Terreno da Selecta vai a leilão por volta dos R$187 Milhões

O terreno do Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, vai a leilão no final de setembro por R$ 187 milhões, o dobro do valor venal da área, estimado atualmente em R$ 92,7 milhões. O edital será publicado no próximo dia 26 pelo leiloeiro Luiz Fernando Sodré Santoro. A área, que pertence à massa falida da Selecta, empresa do megaespeculador Naji Nahas, será leiloada para pagamento de dívidas.

De acordo com juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, da 18º Vara Cível, responsável pelo processo de falência da massa falida da Selecta, o terreno é o único bem da empresa, que possui dois credores, entre eles a prefeitura e o governo federal. O juiz não informou o valor devido aos credores, mas a estimativa é que a dívida da massa falida com município e União some R$ 28 milhões R$ 17milhões do município e outros R$ 11 milhões do governo federal. O montante da dívida representa somente 14,9% do preço de venda do terreno.

O preço da área foi definido por um perito à pedido da Justiça. É a segunda avaliação judicial da área. Na primeira delas, o valor fixado era de R$ 220 milhões. O terreno do Pinheirinho foi desocupado pela Polícia Militar em janeiro, por determinação da Justiça. Cerca de 1.700 famílias ocupavam a área (veja cronologia do caso ao lado).

A pedido de O VALE, o especialista em avaliação fundiária José Silvio da Costa Manso fez ontem uma projeção do custo de mercado da área. Segundo ele, o valor do metro quadrado naquela região varia de R$ 80 a R$ 100. Assim, o custo total da gleba poderia variar entre R$ 108 milhões e R$ 136 milhões.

“Normalmente, o valor do metro quadrado é 20% superior ao valor venal da área, o que ficaria em R$ 80,30 o valor do metro quadrado. Mas há variações que podem elevar ou reduzir esse valor em 15%, depende da procura do mercado”, disse.

Com 1,3 milhões de metros quadrados, o terreno é uma das últimas áreas disponíveis na zona sul. Entretanto, pelo menos 45% da gleba correspondem a áreas de proteção ambiental. A gleba tem um aproveitamento estimado de 718 mil metros quadrados. A Lei de Zoneamento também limita o uso do terreno apenas para condomínios industriais e galpões. Nesse espaço, Manso estima que seria possível construir 1.000 galpões industriais. “Acima de R$ 100, o valor está fora do mercado e dificulta a aquisição da área. Há interessados nessas áreas, desde que esse custo caia 40%.”

O leilão será realizado pela empresa Sodré Santoro entre o final de setembro e o início de outubro na Casa Sodré Santoro, em São Paulo. O edital está sendo finalizado. Segundo o advogado da empresa, Sidney Palharini Júnior, o leilão será presencial, mas com possibilidade de lances pela internet com pelo menos 15 dias de antecedência. Os interessados poderão se cadastrar no site da empresa.

Só será permitira a venda da área total do terreno e o lance mínimo permitido será de 50% do valor definido em perícia R$ 93,5 milhões. Segundo Palharini, o valor definido pela Justiça é apenas referencial e caberá ao juiz determinar o valor final da gleba. O advogado diz que está descartada a participação de órgãos públicos no leilão.

A Prefeitura de São José informou não ter conhecimento do leilão. Quando o pregão for agendado, a Procuradoria Fiscal do Município irá acompanhar o processo para receber os créditos da dívida de impostos da Selecta.

O Vale

Cidade tem Faculdade com atendimento na Área Saúde

O Centro de Práticas Supervisionadas da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Univap São José dos Campos, está com vagas abertas para atendimento gratuito no setor de ortopedia, traumatologia e reumatologia.

Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 17h20 às 21h. Os interessados podem fazer a inscrição pelo telefone (12) 3947-1086, no período da manhã, no Campus Urbanova.

G1

Supletivos para concluir o Ensino Fundamental e Médio

Quem não completou os estudos no Ensino Fundamental e Médio tem uma chance de conseguir o diploma. Estão abertas as inscrições para os exames supletivos para o Ensino Fundamental e Médio. O objetivo é possibilitar a jovens e adultos que estão fora da escola ou da idade regular de ensino a possibilidade de obter a certificação escolar.

