Sindicato pede ajuda Federal para solução de Demissões

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José aposta hoje na presença de representantes do governo federal para tentar reverter o fracasso da última reunião com a direção da General Motors para definir o futuro de 1.500 funcionários considerados excedentes. Eles podem ser demitidos no dia 26 de janeiro, data prevista para acabar o prazo do layoff 779 operários estão com o contrato suspenso desde 27 de agosto de 2012.

O encontro de hoje, o segundo de três previstos, mudou de lugar e de intermediadores. Da GM passou para a sede do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Além disso, deve contar com a presença de representantes dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além de Luiz Moan, diretor de assuntos institucionais da General Motors.

“Nós esperamos que esses representantes fiquem ao nosso lado e nos ajudem a impedir as demissões”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato. A última reunião, na quarta-feira, durou 10 horas e terminou sem acordo.

O sindicato alega que a montadora só aceita negociar qualquer proposta da entidade se o grupo for dispensado. “O governo detém instrumentos econômicos e políticos para intervir nas demissões. Um exemplo é cortar benefícios fiscais”, afirmou ele.

Hoje, o grupo fará assembleia com funcionários do primeiro turno da fábrica, às 5h30. Assim, a entrada deve sofrer atraso. No domingo, um ônibus deve sair de São José rumo a Brasília. Lá, os sindicalistas prometem acampar em frente ao Palácio do Planalto na esperança de serem recebidos pela presidente Dilma Rousseff (PT). A ida até o Distrito Federal será avaliada entre hoje e amanhã.

“Estamos batalhando essa audiência há meses. É um absurdo que a presidente não nos receba. Lula sempre nos recebeu”, disse Macapá. Além disso, o ‘janeiro vermelho’, nome dado pelos sindicalistas à mobilização pelos empregos, deve ser marcado por protestos. A entidade não descarta uma possível greve. Segundo Macapá, haverá paralisação caso não ocorra um acordo entre sindicato e GM.

“Nós queremos o entendimento, estamos com toda disposição para negociar. Mas vamos usar nossa grande ‘arma’ quando esgotarem os processos de negociação.” A última reunião está agendada para o dia 23 de janeiro. Procurado ontem, o prefeito Carlinhos Almeida (PT), por meio de sua assessoria de imprensa, informou que vai falar somente quando esgotarem todas as possibilidades de acordo entre as partes.

Na semana passada, o prefeito de São José se colocou à disposição para intermediar o diálogo entre GM e sindicato. Na última terça-feira, se reuniu com a direção da montadora e pediu à empresa que reveja a situação e evite a demissão dos trabalhadores.

As propostas feitas pelo sindicato são a continuidade da fabricação do Classic em São José, a fabricação local de modelos que hoje são importados como o Sonic, a retomada da produção de caminhões, investimentos e acordo trabalhista que garanta a estabilidade no emprego.

O Vale

Publicado em: 18/01/2013

Bairros nobres da cidade terão Zona Azul para estacionar

A Prefeitura de São José dos Campos estuda criar mais 500 vagas de Zona Azul em dois bairros Vila Adyanna, no centro, e Jardim Aquarius, na zona oeste. A administração petista diz que o pedido partiu da população local. Não há prazo para a implementação.

O VALE ouviu ontem motoristas, moradores e comerciantes dos dois bairros e as opiniões são divididas. Há quem aprove a cobrança pelo estacionamento como forma de eliminar os ‘flanelinhas’, enquanto outros temem que as vagas rotativas se espalhem pela cidade. Hoje, São José conta com 2.176 vagas de Zona Azul na região central e nas avenidas Heitor Villa Lobos (Vila Ema), Andrômeda (Jardim Satélite) e Pedro Alvares Cabral (Jardim Paulista). O preço por hora é de R$ 1,20.

O estudo para a expansão da Zona Azul é revelado menos de duas semanas após a abertura do novo Fórum no Jardim Aquarius, que complicou o trânsito na região devido ao aumento do número de veículos. Os motoristas brigam por vagas, já que no entorno do Fórum é proibido estacionar. Além disso, a região já possui outros prédios públicos, como da Justiça do Trabalho e Fórum Federal, e não há estacionamentos particulares.

“O Aquarius está prematuramente estrangulado, é um problema sério de vagas. Algumas medida têm que ser tomadas, de estacionamento privado ou disciplina nas ruas através de Zona Azul”, disse o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury.

