Trabalhador dos Correios mantém greve na RMVale

Contrariando a tendência dos maiores sindicatos da categoria no país, os trabalhadores dos Correios na Região Metropolitana do Vale do Paraíba rejeitaram ontem a nova proposta feita pela empresa e decidiram continuar em greve. Cerca de cem funcionários dos Correios participaram da assembleia ontem em frente à agência central da empresa, em São José. O grupo rejeitou a proposta de acordo feita pela estatal e decidiu manter a paralisação iniciada na sexta-feira. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, 60% dos trabalhadores permaneciam de braços cruzados, no dia de ontem.

O setor mais prejudicado é o de distribuição de contas e correspondências. As agências de atendimento permaneciam abertas e atendendo as postagem dos clientes dentro das limitações que a greve impõe à prestação dos serviços. As cartas foram postadas normalmente, mas sem previsão de entrega e o mesmo acontece com as contas que são enviadas pelos Correios. Clientes que procuraram ontem a agência central dos Correios em São José demonstraram preocupação com a greve. “Ainda bem que a maioria de minhas contas são em débito automático, assim não preciso me preocupar tanto com os vencimentos das contas”, disse a secretária Marcela Rigotti.

“Mas tem certas contas que não temos a opção desse formato de pagamento, o que nos causa um pouco de trabalho, pois temos que imprimir as contas a pagar, o que não deveria ser nossa responsabilidade”, disse Marcela. Outro exemplo das limitações criadas pela greve é o serviço de Sedex. Quando o cliente envia alguma encomenda o atendente já informa a data em que a mesma será entregue, e por causa da paralisação, os funcionários das agências passam a não informar a data da entrega. “Não costumo usar os serviços dos Correios, mas precisei enviar um documento via Sedex que precisava ser entregue ainda ontem, mas o funcionário me informou que não podia precisar quando seria entregue por causa da greve”, disse frentista João Carvalho.

Os Correios fizeram uma nova proposta aos trabalhadores, com reajuste de 8% nos salários. Segundo a direção do sindicato dos trabalhadores dos Correios, o que dificulta um acordo, no entanto, é a terceirização do plano de saúde dos funcionários. “A empresa não aceita negociar esse ponto conosco, mas nós não aceitamos mexer nesse benefício que nós temos, não abrimos mão”, disse o presidente do sindicato, Marcílio Alves. O Correios informaram que na última sexta-feira, os sindicatos de São Paulo e Rio de Janeiro aceitaram a proposta da empresa de reajuste de 8% nos salários e 6,27% nos benefícios, pagamento de vale-extra no valor de R$ 650,65, a ser creditado em dezembro. Além deles, Bauru e Rondônia também encerraram a paralisação. Com o fim do movimento nesses locais e o mutirão realizado no final de semana, a entrega de cartas e encomendas deve ser regularizada entre hoje e manhã.

A empresa informou ainda que, “ontem, 96,04% do efetivo compareceu normalmente ao trabalho apesar da paralisação dos seis sindicatos (PB, PE, RS, TO, São José do Rio Preto e Vale do Paraíba). A rede de atendimento está aberta em todo Brasil e somente nos locais citados alguns serviços estão comprometidos por causa da greve.

Funcionários dos Correios da região aprovam greve

Os cerca de 1.350 funcionáiros dos Correios que trabalham na região do Vale do Paraíba  e Litoral Norte decidiram paralisar as atividades nesta sexta-feira por tempo indeterminado, aderindo à greve nacional que já parou os serviços em cidades de sete estados brasileiros. Os trabalhadores dos Correios em Taubaté, São José dos Campos e Jacareí aprovaram a greve em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, segundo informou a direção do Sintect (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Vale do Paraíba e Litoral Norte). Já No Litoral Norte, a greve já foi aprovada na noite de quarta-feira.