Os interessados devem consultar o regulamento e efetuar a inscrição, até as 18h do próximo dia 27, no Portal da Secretaria da Educação (www.educacao.sp.gov.br). O candidato deverá preencher todos os dados pessoais exigidos e indicar o nível que pretende concluir (Ensino Fundamental ou Ensino Médio). As provas serão realizadas em 28 de outubro.

Para as provas do Ensino Fundamental, podem se inscrever candidatos com idade mínima de 15 anos completos ou a completar até a data da avaliação. No caso do Ensino Médio, é preciso ter mais de 18 anos de idade. Detentos também podem participar.

Neste ano, o exame será dividido em uma redação e quatro provas objetivas, conforme o nível de ensino. Para o Ensino Fundamental, a avaliação irá exigir do aluno conhecimentos em língua portuguesa, inglês, arte e educação física; matemática; história e geografia; e ciências da natureza.

Já para os alunos do Ensino Médio, as questões serão sobre língua portuguesa, inglês ou espanhol, arte e educação física; química, física e biologia; matemática; ehistória, geografia, filosofia e sociologia. Não há limite para as inscrições, a prova será realizada para todos os interessados. Na última edição deste exame, em 2009, cerca de 130 mil pessoas participaram das provas Quem for aprovado vai precisar apenas de um documento com foto para retirar o certificado.

O aluno que ainda tiver dúvidas do exame pode se informar na Central de Atendimento da Secretaria da Educação, no telefone 0800 770 0012, ou na Diretoria de Ensino da sua cidade. Em Taubaté, a Diretoria fica na Praça 8 de maio, 28, no Centro.

G1

Moradores procuram com mais frequencia o Procon da cidade

Cobrança indevida representa 30% das reclamações registradas no Procon de São José dos Campos, que viraram processo por falta de solução das empresas. Problemas como produtos com defeito, serviço não realizado e garantia ocupam a vice-liderança do ranking, com cerca de 20% dos conflitos. O restante é dividido entre vários outros tipos de reclamações.

A lista foi divulgada pelo Procon. De acordo com o órgão, foram abertos 3.046 processos em 2011, sendo 944 reclamações por cobrança indevida. No total, somando as reclamações que não viraram processo por terem sido atendidas pelas empresas, o Procon registrou 83 mil queixas em 2011, número 6% maior do que em 2010.

O ranking das empresas líderes de reclamação em 2011 trouxe Telefônica (hoje Vivo) e LG Electronics empatadas em primeiro lugar, com 132 queixas. Na segunda colocação, também empatadas com 98 registros, aparecem Carrefour e TIM. Na sequência, Santander (92 queixas), Embratel (82), MRV (81), Oi (77), Itaú (76), Grupo B2W (75), EDP Bandeirante (70), Samsung (61).

Levando-se em conta apenas reclamações por cobrança indevida, o ranking das campeãs traz Telefônica (80 queixas), TIM (71), Oi (60), EDP Bandeirante (51), Embratel (48), Sabesp (40), Santander (36), CSF S/A (33), BV Financeira (30) e Claro (29). “Os casos de cobrança indevida são os mais difíceis de resolver justamente por envolver dinheiro. Empresas da área financeira, telefonia e serviços essenciais lideram essas reclamações”, disse o diretor do Procon de São José dos Campos, Sérgio Werneck.

Um dos problemas que mais aparecem, segundo ele, é cobrança por cadastro em financeiras e lojas. Ao fazer uma compra, o cliente é obrigado a pagar pelo seu cadastro, averiguado pela empresa. “Isso é ilegal, embora conste de portaria do Banco Central. A lei do consumidor diz que esse custo deve ficar com quem usa esses dados, que é o fornecedor do produto ou do serviço, não o consumidor”.

No Procon, após o registro da queixa de cobrança indevida, a empresa é notificada a resolver a questão. Se nada for feito, abre-se um processo e marca-se uma audiência para tentar a solução do conflito. Com mais de 50 queixas registradas, boa parte delas por cobrança indevida, o técnico em hotelaria Sérgio Colares, 31 anos, disse que o consumidor deve ficar alerta a tudo o que se cobra em serviços e produtos. “Muita coisa passa desapercebida da gente.”

