Univap terá nova instalação para Medicina no Vale

São José entrou na disputa pela instalação de um novo curso de Medicina no Vale do Paraíba. A partir de agora, o Ministério da Educação irá selecionar municípios que tenham condições de receber o curso. Prefeitura e universidades já começaram a se articular para garantir a escolha da cidade. O edital ainda não foi publicado. Mas, o ministro da Educação, Aloisio Mercadante, já sinalizou que a cidade tem condições de constar no edital. Instituições de ensino que se interessarem em abrir cursos na cidade terão acesso ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A possibilidade de que São José seja incluída entre as cidades aptas a receber o curso vem de encontro com um o interesse da nova gestão da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) em criar um curso. Segundo o reitor Jair Candido de Melo, essa é a primeira vez que o pensamento no sentido de criar o curso se mostra maduro. “Essa é uma questão que vem permeando a nossa pauta há algum tempo. Nós já temos quase toda a infraestrutura necessária, já sondamos médicos da região e vimos que temos profissionais com bons títulos e que podem compor o corpo docente. Então, agora é a hora de estabelecer parcerias”, disse A universidade começou a sondar os hospitais da região para negociar apoio.

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) informaram que não planejam ter Medicina nas unidades locais. Já a Faculdade Anhanguera e a Unip (Universidade Paulista) não retornaram o contato. Segundo Ana Julia Araujo, pró-reitora de graduação da Unitau (Universidade de Taubaté), que possui o curso de Medicina há quase 50 anos, os desafios são grandes. “É preciso oferecer infraestrutura, com laboratórios de formação básica e específicos, com corpo docente qualificado e a garantia aos alunos de estágio em todas as áreas.” De acordo com ela, não está prevista a abertura de um campus da Unitau em São José a curto prazo. Mas está em estudo a ampliação do número de vagas no curso de Medicina.

Instalação de Novos Shopping na cidade é adiada

Os projetos para a construção de três novos shoppings em São José dos Campos só devem sair do papel em 2014. Os empreendimentos estão em análise na Prefeitura de São José e só devem ser liberados a partir do segundo semestre, após tramitar nas secretarias de Desenvolvimento Econômico, onde estão atualmente, e na de Planejamento.

Com isso, a cidade aumentará de seis para nove o número de centros de compras. Os maiores são CenterVale, Colinas e Vale Sul, todos com expansão concluída ou em andamento. Há ainda os shoppings Centro, Faro e Esplanada. Os três novos negócios deveriam ter sido anunciados no ano passado, mas não foram aprovados a tempo.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico informou que os projetos “estão em fase de análise e negociação”. O maior dos empreendimentos deve ser instalado na zona leste, em uma área às margens da via Dutra, ao lado do Parque Tecnológico, pertencente à família Penido, dona do grupo Serveng. O centro comercial faz parte de um complexo em que a empresa ainda planeja construir mais dois condomínios, um residencial e um industrial. Os outros dois shoppings devem ser erguidos entre as regiões oeste e sul.

“O projeto ficou em tramitação na prefeitura durante muito tempo. Esperamos que agora haja mais celeridade na análise do empreendimento, que será muito importante para São José”, disse o empresário Rogério Penido Os três maiores shoppings de São José investiram em obras para expandir a capacidade de atendimento e a oferta de lojas e serviços. Ao todo, CenterVale, Colinas e Vale Sul estão gastando mais de R$ 400 milhões nas obras.

O Colinas Shopping tem o maior investimento –R$ 252 milhões em obras que vão até outubro de 2014.  A intenção é triplicar o faturamento e o fluxo de pessoas. Hoje, passam 860 mil pessoas por mês no centro de compras. Em 2014, data final das obras, serão 185 lojas a mais e 3.050 vagas de estacionamento. O projeto é transformar o shopping em um complexo multiuso, com um hotel e uma torre comercial.

O CenterVale gastou R$ 100 milhões para inaugurar, em outubro do ano passado, seu novo espaço, com 6.000 metros quadrados a mais de área. As obras do Vale Sul duraram quase dois anos e terminaram em junho do ano passado, com 57 novas lojas. A área saltou de 75 mil m² para 118 mil m², o equivalente a 13 campos de futebol.

Para Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, a cidade tem demanda para mais três shoppings. “Quando chegou o Carrefour, diziam que os supermercados iam quebrar. Mas ocorreu o contrário. Novas redes chegaram. Vai acontecer o mesmo com os shoppings.”

