Os cerca de 1.350 funcionáiros dos Correios que trabalham na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte decidiram paralisar as atividades nesta sexta-feira por tempo indeterminado, aderindo à greve nacional que já parou os serviços em cidades de sete estados brasileiros. Os trabalhadores dos Correios em Taubaté, São José dos Campos e Jacareí aprovaram a greve em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, segundo informou a direção do Sintect (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Vale do Paraíba e Litoral Norte). Já No Litoral Norte, a greve já foi aprovada na noite de quarta-feira.
O sindicato espera adesão de 100% dos funcinários, paralisando todas as atividades dos Correios na região a partir da 0h desta sexta-feira. Funcionários dos Correios de cidades de sete estados brasileiros já cruzaram os braços. Até o final da tarde, a greve havia atingindo cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rondônia e Pernambuco. A categoria reivindica reposição da inflação, reajuste do piso salarial de 10%, aumento real de 6%, vale alimentação de R$ 35 e vale cesta de R$ 342,05, auxílio creche de R$ 500 e auxílio para dependentes de cuidados especiais de no mínimo R$ 850.
Os Correios oferecem 5,27% de reajuste sobre salários e benefícios. Em nota, os Correios afirmam que colocarão em prática medidas para garantir a entrega de cartas e encomendas e o atendimento em toda rede de agências. A greve dos funcionários dos Correios pode atrasar a entrega das contas a pagar. A Proteste (Associação de Consumidores) divulgou em seu site informações para orientar os consumidores sobre possível atraso no recebimento de boletos, evitando a cobrança de juros e multas ou a suspensão na prestação de serviços.
Segundo a entidade, os consumidores precisam ficar atentos com a data de pagamento. Se a data estiver próxima e o boleto não chegar a tempo, a Proteste aconselha o consumidor a entrar em contato com a empresa credora. O consumidor deve negociar um outro meio de efetuar o pagamento (por exemplo, emissão de segunda via internet, depósito em conta ou envio da fatura por fax ou e-mail). Caso a empresa não disponibilize alternativas para pagar, a empresa deve prorrogar o vencimento da conta.
A Proteste ressalta ainda que o não recebimento da conta na data não isenta da cobrança de multa se o pagamento for feito fora do prazo, já que a greve não é culpa da empresa. Por isso, não se deve esperar o vencimento do boleto e, posteriormente, justificar a falta de pagamento com base na greve. Somente se a empresa credora não disponibilizar outra forma de pagamento e o consumidor receber a conta com a cobrança de encargos, os valores poderão ser questionados. O ideal é que o consumidor anote o número do protocolo de atendimeto, com data e horário do contato.
Com relação aos serviços contratados diretamente nos Correios (por exemplo, envio de Sedex), segundo a Proteste, se houver atraso na entrega, o consumidor tem o direito de pleitear ressarcimento por eventuais prejuízos sofridos. É recomendável verificar o andamento da entrega pelo próprio site dos Correios. Caso seja prejudicado, o consumidor deve reclamar nas entidades de defesa do consumidor. Pode-se também recorrer ao Juizado Especial Cível para pedir indenização, para ressarcimento de prejuízo moral ou financeiro. Quem precisa enviar encomendas ou correspondência com urgência nesse período de paralisação dos Correios deve procurar por serviços alternativos de entregas. Se não for possível a substituição por fax ou e-mail, o consumidor deve procurar outras empresas de entrega, enquanto os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos se mantiverem em greve.