O sindicato espera adesão de 100% dos funcinários, paralisando todas as atividades  dos Correios na região a partir da 0h desta sexta-feira. Funcionários dos Correios de  cidades de sete estados brasileiros já cruzaram os braços. Até o final da tarde, a greve havia atingindo cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rondônia e Pernambuco. A categoria reivindica reposição da inflação, reajuste do piso salarial de 10%, aumento real de 6%, vale alimentação de R$ 35 e vale cesta de R$ 342,05, auxílio creche de R$ 500 e auxílio para dependentes de cuidados especiais de no mínimo R$ 850.

Os Correios oferecem 5,27% de reajuste sobre salários e benefícios. Em nota, os Correios afirmam que colocarão em prática medidas para garantir a entrega de cartas e encomendas e o atendimento em toda rede de agências. A greve dos funcionários dos Correios pode atrasar a entrega das contas a pagar. A Proteste (Associação de Consumidores) divulgou em seu site informações para orientar os consumidores sobre possível atraso no recebimento de boletos, evitando  a cobrança de juros e multas ou a suspensão na prestação de serviços.

Segundo a entidade, os consumidores precisam ficar atentos com a data de pagamento. Se a data estiver próxima e o boleto não chegar a tempo, a Proteste aconselha o consumidor a entrar em contato com a empresa credora. O consumidor deve negociar um outro meio de efetuar o pagamento (por exemplo, emissão de segunda via internet, depósito em conta ou envio da fatura por fax ou e-mail). Caso a empresa não disponibilize alternativas para pagar, a empresa deve prorrogar o vencimento da conta.

A Proteste ressalta ainda que o não recebimento da conta na data não isenta da cobrança de multa se o pagamento for feito fora do prazo, já que a greve não é culpa da empresa. Por isso, não se deve esperar o vencimento do boleto e, posteriormente, justificar a falta de pagamento com base na greve. Somente se a empresa credora não disponibilizar outra forma de pagamento e o consumidor receber a conta com a cobrança de encargos, os valores poderão ser questionados. O ideal é que o consumidor anote o número do protocolo de atendimeto, com data e horário do contato.

Com relação aos serviços contratados diretamente nos Correios (por exemplo, envio de Sedex),  segundo a Proteste, se houver atraso na entrega, o consumidor tem o direito de pleitear ressarcimento por eventuais prejuízos sofridos. É recomendável verificar o andamento da entrega pelo próprio site dos Correios. Caso seja prejudicado, o consumidor deve reclamar nas entidades de defesa do consumidor. Pode-se também recorrer ao Juizado Especial Cível para pedir indenização, para ressarcimento de prejuízo moral ou financeiro. Quem precisa enviar encomendas ou correspondência com urgência nesse período de paralisação dos Correios deve procurar por serviços alternativos de entregas. Se não for possível a substituição por fax ou e-mail, o consumidor deve procurar outras empresas de entrega, enquanto os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos se mantiverem em greve.

Tribunal Superior decreta o fim da Greve dos Correios

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) definiu ontem reajuste de 6,5% para os trabalhadores dos Correios e determinou o retorno imediato ao trabalho. A categoria está em greve desde o dia 19. A decisão foi tomada em sessão extraordinária de julgamento de dissídio desde a semana passada, duas audiências de conciliação foram realizadas, mas Correios e servidores não chegaram a acordo.

Caso os trabalhadores não retornem hoje, a pena será de multa diária de R$ 20 mil. Os dias parados precisam ser compensados em até seis meses. No Vale do Paraíba, são cerca de 1.200 funcionários. Segundo o sindicato da categoria na região, 60% aderiram à greve. Os Correios apontam 30%.

Segundo o sindicato, será preciso uma semana para colocar em dia todas as entregas. A prioridade será de encomendas Sedex e cartas registradas. Os serviços Sedex que tinham hora marcada de entrega voltam a funcionar.

As negociações da campanha salarial começaram no final de julho. Os trabalhadores pediam reajuste de 43,7% e melhores condições de trabalho contratação imediata de 30 mil trabalhadores e manutenção do plano de saúde. Para o Vale, o pedido era 700 contratações.

