Cidade tem curso de padaria Artesanal para os moradores

O Fundo Social de Solidariedade abriu as inscrições para os cursos de Padaria Artesanal 1 e 2, Receitas Natalinas, confeitaria e panetone. Os interessados devem se inscrever por meio do site da Prefeitura, na página do Fundo Social de Solidariedade ou pelo telefone 3942.7296.

Cursos disponíveis

Núcleo Campo dos Alemães – Rua Elpídio dos Santos, 60

  • Curso: Padaria Artesanal 1 – Duração 4 aulas
    60 vagas, com início no dia 20/11 (períodos manhã, tarde e noite)
  • Curso: Panetone – Duração 1 aula
    400 vagas com início nos dias 19, 21, 22, 26, 28 e 29/11 (períodos manhã, tarde e noite) e dias 24/11 e 01/12 (período da manhã)
  • Curso: Receitas Natalinas – Duração 2 aulas
    150 vagas com início nos dias 03,05 e 06/12 (período manhã, tarde e noite) e 08/12 (período da manhã)

Núcleo Jardim São José 2 – Rua Dr. Frederico Bianchi Filho, 161

  • Curso: Padaria Artesanal 2 – Duração 6 aulas
    15 vagas com início no dia 13/11 (período manhã)
  • Curso: Receitas Natalinas – Duração 2 aulas
    45 vagas com início nos dias 14 e 28/11 e 12/12 (período da manhã)
  • Curso: Confeitaria – Duração: 6 aulas
    15 vagas com início no dia 22/11 (período da manhã)
  • Curso: Panetone – Duração: 1 aula
    60 vagas com início no dia 24/11 e 01,08 e 15/12 (período da manhã)

Núcleo Itinerante Jardim Cerejeiras – Rua 23 de Dezembro, 400

  • Curso: Padaria Artesanal 1 – Duração: 6 aulas
    12 vagas com início nos dias: 22/11 (período da tarde)
  • Curso: Padaria Artesanal 2 – Duração: 6 aulas
    12 vagas com início no dia 13/11 (período da tarde)

Prefeitura Municipal de São José dos Campos

Publicado em: 16/10/2012

Acordo contra demissões da GM é aceito por Metálurgicos

Os trabalhadores da General Motors aprovaram ontem por unanimidade acordo que garantiu por mais dois meses, até 26 de janeiro, o emprego de quase 2.000 funcionários considerados excedentes pela montadora no complexo de São José.

O acordo foi acertado entre empresa e sindicato da categoria na última quinta-feira, mas precisava de aval dos empregados. Inicialmente, o prazo para negociação terminaria em 30 de novembro. Com isso, o sindicato ganha mais tempo para negociar uma alternativa às demissões.

Além disso, o sindicato planeja uma série de mobilizações para chamar a atenção do poder público. Hoje, 150 pessoas, entre funcionários da GM e sindicalistas, vão participar de uma audiência pública no Senado, em Brasília.

Eles saíram ontem de São José em três ônibus e devem retornar ainda hoje. “Vamos cobrar a proibição de demissões em empresas que importam”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’. A montadora, que não comenta o assunto desde agosto, quando fechou acordo para evitar temporariamente a demissão em massa, quer o fim da produção do Classic, único modelo ainda feito no MVA, que já havia perdido Corsa, Meriva e Zafira no meio do ano.

Após o acordo, GM e sindicato iniciaram negociação para tentar uma solução. A empresa apresentou uma pauta com 18 ítens ao sindicato. Caso a categoria aceite, a planta de São José pode ser candidata a receber novos investimentos. Amanhã, ocorre a primeira reunião da nova fase de negociações.

Os metalúrgicos também preparam uma manifestação no Congresso. Eles vão montar dois carros de papelão em tamanho real. Um é o Classic com a bandeira da Argentina. O carro é produzido em São José mas está previsto para ser feito no país vizinho. O sindicato quer manter a produção na cidade.

O outro carro é o Sonic com a bandeira da Coreia do Sul. Ele é produzido no país asiático e os metalúrgicos querem que a produção seja transferida para São José. Na próxima semana, o sindicato participa de uma audiência pública na Assembleia Legislativa.