O Vale

Publicado em: 17/05/2013

Cidade terá instalação de Centro de Pesquisa da Boeing

A gigante da indústria aeronáutica e espacial norte-americana Boeing anunciou ontem que implantará seu Centro Brasileiro de Pesquisa e Tecnologia no Parque Tecnológico de São José. Inicialmente, a Boeing vai ocupar uma área de 400 metros quadrados no núcleo do Parque Tecnológico, mas a empresa tenciona comprar uma área no entorno do núcleo para a expansão do novo Centro de Pesquisa e Tecnologia no Brasil.

A previsão é que o novo polo de pesquisas seja inaugurado em novembro deste ano, segundo informou a assessoria da empresa. O valor do investimento não foi divulgado. O anúncio ocorreu na LAAD (Feira Latino-Americana de Defesa e Segurança), aberta ontem, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

O centro será composto por até 12 pesquisadores e cientistas da Boeing que vão investigar e desenvolver projetos de tecnologia aeroespacial com instituições de tecnologia do governo brasileiro, incluindo o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) bem como empresas brasileiras como a Embraer.

O Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing Brasil servirá como ponto central de colaboração da empresa com universidades de todo o Brasil, incluindo a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais. “O ambiente inovador do Parque Tecnológico de São José dos Campos, a proximidade com instituições de pesquisa parceiras e o apoio municipal tornam o local ideal para o trabalho de pesquisa e tecnologia da Boeing no Brasil”, disse Al Bryant, vice-presidente da Boeing Pesquisa e Tecnologia Brasil.

“Estamos muito animados em dar esse próximo passo no fortalecimento do nosso relacionamento com a comunidade brasileira de pesquisa e desenvolvimento para desenvolver tecnologia para o mundo”, acrescentou Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. Presente ao evento, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), disse que “como uma cidade que busca estar na vanguarda da inovação para o Brasil, é fundamental que estabeleçamos parcerias com empresas como a Boeing, que desenvolvem tecnologia para uso global”.

Sendo o sexto centro de pesquisa avançada da Boeing fora dos Estados Unidos, o Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing Brasil concentrará seu trabalho em biocombustíveis sustentáveis para aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais e biomateriais avançados e tecnologias de suporte e de serviços. A companhia já possui parceria com a Embraer em pesquisas de combustível limpo.

O Vale

Publicado em: 10/04/2013

Cidade tem central de desastres oferecido pelo Governo

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou ontem a transferência da sede do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) de Cachoeira Paulista para o Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O anúncio foi feito na prefeitura onde foi assinado protocolo de intenções entre o governo federal e o governo municipal para a transferência do Cemaden. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) assinou projeto que será encaminhado à Câmara para a doação de uma área de 57 mil metros quadrados no Parque Tecnológico para a construção da sede do Cemaden.

De acordo com o ministro Raupp, inicialmente, o Cemaden ocupará, provisoriamente instalações no núcleo do Parque Tecnológico. “A nossa previsão é que o Cemaden seja transferido de Cachoeira Paulista para São José dos Campos em seis meses”, disse Raupp.

O governo federal irá investir R$ 50 milhões na construção da nova sede e na compra de equipamentos para os laboratórios do Cemaden. A expectativa é que a obra seja concluída em dois anos. Também está previsto a contratação de pelo menos mais 80 profissionais, por meio de concurso público.

Atualmente, o Cemaden tem cerca de 100 funcionários, segundo o ministro. A área que será doada pelo município é ao lado da empresa Vale Soluções em Energia. Desde a sua criação, em dezembro de 2011, o Cemaden funciona no Inpe em Cachoeira Paulista.

Segundo Raupp, o local era provisório. “No começo de operação, o Cemaden precisou do apoio do Inpe. Como a base de previsão de tempo está localizada em Cachoeira Paulista foi uma escolha natural, enquanto não havia a definição permanente do local”, disse ministro.

O secretário de Políticas e Programas de Desenvolvimento do ministério, Carlos Nobre, disse que a decisão de transferi o Cemaden para São José tem o objetivo de deixar o organismo próximo do polo científico e tecnológico da região, que sedia importantes centros de pesquisa, como o Inpe, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial).

O prefeito Carlinhos Almeida destacou que o Cemaden, além da sua importância, vai gerar postos de trabalho e demanda de serviços. “Isso é muito bom para a cidade”, disse. Atualmente, cerca de 300 cidades em todo o país são atendidas pelo sistema de monitoramento do Cemaden. Seis municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte estão nessa lista, como Campos do Jordão, cidades do litoral e São José dos Campos.

