Pedido de redução de tarifa de ônibus é ignorada

A Justiça de São José rejeitou ontem o pedido da Defensoria Pública de suspender o reajuste de 17,86% na tarifa do transporte coletivo urbano da cidade, implementado no último dia 11. Com o aumento, a passagem saltou de R$ 2,80 para R$ 3,30.

O defensor público Jairo Salvador havia ingressado com a ação cautelar quatro dias depois do aumento. Ele alegou que o reajuste foi concedido sem participação dos usuários, violando a legislação, além de não ter sido realizada qualquer auditoria no sistema de transporte.

Em sua decisão, no entanto, o juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de São José, Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos, diz que “o certame licitatório da concessão do serviço público de transporte coletivo foi precedido de audiência pública realizada em 19 de dezembro de 2006”.

O texto afirma ainda que “a comunidade joseense teve oportunidade, então, de participar da discussão da fixação da tarifa inicial de concessão, bem como dos critérios de revisão e reajuste, que vieram a ser estabelecidos em contrato”. O defensor Jairo Salvador não foi encontrado ontem, pois estava cumprindo compromissos em São Paulo. Ele deverá recorrer da decisão.

MP. Na decisão, a Justiça afirma que encaminhou a ação para análise do Ministério Público de São José que, no entanto, não deu seu parecer sobre o caso. “De toda feita, não há nulidade pelo fato do Ministério Público, ao qual foi dada vista dos autos, não ter se pronunciado expressamente sobre o pedido liminar”, diz o juiz Moura Santos.

Segundo a decisão, a ação teria sido recusada por uma das Promotorias, sob alegação de que não competia a ela tratar da questão. A assessoria do MP foi procurada, mas não respondeu. Por meio de nota, a Secretaria de Transportes informou que todos os cálculos e contratos que determinaram a nova tarifa de R$ 3,30 são públicos e estão disponíveis no site da prefeitura e na própria secretaria.

Diz o texto: “ao longo do ano, independente da atual legislação, serão tomadas medidas que garantam a participação da população nos debates sobre transporte coletivo, incluindo auditorias e futuras discussões de tarifa”.

A Justiça fixou prazo de 20 dias para que a administração municipal conteste a decisão. O grupo de jovens que já realizou três protestos contra o reajuste na passagem da cidade promete novas manifestações, porém ainda sem data. Após decidir pela manutenção da ECO (Estação de Conexão de Ônibus), do Campos de São José, na zona leste, a prefeitura iniciou ontem uma pesquisa junto aos usuários. A intenção é ouvir 3.000 pessoas sobre possíveis mudanças no local, que é alvo de críticas. A pesquisa vai até amanhã.

O Vale

Publicado em: 21/02/2013

Prefeitura realiza obras de melhorias no Jardim Coqueiro

A Prefeitura realiza nesta terça-feira (19) serviços de nivelamento e cascalhamento nos corredores de ônibus e ruas do Jardim Coqueiro, região leste de São José dos Campos. O trabalho será executado por equipes da Secretaria de Serviços Municipais (SSM).

O cascalhamento das vias visa diminuir a poeira das estradas que são de terra, melhorando a qualidade de vida da comunidade do bairro, e o nivelamento vai melhorar o tráfego de veículos e pedestres.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 20/02/2013

Cidade está com inscrições abertas para Cursos Técnicos

O Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) está com inscrições abertas em São José dos Campos para 16 cursos gratuitos no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

As inscrições acontecem até sexta em dez unidades da Secretaria de Desenvolvimento Social. Pode participar qualquer pessoa entre 16 e 59 anos inserida no programa Bolsa Família. Os cursos terão início em maio e acontecem nas próprias unidades Senai e Senac. Os alunos recebem auxílio transporte e alimentação.

Entre os cursos estão: desenhista mecânico, lubrificador industrial, auxiliar administrativo, eletricista industrial, montador de painéis elétricos, torneio mecânico, operador de fresadora, traçador de caldeiraria, operador de computador, auxiliar de cozinha, recepcionista, pizzaiolo, auxiliar de RH, cuidador de idosos, recepcionista de eventos.

A Prefeitura de Taubaté e a unidade do Senac da cidade firmaram parceria ontem para oferecer cursos gratuitos. A lista com os cursos e vagas deve ser divulgada hoje.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Industria da região tem queda nos empregos em um ano

O setor industrial da Região Metropolitana do Vale do Paraíba amargou a perda de 4.750 postos de trabalho nos últimos 12 meses, o segundo pior resultado da história. O primeiro ocorreu de junho de 2011 a junho de 2012 quando foram fechados 5.000 empregos formais, com carteira assinada.

A retração do emprego na indústria da região, principal mola da economia da RMVale, tem pior cenário nas cidades da região de Taubaté, que reúne 28 cidades, onde foram fechadas 2.400 vagas entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano.

O setor industrial da região de São José dos Campos, que reúne oito cidades, perdeu 2.100 postos de trabalho no mesmo período. Já a região de Jacareí, composta por três cidades, perdeu 250 empregos com carteira assinada no período de 12 meses, segundo o estudo.

Dirigentes das delegacias regionais do Ciesp analisam que o cenário foi ruim em 2012 por causa da crise da economia na Europa, prejudicando a exportação, a alta carga tributária (custo/Brasil) e a competição dos produtos importados, principalmente da China e da Índia.

Para Fabiano de Sousa, gerente regional do Ciesp São José, a região de São José não ficou fora da realidade em geral que foi ruim, mas sentiu muito as perdas. “O número equivale ao fechamento de uma grande empresa. É é um dos piores resultados da história”. Segundo Sousa, os vilões da alta queda são os setores de autopeças, aeropeças e produtos químicos.