O sindicato também tenta uma reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e com o futuro prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT). Carlinhos informou ontem que acompanha de perto as negociações e que vai ouvir as duas partes para tentar ajudar na solução do impasse. Também está prevista manifestação no Salão do Automóvel, em São Paulo no fim do mês.

Dos 1.840 funcionários inicialmente considerados excedentes, 232 já saíram pelo PDV (Programa de Demissão Voluntária). Dos afastados, 824 permanecem em layoff.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Ipplan cria selo de sustentabilidade para prédios na cidade

O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) criou em São José dos Campos o ‘Selo de Arquitetura Notável’, prêmio instituído por decreto municipal e que visa destacar projetos arquitetônicos ousados, sustentáveis e que valorizem a estética urbana.

Serão certificados empreendimentos residenciais, comerciais e industriais que seguirem padrões definidos e se destacarem pela arquitetura diferenciada, conforme critérios de originalidade, beleza, acessibilidade, sustentabilidade ambiental e contemporaneidade.

Os projetos serão julgados por uma comissão formada por sete integrantes, que representam o Ipplan, prefeitura (secretarias de Planejamento e Meio Ambiente), Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), AEA (Associação dos Engenheiros e Arquitetos), Fundação Cultural Cassiano Ricardo e Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano. mDesde que o selo foi criado por decreto, em 14 de julho deste ano, um projeto foi pré-aprovado para receber o selo, que só será oficializado após o término da construção da obra.

Trata-se do prédio comercial ‘5ª Avenida’, que está sendo construído no Jardim Esplanada, região central de São José. Em fase de fundação, o empreendimento tem previsão de ficar pronto até o final de 2014.  Para o arquiteto e urbanista Rubengil Gonçalves, responsável pelo projeto, o selo é uma forma de incentivar o mercado de trabalhos diferenciados na cidade, além de conciliar os interesses dos empreendedores com os do poder público.

“Os prédios deixarão de ser os vilões da cidade para se tornarem os ‘mocinhos’, com a beleza, sustentabilidade e a inovação premiados pela prefeitura”, disse ele, que já inscreveu outros dois projetos.  Podem se inscrever edificações de uso residencial multifamiliar, com no mínimo 20 unidades em três ou mais pavimentos, ou de uso comercial e de serviços, com no mínimo 20 salas, ou institucional e industrial, com área construída acima de 1.000 m².

Para concorrer ao selo, os profissionais ou empreendedores deverão inscrever os projetos na Secretaria de Planejamento, no sexto andar do Paço Municipal, na região central. Valem projetos já aprovados na prefeitura, que estejam ou não em fase de obra, ou aqueles que já tenham sido objeto de alvará de construção.

“Além da preocupação com o meio ambiente, que é valorizada com esta iniciativa, a estética urbana nos edifícios também é fundamental”, disse Cynthia Gonçalo, diretora geral do Ipplan. “O selo cria uma identidade e mais um atrativo para São José ao tornar atraente as construções verticalizadas.”

Segundo o presidente da Aconvap, Cleber Córdoba, a análise da comissão avaliará se a obra “está contribuindo de forma harmônica com o desenvolvimento do município” e, de quebra, com a valorização do setor. Também serão averiguadas a compatibilidade com edificações do entorno e se a obra “agrega valor artístico ao local, se atende ao conceito de desenvolvimento ambiental e sustentabilidade e se acompanha as inovações nos processos construtivos”.

Para o presidente da AEA, Carlos Eduardo Vilhena, o ‘Selo de Arquitetura Notável’ irá provocar a valorização dos profissionais envolvidos na criação dos projetos. “Trata-se de um prêmio que ressaltará a ousadia dos projetos, o que é bom para toda a cidade.” Em nota, o arquiteto Cândido Malta Campos Filho destacou a iniciativa. “É elogiável a iniciativa de premiar a boa arquitetura edificada. É assim que se construirá uma cultura própria joseense.”