O Cemaden foi criado em 2011, após a catástrofe ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro durante o verão de 2010passado, que resultou em mais de 900 mortes por causa das chuvas. A principal função do centro é justamente monitorar áreas de risco e dar alertas para evitar ou amenizar catástrofes naturais.

As operações de monitoramento iniciaram-se efetivamente em 2 de dezembro de 2011 e o sistema de monitoramento funciona em regime de plantão 24 horas por dia. O Cemaden trabalha em conjunto com o Cenad (Centro Nacional de Gestão de Riscos e Desastre Naturais), do Ministério da Integração, que recebe e divulga os alertas feitos pelo Centro de Monitoramento. Também participa a Defesa Civil.

No ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou a compra de 1.100 pluviômetros para ajudar o Cemaden no trabalho de monitoramento de áreas de risco em todo o país. Os equipamentos devem ser instalados este ano. Entre localidades que terão o equipamento estão a serra da Mantiqueira, a região serrana do Rio de Janeiro e o Vale do Itajaí (SC). O Cemaden também utiliza radares meteorológicos e dados de estações de outros órgãos já em funcionamento pelo país.

O Vale

Publicado em: 12/03/2013

Novas instalações de Hospitais e Senai na cidade

O prefeito de São José dos Campos protocolou na Câmara Municipal nesta quinta-feira (7) projetos que propõem alterações em leis de doação de áreas do município. Aprovadas, as mudanças permitirão retomar empreendimentos que estavam parados, um deles com risco de ser implantado em outra cidade.

A medida abre caminho para a instalação pelo governo estadual de um Hospital Regional (HR), no Parque Industrial, e do Centro Senai de Tecnologias Aeronáuticas, no Parque Tecnológico. O Senai chegou a receber proposta para implantar a escola em São Carlos, que também possui um polo aeronáutico.

“Algumas exigências que constavam nas Leis de doação faziam com que o Governo Estadual e o Senai não assinassem os contratos. Agora, com as mudanças propostas o caminho estará aberto para a consumação destas parcerias que beneficiam São José dos Campos e toda região do Vale do Paraíba”, disse o prefeito.

No caso do Hospital Regional do Estado, um dos artigos da lei exigia que a área doada pelo município fosse devolvida à municipalidade com todas as benfeitorias “quando o interesse público assim o exigir”. Quanto ao Senai, o impedimento para a assinatura era quanto a devolução do imóvel em 20 anos, com todas as benfeitorias.

Como ambos os projetos exigem grandes investimentos, as cláusulas restritivas inviabilizariam a parceria. Com as alterações nas leis, as doações das áreas para esses empreendimentos poderão ser concluídas e os projetos viabilizados.

O Hospital Regional ocupará uma área total de 10 mil metros quadrados na Avenida Goiânia, no Parque Industrial. A unidade hospitalar terá diversas especialidades médicas e 180 leitos, distribuídos entre os setores de observação, pronto-socorro, UTI, internação geral e sala de cirurgia, o que reduzirá a demanda por atendimento médico no município.

A instalação do Centro Senai de Tecnologia Aeronáuticas em São José dos Campos visa atender as demandas produtivas do setor, por meio da formação de recursos humanos especializados para as áreas de fabricação e manutenção de aeronaves. O projeto está orçado em 80 milhões.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/03/2013

Empresa Norte-Americana quer instalação na cidade

Representantes da norte-americana Boeing visitaram o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (11), para fechar acordos para desenvolvimento de pesquisas. A colaboração deve acontecer em áreas como ciências de vôo, energia e satélites.

As parcerias são o primeiro passo para a implantação do centro de pesquisas que a fabricante de aviões pretende instalar no ano que vem no Brasil. A Boeing ainda não fez o anúncio oficial, mas existe a possibilidade do centro ser em São José dos Campos.

O vice-presidente da Boeing, Matthew Ganz, disse que não é à toa que a primeira cidade que ele visita é São José dos Campos e que ele gostaria de estar próximo de seus principais parceiros, o DCTA e o INPE.

“No INPE eu tive exemplos excelentes de tecnologia espacial, grandes oportunidades de cooperação futura e nós vamos trabalhar fortemente com eles. Além disso, no DCTA e no ITA, além de toda variedade de tecnologias, de possibilidades de trabalho conjunto e desenvolvimento em conjunto, a Boeing tem grande interesse de trabalhar com educação, engenharia, treinamento e isso vai ser desenvolvido fortemente”, revelou.