 O Vale

Fabricação de novo Jato é apresentado pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, apresenta esta semana na Labace (Feira Latino-Americana de Aviação Executiva) o seu maior jato executivo, o Lineage 1000, que é utilizado pela Presidência da República. No final do ano passado, a companhia cedeu uma aeronave para uso da presidente Dilma Rousseff (PT).

O Lineage 1000 utiliza a plataforma do Embraer 190, o maior jato comercial da empresa, que tem 114 assentos. É a primeira vez que a Embraer expõe o Lineage no Brasil. O modelo tem capacidade para 19 assentos e custo estimado em US$ 55 milhões. A aeronave poderá ser visitada na Labace, que será realizada de amanhã até sexta-feira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A entrada custa R$ 200.

Com a retração da economia nos Estados Unidos e a crise econômica na Europa, a Embraer reforçou suas atenções para o mercado da aviação executiva no Brasil, que já possui a terceira maior frota de jatos do mundo. Atualmente a frota soma cerca de 720 aeronaves. A Embraer já entregou 112 jatos executivos no país.

Segundo a empresa, até 2014 o Brasil passará a ter a segunda maior frota de jatos executivos, sendo superado apenas pelos Estados Unidos. A empresa estima que nos próximos 10 anos a demanda de jatos executivos no Brasil será de 550 aeronaves, mercado estimado em US$ 8 bilhões.

A empresa trabalha para disputar grande parte dessa fatia do mercado. A Embraer anunciou ontem também que começou a produção na última semana do primeiro Legacy 450, outro modelo do seu portfólio para a aviação executiva

O Vale

Depois do Treinamento, Rota sai as ruas da cidade

Entra em operação hoje na Região Metropolitana do Vale do Paraíba a mais nova unidade de elite da Polícia Militar, batizada de ‘Força Tática Regional’. A ‘Rota do Vale’ terá 40 homens e 10 viaturas subordinados diretamente ao CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), cuja sede fica em São José, que atuarão em operações especiais. A PM não divulgou as cidades que receberão o reforço a partir de hoje.

O VALE apurou que as maiores cidades da região São José, Jacareí e Taubaté estão entre as prioridades da nova unidade. Trata-se de uma tentativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública para diminuir os índices de violência no Vale, considerada a região mais violenta do interior do Estado. O reforço ocorre dois meses após a realização da campanha ‘O Vale pela Paz’, realizada pelos jornais O VALE e BOM DIA.

Foram 235 mortes por homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte) no primeiro semestre deste ano aumento de 10% em relação às 214 mortes no mesmo período de 2011. Antes de atuar nas ruas, os policiais da Força Tática Regional foram treinados por instrutores da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), unidade da PM exclusiva da capital e com atuação em casos violentos.

Segundo o tenente-coronel Custódio Alves Barreto, comandante-interino do CPI-1, a Força Tática Regional é a primeira unidade operacional ligada diretamente ao comando da PM na região, o que daria a ela o benefício de poder atuar sem limites geográficos.

“As forças táticas nos batalhões trabalham com uma delimitação de área, o que não teremos nesta unidade do comando. Eles poderão atuar em qualquer cidade, a qualquer hora e em qualquer condição.” Segundo Barreto, a Força Tática Regional obedecerá a planejamento do CPI-1, que levará em conta demandas das cidades, operações programas e informações captadas pelo setor de inteligência da PM. “Será uma unidade de uso em operações especiais planejadas pelo comando.”

O Vale

Ex- bairro Clandestino ainda necessita de melhor estrutura

Um ano após ser regularizado pela Prefeitura de São José, o bairro Jardim Mesquita, na zona sul, ainda carece de equipamentos públicos e tem uma rua sem asfalto, saneamento básico, água e luz. Único clandestino legalizado durante os 16 anos de gestões do PSDB na cidade, o Jardim Mesquita possui 450 moradores e 97 lotes.

A expectativa dos moradores era de que após a regularização o bairro ganhasse melhorias de infraestrutura como asfalto e obras de drenagem e saneamento, além de creches, posto de saúde e áreas de lazer. “Nossa água ainda é clandestina e o esgoto vai para a fossa. Agora que foi regularizado, estamos esperando a pavimentação”, disse o motorista Sebastião Rodrigues, 59 anos.