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Cidade terá monitoração do trânsito de alta qualidade

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos vai investir R$ 1,5 milhão na ampliação do CCO (Centro de Controle Operacional), o que vai permitir uma melhor gestão do trânsito e o monitoramento da frota de ônibus da cidade.

A previsão é que a infraestrutura e instalação de equipamentos esteja finalizada em 90 dias após a assinatura do contrato. A licitação para a modernização da sala de controle foi aberta no último dia 10. As empresas interessadas têm até o dia 23 para retirar o edital. O pregão eletrônico acontece no dia 29, a partir das 9h.

Com a ampliação, o CCO, que hoje identifica pontualmente panes em semáforos, congestionamentos e acidentes de trânsito, passará a receber de forma integrada informações sobre parquímetros, radares, monitoramento de fluxo de veículos e da frota de ônibus.

O CCO funciona 24 horas por dia dentro do Espaço Mário Covas, no centro de São José, em uma sala próxima ao COI (Centro de Operações Integradas).  De acordo com o diretor de Trânsito da Secretaria de Transportes, Paulo Guimarães, 21 telas digitais serão interligadas, de modo que a visualização possa ser feita por módulos ou numa única imagem. “Nosso objetivo é a integração das ações” disse.

Segundo Guimarães, quando um ônibus ou um semáforo apresentarem algum problema, por exemplo, será possível agilizar a contenção de congestionamento e a manutenção do veículo ou equipamento.  “Vamos visualizar na tela onde nossos agentes estão e como está o fluxo de veículos naquele local. Ficará tudo mais rápido para resolver”, afirmou.

O cumprimento de horário dos itinerários dos ônibus também será monitorado em tempo real. Hoje, a frota de São José conta com 401 coletivos e mais de 300 mil veículos. O sistema semafórico da cidade também será modernizado, com a instalação de um software que vai alternar o tempo dos cruzamentos, de acordo com a circulação de veículos e pedestres no local. O edital de licitação deve ser republicado esta semana.

Motoristas de São José gostaram da novidade, mas cobraram mais vagas. “Quem está certo não tem o que temer. Só tem de aproveitar que esse sistema vai monitorar a zona azul para também ampliar as vagas de estacionamento nas ruas”, disse a empresária Ana Látaro, 37 anos.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Governador quer acelerar obras da Tamoios

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta hoje seu primeiro teste político após as eleições municipais com a votação do projeto que autoriza a obtenção de empréstimos para a obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios e para a expansão do metrô em São Paulo.

O governo tucano quer acelerar a obtenção dos empréstimos e evitar a aprovação de emendas do PT, que tenta condicionar a ajuda do governo federal à proibição da privatização ou concessão da rodovia. O valor do empréstimo é de R$ 1,958 bilhão e será contratado junto a instituições federais. A mensagem solicitando autorização para a operação de crédito foi encaminhada pelo governador Alckmin à Assembleia Legislativa em agosto último e tramita em regime de urgência.

O governo não definiu o montante do empréstimo que será aplicado nas obras de duplicação da rodovia dos Tamoios, que já está em execução. A Secretaria de Transportes e Logística informou que a alocação de recursos se dará conforme o ritmo das obras, tanto da Tamoios como do Metrô. A pasta informou ainda que a verba da obra da Tamoios já está garantida no orçamento.

A bancada do PT na Assembleia apresentou um pacote de 15 emendas. Entre elas, a que pretende impedir que o governo do Estado realize a concessão, privatização ou transferência, a qualquer título, do controle acionário do Metrô e da nova Tamoios .

O deputado Gerson Bittencourt (PT), membro da Comissão de Transportes da Casa, disse que não faz sentido o governo contrair empréstimo para duplicar a rodovia e depois conceder à iniciativa privada. “A nossa proposta é para que a Tamoios não seja privatizada enquanto o governo não terminar de pagar o empréstimo”, afirmou o parlamentar.

Com relação às demais emendas, ele frisou que a intenção é dar mais transparência ao contrato da operação de crédito. Para o deputado Marco Aurélio de Souza (PT), de Jacareí, o pedido de empréstimo do governo é “genérico”.