Programa FX-2
A norte americana Boeing é uma das fábricas concorrentes que quer vender caças para o programa brasileiro FX-2. O Brasil deve comprar 36 novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). As outras empresas que estão na disputa são a francesa Dassault e a sueca SAAB. O governo brasileiro precisa anunciar a compra até o dia 31 de dezembro. O vice-presidente da Boeing disse que o projeto da empresa para o Brasil é de longo prazo e não depende do programa FX-2.

G1 (Vnews)

Publicado em: 12/12/2012

Novo sistema funciona com mais qualidade de monitoração

São José dos Campos terá 568 câmeras de monitoramento integradas ao sistema de vigilância do COI (Centro de Operações Integradas) até o final do ano. E até janeiro, segundo a Secretaria de Defesa do Cidadão, o sistema deixará de operar de forma analógica e passará a ser totalmente digital, usando tecnologia ainda inédita no país.

O último lote de 181 câmeras vem sendo instalado desde julho, faltando 91 equipamentos para serem colocados nas ruas. O valor do investimento não foi divulgado pela administração. Ontem, a prefeitura inaugurou a modernização do COI, na região central, que ganhou aparelhos de última geração para monitorar todas as regiões de São José.

Em parceria com o Parque Tecnológico e usando um sistema de monitoramento de ocorrências desenvolvido pela empresa Ericsson, o Coordcom, o COI será capaz de dar um salto tecnológico. “Teremos mais eficiência com o novo sistema. Tudo que é digital dá ganho de qualidade de captação, monitoramento e transmissão de imagens e informações. Aumenta a segurança da população”, disse Maria de Fátima de Oliveira, secretária de Defesa do Cidadão.

Na sala de controle do COI, ao invés de monitores separados para exibir as imagens das câmeras, os agentes terão três telões digitais capazes de projetar até 36 câmeras ao mesmo tempo. “O agente pode aumentar ou diminuir o tamanho da tela como ele quiser. As imagens têm uma melhor resolução e todo o sistema é mais confiável”, explicou Jesse Segalla Francisco, gerente de operações da Ericsson.

Segundo ele, o sistema é inédito no Brasil, tendo sido implantado na Suécia, Dinamarca Espanha e Romênia. Para o gerente do COI, Jefferson Donizetti de Lima, o sistema digital otimiza o trabalho de monitoramento, permite maior controle de todos os serviços, como segurança e trânsito, e facilita a elaboração de estatísticas. “Tudo isso somado, teremos maior qualidade no serviço e na dimensão dos nossos recursos, conseguindo aproveitar todas as nossas ferramentas”, afirmou. “Isso vai ampliar a integração entre os órgãos que operam no COI.”

Atualmente, segundo Lima, oito órgãos públicos recebem as imagens gerados pelo sistema do COI. São eles: Guarda Civil Municipal, polícias Militar e Civil, Defesa Civil, Bombeiros e as secretarias de Desenvolvimento Social, Transporte e Saúde.

Aproveitando o evento para fazer um balanço da sua gestão na área de segurança, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) destacou as 500 câmeras implantadas e o trabalho de integração com as forças públicas de segurança, além dos investimentos em infraestrutura dos bairros. “A sociedade tem que dar mais poder às polícias para combater o crime”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 29/11/2012

Projeto de instalação de Universidade Federal é arquivado

Após 8 anos, a Câmara Federal arquivou o projeto de lei que autorizava o governo federal a criar a Universidade Federal do Vale do Paraíba, antiga reivindicação da região. O texto previa a implantação da unidade por meio de desmembramento da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Proposto em 2004 pelo então deputado federal Marcelo Ortiz (PV), que não se reelegeu, o projeto foi arquivado no início deste ano pela mesa diretora da Câmara. A medida é tomada quando acaba uma legislatura e o projeto não foi votado. A exceção é para as propostas que já tramitaram em todas as comissões.

“É uma pena o arquivamento, mas fico feliz de saber que há possibilidade de outros deputados reapresentarem a proposta”, afirmou Ortiz. O deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB), de São José, disse que pretende retomar o projeto. Já Carlinhos Almeida (PT), deputado federal e candidato à Prefeitura de São José, minimizou o arquivamento, destacando a vinda de campus federais para o Parque Tecnológico e a expansão do ITA.

O Vale

Acordo firma instalação de instituto do ITA E MIT na cidade

Um acordo firmado ontem entre o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), dos EUA, prevê a instalação de um centro de inovação do setor aeroespacial em São José dos Campos.

