, disse Guimarães.

No primeiro semestre de 2011, a JK era a primeira da lista, seguida pela Tancredo Neves, Cidade Jardim e Benedito Matarazzo (centro) esta, hoje, na quinta colocação. O diretor de Trânsito disse que a mudança de posições foi resultado do aumento na fiscalização eletrônica. “Fizemos um trabalho forte na JK, onde foram colocados três radares fixos e um móvel”, afirmou.

Para o engenheiro e especialista em trânsito, Ronaldo Garcia, o resultado do balanço não deve ser encarado como positivo. “Não é para celebrar nada, é para intensificar a orientação e a fiscalização. O ideal é morte zero”, disse.

Garcia acredita que a ampliação do monitoramento de velocidade ajudaria na redução de acidentes. “Acredito que deva ser feita uma análise nos locais com mais acidentes para medidas localizadas de melhorias, inclusive com a colocação de mais radares”, afirmou.

No primeiro semestre do ano, foram aplicadas 86.253 multas em São José 55% por excesso de velocidade. Até o fim de 2012, os radares fixos passarão de 7 para 12 e as plataformas, de 53 para 74. Para o especialista, seria importante também que a cidade adotasse um sistema de inspeção veicular semelhante ao da capital paulista.

“Está aumentando a frota, tem gente que está com pneu ruim, o freio ruim. O estado dos veículos deve melhorar. É preciso, pelo menos, que exista um atestado de revisão dos carros”, disse Garcia. Sobre a conscientização, a prefeitura informou que, no primeiro semestre do ano, 85 mil pessoas foram abordadas nos programas de educação para o trânsito.

O Vale