“Não informa quando será efetivado, qual o prazo e condições de pagamento e não detalha a aplicação dos recursos.” As emendas da bancada petista foram rejeitadas pelo relator especial do projeto, deputado Samuel Moreira (PSDB), líder do governo na Casa, mas serão votadas em plenário.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Vereadores da Câmara tem nova posição na Prefeitura

Pela primeira vez, desde que chegou ao parlamento municipal em 1997, o PSDB de São José dos Campos terá a missão de fazer oposição e fiscalizar o governo do PT, a partir de janeiro de 2013. Os quatro vereadores tucanos que conseguiram se reeleger na eleição de domingo passado afirmam que não será uma missão fácil.

Acostumados ao confortável papel de aliados do Executivo, a ter fácil acesso às informações da prefeitura e a benefícios, como indicar obras em seus redutos e nomes para cargos comissionados, os parlamentares tucanos vão enfrentar uma nova situação.

“Vamos ter muito trabalho, porque será uma situação completamente nova para nós”, disse o atual presidente do Legislativa, Juvenil Silvério, que se reelegeu para o segundo mandato com 4.665 votos. Ele avalia que todos os quatro parlamentares vão ter que aprender a fazer oposição. “Será um aprendizado, mas vamos enfrentar o desafio”.

Juvenil não descarta, inclusive, a possibilidade de a bancada tucana ficar isolada, assim como acontece hoje com os vereadores do PT. “Essa é uma possibilidade real. Mas só vamos ter certeza disso quando começar a nova legislatura”, ponderou. Pelo resultado das urnas, o grupo que apoiou o PSDB na disputa pela prefeitura conseguiu maior número de cadeiras, 11 das 21. No entanto, nos bastidores, pouco se acredita que o grupo todo, que inclui o DEM, PPS e PP, formará uma bancada oposicionista ao prefeito eleito Carlinhos Almeida (PT).

Como presidente em exercício do PSDB municipal, Juvenil convocou uma reunião da executiva do partido para amanhã, para iniciar um debate sobre o assunto. “Será uma primeira reunião de avaliação do resultado da eleição e para começar a discutir a atuação da bancada no próximo governo”, disse.

Na opinião do parlamentar, a bancada vai ter que “trabalhar unida”. “Se isso não acontecer, não vai funcionar”. O vereador tucano Fernando Petiti, que foi reeleito com 6.389 votos, disse que o PSDB terá papel fundamental na fiscalização do futuro governo.

“Não podemos abrir mão de fiscalizar e acompanhar os atos do governo. Vamos ter que exercer esse papel”, disse. Já a tucana Dulce Rita, que se reelegeu com 6.397 votos, ponderou que a bancada tem que ser oposição, mas não “uma oposição raivosa”.

“Temos que fazer oposição com justiça e não como o PT faz hoje”, afirmou. A secretária de Defesa do Cidadão, Marina de Fátima de Oliveira, integrante do PSDB, afirmou que o partido tem obrigação de ajudar a bancada e também fiscalizar os atos do futuro governo.

O Vale

Publicado em: 15/10/2012

Novo Prefeito analisa soluções para a cidade

O discurso oficial ainda tenta fugir de datas, custos e meios para consolidar a solução. O motivo? “Precisamos de diagnósticos, estudos”, afirma o prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT). Os problemas da cidade, contudo, são reais. E precisam de planos detalhados e bem elaborados para que sejam resolvidos.

Presentes nas promessas de campanha e também na ponta da língua dos moradores de São José, cinco gargalos da cidade se colocam como desafios imediatos ao novo prefeito eleito. Saúde e Segurança Pública lideram as queixas entre os moradores da cidade. Transporte público aparece logo abaixo, como um dos grandes gargalos de São José.

O risco iminente de demissões na GM e a queda de investimentos que geram empregos na cidade são outros dois assuntos que influenciam diretamente a vida do cidadão. Uma outra discussão vital para definir os rumos de São José é o zoneamento.

