A Embraer, de São José, desenvolve um plano para ampliar sua participação no mercado da aviação executiva no país que até 2014, por conta da Copa, deve se tornar o segundo maior do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos.
Hoje em terceiro lugar no ranking global do segmento, o Brasil tem atualmente uma frota de 720 jatos executivos voando no país. Destes, 112 são só da Embraer pouco mais de 15%. Só nos últimos dois anos, foram entregues 70 aeronaves do segmento para clientes brasileiros.
Segundo avaliação da fabricante, em dez anos, o mercado brasileiro nesse nicho deve quase que dobrar com mais 550 aeronaves negociadas em uma cifra que pode ultrapassar US$ 8 bilhões. Uma das apostas da fabricante é reforçar sua participação em feiras do setor, como a Labace (Feira Latino-Americana de Aviação Executiva, que acontece até amanhã no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Além disso, a empresa também prepara expansão de sua rede de serviços no Brasil, a fim de melhorar o atendimento ao cliente. Nesta semana, um novo simulador foi inaugurado em São Paulo. Outra frente é o novo centro de serviços para o segmento em Sorocaba.
Em termos globais, a Embraer detém uma fatia de 14% do mercado da aviação executiva em unidades. A meta é ampliar também a sua participação global no segmento, que é altamente competitivo, com empresas consolidadas no setor como Dassault (francesa) e Bombardier (canadense), entre outras fabricantes.
A Embraer prevê que o mercado mundial de aviação executiva no mundo pode movimentar US$ 260 bilhões no período entre 2012 e 2021,se a economia global conseguir crescer em ritmo sustentável. Isso representa a comercialização de 11.275 unidades. Se o cenário for negativo, esses números caem para US$ 205 bilhões e 8.660 unidades.
Para executivos da companhia, a participação de mercado da empresa brasileira vai crescer em ritmo mais acelerado quando começarem a ser entregues os novos jatos Legacy 450 e Legacy 500. A previsão é que as entregas do Legacy 500 comecem no final de 2013 e as do modelo 450 no final de 2014.
A Embraer entrou firme na aviação executiva a partir de 2005, mas a sua presença se fortaleceu após 2008. Essa unidade de negócio será responsável este ano por cerca de 20% da receita global da companhia, com faturamento estimado entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,3 bilhão.
O Vale