O convênio, que também inclui expansão do intercâmbio entre alunos das duas universidades, foi assinado pelo reitor do ITA, Carlos Pacheco, que integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff (PT) em visita aos EUA desde anteontem. “Com o acordo queremos repensar a maneira como ensinamos engenharia e quais cursos novos vamos abrir”, afirmou Pacheco.

Nos próximos seis meses, as duas instituições trabalharão juntas na formatação da parceria, que já tem definida a concessão de 50 bolsas de estudo para doutores brasileiros estudarem no MIT. “Vejo (a parceria) com bastante otimismo e excelentes perspectivas, primeiramente para o ITA. Se isso vai beneficiar a indústria, é consequência. É um passo muito interessante”, disse o presidente da AAB (Associação Aeroespacial Brasileira), Paulo Moraes Júnior.

Ele lembrou que o MIT foi um dos colaboradores da fundação do ITA em 1950, com a implantação da mesma filosofia de ensino. “É um modelo de integração entre escola e residência no campus, o que possibilita um contato maior entre professor e aluno. O MIT é uma instituição bastante respeitada e muita gente que estudou lá se tornou empreendedor”, disse Moraes.

Além do MIT, a comitiva brasileira, que também conta com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, visitou ontem a Universidade de Harvard, onde foi oficializada nova parceria para intercâmbio. Para Moraes Junior, parcerias com as instituições norte-americanas são benéficas pois há defasagem no número de engenheiros formados no país.

“Nós não estamos encontrando engenheiros. Apesar do esforço de todas as escolas, formamos poucos engenheiros. O MIT vem para agregar valor, não para concorrer. A cidade tem corpo para absorver uma instituição desse porte”, afirmou Moraes Júnior.

Após visita, Mercadante afirmou que o governo brasileiro negociava com a universidade a implantação de uma sede no Brasil. A assessoria do MIT desmentiu o ministro, afirmando ter havido um mal entendido, e ressaltou que o instituto não abre unidades de ensino fora dos Estados Unidos.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com sede em Cambridge, foi fundado em 1861 e é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia. Hoje, há 58 estudantes brasileiros no MIT. Já o ITA recebe por aluno 120 novos alunos.

O Vale

Prefeitura permite instalação de novas Rampas no Mercadão

O Mercado Municipal de São José dos Campos vai ganhar rampas especiais para portadores de deficiência. O Comphac (Conselho do Patrimônio Histórico do município) aprovou esta semana proposta da Assessoria Para Pessoas com Deficiência para a implantação de cinco rampas especiais nas entradas do prédio do mercadão, que passa por reforma geral.

O vice-prefeito e assessor para Pessoas com Deficiência, Luiz Antonio Angelo da Silva, disse que a medida visa adequar o Mercado ao projeto de mobilidade e acessibilidade desenvolvido pelo governo em São José. “Como o mercado ainda não está adequado ao programa, solicitamos autorização ao Comphac para as rampas.” Luiz Antonio frisou que a medida é importante porque vai facilitar o acesso de idosos e de pessoas com deficiência ao tradicional ponto comercial do centro.

“O Mercado Municipal recebe muitos idosos e é preciso que o prédio esteja adequado”, afirmou o vice-prefeito. De acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e secretário do Comphac, Vitor Chuster, em algumas entradas do mercadão a altura entre a calçada e o prédio chega a 28 centímetros.

“As rampas são importantes porque vão adequar o prédio”, afirmou Chuster. Ainda não há data para a instalação das rampas, mas a intenção do governo é que isso seja feita o mais breve. Frequentadores do tradicional mercadão elogiaram a iniciativa. “O mercado vai ficar mais agradável”, afirmou a dona de casa Maria Carolina da Costa, 65 anos.

O vice-prefeito relatou que a prefeitura também irá construir calçada segura no mercadão. Luiz Antonio frisou que as melhorias no prédio histórico integram o projeto Centro Vivo, de revitalização do centro de São José. “A proposta prevê transformar a rua Sete de Setembro no trecho do mercado em calçadão. O mesmo será feito na travessa Chico Luiz, do lado oposto”, afirmou.

No momento, o mercadão passa por obras de melhoria. Os serviços incluem pintura interna e externa, revisão elétrica, limpeza do telhado, adequação do depósito de lixo, troca das grelhas, recuperação do piso e troca das calhas deterioradas.

O Vale