Todos os temas foram amplamente debatidos durante a campanha. As promessas foram diversas. Eleito, Carlinhos firmou compromissos em todas as áreas. Na Saúde, prometeu um mutirão para zerar as filas por cirurgias e consultas.

Na área de Transportes, 100% de integração –ou seja, permitir que um usuário se utilize de mais de um ônibus em qualquer sentido, dentro de uma carência de duas horas, pagando somente uma tarifa. Para garantir empregos, promete facilitar a vinda de empresários a São José.

No zoneamento, diz que defende mudanças. “Hoje, você tem comércios e indústrias com dificuldade de se instalar em São José por conta da lei de zoneamento”. Porém, afirma que será a sociedade que decidirá ou não por mudanças. Por fim, defende novas parcerias com comunidades terapêuticas para retirar usuários de drogas das ruas.

Na última semana, O VALE cobrou do prefeito eleito detalhes sobre suas propostas. Carlinhos evita comentar números. Mais concretamente, dois compromissos: em janeiro, no seu primeiro mês de governo, os mutirões para zerar a fila por consultas e cirurgias começam. Integração 100%? “Ao longo do primeiro ano”, afirmou.

SAÚDE
Benedita Quintino dos Santos Fernandes, 66 anos, desde 2009 esperando por uma operação para corrigir um erro médico na retirada de dois nódulos. Maria do Rosário Faria Sales Leite, 50 anos, também há quase quatro anos esperando por um procedimento cirúrgico para diagnosticar por que sofre fortes dores abdominais. Um quadro preocupante, segundo os moradores de São José. Para eles, a Saúde é o principal problema da cidade, conforme pesquisa O VALE/Mind realizada no final de agosto –40% dos entrevistas responderam que a Saúde é o primeiro gargalo a ser enfrentado pelo novo prefeito. Atualmente, segundo números da prefeitura, são pelo menos 2.000 pessoas na fila por uma cirurgia na cidade.

TRANSPORTES
Com 630 mil habitantes, São José tem aproximadamente 350 mil veículos em circulação, entre carros, motos e caminhões. Os números retratam a opção do joseense pelo transporte individual no veículo automotor: dos mais de 1,2 milhão de deslocamento diários feitos na cidade, 49% são realizados por carros. Nesse universo, o transporte coletivo é a opção em 25% dos deslocamentos, enquanto 22% são feitos a pé. Por quê? Um dos motivos, conforme debatido na campanha, é a falsa integração do transporte coletivo. Na existente, o usuário pode se utilizar de mais de um ônibus, dentro de uma carência de duas horas, pagando só uma passagem apenas em sentido único. Em São Paulo, o roteiro é livre.

EMPREGOS
O começo do ano que vem promete um cenário preocupante. Quase 2.000 trabalhadores da GM, em São José, podem ser demitidos em janeiro quando finda acordo entre a montadora e o sindicato para garantia dos empregos considerados como excedentes na planta. Para alguns, o caso GM é só a ponta de um iceberg. Durante a corrida ao Paço, não faltaram afirmações por parte dos candidatos de que São José é, atualmente, uma cidade engessada para o crescimento. Verdade ou não, também não faltam empresários reclamando das burocracias oficiais para a abertura ou ampliação de empresas. Nos últimos anos, ainda, a cidade deixou de gerar empregos ao ver indústrias optando por outras cidades.

ZONEAMENTO
Construtores veem uma cidade engessada por causa da Lei de Zoneamento de 2010 que restringiu a construção de empreendimentos em áreas já adensadas de São José. Especialistas, contudo, defendem que o município adote medidas severas para parar o crescimento, pensando na qualidade de vida. Empresários do setor afirmam que o setor está retraindo, deixando de gerar empregos. Moradores de áreas com muitos prédios temem a ampliação zonas com pouca iluminação e ventilação, aumentando riscos de problemas sanitários. O assunto é controverso. Cresce ou não? As críticas se estendem ainda aos critérios da lei que estabelecem contrapartidas viárias aos empresários, que seriam subjetivas.

