Mulheres conquistam seu espaço no mercado segundo IBGE

Já foi a época que fazer carro ou avião era coisa de homem. De maneira mais delicada, mas não menos competente, as mulheres já conquistaram espaço e respeito no meio industrial da região. Hoje, a média de funcionárias mulheres em empresas da Região Metropolitana do Vale do Paraíba é de 15%. Trinta anos atrás esse número não passava de 5%. A prova do avanço do público feminino na indústria é a procura por cursos na área.

Há 20 anos na General Motors de São José, Ana Cláudia Barbosa, 42 anos, foi a segunda mulher na história da empresa na cidade a conquistar um cargo de supervisora. Atualmente, ela é gerente de produção de veículos e comanda uma equipe de 700 pessoas.

O ambiente dominado por homens não a incomoda, já que tem sido assim desde que ingressou na faculdade de engenharia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Guaratinguetá. “É uma troca muito boa. Tento agregar o raciocínio lógico e a praticidade do homem com a sensibilidade e argumentação da mulher.”

Na engenharia de produção, área tradicionalmente masculina, o destaque vai para Cristine Mendonça Bloch, 40 anos. Responsável pela engenharia de manufatura do projeto do KC-390 a maior aeronave que a Embraer terá colocado no ar e o principal produto na área de defesa, ela se sente desafiada.

“Me sinto super motivada e feliz em trabalhar em um programa importante não só para a Embraer, mas para o Brasil”, afirmou. Atualmente, ela comanda uma equipe de 160 pessoas, em que 20 são mulheres. “Nunca me senti estranha no ninho. Como minha equipe, quero ver esse avião voar, fazer parte disso.”

A gerente trabalha na Embraer em São José há 12 anos. Hoje, o número de mulheres engenheiras na Embraer se aproxima dos 10%. Já 23 anos atrás, quando Eliane Rodrigues de Moraes, 43 anos, entrou na Embraer, mulher era peça rara.

Eliane conta que no início o sonho de ter carteira de trabalho assinada pela Embraer era de sua mãe que levou seu currículo. Mas não demorou muito para que ela tivesse sonhos dentro da empresa. Passou de eletricista a supervisora de produção de aviões executivos.

“Eu adoro o que faço. É um orgulho. Consegui o respeito das pessoas e hoje discuto de igual para igual”, afirmou ela. Desafiada a conquistar ainda mais espaço, a supervisora estuda inglês e faz MBA em gestão empresarial.

A montadora de interiores, Ana Cláudia Xavier, 29 anos, é um exemplo de força de vontade. Ela sabia que para poder concorrer a uma vaga na Embraer, onde tanto queria trabalhar, precisaria estudar. Pesquisou, correu atrás, se formou no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e há cinco anos é funcionária da  companhia de aviação.

“É uma satisfação muito grande saber que o produto onde trabalhei está carregando tantas vidas disse ela.
Ana Cláudia pretende voar mais alto. Por isso não paro de estudar”, disse ela. Prestes a completar a maioridade como funcionária da GM, Juliana Matos passou de estagiária a gerente de controle de produção e tem que conciliar trabalho e família. “Antes, nascemos para ser mãe e dona de casa. Hoje, somos mãe, dona de casa e respeitadas no mundo dos negócios. Isso é o um diferencial de uma mulher que sai de casa para trabalhar.”

O número de mulheres na indústria da região vem crescendo a cada ano. Na Embraer, 14% dos funcionários são mulheres. A tendência é que esse número aumente, segundo Daniela Sena, diretora de Recursos Humanos. Isso porque o público feminino tem procurado mais por cursos de especialização de acordo com a necessidade de cada empresa, que absorve essa mão de obra.

“A mulher conquistou respeito pela sua competência e se destaca pelo lado mais humano que aliado ao negócio se posiciona bem estruturada no mercado de trabalho”, disse. Segundo Daniela, a mulher conquistou também o tratamento igualitário. Em São José, a Embraer tem cerca de 15 mil funcionários.

Na GM, 8% dos funcionários é mulher: 950 na produção e 900 na área administrativa. A atual presidente da empresa no Brasil é Grace Lieblein. Na planta da Argentina, com sede em Buenos Aires, a brasileira Isela Costantini comanda a montadora.

O Vale

Publicado em: 21/01/2013

Industrias da cidade exportam mais de R$ 6 milhões

As indústrias de São José dos Campos exportaram, no ano passado, um total de US$ 6,3 bilhões e colocaram o município na posição de quinto maior exportador do país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior. É o melhor desempenho nos últimos quatro anos e 8,9% acima do valor das vendas no mercado internacional em 2011.