Os Correios chegaram a oferecer reajuste de 5,2% proposta rejeitada pela categoria. No último dia 19, os funcionários deflagraram greve no país. Após duas audiências sem acordo, ontem foi julgado o dissídio coletivo que determinou que a greve não era abusiva mas que os grevistas precisavam retornar ao trabalho.

Ainda no julgamento, os ministros determinaram um reajuste salarial de 6,5% e a manutenção do plano médico. O pedido de contratação de funcionários não foi atendido. “Isso foi uma vitória econômica para a categoria. A empresa só queria dar 5,2%, mas a mobilização da categoria fez com que o TST desse mais”, disse Ignácio Santos, diretor de comunicação do sindicato.

Segundo o sindicato, em São José, Taubaté e Jacareí, cerca de 240 mil correspondências e encomendas deixavam de ser entregues diariamente. Em Taubaté e Jacareí, quase 100% da distribuição foi prejudicada. Os mais de 2 milhões de entregas atrasadas devem ser colocadas em dia em uma semana. “Essa parcela, nós conseguimos colocar em dia. Mas, enquanto não houver contratações, nós não conseguimos prestar serviço de qualidade”. Nota dos Correios informa que a estatal espera normalizar a entrega no fim de semana, quando fará mutirão.

O Vale

Agora é a vez dos Correios, Agências entram em greve

Na terça, os bancários cruzaram os braços. Ontem, foi a vez dos carteiros entrarem em greve. Para o consumidor, problemas à vista. Isso porque contas e outros títulos terão que ser pagos normalmente e em dia, independente de o cliente não receber o boleto em casa ou não conseguir efetuar o pagamento no caixa. Além disso, depósitos, saques e outros serviços bancários podem ser prejudicados. Mesmo assim, o consumidor precisa buscar uma alternativa para efetuar seus serviços.

No site da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), há uma tabela com todos os serviços que podem ser feitos por meios eletrônicos (www.febraban.org.br). O diretor do Procon de São José, Sérgio Werneck, disse que a obrigação de pagar é do devedor. Ele aconselha primeiro a procurar alternativas. Caso não consiga pagar, é necessário entrar em contato com as empresas.

“Ao procurar empresas, tente documentar. As empresas precisam criar alternativas”, disse. Werneck disse que, caso os clientes tentem pagar e não consigam, devem procurar o Procon. No Vale, dos 1.200 funcionários, ao menos 60% aderiram à greve, segundo o sindicato da categoria.

Os serviços nas agências funcionaram normalmente ontem. Mas as entregas de encomenda devem ser prejudicadas, já que a maioria dos grevistas é do setor operacional. O balconista Aguinaldo Barbosa dos Santos, 25 anos, espera que a greve não atrapalhe suas encomendas. Ontem ele postou um pacote para a China. “A atendente garantiu que em cinco dias chega minha encomenda”, disse.

A categoria reivindica reajuste de 43,7% , tíquete-alimentação de R$ 35 por dia, fim das terceirizações, melhores condições de trabalho e a contratação de 30 mil trabalhadores. Para a região, o pedido é de 700 novos funcionários.

As negociações começaram há mais de um mês e os Correios ofereceram 5,2% de reajuste equivalente à inflação dos últimos 12 meses. Ontem, a audiência de conciliação entre empresa e categoria no TST (Tribunal Superior do Trabalho) terminou sem acordo e a greve continua. Agora o caso vai a julgamento. O TST determinou que os sindicatos garantam efetivo mínimo de 40%, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A adesão à greve dos bancários aumentou ontem, no segundo dia da paralisação. Na base de São José, 1.033 bancários pararam. Das 90 agências, 43 estão em greve. Em Taubaté, Pinda, Caçapava e Ubatuba, a adesão ficou em 30%. Já na base de Guará, 524 dos 810 bancários pararam, mais de 60%. A categoria quer reajuste de 10,25%. Os bancos oferecem 6%.

O Vale

Agência dos Correios será fechada dentro do Poupatempo

A agência dos Correios do Poupatempo do Shopping Colinas, em São José dos Campos, deixa de funcionar a partir de hoje. O fechamento da unidade surpreendeu e gerou reclamações entre os consumidores. Com a saída da agência, o Poupatempo pretende estudar melhorias nos serviços já existentes no local, como a ampliação do espaço físico dos órgãos mais procurados pela população.