SEGURANÇA PÚBLICA
Fantasmas, aparecem e somem num piscar de olhas. Magros e maltrapilhos, podem ser vistos em qualquer horário do dia, principalmente na região central. À noite, multiplicam-se, ao se espalhar ao longo da orla do Banhado. Admitem sem pudor: “É o crack”, aos mostrarem as pontas dos dedos carcomidas e dispararem frases rápidas e desconexas. A polícia afirma: 70% dos homicídios são causados por causa das drogas. Só em São José, foram 48 de janeiro a agosto. A violência, inclusive, é o segundo problema mais preocupante da cidade, segundo os moradores afirmaram em pesquisa O VALE/Mind, atrás apenas da Saúde. Para especialistas, combater as drogas e tratar os dependentes é de suma importância.

O Vale

Publicado em: 15/10/2012

Inscrições abertas até hoje para o Acessa Escola na cidade

Estudantes de 1º ou 2º ano do Ensino Médio da rede estadual têm até segunda-feira (15) para se inscrever no programa de estágio Acessa Escola. O prazo foi prorrogado e a oportunidade está aberta para alunos de 240 escolas estaduais da região.

O Acessa Escola prevê um contrato de estágio de seis a 12 meses, que poderá ser prorrogado apenas uma vez pelo mesmo período, nas salas de informática do programa, mantido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Todos os estagiários são supervisionados por assistentes técnico-pedagógicos das diretorias de ensino. Eles são responsáveis pelo atendimento aos usuários (alunos, professores e funcionários) nas salas de informática do programa, que permanecem abertas o dia todo nas escolas estaduais. A carga horária de estágio é de quatro horas diárias, pela manhã, tarde ou noite. Além de capacitação na área de informática, também são oferecidos aos monitores bolsa-auxílio no valor de R$ 340 mensais e vale-transporte.

Inscrições e requisitos
As inscrições são feitas pelo site da Fundap. A taxa de inscrição custa R$ 12 e só pode ser paga por meio de boleto bancário, disponível para impressão no site, junto ao protocolo de inscrição, que só será confirmada após a quitação do boleto. Candidatos que comprovem insuficiência de recurso para o pagamento serão isentos da taxa. O interessado em atuar nas salas de informática do programa precisa ser aluno da 1ª ou 2ª série do Ensino Médio da rede estadual, possuir CPF próprio e ter 16 anos completos no momento da assinatura do termo de compromisso. Podem se inscrever apenas estudantes das instituições relacionadas.

Vagas e processo seletivo
O processo seletivo vai suprir a demanda de estágio existente ou formar um banco de reserva nas escolas participantes do programa. Por isso, não há número definido de vagas.

Na região são 240 escolas participantes: 45 em Bragança Paulista e Jacareí, 32 em Caraguatatuba, 27 em Pindamonhangaba, 6 em Guaratinguetá, 46 em São José dos Campos e 39 em Taubaté. Os candidatos farão uma prova classificatória, que vai avaliar conhecimentos em língua portuguesa, matemática, informática e conhecimentos gerais. A avaliação deve ser realizada no dia 21 de outubro.

G1 (Vnews)

Publicado em: 15/10/2012

Cidade tem comércio investindo em produtos diabéticos

São José dos Campos tem, atualmente, 44 mil moradores com o diagnóstico de diabetes, de acordo com a Secretaria da Saúde. A demanda tem aquecido o mercado de produtos especializados para as pessoas que precisam controlar a ingestão de produtos com açúcar.

Os médicos afirmam que alguns tipos de diabetes estão diretamente ligados ao sedentarismo e a obesidade, reflexos do ritmo cada vez mais acelerado em que a sociedade vive. Para quem não costuma fazer exames de rotina, ficar atento a alguns sintomas pode ajudar no diagnóstico e no tratamento, como explica a médica Alcione Fernandes. “Paciente que começa a sentir muita sede, urinar muito, a ter muita fome, fraqueza e perder peso, essa é a síndrome clássica do diabetes”, elencou.

Farmácias e supermercados vendem produtos sem açúcar como chocolate, leite condensado, doce em compota, mas na cidade já tem uma loja especializada em produtos para diabéticos, que além de medicamentos e alimentação, é possível adquirir acessórios como escovas de dente especiais, que evitam sangramento, e meias que não prejudicam a circulação do sangue.