De acordo com o levantamento, as exportações registradas no município em dezembro passado somaram US$ 744.444.136 – esse total é 8,8% a mais que o apurado em novembro e o mais expressivo de todo o ano. A balança comercial também foi positiva, com saldo final da ordem de 506 milhões – no ano, o saldo foi de US$ 2,68 bilhões.

Aviões, peças e equipamentos aeronáuticos, automóveis e eletrônicos foram os produtos com maior expressão no total das exportações de São José dos Campos. No ranking dos maiores exportadores, o município foi superado somente por São Paulo e Rio de janeiro e pelas regiões portuárias de Angra dos Reis (RJ) e Parauapebas (PA).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 16/01/2013

Crise economica atinge a Embraer da cidade

A Embraer, de São José dos Campos, entregou 205 jatos em 2012, praticamente o mesmo número do ano anterior (204), segundo balanço divulgado ontem pela fabricante. Na contramão da estabilidade nas entregas, a companhia amargou uma queda de 18,3% em sua carteira de pedidos, o que reflete a dificuldade da empresa em fechar novas vendas. O backlog caiu de US$ 15,4 bilhões em 2011 para US$ 12,5 bilhões no ano passado.

Para o pesquisador de assuntos militares da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), Expedito Bastos, a ‘vilã’ da história é a crise mundial, que afeta os Estados Unidos e a Europa, onde estão os principais clientes da Embraer.

“Acredito que o pessoal de fora não está comprando por causa da crise. Estão todos cortando custos e comprando menos aviões. Isso também deve estar acontecendo com outras companhias”, disse ele. O que ‘salvou’ a empresa de uma queda ainda maior na carteira de pedidos firmes foi a encomenda de 20 E-jets (5 E-175 e 15 E-190) feita por um cliente não divulgado no quarto trimestre de 2012.

No período, a companhia aérea vendeu 23 jatos comerciais, contra 32 em 2011. O valor de pedidos firmes a entregar também inclui contratos da Embraer Defesa e Segurança, como a execução da primeira fase do projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), no valor de R$ 839 milhões, com o Exército Brasileiro.

Dos 205 jatos entregues,106 são comerciais e 99 executivos. A carteira de pedidos firmes terminou 2012 com 185 jatos a entregar e 1.093 pedidos. Em 2011, a Embraer fechou com 249 jatos encomendados e 1.941 opções. De acordo com a empresa, os números estão dentro da meta estipulada para 2012, de 105 unidades comerciais e 90 na aviação executiva.

Dos 99 jatos executivos entregues no ano passado, 22 são grandes, da família Legacy e Lineage. Os outros 77 são jatos leves. Em 2011, foram entregues 16 jatos grandes e 83 leves. “Em uma crise mundial severa, a Embraer conseguiu se manter estável porque procurou diversificar, indo para outros países como a China. O mercado da Embraer não é só o Brasil, e sim o mundo”, afirmou Marcos José Barbieri Ferreira, pesquisador da indústria aeronáutica e defesa e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

De acordo com a empresa, o jato com o maior número de entregas entre todos os fabricados hoje (451) foi o Embraer 190. Sendo que 50 foram para Hainan, na China, e JetBlue, nos Estados Unidos. Hoje, a aviação comercial é responsável por 67% da receita global da Embraer. defesa e segurança tem 18% de participação e aviação executiva segue em terceiro lugar, com 14% da receita.

O Vale

Publicado em: 15/01/2013

Pib faz recusar a RMVale devido a crise da industria

Em uma década, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte recuou de 6,5% para 4,9% sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo, revela estudo divulgado ontem pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). A pesquisa é referente ao período de 2000 a 2010.

O PIB conjunto dos 39 municípios somou em 2010 total de R$ 61,7 bilhões. A queda foi puxada por São José, o maior PIB da região, com R$ 24,1 bilhões. Segundo o estudo, o PIB estadual atingiu R$ 1,247 trilhão em 2010. A participação do município no PIB paulista recuou de 3,2% para 1,9%.

A cidade despencou do 2º para o 8º lugar no ranking do PIB dos municípios paulistas. Na contramão, Taubaté, segundo maior PIB da RMVale (R$ 9,7 bilhões), avançou três posições no ranking e passou de 19º para 16º lugar entre os 20 maiores municípios. O bom desempenho foi puxado pelos valores adicionados dos setores industrial e de serviços.