O presidente da ACI afirma que a Zona Azul trará benefícios aos comerciantes da Vila Adyanna. “É um dos bairros mais nobres de São José, que desenvolve um comércio muito ativo e precisa ter disciplina no sistema de estacionamento”, disse.

Para o empresário José Donizete, 48 anos, dono de um estabelecimento próximo ao Parque Santos Dumont, o sistema de cobrança ajudará a afastar os ‘flanelinhas’. “A gente paga a taxa, mas elimina os ‘flanelinhas’, que ameaçam as pessoas que não dão dinheiro a eles”, disse.

Já a professora Márcia Porto da Cunha, 56 anos, não se diz favorável à ampliação da Zona Azul. “Aqui (Vila Adyanna) não é necessário, não é centro, vão querer colocar na cidade toda?”, disse.  Em nota, a Secretaria de Transportes informou que será feito um estudo para definir em quais regiões dos dois bairros a Zona Azul poderia ser implantada.

Ainda segundo a pasta, o pedido foi feito pelos próprios moradores, por meio do telefone 156, em especial por comerciantes. “A prefeitura está analisando a solicitação antes de repassar o pedido à empresa. Há possibilidade de que sejam criadas cerca de 500 vagas”, diz o comunicado.

O Vale

Publicado em: 18/01/2013

Cidade tem queda em casos de Haseníase

A Prefeitura de São José dos Campos registrou queda de mais de 50% nos casos de hanseníase no município. Até novembro de 2012 foram 20 casos e em 2011, 42. Durante o mês de janeiro, as ações de orientação sobre a doença são intensificadas por causa do Dia Mundial do Hanseniano, em 30 de janeiro.

Para marcar a data, pacientes, familiares e responsáveis se reúnem nesta sexta-feira (18), das 13h às 17h, na Casa Olivo Gomes, no Parque da Cidade (Rua Olivo Gomes, 100), em Santana. Além de informações, o grupo trocará experiências sobre a hanseníase e receberá orientações sobre a importância do tratamento e esclarecimentos sobre a prevenção para diminuir a transmissão da doença.

A hanseníase atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. A transmissão é feita pelo contato prolongado com portadores da doença. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas varia de dois até mais de dez anos.

A doença causa deformidades físicas, que podem ser evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato. A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito.

A doença apresenta alguns sinais como:

  • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade;
  • Área de pele seca e com falta de suor;
  • Área da pele com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas;
  • Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade ao calor, dor e tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;
  • Sensação de formigamento;
  • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 17/01/2013

Acordo do Sindicato com a GM fracassa na cidade

Após 10 horas de negociação, terminou sem acordo a primeira reunião da série de três entre General Motors e Sindicato dos Metalúrgicos de São José realizada ontem na sede da montadora, na região leste da cidade, para definir o futuro de 1.500 funcionários considerados excedentes e que podem ser demitidos em nove dias.

Segundo o sindicato, a empresa teria dito na reunião que só aceita negociar qualquer proposta da entidade se o grupo for dispensado. “A empresa mantém a posição dela em demitir os trabalhadores e discute somente isso”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato.

O dia 26 de janeiro é o prazo final de negociação, segundo acordo fechado no ano passado que deu uma trégua temporária nas dispensas e colocou 779 operários em layoff (contrato de trabalho suspenso). Ainda de acordo com o sindicato, para a segunda reunião do ano, agendada para amanhã, às 9h, ficou acertada a presença de representantes dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e de Luiz Moan, diretor de assuntos institucionais da General Motors.

“Esperamos que com a presença desses ministérios possamos entrar em acordo. Esperamos também que a postura do governo seja em favor da manutenção dos empregos”, afirmou Macapá. Hoje, haverá assembleia na sede do sindicato em São José, às 9h, quando serão definidos os próximos passos da mobilização da categoria. Protestos e greves não estão descartados. “Continuamos nosso processo de luta e contamos com o apoio da população”, disse.

As propostas feitas pelo sindicato, desde a primeira reunião realizada em agosto de 2012, são a continuidade da fabricação do Classic em São José segundo o sindicato, empresa teria interesse em levar a produção para Rosário, na Argentina, mas GM nega, a fabricação local de modelos que hoje são importados como o Sonic, a retomada da produção de caminhões, novos investimentos e acordo trabalhista que garanta a estabilidade no emprego.