Ele mora na Rua Verona, a única das cinco vias do bairro que ainda não foi asfaltada e onde não chegou água, luz e saneamento.São José tem outros 93 núcleos clandestinos que cresceram em áreas de preservação ambiental ou terrenos em encostas onde vivem cerca de 29 mil pessoas, segundo o governo. Já estudo do PT aponta a existência de outros 41 núcleos irregulares que não aparecem nas listagens oficiais. Somados aos outros 93 núcleos, a população chegaria a 50 mil.

Diante deste cenário, candidatos da oposição têm explorado o tema, prometendo acelerar a regularização dos núcleos e levar equipamentos públicos às comunidades. Os prefeituráveis Cristiano Pinto Ferreira (PV) e Antonio Alwan (PSB) prometem legalizar todos os bairros em um único mandato. Os sete candidatos garantem que vão levar melhorias aos núcleos irregulares.

Carlinhos Almeida (PT) prometeu cadastrar os núcleos e levar obras de infraestrutura, mesmo sem a conclusão dos processos de regularização. Para ele, o número de clandestinos chega a 160.  “A legislação federal permite que obras e serviços públicos essenciais como escolas, creches, unidades de saúde, asfalto e galerias sejam implantados sem necessidade de esperar a conclusão da regularização”, disse o petista.

O candidato da situação Alexandre Blanco (PSDB), negou o surgimento de bairros clandestinos nas gestões tucana e prometeu mais agilidade. “Vamos continuar a regularização dos loteamentos com mais rapidez. A prefeitura desenvolveu um modelo inédito de regularização, que já foi colocado e prática no Jardim Mesquita, no Chácaras Araujo e no Santa Maria.”

O Vale

Em Parceria, cidade tem cursos para forma Pedreiras

Vinte mulheres de São José dos Campos farão um curso gratuito para se tornar pedreiras assentadoras. As aulas começam amanhã e se estendem por quatro meses. Trata-se de uma iniciativa do Centro Dandara em parceria com a regional de São José do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e com o Senai.

As mulheres foram escolhidas de um grupo de 50 que fizeram uma prova seletiva. No total, o curso atraiu a inscrição de 152 mulheres. As aulas de qualificação na construção civil serão teóricas e práticas de segunda a quinta, das 18h30 às 21h30, na sede do Sinduscon, na região central de São José.

Nas sextas, as alunas terão uma qualificação social no centro Dandara, com orientação sobre direitos trabalhistas, gênero e assédio moral. “Queremos apoiar essas mulheres não só profissionalmente, mas de um forma completa”, disse Sandra Faria Batista, diretora executiva do Centro Dandara. “Já temos apoio para oferecer o curso no ano que vem para as outras mulheres que não foram selecionadas.”

Para o diretor regional do Sinduscon, José Luiz Botelho, o curso exclusivo para mulheres é inovador e pioneiro ao apostar na mão de obra feminina que, embora ainda seja pequena na construção civil, tem saldo positivo. “Todas as experiências com mulheres no canteiro de obras têm se mostrado altamente positivas. Elas são caprichosas, dedicadas e têm maior produtividade que os homens”, disse.

Mãe de três filhos, a cabeleireira e manicure Maria Bonfim, 45 anos, resolveu dar uma guinada na vida. Ela é uma das selecionadas para o curso de pedreira e espera ir ainda mais longe. “Sonho com a faculdade de engenharia”, contou. Com o aprendizado, ela disse que terminará a própria casa e depois ajudará os vizinhos, voluntariamente. “Esse curso é uma grande oportunidade em minha vida.”

O Vale

Pesquisa aponta que São Dimas é novo ponto de lazer

Com um conjunto de 12 estabelecimentos e a circulação de 3.900 pessoas aos finanis de semana, o Jardim São Dimas, na região central de São José, retomou o posto de referência de lazer noturno na cidade. Estes dados integram um levantamento realizado pelo Sinhores (Sindicato dos Bares, Hotéis Restaurantes e Similares) de São José. “Houve um processo de revitalização do bairro”, disse o integrante do Sinhores, Paulo Guilherme Pino, que também é comerciante no local.

As opções são para todos os gostos. Bares, caldinhos, baladas, pizzarias, espetinhos, comida japonesa, pastel e lanches são alguns dos atrativos do bairro, que reúne tradicionais comerciantes e aqueles que apostam na garantia de sucesso.