O PIB representa a soma das riquezas geradas pelos diversos setores e mede a diferença entre o custo de se produzir e o que se obtém como fruto dessa produção. Os números têm impacto no cotidiano e podem refletir na qualidade de vida da população.

Para o gerente da área de Indicadores Econômicos do Seade, Wagner Bessa, a queda da participação da RMVale no PIB paulista é explicada por problemas conjunturais, mas a região permanece com um grande polo econômico de São Paulo.

“Podemos dizer que, no caso de São José, um problema identificado que colaborou para a queda da participação do município no PIB paulista foi o desempenho da indústria de petróleo e gás”, afirmou. Bessa explicou que essa cadeia tem grande peso no PIB e a variação para baixo do preço internacional do petróleo aliada à política do governo federal de “represamento” do preço interno dos derivados influenciou na composição final do PIB do município.

“Mesmo tendo registrado queda, São José é o terceiro colocado no ranking estadual considerando a participação dos municípios no valor adicionado da indústria, atrás apenas da capital e de São Bernardo do Campo”, disse. Já o bom desempenho de Taubaté foi avaliado pelo gerente da Seade como resultado do crescimento dos polos industrial, sobretudo do setor automotivo, e de serviços na cidade. “A cidade registrou avanços nos polos varejista, atacadista e automotivo.”

O economista Edson Trajano, da Unitau (Universidade de Taubaté), ponderou que o polo industrial de São José é afetado pela crise econômica internacional. “As indústrias de São José exportam para países ricos da Europa e para os Estados Unidos, que enfrentam crise. Aliado a esse fator há a questão do setor de óleo e gás que enfrenta problema de preços”, disse.

“Com Taubaté acontece o contrário. As indústrias fornecem para o mercado interno e para o Mercosul, que não estão em crise ”, afirmou Trajano. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, José de Mello Corrêa, afirmou que o resultado do PIB de 2010 mostra que a situação de São José permanece estável. “A expectativa é positiva par os próximos anos”, disse.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

Empregos ficam ameaçados na industria devido a crise

As dificuldades para competir no mercado brasileiro diante da ‘invasão’ de produtos fabricados na China podem levar a multinacional japonesa Panasonic a encerrar uma história de 40 anos em São José. A empresa, que só produz pilhas e baterias na cidade, mas já fez micro-ondas e tubos para televisão, estuda levar a produção para Minas Gerais, atrás da promessa de benefícios fiscais do governo.

A ‘guerra fiscal’ entre São Paulo e Minas Gerais pode ceifar 400 empregos em São José e piorar a situação na região. O Vale do Paraíba acumula perda de 3.250 empregos formais, com carteira assinada, entre janeiro e outubro deste ano, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Em Taubaté, outra crise na indústria preocupa. Os cerca de 700 trabalhadores da MP Plastics, antiga Pelzer, estão com os empregos ameaçados. Para evitar o fechamento da unidade, a Panasonic aguarda uma redução de impostos e outros benefícios por parte do governo estadual.

A empresa entregou uma pauta de reivindicação para a administração estadual, no dia 3 de dezembro, e aguarda a análise da Comissão de Avaliação da Política de Desenvolvimento Econômico. Fazem parte da comissão técnicos das secretarias de Desenvolvimento Econômico, fazenda e Planejamento.

Sem prazo para a análise ser concluída, a situação na empresa é de tensão e preocupação. A direção não descarta a mudança para Minas Gerais, onde a empresa já possui uma unidade em Extrema. José Mariano Filho, gerente de Relações Externas da Panasonic, disse que a empresa precisa aumentar a competitividade para enfrentar a enxurrada de pilhas e baterias produzidas na China e vendidas no país.

Única fábrica a produzir pilhas alcalinas no Brasil, segundo Mariano Filho, a Panasonic espera reduzir impostos estaduais e municipais para manter a unidade em São José. “Já conversamos com o governo estadual e a decisão está com eles. Buscamos apoio para ficar em São José. Temos custos muito altos para competir com produtos de fora, que chegam a preços baixos.”

O problema da multinacional japonesa foi tratado no final de novembro em uma reunião do secretário de Estado em exercício de Desenvolvimento Econômico, Luiz Carlos Quadrelli, e a empresa. O encontro foi intermediado pelo deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB) e contou ainda com o diretor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São José, Toshihiro Yosida.

Segundo Nishimoto, são grandes as chances de o governo estadual propor medidas para evitar o fechamento da Panasonic em São José. O principal pedido da empresa, ainda segundo o deputado, foi de cortes no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).