De acordo com a direção do Poupatempo, a não renovação do convênio entre as partes foi definida em comum acordo em reunião realizada em setembro do ano passado. O posto alegou que dos 5.800 atendimentos realizados por dia na unidade, somente 5% correspondem a serviços dos Correios.

Reação. Para a empresária Silvana Stefano do Prado, 50 anos, que mora no Jardim das Indústrias e utilizava os serviços dos Correios no shopping, a medida vai atrapalhar o seu dia a dia. “Vai dificultar, porque a agência mais próxima para nós era aquela. Agora meu deslocamento será maior e para agências com ainda mais demanda”, disse Silvana.

A opinião foi compartilhada pelo publicitário Rodolfo Bazetto, 34 anos, que também mora no bairro Jardim das Indústrias. “Eles vão ter que arrumar outro lugar na região sul, senão para mim vai ficar muito fora de mão. Ali funcionava muito bem.”

Os Correios informaram ontem que já estão procurando um imóvel para instalação de unidade nas proximidades do shopping que atenda às especificações técnicas, estruturais e documentais exigidas pela empresa para o processo de locação.

Entre os serviços mais procurados no Poupatempo do Shopping Colinas estão o licenciamento de veículos, carteira de identidade e Carteira Nacional de Habilitação.

O Vale

Reforço de 100 funcionários para os Correios

Os trabalhadores, divididos entre funções administrativas e de entrega, foram aprovados em concurso público realizado em maio e já passaram pelos testes físicos, parte final do processo de contratação.

Ao todo, são 63 vagas a serem preenchidas diretamente, de acordo com o edital do concurso. O restante dos postos seria para preenchimento de cadastro de reservas da empresa.

Para o presidente do Sindicato dos Funcionários dos Correios do Vale do Paraíba, Marcílio Medeiros, o número de contratações ainda é insuficiente.

“A região tem um déficit de profissionais muito grande. Pelas nossas contas, o ideal seriam 250 trabalhadores a mais”, disse ao jornal O Vale

Atualmente, a estatal possui 1.200 funcionários na região. A categoria encerrou, na última terça-feira, uma greve de 28 dias em meio às negociações da campanha salarial deste ano.

Fonte: O Vale

Correios: greve não afeta entrega de material do Enem

A entrega dos cartões de confirmação de inscrição e do material de apoio para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não está sendo afetada pela greve dos funcionários dos Correios. Nota divulgada hoje pela estatal informa que as operações de entrega seguem normalmente e que a entrega dos cartões de confirmação e de material de apoio, além da distribuição e coleta das provas no dia da aplicação do exame, estão sendo finalizadas.

Segundo os Correios, os cartões estão sendo entregues dentro do prazo estipulado pelos Correios – até 14 de outubro. “A entrega do material de apoio segue também em normalidade, com quase 100% do total já entregue no destino”, afirma a empresa, em nota. O universo da operação abrange cerca de 5,3 milhões de inscritos – alunos que já concluíram o ensino médio – em mais de 10 mil pontos de entrega em 1.603 municípios brasileiros, segundo os Correios.

A operação é coordenada pelo Ministério da Educação, com o apoio de segurança dos ministérios da Defesa e da Justiça, Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícia Rodoviária (Federal e Estaduais) e secretarias de Segurança Pública dos Estados, com a coordenação da segurança feita pela Polícia Federal (PF).

Os Correios iniciaram em setembro a operação para entrega de mais de 160 milhões de livros didáticos em todo o Brasil. O processo vai até fevereiro de 2012. A distribuição, resultado de uma parceria entre os Correios e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), atende 147 mil escolas em mais de 5.500 municípios. Segundo a estatal, 15% de toda a carga prevista já foi postada e estão sendo tratadas e distribuídas, dentro da meta estabelecida pelo FNDE.

Fonte: O Vale