O estabelecimento mais antigo do São Dimas é o Caldinho do Corujão, um trailer instalado em 1992. “Em média, vendo 150 caldinhos por dia”, comemora o proprietário José Aparecido Gomes. O caldinho de feijão é o líder no cardápio do espaço.

Estreante, o Seu Boteco completa em agosto três meses de funcionamento. Para Cristiano Wilson, dono do bar, a tranquilidade e a segurança foram os aspectos que mais chamaram a atenção no bairro. “Nunca tive problemas, as pessoas gostam muito de vir aqui”, afirmou Wilson, que oferece pratos da comida mineira e a dobradinha como carro chefe.

A tendência é de aumento de público, como diz a proprietária do Boteco do Jeca, Maria Cecília Florencio. “Faremos uma reforma para o verão e esperamos um aumento em 30%, serão colocadas mais 20 mesas e banheiros para deficientes”,disse. A especialidade do Boteco do Jeca é a caipirinha, com variações em homenagem aos filmes de Amácio Mazzaropi. Além da culinária, a região ainda oferece as baladas no Hocus Pocus. A casa está instalada há 12 anos no São Dimas e oferece um espaço para bandas independentes.

No outro extremo do bairro estão problemas como o elevado movimento de veículos pelas ruas estreitas. Multas por estacionamento irregular estão entre as mais frequentes no bairro, de acordo com a prefeitura. “O estacionamento fica nos dois lados da rua. A largura das calçadas foi ampliada, o que diminuiu ainda mais a pista”, disse o síndico do condomínio Mansão do Vale, Antônio Dimas França.

O Vale

Aeroporto perde passageiros, por falta de Investimento

O aeroporto de São José dos Campos, que pode ser referência como um dos terminais de apoio à Copa do Mundo de 2014, registrou retração no movimento de passageiros no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011. Dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), administradora do terminal, mostram que nos primeiros seis meses deste ano o movimento de passageiros foi de 99.852 ante 101.866 registrados no passado.

Mesmo com a retração, a movimentação de embarque e desembarque no aeroporto ainda é superior à capacidade do terminal, que é de 90 mil passageiros/ano. Duas empresas aéreas, a Azul e Trip, operam no local. Em maio, a Infraero anunciou um pacote de investimentos para revitalizar o aeródromo.

Segundo a empresa, o primeiro passo será remodelar o terminal de passageiros. Um MOP (Módulo Operacional de Passageiros) será instalado e um estacionamento para aeronaves, construído, com investimento de até R$ 10 milhões.

A Infraero, porém, ainda não definiu cronograma para a instalação do MOP e o projeto permanece engavetado. A empresa informou esta semana que não há prazo para a instalação do MOP. De acordo com a direção da empresa, uma comissão formada por integrantes da Infraero, da Aeronáutica (proprietária do terreno do aeroporto) e da SAC (Secretaria de Aviação Civil) iniciou um estudo para definir a estratégia para a ampliação do aeroporto.

No site da Infraero a empresa informa que está em curso o processo de zoneamento civil/militar, delimitando o terreno para a implantação da nova área terminal, para os lados da rodovia dos Tamoios.Em seguida será elaborado o Plano Diretor do Aeroporto, os projetos executivos e as obras de implantação da nova plataforma aeroportuária.

Para dirigentes de entidades de classe e do poder público municipal, falta “vontade” da Infraero em investir no terminal de São José. “A nossa região tem potencial e a demanda pelo transporte aéreo tende a crescer, mas, é preciso melhorar as instalações do terminal”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa.

O secretário relatou que em julho ele e o engenheiro Ozires Silva, ex-superintendente da Embraer, se reuniram com executivos da Secretaria de Aviação Civil. “A expectativa em Brasília é que, após a conclusão do processo de privatização de outros terminais, como Guarulhos, a Infraero voltará sua atenção aos demais terminais sob sua responsabilidade.”

A escolha de São José para ser um dos centros de treinamento da Copa deve reforçar a priorização de obras para o aeroporto da cidade. Apontado como alternativa durante a Copa, aeródromo local ainda aguarda plano da Infraero para a sua ampliação

O Vale