“Estou muito otimista com a situação e espero que o governo encontre uma solução para o problema.” Na avaliação do diretor da regional de São José do Ciesp, Almir Fernandes, a “guerra fiscal” não é boa para nenhum dos lados e expõe a alta taxa de encargos que mina a competitividade do setor industrial. “Não competimos mais com o vizinho do lado, mas com o mercado global. Essa guerra fiscal é política e não é boa para ninguém”, disse.

José Dantas Sobrinho, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, afirmou que a crise na Panasonic vem desde o final de 2010, quando surgiram os primeiros boatos de fechamento. Ele disse que os trabalhadores serão mobilizados para evitar demissão.

O Vale

Publicado em: 12/12/2012

Embraer tem novos planos para desenvolver projetos

A Embraer Defesa e Segurança planeja entrar em uma nova área: a dos navios de guerra. E novos empregos devem ser gerados em São José e região. Segundo a empresa, os estudos para dar início a esse projeto inédito na história da terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo já começaram.

Conhecida por seus aviões, a empresa pretende expandir o mercado na área de defesa, como já fazem a Boeing e Airbus. O sucesso no novo segmento vai depender, principalmente, do número de pedidos de navios da Marinha do Brasil.

Vale lembrar que em 2008 o governo criou a Estratégia Nacional de Defesa e, em 2011, investiu R$ 74 bilhões na área de defesa. Ao todo, a Marinha anunciou a aquisição de 27 navios-patrulha de 500 toneladas no valor estimado de R$ 65 milhões cada. Até agora, apenas sete dessas embarcações foram encomendadas.

Para o pesquisador de assuntos militares da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), Expedito Bastos, o projeto deve sair do papel e se consolidar em um prazo de cinco anos. “A Embraer é uma das poucas empresas do Brasil que têm condições de gerenciamento na área militar. É importante se diversificar. Acho até que a empresa deveria construir helicópteros. O país precisa”, afirmou ele.

De acordo com o gerente do Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), Agliberto Chagas, a cadeia de fornecedores da região está preparada para receber pedidos. “As empresas terão apenas que se adequar às novas normas e certificações”, disse o gerente.

Ao longo dos anos, as grandes empresas aeronáuticas se transformaram em conglomerados, o futuro da Embraer. Segundo o professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pesquisador de indústria aeronáutica e defesa, Marcos Barbieri, a Embraer vai passar a utilizar o conhecimento que tem em outra área como a de defesa.

“A Embraer tem grande capacidade de integração de sistema. E deve avançar ainda mais atuando na área naval”, disse ele. Para que o projeto seja concluído, a empresa precisa de um estaleiro. De acordo com o pesquisador, há três alternativas: construir, comprar um já existente ou se tornar parceiro de algum estaleiro.

Saindo do papel, o novo projeto deve gerar empregos na região. “É algo muito favorável para São José e região. Deve haver contratações e subcontratações na área de sistema”, afirmou. Novos concorrentes na área da aviação civil estão surgindo como a Rússia, China e índia. Segundos Bastos, o Japão deve entrar no mercado nos próximos anos. “É preciso diversificar para sobreviver no mercado”, disse.

A Embraer Defesa e Segurança foi criada há dois anos e já é responsável por 18% da receita global da empresa e deve atingir faturamento de US$ 1 bilhão até o fim do ano. No período, se associou à Atech (sistemas de comando e controle, comunicações avançadas e controle de tráfego aéreo), Orbisat (radares), Harpia Sistemas (Vant) e a Ogma, com manutenção e fabricação de aeroestruturas. Para atender a nichos específicos, criou a Visiona (satélites) e a Savis (monitoramente e controle).

“A Embraer já começou a diversificar com os contratos da Visiona e Sisfron”, disse o presidente do Cecompi, Agliberto Chagas”. A Visiona será responsável pela produção do satélite geoestacionário que será lançado pelo governo em 2014. E o Sisfron vai monitorar as fronteiras do Brasil.

O Vale

Publicado em: 03/12/2012

Embraer da cidade prevê venda de 650 Jatos para a China

A Embraer, com sede em São José, prevê a entrega de 650 jatos executivos na China nos próximos 10 anos, negócio avaliado em US$ 24 bilhões que representa 9% das entregas mundiais. A previsão do mercado chinês de aviação executiva foi apresentada ontem durante a 9ª Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China (Airshow China 2012) em Zhuhai, na Província de Guangdong.

