O Cantor e compositor Chico Mendes se apresenta nesta sexta no Sesc

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Nesta sexta-feira (13) O Cantor e Compositor Chico Mendes, apresenta no Sesc às 19h30 o show ‘Ciência do Samba’, acompanhado do Grupo Sambachoro. O músico interpreta a diversidade de gêneros que formaram o Samba, em composições como ‘Origens’ (jongo), ‘Valor da Mulher’ (exaltação), ‘Sopro do tempo’ (samba maxixado), ‘Ojuobá de Xangô (ijexá), ‘São Paulo Sedução’ (samba de roda) e outras.

Sesc

Avenida Adhemar de Barros, 999, Jardim São Dimas

Mais de 800 jongueiros do Brasil estarão em São José dos Campos

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A partir do próximo 5 de dezembro vai acontecer o 13º Encontro Nacional de Jongueiros do Brasil no Parque da Cidade Roberto Burle Marx de São José dos Campos. O evento, que tem programadas atividades abertas ao público, contará com a presença de mais de 800 jongueiros, de todas as idades, procedentes da região sudeste onde estão localizadas as comunidades que praticam estas rodas que misturam tambores, palavra cantada e dança. Fortemente relacionado com o período da escravidão e a cultura cafeeira e da cana de açúcar, o jongo contará neste encontro com 22 grupos procedentes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Pela primeira vez estarão representadas todas as comunidades jongueiras do Brasil, 40 ao todo, através de suas lideranças ou de seus grupos. Além de mostrar a poesia metafórica dos antigos escravos, será apresentada uma exposição fotográfica e audiovisual que poderá ser vista durante os três dias que dura o evento. O encontro também constará de oficina de toques e cantos tradicionais de Jongo, e conversas, como a valorização do Mestre Jongueiro.

 

Jongo, a poesia metafórica dos antigos escravos

Em 2005 o Jongo foi inscrito no Livro das Formas de Expressão, como Patrimônio Imaterial Brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.

Esta manifestação de poesia metafórica dos antigos escravos tem sua origem relacionada ao período da escravidão, da cultura cafeeira e da cana de açúcar. Por isso, sua prática, que reverbera até hoje, é encontrada, principalmente, nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais. Praticado em quintais das periferias urbanas e áreas rurais, tem como elementos a roda, o toque dos tambores, as manifestações mágico-espirituais e o canto.

 

Tava dormindo                                         

Angoma me chamou disse levanta povo       

Cativeiro se acabou

 

São versos como esses que embalam as rodas e constituem a característica mais significativa do jongo: os chamados pontos. Quando cantados, funcionam como uma espécie de poesia metafórica e enigmática que os antigos praticantes desenvolveram para que os seus senhores e capatazes não pudessem compreender o que diziam, sendo, assim, uma forma de liberdade de expressão.

 

O significado do ponto deve ser decifrado pelos outros participantes e respondido também em linguagem versificada, como se fosse um desafio, a interação e muito parecida ao repente. Os versos, que continuam sendo entoados por um solista e acompanhados por um coro, louvam os antepassados, as divindades afro-brasileiras; afirmam as tradições; comemoram as festas de santos católicos, festas juninas, o Dia da Abolição (13 de maio) ou, apenas, reúnem a comunidade.

 

Além da palavra cantada, as reuniões de jongueiros são permeadas pela presença invocativa dos tambores e pela dança, feita em roda e que convida, na maioria das vezes, duas pessoas para o centro. Os pares fazem movimentos espontâneos em correspondência aos toques da percussão, utilizando como gesto característico a umbigada, em que dois dançarinos simulam o encontro dos umbigos, porém, este não se efetiva. A organização dos jongueiros é muito hierarquizada e o uso do tambor tem uma forte ligação com a ancestralidade. Normalmente a jongo se iniciava à meia noite e ia até o sol raiar.

 

Por meio desse bem cultural, os praticantes buscam fortalecer a identidade de suas comunidades e salvaguardar seus ritos.

 

 

SERVIÇO:

13º Encontro Nacional do Jongo

Data: 05, 06 e 07 de dezembro

Local: Fundação Cassiano Ricardo – Parque da Cidade Roberto Burle Marx

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana São José dos Campos – SP

Telefone: (12) 3924-7300

http://www.fccr.org.br/

Entrada gratuita

 

Programação:

05 de dezembro (Sexta-Feira)

19h

Abertura de exposição fotográfica – Jongo no Sudeste

20h30

Rodas de Jongo

 

06 de dezembro (Sábado)

10h às 12h – Roda de Conversa: Valorização do Mestre Jongueiro

10h às 12h – Oficina: Toques e Cantos tradicionais de Jongo

15h – Rodas de Jongo

 

07 de dezembro (Domingo)

9h às 11h

Confraternização coletiva

Roda de Encerramento com a participação de todas as comunidades

 

Grupos completos de jongueiros participantes:

1  SP Jongo Mistura da Raça                              São José dos Campos

2  SP Jongo Dito Ribeiro                                                Campinas

3  SP Jongo de Quilombolas                                           Guaratinguetá

4  SP Jongo do Tamandaré                                            Guaratinguetá

5  SP Jongo de Piquete                                                  Piquete

6  RJ Jongo de Pinheiral                                                Pinheiral

7  RJ Jongo de Porciúncula                                            Porciúncula

8  RJ Jongo Sementes de África                                     Barra do Piraí

9  RJ Jongo de Arrozal                                                  Arrozal

10 RJ Jongo Quilombo São José da Serra                        Valença

11 RJ Caxambu de Miracema                                         Miracema

12 RJ Jongo do Bracuí                                                   Angra dos Reis

13 RJ Jongo Machadinha                                               Quissamã

14 RJ Caxambu de Pádua                                               Santo Antonio de Pádua

15 RJ  Jongo da Serrinha                                               Rio de Janeiro

16 RJ  Caxumbu de Vassouras                                       Vassouras

17 ES  Caxambu da Velha Rita                                       Cachoeiro do Itapemirim

18 MG Caxambu de Carangola                                      Carangola

 

Centro Cultural Clemente Gomes realiza Noite de Jongo

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A cultura afro-brasileira será a atração deste fim de semana no Centro Cultural Clemente Gomes (Avenida Olivo Gomes 100 – Santana) com a “2ª Noite dos Tambores”, uma celebração de jongo aberta ao público neste sábado (23), às 19h com entrada franca.

 

As rodas de jongo contam com a participação do grupo joseense Mistura da Raça, do Mestre Laudeni de Souza, além de convidados como o Grupo de Capoeira Raiz Negra, a Roda de Samba de São Sebastião e os grupos de Maracatu de Caraguatatuba e São Sebastião.

 

A Noite dos Tambores tem como objetivo celebrar, difundir a herança africana na cultura brasileira, recebendo manifestações que têm o tambor como o principal instrumento musical. Na celebração, haverá a tradicional queima de fogueira e a troca de experiências entre os grupos convidados.

 

O jongo é uma forma de expressão afro-brasileira caracterizada pela percussão de tambores e dança coletiva. Afirma identidades, saberes, tradições e raízes dos povos africanos, principalmente por estabelecer uma relação com seus antepassados.

 

No Brasil, o jongo consolidou-se entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, da mesma maneira que a capoeira, que é uma expressão cultural brasileira que mescla artes marciais, dança e música.

 

O ritmo do maracatu consolidou-se principalmente no Pernambuco, caracterizado pelos pulsos fortes de seus tambores (alfaias), acompanhados de caixas, taróis, ganzás e um gonguê.