Autor de “Cidade de Deus” debate ditadura militar em Golpe na Tela

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O escritor, poeta e roteirista Paulo Lins estará em São José dos Campos e vai participar da próxima sessão de “Golpe na Tela”, que no dia 22 de setembro, às 19h, traz o filme “Quase Dois Irmãos”, roteirizado por Lins. A exibição será no Cine Santana (Av. Rui Barbosa 2005 – Santana), seguida de um bate-papo com o autor de “Cidade de Deus”. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos uma hora antes da sessão.

O longa-metragem se passa nos anos 70 e conta a história de dois personagens, Miguel, um jovem intelectual de classe média preso político na Ilha Grande e Jorge, filho de um sambista que de pequenos assaltos se transformou num dos líderes do Comando Vermelho.

O filme tem como pano de fundo a história política do Brasil nos últimos 50 anos, contada também através da música popular, o ponto de ligação entre esses dois mundos.

Dirigido por Lúcia Murat, “Quase Dois Irmãos” ganhou prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival do Rio, melhor filme no Festival de Cinema Brasileiro de Paris e foi indicado para outros festivais no Brasil e no exterior.

Paulo Lins publicou o livro de poesia “Sobre o Sol” e tem poemas publicados em diversas revistas e livros. Seu romance “Cidade de Deus”, saudado pela crítica como uma das maiores obras da literatura contemporânea, foi indicado para o Prêmio Jabuti e assinalado como Melhor Livro do Ano de 1997 pelo jornal O Globo. O livro foi vendido para 16 países e adaptado para cinema no filme homônimo de Fernando Meirelles.

Ele também assinou ainda episódios da série Cidade dos Homens (Globo) e o roteiro do longa Quase Dois Irmãos (2004), de Lúcia Murat, que recebeu o prêmio de melhor roteiro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA, 2005), entre outros.

“Golpe na Tela” é um projeto da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que este mês conta com a parceria do Ponto Mis, projeto de divulgação do cinema da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

O projeto “Golpe Na Tela” também tem como parceiros ria com a Prefeitura e a Comissão da Verdade Michal Gartenkraut, da Câmara Municipal de São José dos Campos, para promover uma reflexão crítica sobre o período da Ditadura Militar no Brasil.

O projeto conta com a exibição mensal de filmes e documentários acompanhados por debates com a presença de cineastas, historiadores, sociólogos e estudantes do tema até abril de 2015.

Leonardo Boff faz palestras em São José na terça e na quarta-feira

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O teólogo, escritor e educador Leonardo Boff ministra palestra nesta terça-feira (4) – para os professores da rede municipal de ensino de São José dos Campos. O evento será na Primeira Igreja Batista (PIB), no Campus Colina (Km 145 da via Dutra, sentido Rio), em dois horários: das 8h30 às 12h e das 14h às 17h30.

Com o tema “Educação no paradigma do cuidado”, a palestra tem enfoque na pedagogia social e serve para dar as boas-vindas aos professores que retornam de férias nesta semana e marcando a abertura do ano letivo de 2014 da rede.

Na quarta-feira (5), a palestra de Leonardo Boff será aberta ao público, com o tema “A Cidade: democracia, sustentabilidade e utopia”. O evento gratuito será às 14h, no Plenário da Câmara Municipal (Rua Desembargador Francisco Murilo Pinto 33).

Leonardo Boff é teólogo, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação no Brasil. É autor de mais de 60 livros nas áreas de teologia, ecologia, espiritualidade, filosofia, antropologia e mística.

Ele foi membro da Ordem dos Frades Menores (franciscanos) e ficou conhecido pela sua história de defesa das causas sociais. Atualmente dedica-se principalmente às questões ambientais.

Ainda na quarta-feira, a partir das 7h30, no Teatro Municipal (Rua Rubião Júnior 84), no Shopping Centro, o professor doutor Romualdo Dias, consultor sênior da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), ministra a palestra “A relação entre a escola que temos e a escola que queremos”, dedicada aos trabalhadores da Secretaria Municipal de Educação.

Para os alunos, a aulas terão início nesta quinta-feira (6). Este ano, numa iniciativa pioneira na rede municipal, todos os estudantes receberão gratuitamente um kit de material escolar.

 

Sesc apresenta Andersen

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O MENINO ANDERSEN

Com Clarice Schcolnic. A história de Hans Christian Andersen quando menino é inspiradora e revela como e porque resolveu escrever para crianças. O pai adorava o filho, a quem fomentou a imaginação e a criatividade, deixando-o aprender a ler, contando-lhe histórias e até fabricando-lhe um teatrinho de marionetes. Hans apresentava no seu teatro peças clássicas, tendo chegado a memorizar obras de Shakespeare, que encenava com seus brinquedos. Após a narrativa, haverá uma oficina de Teatro de Varetas. Oficina. 20 vagas.

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Mais informações:

SESC São José dos campos.
Dia: 08/06, 23/06
Sábado e domingo, às 10h30
Livre para todos os públicos
Grátis
Entrega de senhas no local com 30 minutos de antecedência

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Fundação Cultural tem peça inspirada em escritor

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) apresenta o espetáculo “Eu vi o sol brilhar em toda sua glória”, na sexta-feira (8), às 20h, no Espaço Cultural Cine Santana (Avenida Rui Barbosa, 2005), em Santana. A entrada é gratuita.