“São produtos diferenciados que servem para ajudar a vida do diabético, para evitar que eles tenham problema. Além de a gente ter mais produtos no mesmo local, a gente consegue dar uma orientação ao diabético quanto ao tratamento”, disse Ana Isabel dos Santos, dona da loja.

Tratamento
A cada três meses a dona de casa, Magali Moreira, vai ao posto de saúde. Ela verifica o peso, a circunferência abdominal, a pressão e a quantidade de glicose no sangue. Exames que servem para acompanhar a evolução do quadro de diabetes, diagnosticado há dois anos. “Para ver se não precisa trocar de remédio, se eles estão reagindo bem ao meu corpo”, explicou.

O diabético precisa se cuidar, evitando doces e frituras, praticando exercícios físicos e fazendo exames periódicos para verificar as taxas de glicose no sangue. A dona de casa Maria Aparecida Silva tem a doença há 30 anos e convive com o diabetes sem perder a alegria. Ela reforça os cuidados a serem tomados para lidar com o problema. “Faça caminhada, mude a sua alimentação, tenha uma vida saudável e fique de boa. Viva 30 anos bons, como eu”, contou.

Endereço
A loja fica na Rua Prudente Meireles de Morais, 281, no bairro Vila Adyana.

G1 (Vnews)

Publicado em: 15/10/2012

Demissões na GM pode causar danos no mercado

Qual o impacto econômico que será gerado na região caso 1.606 trabalhadores da General Motors sejam demitidos? A resposta divide opiniões. De um lado, empresários e comerciantes. De outro, os metalúrgicos. O Sindicato dos Metalúr- gicos de São José afirma que caso ocorram as demissões na GM, outros 12 mil postos de trabalho serão fechados indiretamente.

O cálculo foi feito baseado no Modelo de Geração de Empregos do BNDES. Segundo o estudo, para cada emprego perdido no setor automotivo, sete deixam de existir indiretamente. “Será um grande desastre para a região caso as demissões ocorram. As indústrias não tem como absorver toda essa mão de obra. Muita gente vai perder o emprego junto”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’.

O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos, Felipe Cury, disse que o impacto econômico não será perceptível. “O que está para acontecer, não vai refletir no comércio. A cidade tem capacidade para absorver todos e o próximo ano é muito próspero”, afirmou.

O diretor regional da Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, compartilha da opinião. “O impacto na economia é muito pouco. Não acredito que possa alterar algo”, afirmou Fernandes.

Os empresários citaram a remuneração extra como fator para manter a economia aquecida citados os abonos, PDV (Programa de Demissão Voluntária) e PLR (participação nos lucros e resultados). O economista Luiz Carlos Laureano da Rosa disse que o impacto econômico não será tão expressivo como foi no começo da década passada.

Ele lembra que quando a Embraer demitiu em massa na década de 1990, muitas indústrias e comércios fecharam. Mas que em 2009, quando a fabricante de aviões demitiu cerca de 4.000 de funcionários a cidade respondeu de maneira positiva.

“A demissão não tem nada de positivo. Impacto tem, mas caso ocorra na GM, não será perceptível. O comércio e prestadores de serviços não vão precisar fechar as portas”, afirmou Laureano. Outro economista, Roberto Koga, alerta para os rumores das demissões. “A expectativa de uma demissão em massa gera uma retração antecipada na cadeia produtiva. Os trabalhadores freiam o consumo.”

O impasse começou em julho quando a montadora deixou de produzir três veículos e, com isso, definiu que precisaria demitir 1.840 trabalhadores. Desse total, 234 já foram demitidos por meio do PDV. Resta achar um destino para os 1.606 restantes. Na última quinta-feira, sindicato e GM fecharam um acordo que estende o prazo para a demissão dos ‘excedentes’ e da desativação da linha de produção MVA. O prazo passou de 30 de novembro para 26 de janeiro.

O Vale

Publicado em: 15/10/2012