“Com novos investimentos, que são importantíssimos para a economia da cidade, esses trabalhadores devem ser contratados novamente. O sindicato deve aceitar as demissões porque a recompensa virá”, disse Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José.

Para Jair Capatti Júnior, delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia), é preciso ter bom senso porque a ruptura de um ciclo de negócios pode não ser vantagem para a cidade. “Todo e qualquer tipo de investimento é importante porque gera arrecadação de impostos e benefícios. Nesse caso, a gente torce para o bom senso”, disse.

Na última terça, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) se reuniu com a direção da GM. Em nota, Carlinhos informou que fez um apelo à empresa para que reveja a situação e evite a demissão dos trabalhadores. O prefeito se colocou à disposição para intermediar o diálogo entre GM e sindicato.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Cidade tem solicitação para aumento de médicos

O Comus (Conselho Municipal de Saúde), de São José dos Campos, encaminhou um pacote de reivindicações ao secretário de Saúde, Álvaro Machuca. O documento foi entregue na semana passada, durante reunião do conselho com o secretário.

São 11 propostas, que foram aprovadas na 11ª Conferência Municipal de Saúde e compiladas em outubro do ano passado pelo Colegiado Pleno do Comus. Entre as principais recomendações estão a atenção especial ao setor de Recursos Humanos da pasta, provendo o sistema de número adequado de profissionais para atender a demanda existente e eliminar o desvio de funções; concretizar propostas de mudanças para a melhoria do plano de carreira dos profissionais da saúde e adoção de medidas emergenciais para o atendimento das demandas reprimidas existentes na áreas de atenção básica, especialidades e cirurgias.

O Comus recomendou ainda a implantação de programas de saúde dos governos federal e estadual, como PSF (Programa de Saúde da Família), Brasil Sorridente e SAMU, entre outros, além de ampliação do desenvolvimento de políticas de saúde preventiva, principalmente em relação às doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial.

Também foi pedido ao secretário que garanta a efetiva participação do Comus no sistema de gestão da Saúde, visando manter a transparência nos investimentos e na execução do orçamento da secretaria. A presidente do Comus, Meire Ghilarducci, disse que o documento foi elaborado para ser entregue ao novo prefeito na primeira reunião anual do conselho.

“O encontro com o secretário Machuca ocorreu na quarta-feira da semana passada e foi bastante positivo.” Segundo ela, o colegiado do Comus tem expectativa positiva para o trabalho de Machuca. “Ele trabalhou na secretaria e conhece bem a área”.

No encontro, Machuca relatou aos membros do Comus as tratativas para a realização do primeiro mutirão, promessa de campanha do prefeito Carlinhos Almeida (PT). “O secretário relatou que está mantendo contato com os parceiros da rede para a realização do mutirão. O Comus vai acompanhar e apoiar a iniciativa para depois tratar de outros temas relacionados a projetos para a melhoria do setor”, disse Meire. Segundo ela, Machuca se comprometeu, sempre que possível, a participar das reuniões do colegiado.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Arena de Esportes pode ficar mais cara para ser entregue

Com menos de 50% do cronograma executado até dezembro do ano passado, a obra da Arena Esportiva, empreendimento de maior valor da Prefeitura de São José dos Campos, deve ficar mais cara do que o previsto e dificilmente será entregue em abril deste ano, prazo estabelecido no contrato.

Projetada e iniciada no governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) a um custo inicial de R$ 33,3 milhões, a Arena Esportiva, em construção no Jardim das Indústrias, na região oeste, transformou-se em um ‘pesadelo’ para a antiga administração tucana e em um ‘abacaxi’ para o prefeito Carlinhos Almeida (PT).

Dados da Secretaria de Obras revelam que até dezembro do ano passado foram realizados 38,29% dos 41,98 % previstos no cronograma, o que representa um valor de R$ 12.785.125,87 pagos à empresa Recoma, responsável pelo empreendimento. Segundo a pasta, no momento falta construir 62% da obra.

Em nota, a Secretaria de Obras informou que a empresa elabora uma nova proposta de cronograma e ajustes financeiros que deverá ser analisada pelo corpo técnico da pasta para a definição dos prazos finais da entrega do equipamento esportivo.

