Faculdades da cidade tem inscrições para o ProUni

O Ministério da Educação abriu ontem o prazo de inscrições para a primeira edição do ProUni (Programa Universidade para Todos) 2013, que visa oferecer bolsas de estudos parciais ou integrais em universidades particulares aos alunos que não puderam ingressar em instituições públicas.

Apenas no Vale estão sendo ofertadas 2.746 bolsas de estudos, dividas em amplas (em que todos podem se inscrever) e cotas (voltadas para autodeclarados indígenas, pardos ou pretos), integrais ou parciais. Têm direito às bolsas integrais candidatos com renda por pessoa de até 1,5 salário mínimo. Já às parciais, que custeiam 50% da mensalidade são oferecidas a quem possui renda familiar por pessoa de até três salários mínimos. Serão oferecidas bolsas para mais de 60 cursos em 14 cidades da região.

O programa é um dos poucos do governo que agrada líderes de partidos importantes como PT e PSDB. “O país deve investir cada vez mais na educação. Este não pode ser um privilégio de poucos. E esse programa dá oportunidade a todas as classes sociais de qualificação de mão de obra, trazendo o jovem para o mercado”, afirmou Francisco de Assis Vieira Filho, coordenador regional do PSDB.

Rose Gaspar, coordenadora regional do PT concorda que o programa é útil à população. “O ProUni faz cair por terra a velha conversa de que pobre não pode estudar. Graças ao programa, todos passam a ter as mesmas possibilidades. É uma oportunidade a todos, como uma janela profissional”, afirmou.

Mais de 640 bolsas parciais e integrais são destinadas aos cotistas. O percentual delas é igual àquelas de cidadãos pretos, pardos ou indígenas de cada Estado, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre as universidades de São José, estão a Unip (Universidade Paulista), a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) e a Faculdade Anhanguera. “O programa é vantajoso tanto para os alunos quanto para a instituição. O Governo Federal oferece, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas instituições de ensino que aderem ao ProUni. Assim, quanto mais Instituições aderirem ao ProUni mais pessoas carentes poderão ter acesso ao ensino superior”, afirmou Giuliani Garbi, diretor da Faculdade Anhanguera de São José dos Campos.

O Vale

Publicado em: 18/01/2013

Inscrições para vestibulinho da ETEC é reaberto

Os estudantes interessados em prestar o vestibulinho para os cursos de nível médio e técnico da Escola Técnica Estadual (ETEC) podem se inscrever até as 15h desta segunda-feira (5 de novembro). O prazo foi reaberto na terça-feira (30) por decisão do Centro Paula Souza, mantenedor da escola.

A inscrição é feita exclusivamente pela internet. A taxa é de R$ 25 e o boleto para pagamento na rede bancária deve ser impresso pelo candidato no ato da inscrição. As provas serão no dia 2 de dezembro e o início das aulas é previsto para fevereiro de 2013.

Em São José dos Campos, a ETEC oferece vagas para o ensino médio e para os cursos técnicos de administração, automação industrial, informática e informática para internet. Também é possível fazer o curso técnico concomitante com o ensino médio. São oferecidos ainda os cursos técnicos por ensino a distância: o de secretariado e de comércio.

O Sistema de Pontuação Acrescida concede bônus de 3% a estudantes afrodescendentes e de 10% a candidatos oriundos da rede pública. Caso o aluno se enquadre nas duas situações, obtém 13% de bônus. Para ter direito ao bônus, os candidatos afrodescendentes e/ou oriundos da rede pública devem fazer a autodeclaração no ato da inscrição.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 01/11/2012

Gavião-pega-macaco em SJCampos

Por meio de observações em diversas áreas do Parque Natural Municipal Augusto Ruschi, um casal de biólogos está estudando os hábitos do gavião-pega-macaco, uma ave de rapina que está em extinção em várias partes do país e é considerada em situação vulnerável no estado de São Paulo.
A espécie costuma ter seu habitat somente em áreas de floresta preservada e se alimenta de animais de pequeno e médio porte.

 O trabalho, iniciado no ano passado, é iniciativa voluntária dos biólogos Bruno Damiani e Lilian Silvério, formados pelo Centro Universitário de Votuporanga. Os biólogos fazem trabalhos de campo para observar os hábitos da ave e fotografá-la, além de registrar dados sobre a quantidade de indivíduos, frequência com que aparecem e reprodução.

 O gavião-pega-macaco, nome científico Spizaetus tyrannus, é uma ave de rapina considerada “predadora topo de cadeia alimentar”, de regiões de florestas, desde o sudeste do México, América Central, até o Sul do Brasil.
Segundo a fundação Parque Zoológico de São Paulo, nos últimos 50 anos, a ocorrência da espécie ficou restrita à costa atlântica paulista. No estado, devido ao desmatamento e à caça, é considerado vulnerável à extinção.

 Inicialmente, os pesquisadores realizaram expedições de reconhecimento da área e estabeleceram um ponto fixo de observação, com visão panorâmica. Logo nas primeiras incursões foi identificada existência de um casal de gaviões-pega-macaco, além de outras espécies também citadas no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Estado de São Paulo, como o gavião-pombo-grande (Leucopternis polionotus) e o gavião-cauda-curta melânico (Buteo brachyurus).

 Lilian Silvério conta que o gavião-pega-macaco exerce uma função chamada “guarda-chuva”, pois ajuda a manter o equilíbrio ambiental de toda a cadeia presente nesse ecossistema. “Com a ausência de um predador natural, outras espécies podem se reproduzir demais, e aí acontece o desequilíbrio ecológico, que afeta inclusive a vegetação”, afirma. A pesquisa também aponta para a necessidade de preservação de fragmentos de floresta próximos ao Parque, que constituem habitat dessas aves.

 Bruno destaca que São José dos Campos é uma das cidades com destaque na observação de pássaros no país. No entanto essa observação feita por apreciadores ou pesquisadores nem sempre é registrada e revertida em conhecimento da sociedade. “Queremos que essa pesquisa se reverta para a sociedade como fonte para a educação ambiental e seja precursora de outras pesquisas. É importante que a população conheça a riqueza da nossa fauna e reconheça a importância da sua preservação”.

 Parque Natural

 O Parque Natural Municipal Augusto Ruschi foi criado em 17 de setembro de 2010 e é a primeira Unidade de Conservação e Proteção Integral no município. Ele faz parte da na Área de Proteção Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul e constitui importante remanescente de Mata Atlântica. A área total do parque é de 2,42 milhões de metros quadrados, com inúmeras nascentes, córregos, espécies vegetais e animais.

 Algumas espécies presentes no parque estão ameaçadas de extinção, como a jaguatirica, lobo-guará, sagui-da-serra-escuro, gato-do-mato-pequeno, jacu, onça parda e algumas aves. No Parque também está localizado o viveiro municipal, que produz mudas para arborização urbana e para programas de reflorestamento.
Como unidade de conservação e proteção integral, o Parque garante a preservação de biodiversidade em seu estado natural e é utilizado exclusivamente para pesquisas científicas e atividades de educação ambiental.

Fonte: Secretaria de Meio Ambiente de São José dos Campos