A Garota da Capa Vermelha

A Garota da Capa Vermelha nos traz uma nova e boa notícia: os fãs do gênero podem ficar despreocupados. O filme não é ruim como nós imaginávamos. O roteiro, apesar de seguir a linha da saga Crepúsculo, consegue ser melhor que a trama dos vampiros Bella e Edward. Tal afirmação não é posicionamento de crítico mal humorado ou dos que tem ojeriza por best-sellers. Qualquer ser humano pensante sabe que a frouxa e irritante trama que envolve os vampirinhos da vez, periga entre o mediano e o muito ruim. Podemos defini-lo como uma intrigante piada de mau gosto. A Garota da Capa Vermelha consegue fazer algo mais. E é nesse aspecto que vamos nos ater daqui adiante.

Há muitos anos, o vilarejo de Daggerhorn mantinha-se em paz. Com a morte da irmã mais velha de Valerie (Amanda Seyfried), o local é tomado por pânico. A coisa fica pior depois que o famoso caçador de lobisomens, o Padre Solomon (Oldman), chega ao local, alertando a todos que a fera ganha forma humana de dia, podendo ser qualquer um deles. O “drama” começa daí e nada é o que parece ser nesta narrativa que recicla a boa e velha história de Chapeuzinho vermelho, universalmente conhecida e contada através da cultura popular.

Sua irmã, que havia saído para se encontrar com o joven Henry, é atacada pelo lobo. De casamento marcado com o amor da vida da sua irmã, Valerie precisa lutar para conseguir se manter com Peter, o seu verdadeiro amor. Falar mais estragaria as surpresas que a narrativa nos apresenta.

Seguindo a linha “garotas que amam demais e sacrificam a sua vida em nome do homem alheio”, A Garota da Capa Vermelha fará as feministas fervorosas se remexerem em seus devidos túmulos, tamanha a falta de credibilidade da mulher diante desta trama, que dá um passo significativo para trás no que tange ao papel da mulher nas mídias contemporâneas. Porém, cabe salientar que é preciso estar atento ao fato de que a história se passa há séculos atrás, e a produção buscou ambientar o enredo dentro dos parâmetros do período narrado. Qualquer acusação de retrocesso e afins é papo de espectador desatento.

Interessante é perceber que crescemos escutando versões suavizadas da fábula de Chapeuzinho vermelho, que servia de alerta às jovens ingênuas para os perigos que a vida oferecia. O filme retoma esta icônica história de medo, que tem elementos universais como a capa, a floresta e o temor de lidar com o inesperado: um lobo que consegue falar com a protagonista. Entre tantas interpretações, duas delas cabem ser ressaltadas neste texto, que é o fato da fábula representar o medo diante do desconhecido e a dúvida diante do fato de que o mal representado pela figura do lobo pode ser alguém muito próximo a você. Neste caso, o que fazer? Esse é o diferencial do filme, que aborda de maneira inovadora a fábula universal da menina que sai pela floresta para levar doces para a sua vovó. Na trama, por sinal, a vovó é apenas chamada por este vocativo, não tendo o seu nome representado na personagem.

A direção de arte é bastante competente e a trama está muito acima do esperado. A Garota da Capa Vermelha traz Leonardo Di Caprio como um dos produtores executivos, numa trama guiada por Catherine Hardwicke, responsável por assinar a direção de Crepúsculo e Aos Treze, e que desta vez, comanda a brincadeira que traz os canônicos Gary Oldman (como o padre Solomon), Virgina Madsen (como a mãe da personagem que intitula o filme), Max Irons (do recente O Retrato de Dorian Gray) entre outros.

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Thor

O Poderoso Thor é um arrogante guerreiro cujas ações intempestivas despertam uma guerra antiga.

– Nos anos 90 Sam Raimi tinha a intenção de rodar Thor, logo após dirigir Darkman – Vingança Sem Rosto (1990). Posteriormente o diretor foi contratado para rodar Homem-Aranha (2002) e suas duas sequências, também baseados nos super-heróis da Marvel;

– Em 2000 havia a ideia de realizar um filme do personagem Thor para a TV americana, com Tyler Mane como protagonista;

– Em dezembro de 2004 David S. Goyer esteve em negociações para assumir a direção e o roteiro de Thor;

– Inicialmente, Matthew Vaughn seria o diretor de Thor e chegou a declarar que planejava o filme como o encontro de Gladiador (2000) com a mitologia nórdica. Em maio de 2008 ele deixou o projeto, no intuito de rodar Kick-Ass – Quebrando Tudo (2010);

– Em setembro de 2008 D.J. Caruso esteve em negociações para assumir o posto de diretor;

– O diretor Kenneth Branagh é um grande fã do personagem Thor desde a infância;

– Inicialmente o alter ego de Thor, o dr. Donald Blake, estaria também presente no filme. Kevin McKidd esteve cotado para interpretar o personagem;

– Para se preparar para o papel, Chris Hemsworth se dedicou por seis meses a uma rotina de idas frequentes à academia. Além disto fez uma dieta baseada em ovos, frango, sanduíche, vegetais, arroz preto, carne e bebidas protéicas;

– Antes de Thor, Hiddleston já havia trabalhado com Kenneth Branagh em Conspiração (2001), na série de TV Wallander (2008) e na peça teatral Ivanov;

– A armadura de Thor é uma mistura da versão clássica do personagem com a utilizada na série Ultimate Marvel;

– Stan Lee, criador do personagem Thor, aparece em uma pequena ponta. Ele interpreta um motorista de uma pick-up que tenta arrancar o Mjolnir, o martelo de Thor, de uma cratera;

– O roteirista Walter Simonson, famoso pelas histórias de Thor, foi convidado para uma participação especial no filme, mas recusou a oferta;

– Ao término de Homem de Ferro 2 (2010), em cena após os créditos finais, há uma cena que mostra o Mjolnir, o martelo de Thor, encravado em uma cratera no Novo México;

– O orçamento estimado de Thor é de US$ 150 milhões.

O Poderoso Thor é um arrogante guerreiro cujas ações intempestivas despertam uma guerra antiga. Como castigo, Thor é enviado à Terra e forçado a viver entre os mortais. Uma vez aqui, ele aprende o que significa ser um verdadeiro herói, depois que o vilão mais poderoso de seu mundo envia as forças negras de Asgard para invadir o planeta.

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Natalie Portman
Direção: Kenneth Branagh
Gênero: Ação

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