Para o vereador Walter Hayashi (PSB), relator da Comissão de Planejamento Urbano, Habitação e Obras da Câmara, a Arena Esportiva é um equipamento importante para a cidade e precisa ser terminada, mas não a qualquer custo.

“É preciso analisar com muito critério pedidos de reajustes”, afirmou o parlamentar, que integra o bloco governista. A Arena Esportiva, que seria uma das ‘vitrines’ do governo tucano, foi iniciada em novembro de 2011 e deveria ter ficado pronta no ano passado. No entanto, a prefeitura enfrentou uma série de dificuldades com o empreendimento.

Primeiro, uma batalha judicial, ainda em tramitação, para a contratação da empresa. No processo licitatório, a primeira colocada foi a Sergio Porto Engenharia, que acabou sendo desclassificada pela prefeitura e recorreu à Justiça.

Outro entrave ao cronograma original foi a elaboração e revisão dos projetos executivos complementares, assim como a adequação às reais demandas e necessidades da área de intervenção, segundo a Secretaria de Obras. A pasta informou ainda que também contribuíram para o atraso da obra a falta de contingente efetivo (funcionários) no canteiro de obras e pelo baixo empenho da empresa em cumprir as metas estabelecidas no contrato original, refletindo diretamente sobre o ritmo dos serviços previstos no contrato.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

No ranking de exportação, Embraer sobe de nível

A Embraer, de São José dos Campos, subiu uma posição no ranking das empresas brasileiras que mais exportaram no ano passado. A fabricante passou da quinta para a quarta colocação. De janeiro a dezembro do ano passado, a Embraer exportou US$ 4,95 bilhões contra US$ 4,2 bilhões de 2011, uma alta de 17%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A companhia ficou atrás apenas da Vale, Petrobras e Bunge Alimentos. Porém, entre as quatro primeiras, foi a única que apresentou crescimento. Considerando apenas empresas do Estado, a Embraer manteve a liderança em 2012, com mais que o dobro do volume exportado sobre a segunda colocada, a Petrobras.

A notícia da alta contrasta com o balanço divulgado pela Embraer nesta semana. Em 2012, a empresa entregou 205 jatos, praticamente o mesmo número do ano anterior (204). Segundo o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, pelo fato de a Embraer ter produtos de alto valor, “um ou dois aviões vendidos fazem uma grande diferença”. “Pode ser também que a Embraer vendeu um avião mais caro. Pode ter vendido o mesmo número de aviões, mas não do mesmo tipo”, afirmou.

Outras indústrias da região que estiveram bem posicionadas no ranking são as montadoras Volkswagen, General Motors e Ford. O ministério chegou a divulgar anteontem o ranking com os municípios que mais exportaram. Porém, após constatar erros, as informações foram retiradas do site. São José aparecia como a quinta cidade que mais exportou, com 6,3 bilhões. 8,9% a mais que em 2011. O município estava atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Angra dos Reis (RJ) e Parauapebas (PA). Os dados serão revistos.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Consumidores se irritam com aumento de estacionamento

O aumento no preço do estacionamento do CenterVale Shopping, em São José dos Campos, tem gerado reclamações de lojistas e clientes do centro de compras. O valor pelo uso de quatro horas saltou de R$ 3 para R$ 4 os primeiros 20 minutos são gratuitos. A mudança foi implementada no começo do mês.

Para os mensalistas lojistas que pagam por mês para guardar seus veículos, o preço dobrou: de R$ 100 para R$ 200. Além disso, cada loja agora tem uma vaga disponível antes, o número era ilimitado. A assessoria do shopping informou que a taxa dos mensalistas não sofria reajuste há pelo menos três anos. Já os lojistas reclamam que não foram avisados do aumento com antecedência.

O estacionamento do CenterVale possui 2.200 vagas. Em 2012, o empreendimento investiu R$ 500 mil na instalação de um aplicativo que usa cores para mostrar ao consumidor onde há lugar disponível para estacionar. Em cada pavimento do edifício garagem, um sensor com luz LED está instalado no teto, sobre a vaga. A cor da luz indica se a vaga está ocupada (vermelho), livre (verde) e se é preferencial: azul para deficiente e amarelo para idoso.

