Arena de Esportes pode ser entregue em 2014

O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), terá que remanejar verbas do orçamento geral do município caso planeje terminar a obra da Arena Esportiva ainda este ano. Os recursos destinados pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) no orçamento deste ano são insuficientes para o término da obra.

A administração anterior destinou R$ 12,5 milhões para a conclusão da Arena. Levando em consideração que a prefeitura já pagou R$ 12,7 milhões à empresa responsável pela obra e que o custo inicial do empreendimento é de R$ 33,3 milhões, faltam ainda outros R$ 8,7 milhões.

No começo de janeiro, o secretário municipal da Fazenda, José Walter Pontes, relatou que os técnicos da pasta tinham identificado que os recursos destinados à obra são insuficientes para a conclusão do empreendimento. “Teremos que realocar recursos no orçamento”, disse o secretário à ocasião.

No entanto, o custo final da Arena Esportiva deve ser superior ao valor estimado. A prefeitura informou anteontem que a construtora Recoma, contratada para a execução do projeto, reavalia custos e prazos. A administração petista aguarda as novas planilhas para uma avaliação técnica e definição de novo prazo para o término da construção. Ontem, o atual governo não comentou o assunto.

Na Câmara, parlamentares do bloco governista avaliam que a conclusão da Arena é importante, mas ponderam que é preciso critério na análise de reajuste de preço. “É preciso analisar a partir de parâmetros utilizados pela construção civil. Não se pode autorizar reajustes sem uma análise criteriosa”, afirmou Valdir Alvarenga (PSB).

A construção da Arena Esportiva, a obra de maior valor da prefeitura, está atrasada há mais de um ano. O empreendimento deveria ter sido concluído no ano passado, mas enfrentou uma série de atrasos, inclusive decorrentes de uma batalha judicial entre empresas na licitação.

O Vale

Publicado em: 18/01/2013

Arena de Esportes pode ficar mais cara para ser entregue

Com menos de 50% do cronograma executado até dezembro do ano passado, a obra da Arena Esportiva, empreendimento de maior valor da Prefeitura de São José dos Campos, deve ficar mais cara do que o previsto e dificilmente será entregue em abril deste ano, prazo estabelecido no contrato.

Projetada e iniciada no governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) a um custo inicial de R$ 33,3 milhões, a Arena Esportiva, em construção no Jardim das Indústrias, na região oeste, transformou-se em um ‘pesadelo’ para a antiga administração tucana e em um ‘abacaxi’ para o prefeito Carlinhos Almeida (PT).

Dados da Secretaria de Obras revelam que até dezembro do ano passado foram realizados 38,29% dos 41,98 % previstos no cronograma, o que representa um valor de R$ 12.785.125,87 pagos à empresa Recoma, responsável pelo empreendimento. Segundo a pasta, no momento falta construir 62% da obra.

Em nota, a Secretaria de Obras informou que a empresa elabora uma nova proposta de cronograma e ajustes financeiros que deverá ser analisada pelo corpo técnico da pasta para a definição dos prazos finais da entrega do equipamento esportivo.

Para o vereador Walter Hayashi (PSB), relator da Comissão de Planejamento Urbano, Habitação e Obras da Câmara, a Arena Esportiva é um equipamento importante para a cidade e precisa ser terminada, mas não a qualquer custo.

“É preciso analisar com muito critério pedidos de reajustes”, afirmou o parlamentar, que integra o bloco governista. A Arena Esportiva, que seria uma das ‘vitrines’ do governo tucano, foi iniciada em novembro de 2011 e deveria ter ficado pronta no ano passado. No entanto, a prefeitura enfrentou uma série de dificuldades com o empreendimento.

Primeiro, uma batalha judicial, ainda em tramitação, para a contratação da empresa. No processo licitatório, a primeira colocada foi a Sergio Porto Engenharia, que acabou sendo desclassificada pela prefeitura e recorreu à Justiça.

Outro entrave ao cronograma original foi a elaboração e revisão dos projetos executivos complementares, assim como a adequação às reais demandas e necessidades da área de intervenção, segundo a Secretaria de Obras. A pasta informou ainda que também contribuíram para o atraso da obra a falta de contingente efetivo (funcionários) no canteiro de obras e pelo baixo empenho da empresa em cumprir as metas estabelecidas no contrato original, refletindo diretamente sobre o ritmo dos serviços previstos no contrato.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Arena de Esportes

A Justiça de São José dos Campos liberou o início das obras da Arena Municipal de Esportes, uma das vitrines da gestão do prefeito Eduardo Cury (PSDB), que será construída no Jardim das Indústrias, na zona oeste.

O governo espera assinar o contrato com a empresa vencedora nos próximos dez dias, iniciando os trabalhos em setembro. O prazo de entrega é de 12 meses.

Promessa de campanha de Cury, a obra enfrenta sucessivos atrasos desde novembro do ano passado, quando a licitação do complexo foi aberta, em meio a uma guerra de liminares entre as empreiteiras que disputavam o serviço: a Recoma e a Sérgio Porto Engenharia.

A previsão inicial era que a construção começasse em fevereiro. A assinatura do contrato estava suspensa desde o mês passado por força de uma liminar obtida pela Sérgio Porto.

A empresa ofereceu o menor preço pelo serviço, R$ 32,5 milhões, mas foi desclassificada pela prefeitura por não apresentar a assinatura de um de seus sócios na proposta. A administração acabou declarando vencedora a Recoma, que pediu R$ 33,3 milhões pela obra.

A liminar foi concedida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Silvio José Pinheiro dos Santos, para quem a desclassificação da Sérgio Porto nessas circunstâncias constituiria formalismo contrário aos princípios que devem reger as licitações.

Na semana passada, o juiz substituto Luiz Fellippe de Souza Marino reviu a liminar e deu ganho de causa à prefeitura, sustentando que é indispensável assinatura dos diretores em conjunto na proposta.

No começo do ano, a Sergio Porto já havia acionado a Justiça depois de ser considerada inabilitada pela prefeitura, por não demonstrar capacidade técnica. Ela foi reconduzida à licitação.

O certame também fora suspensa pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) em dezembro do ano passado, após denúncias de irregularidades no edital feitas pelo vereador Wagner Balieiro (PT) parecer que foi revisto pelo próprio TCE.

A Sergio Porto promete recorrer da nova decisão.O secretário de Esportes defendeu a postura da prefeitura.
O Vale