Em nota, o presidente da Embraer-Aviação Executiva, Ernest Edwards, disse que a China é um crescente mercado global de aviação executiva graças ao seu desenvolvimento econômico, à abertura gradual do espaço aéreo e à melhoria contínua de sua infraestrutura aeroportuária.

“A Embraer está muito atenta ao mercado chinês, o qual deverá gerar grandes oportunidades para todos os fabricantes deste setor. Temos um compromisso com o mercado e com cada um de nossos clientes, por meio de nossa linha completa de jatos executivos de última geração e o contínuo aprimoramento do nosso suporte ao cliente”, afirmou ele.

De acordo com a Embraer, o ‘boom’ do mercado chinês é graças ao crescimento econômico do país. Hoje, o país tem uma frota de 267 aeronaves, 77% das quais são de grande porte, entre as categorias super mid-size e ultra-large. Para comparação, em 2007, a China tinha apenas 78 jatos executivos. A China tornou-se a ‘menina dos ovos de ouro’. “É um mercado brilhante”, dia a nota da empresa.

Uma das estratégias da fabricante para se firmar nesse mercado é a contratação do ator Jackie Chan como ‘garoto-propaganda’. O astro chinês esteve em fevereiro em São José dos Campos para receber seu Legacy 650, estimado em US$ 30 milhões. O primeiro Legacy 600/650 será produzido no início de 2013 na China com previsão de entrega no fim do mesmo ano.

O jato executivo Phenom 300 da Embraer recebeu recentemente a Validação de Certificado de Tipo da Administração de Aviação Civil da China (CAAC). O anúncio foi feito durante a 9ª Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China. Agora, todos os cinco jatos executivos da Embraer em serviço estão certificados pela autoridade de aviação civil da China.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Balanço de empregos é realizado na cidade

As indústrias da Região Metropolitana do Vale do Paraíba perderam neste ano 3.250 empregos formais, com carteira assinada, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem.

A regional de São José dos Campos do Ciesp, que congrega oito cidades, continua tendo a pior situação na região. O último saldo positivo na geração de emprego na regional foi em setembro do ano passado. “Não esperamos uma recuperação até o final do ano”, disse o diretor da regional, Almir Fernandes. “Melhorias só a partir de 2013, e ainda assim se a redução de impostos e de tarifas anunciada pelo governo federal se efetivar.”

Em São José, as indústrias perderam2.500 postos de trabalho em 2012, retração de -4,68%. Em outubro, foram menos 100 vagas. A retração da indústria na regional de Jacareí do Ciesp, formada por três cidades, surpreendeu a direção da entidade. “Não esperávamos um resultado tão ruim”, admitiu o diretor Ricardo Esper. “Até setores que vendem muito no final do ano, como alimentação e bebidas, registraram cortes de pessoal.”
Em outubro, Jacareí perdeu 150 postos de trabalho, número bem acima do acumulado de 50 vagas em 2012.

Com 28 cidades, a regional de Taubaté foi a única que registrou saldo positivo de empregos em outubro, com 200 postos de trabalho. No acumulado do ano, contudo, a região perdeu 700 vagas. “Esperamos minimizar a perda até o final do ano”, disse o gerente José de Arimathéa Campos.

Perda de 100 vagas em outubro e de 2.500 no acumulado de 2012. Com oito cidades, a regional não registra saldo positivo de geração de emprego desde setembro de 2011. Saldo positivo de 200 vagas em outubro, mas perda de 700 postos em 2012. No acumulado dos últimos 12 meses, a regional perdeu 1.850 vagas. Perda de 150 postos de trabalho em outubro, o pior resultado no Vale do Paraíba. No acumulado, as três cidades da regional registram perda de 50 vagas de emprego. No acumulado dos últimos 12 meses, Jacareí perdeu 300 vagas.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Embraer registra lucro liquído alta, saindo do vermelho

A Embraer registrou lucro líquido de R$ 132,5milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 200 mil registrado em igual período no ano passado, anunciou a empresa ontem à noite na divulgação do seu balanço financeiro.

Já a receita líquida da companhia alcançou R$ 2,85 bilhões no terceiro trimestre deste ano ante R$ 2,27 bilhões em igual período verificado no ano passado. Em relação ao segundo trimestre deste ano, a companhia registrou alta de 6% no lucro líquido. O balanço mostra que a receita líquida de julho a setembro teve queda de 15% no comparado com o segundo trimestre deste ano, de R$ 3,384 bilhões.