Apoiado em imagens de contos e fragmentos da vida do escritor argentino Jorge Luís Borges, o texto estabelece um diálogo reflexivo com o poeta sobre memória e esquecimento, luz e cegueira, sonho e realidade, finitude e imortalidade. O texto foi escrito pelo ator João Paulo Lorenzon em dois anos de pesquisas com supervisão do crítico literário e tradutor Davi Arrigucci Júnior. Esse é o segundo trabalho de Lorenzon inspirado em Borges.

O público não vê necessariamente Borges, mas um homem perdido em uma terra devastada, onde tempos e espaços se misturam. “Este homem pode ser Borges, mas pode ser também seu personagem, assim como os outros que virão: Beatriz, Argos – o troglodita, Demócrito de Abdera, o tigre – todos presentes em sua obra”, informa Lorenzon.

O espetáculo foi indicado a dois prêmios Shell – melhor ator (João Paulo Lorenzon) e melhor iluminação (Lúcia Chedieck) – e também convidado pelo Centro de Artes Cênicas da Funarte para participar do Ano do Brasil em Portugal, com apresentações em Lisboa, entre os dias 13 e 16 de dezembro, na Sala Estádio do Teatro Nacional D. Maria II. A duração do espetáculo é de 50 minutos e após a apresentação haverá um debate com o ator. A classificação da peça é acima de 14 anos.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 06/03/2013

Obra é uma raridade, pois é a última escrita por um modernista

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), de São José dos Campos, lança, no dia 18, às 19h30, na sala do projeto Leitura no Bosque, do Parque Vicentina Aranha, a pré-edição do livro “Dexistência”, última obra escrita e inacabada do poeta joseense Cassiano Ricardo. “Esta é uma das maiores obras da literatura brasileira, não só por valorizar ainda mais o trabalho do nosso poeta, mas também por se tratar de uma obra inédita dos modernistas que participaram do Movimento de 22”, afirma Mario Domingos de Moraes, presidente da FCCR.

Durante a cerimônia de lançamento, será realizado o sarau intitulado “De – Existência”, com o grupo Líricas e Prosas: Mato a Dentro, Gente a Fora, baseado no livro de Cassiano Ricardo. Será uma cerimônia fechada com autoridades da região, jornalistas, escritores, coordenadores de Sala de Leitura e diretores de escolas, empresários, além da família do escritor.

Ao todo, a FCCR imprimiu 3 mil livros, que serão entregues a escolas, bibliotecas, universidades e arquivos da região do Vale do Paraíba. O design do livro ficou sob a responsabilidade da  Magno Studio – empresa ganhadora da  licitação – que  trabalhou com um fac-símile dos originais da obra, uma forma de valorizar ainda mais o livro, além de uma cópia revisada dessa mesma obra. Além disso, a Magno fez questão de desenhar a capa do livro exatamente igual à pasta de couro que envolvia os originais do livro, que estavam guardados no Arquivo Público do Município, junto com todo o acervo de Cassiano Ricardo.

Sobre o livro: Muitas histórias já foram contadas a respeito de como os originais do  livro “Dexistência” foram localizados no Arquivo Público do Município de São José dos Campos. Por esse motivo, a FCCR faz questão de ressaltar alguns fatos que verdadeiramente ocorreram quando esses originais foram localizados.

Todo o acervo do escritor Cassiano Ricardo – doado pelo casal Heitor e Silvia Reali, em 20 de fevereiro de 1998 – passou a ser organizado e inventariado logo após a sua doação. Em outubro do mesmo ano (1998),  quando foi realizada a 32ª Semana Cassiano Ricardo – evento da FCCR, com o objetivo de divulgar o poeta e sua obra, acém de  incentivar a leitura e a literatura – foram  feitas várias impressões deste inventário ficando disponível para o público. Este inventário foi idealizado pelo Arquivo Público do Município e Comissão Municipal de Literatura, realizado pela FCCR e nele, já constava o nome Dexistência.

Em 2010, quando a FCCR foi realizar a sua 44ª Semana Cassiano Ricardo, o jornalista Júlio Ottoboni (que foi curador da 43ª e 44ª Semana Cassiano Ricardo) buscou no Arquivo Público do Município informações sobre o livro “Dexistencia”, onde foi localizado e uma das provas de que o livro estava guardado no acervo de Cassiano, consta da obra “Cassiano – fragmentos para uma biografia”, de Amilton Maciel Monteiro (2003), onde o autor fala do livro “Dexistencia” (pág. 220), e reproduz em foto a pasta de couro que continha os originais do livro (pág. 278).

Após a localização do livro, a FCCR começou a negociar o lançamento do livro, com a família do poeta que detêm os direitos autorais de suas obras. Depois de autorizado, o livro  pode, finalmente, ser lançado no ano de 2012.

Fac-símile – A proposta de fazer um fac-símile dos rascunhos do livro foi proposital por parte da FCCR, para fazer com que o leitor pudesse analisar, estudar e até mesmo “viajar” nas anotações feitas de próprio punho pelo autor, enquanto escrevia o livro. A começar pela apresentação do nome do livro onde Cassiano  risca e rabisca as palavras “existir e dexistir (esta, escrita com xis ). E próximo dessas palavras, bastante rabiscado, também é possível ler “EXPLICAÇÃO DESNECESSÁRIA sobre extinção e existência neste livro” (parte da frase escrito à máquina em letras maiúsculas e parte, manuscrita). Já, neste momento, Cassiano parece começar a se despedir, não desistir, mas deixar de existir, o que pode ser sentido em  todas as poesias e poemas que, impreterivelmente, remetem, a agradecimentos, a situações vividas, remetem a um adeus.

Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Publicado em: 27/12/2012