“Eu acho o estacionamento muito bom. Pena que o preço tenha subido tanto”, disse a empresária Ana Lúcia Lopes. Na região, o CenterVale só perde em número de vagas de estacionamento para o Vale Sul Shopping. Já no quesito preço o CenterVale agora lidera R$ 4 contra R$ 3 do Vale Sul (para quatro horas). No Colinas há gratuidade por duas horas de uso.

Porém, enquanto os lojistas do Vale Sul têm acesso ilimitado ao estacionamento e pagam R$ 50 por mês, no CenterVale agora é uma vaga por loja ao preço de R$ 200. “O aumento de R$ 100 foi muita coisa. É um absurdo. E nem houve comunicado antecipado”, disse a gerente de loja Vanessa Freitas, 21 anos.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Pacote de habitação não incluí ex-pinheirinho da cidade

Um ano após a expulsão de cerca de 1.700 famílias do Pinheirinho, na zona sul de São José, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assina hoje o contrato para o primeiro empreendimento habitacional em parceria com o governo federal voltado a famílias com renda de até três salários mínimos, mas sem a garantia de moradias aos sem-teto.

O projeto prevê a construção de 528 apartamentos no bairro Parque dos Ipês, na região sul da cidade. Todas as unidades serão construídas pela iniciativa privada e financiadas pela Caixa Econômica Federal, com subsídios de até R$ 80 mil sendo R$ 20 mil do governo do Estado.

A assinatura do contrato acontecerá durante solenidade no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com a presença do prefeito Carlinhos Almeida (PT). Na mesma ocasião, Alckmin assinará autorizações para a construção de outras 876 moradias em São José: 576 no Cajuru (zona leste) e 300 no Alto da Ponte (zona norte). Juntos, os três empreendimentos custarão R$ 128,3 milhões.

Na época da reintegração de posse do Pinheirinho, em janeiro do ano passado, a repercussão negativa da operação levou o Estado a construir com a prefeitura uma proposta para os ex-moradores da área. Dois dias após a expulsão das famílias do terreno, reintegrado à massa falida da empresa Selecta, Alckmin anunciou a construção de 5.000 moradias em São José em parceria com o governo federal até 2014. E garantiu que os sem-teto seriam contemplados.

Após a remoção, o Estado, em parceria com o município, passou a pagar auxílio aluguel de R$ 500 por mês a 1.719 famílias removidas da área. Esta primeira etapa da parceria entre Estado e governo federal prevê a construção de 528 moradias por meio do convênio Minha Casa Minha Vida/Casa Paulista.

Segundo o superintendente regional da Caixa, Julio Cesar Volpp Sierra, as obras do empreendimento Colônia Paraíso, no Parque dos Ipês, devem ser iniciadas em 90 dias. A obra deve ser entregue em um prazo de até 20 meses.

A Caixa espera assinar nos próximos 15 dias os contratos dos conjuntos do Cajuru e do Alto da Ponte. “Os ex-moradores do Pinheirinho trabalham em um outro projeto, e o Estado já sinalizou interesse em apoiar”, disse Sierra.

A prefeitura ficará responsável pela seleção das famílias. Questionado, o prefeito Carlinhos Almeida não respondeu se irá indicar ex-moradores do Pinheirinho. Os projetos preveem a construção de apartamentos de 50 metros quadrados. As famílias contempladas pagarão prestações entre R$ 25 e R$ 80 (dependendo da renda) por dez anos o restante do valor do imóvel será subsidiado.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013

Industrias da cidade exportam mais de R$ 6 milhões

As indústrias de São José dos Campos exportaram, no ano passado, um total de US$ 6,3 bilhões e colocaram o município na posição de quinto maior exportador do país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior. É o melhor desempenho nos últimos quatro anos e 8,9% acima do valor das vendas no mercado internacional em 2011.

De acordo com o levantamento, as exportações registradas no município em dezembro passado somaram US$ 744.444.136 – esse total é 8,8% a mais que o apurado em novembro e o mais expressivo de todo o ano. A balança comercial também foi positiva, com saldo final da ordem de 506 milhões – no ano, o saldo foi de US$ 2,68 bilhões.

Aviões, peças e equipamentos aeronáuticos, automóveis e eletrônicos foram os produtos com maior expressão no total das exportações de São José dos Campos. No ranking dos maiores exportadores, o município foi superado somente por São Paulo e Rio de janeiro e pelas regiões portuárias de Angra dos Reis (RJ) e Parauapebas (PA).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 16/01/2013