No acumulado do ano, a companhia soma receita líquida de R$ 8,283 bilhões e lucro líquido de R$ 444,1 milhões, segundo o balanço. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 336,9 milhões entre julho e setembro, ante R$ 311,4 milhões registrados em igual período do ano passado.

A fabricante informa no balanço que o resultado positivo do lucro líquido do terceiro trimestre e do ano foram impactados por uma redução no imposto de renda do primeiro e segundo trimestres, devido a uma alteração na base de cálculo.

“O lucro líquido acumulado foi positivamente impacto por R$ 85,7 milhões devido uma redução no Imposto de Renda de R$ 76,3 milhões no primeiro trimestre e R$ 9,4 milhões no segundo, que resultou na mudança da base de cálculo da companhia”, informa.

A companhia também informa que as despesas comerciais registras no terceiro trimestre foram de R$ 225,2 milhões ante R$ 233,5 milhões no trimestre passado. Também foi registrado decréscimo das despesas administrativas no terceiro trimestre, que totalizaram R$ 119,9 milhões ante R$ 147,6 milhões no segundo trimestre, comunica a fabricante.

No terceiro trimestre, a companhia entregou 27 aeronaves comerciais e 13 jatos executivos, sendo 11 jatos leves e dois jatos grandes. No ano, a empresa já despachou 83 aeronaves comerciais e 46 executivas. No balanço, a Embraer informa que mantém sua expectativa de atingir a receita líquida projetada para este ano.

A carteira de pedidos firmes da empresa somou US$ 12,4 bilhões no final do terceiro trimestre deste ano ante US$ 16 bilhões registrada um ano antes. Pelos dados, a carteira tem registrado baixa em razão do aumento de entregas. A empresa destaca também o crescimento do setor de Defesa e Segurança na receita, que foi de 18% no terceiro trimestre.

A Embraer mostra pela primeira vez um modelo em escala real do Legacy 450 na Convenção da Associação Nacional de Aviação Executiva (NBAA, na sigla em inglês), em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos, de 30 de outubro a 1º de novembro.

Além do modelo, que será apresentado no estande da Embraer, no centro de convenções, cinco jatos executivos da empresa estarão em exposição estática no Orlando Executive Airport. O Legacy 450 teve a fabricação do primeiro protótipo iniciada em agosto passado.

“A NBAA é um evento importante para a Embraer, razão pela qual escolhemos este palco para apresentar pela primeira vez o modelo em tamanho real do Legacy 450, enfatizando suas características revolucionárias”, disse Ernest Edwards, presidente da Embraer Aviação Executiva. Os jatos em exposição estática pela Embraer são o Phenom 100, Phenom 300, Legacy 650 e o Lineage 1000, além de um Legacy 600 semi-novo.

O Vale

Publicado em: 24/10/2012

Cidade tem indice negativo em relação a emprego

São José ‘amargou’ em setembro seu segundo pior desempenho do ano na geração de empregos formais foram fechados 534 postos de trabalho. O saldo só não é pior que o de junho, que teve 855 vagas fechadas. O balanço é referente ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.

Na contramão, Taubaté registrou saldo positivo de 412 empregos, sua segunda melhor marca de 2012.  No acumulado do ano, a cidade tem 2.509 vagas geradas. Apesar de positivo, no entanto, o saldo é 40% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Em São José, o setor que puxou a queda no emprego em setembro foi a indústria de transformação, com 240 postos fechados.  Segundo o secretário de Relações do Trabalho da cidade, Ricardo Dinelli, o resultado é reflexo do PDV (Programa de Demissão Voluntária) da General Motors.

Após alta em agosto, o setor da construção civil perdeu 127 vagas em setembro. Segundo o presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, a tendência é de nova queda. “Muitas obras estão em fase final e poucas obras novas iniciando. Isso porque houve redução substancial de projetos aprovados na cidade na vigência da nova Lei de Zoneamento, que engessa o desenvolvimento do mercado na cidade”, afirmou.

“O que nos preocupa é que os principais setores estão negativos. Mas acredito que a partir deste mês os números sejam melhores”, disse Dinelli. O secretário cita a redução do juros como forma de impulsionar o consumo e a produção, refletindo na contratação de funcionários. No ano, São José tem 777 empregos gerados. No mesmo período de 2011, o saldo era de 1.536 postos. A principal diferença está na indústria. Em 2011, o saldo era positivo (1.369). Neste ano, é negativo, de 449 vagas.

O Vale

Publicado em: 18/10/2012