Para 2013, a perspectiva é de recuperação de parte dos postos de trabalhos perdidos. “Esperamos que em 2013 essa situação se reverta”. De acordo com Sousa, as medidas tomadas pelo governo federal, como desoneração na folha de pagamento e redução nos juros e de encargos sociais e redução de energia serão sentidas somente no segundo semestre deste ano.

Em Taubaté, o gerente regional do Ciesp, José de Arimathéa Campos, relatou que o setor de papel e celulose é o que enfrenta maiores dificuldades. “São números acumulados que devem ter melhora no meio do ano”, disse ele. Em janeiro de 2013, A região de São José registrou saldo negativo de 15 vagas comparado ao mesmo período do ano passado. Na contramão, a regional de Taubaté apresentou acréscimo de 800 postos de trabalho, alta de 1,52%. E Jacareí somou mais 100 empregos formais.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Governo de Carlinhos muda toda a administração do Ensino

A administração do prefeito Carlinhos Almeida (PT) vai mudar uma das principais marcas dos 16 anos de governo do PSDB em São José dos Campos: os projetos de empreendedorismo nas escolas municipais. Implantadas desde a pré-escola, as atividades de empreendedorismo estão sendo avaliadas pelo secretário de Educação, Célio Chaves, e poderão ser modificadas ou até encerradas.

Segundo ele, o enfoque dos projetos será alterado para uma visão mais “social” do empreendedorismo. “Daremos preferência a ações que levem à inclusão social e independência dos alunos do que uma preparação para o mercado ou que estimule a competição exacerbada entre os estudantes”, afirmou Chaves.

A primeira medida da Secretaria de Educação foi cancelar as atividades de alunos da rede municipal de ensino no Cedemp (Centro de Educação Empreendedora), no Jardim Satélite, zona sul. Segundo Chaves, serão evitadas 900 viagens de alunos para a unidade, entre fevereiro e junho deste ano, que custariam quase R$ 170 mil à pasta.

“O pessoal do Cedemp é que irá para dentro das salas de aula. Eles também ajudarão na formação de professores sobre empreendedorismo.” Para o secretário de Educação, outras atividades serão modificadas para evitar que os alunos tenham que sair de dentro da sala de aula. “Essa é uma reclamação constante dos professores, de que os alunos estão saindo muito de dentro das salas, atrapalhando o ensino e o aprendizado. Vamos mudar isso.

Chaves não confirmou se manterá a Feira do Jovem Empreendedor Joseense, criada em 2002 e que chegou à nona edição no ano passado. “A próxima está programada para 2014 e, por isso, não falo disso agora. Vamos avaliar se continua ou não.” Implantado na rede municipal de ensino de São José entre 1997 e 2000, no primeiro mandato do ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB), hoje deputado federal, o empreendedorismo tornou-se uma marca dos tucanos na educação.

As mudanças anunciadas por Chaves dividem opiniões na cidade. Elas receberam duras críticas de membros do ex-governo tucano e foram elogiadas por sindicalistas ligados ao PT. “É uma desconstrução de um projeto louvado e admirado pelo país inteiro”, disse Alberto Marques, o ‘Mano’, ex-secretário de Educação.

Para ele, a mudança de enfoque é equivocada e tirará dos projetos um dos principais objetivos do empreendedorismo, que é fomentar uma cultura de “mente aberta” nos alunos. “Não se trata de preparar os alunos para ser empresários. Mas de dar a eles uma visão mais abrangente do mundo, com senso crítico e vontade de melhorar de vida”, afirmou.

Valdemir Pereira, diretor do Sindicato dos Servidores de São José, elogiou a revisão das atividades de empreendedorismo. “Os projetos perderam o foco nos últimos anos”, disse. Para ele, a Educação deveria ampliar a formação humanista dos alunos.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Estado está com carência de PMs por toda a região

Reforço no efetivo da Polícia Civil e reuniões bimestrais de prestação de contas estão entre as prioridades definidas pela Secretaria de Segurança Pública para combater a criminalidade, que foi recorde no Vale do Paraíba no ano passado com 449 pessoas assassinadas.

As medidas foram anunciadas ontem pelo Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, após reunião com representantes das polícias Civil, Militar e Científica da região realizada na Câmara de São José. O quadro de escrivães e investigadores do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) está com uma defasagem em torno de 30%, o que representa cerca de 420 homens de um total de 1.400.

Isto reflete diretamente, por exemplo, nos indicadores de esclarecimento de homicídios dolosos (com intenção de matar). Apenas as delegacias de Cruzeiro e Taubaté, das seis seccionais da região superaram o índice de 50% no ano passado. “É um índice considerado aceitável para a situação atual. Nossa Polícia Civil está envelhecida, com uma média de idade de 48 anos. Precisamos formar pelo menos 3.000 policiais por ano para recomposição de algumas delegacias”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, que acompanhou o secretário na reunião, assim como o comandante geral da PM no Estado, coronel Benedito Roberto Meira.

Concursos para o preenchimento dessas vagas já estão em andamento.  O pedido de aumento do efetivo foi reforçado pelo diretor do Deinter-1, João Barbosa Filho. “É necessário pelo menos 30% a mais, mas se recebermos 15%, conseguiremos um equilíbrio entre o bom trabalho e bons resultados”, afirmou Barbosa Filho.

Para o comandante geral da PM, o efetivo da corporação no Vale, formado por 3.359 homens e mulheres, é um dos melhores no Estado. “É um número muito bom e significativo. A região tem um déficit de menos de 49 policiais. Tem policiais suficientes para trabalhar.”

Meira negou que a frota da região esteja sucateada. De acordo com ele, existem no Vale 181 viaturas em operação, o que representa 26% da frota da PM em todo Estado. “Também estamos estudando maneiras para que o efetivo seja aproveitado ao máximo.”

O presidente do sindicato dos delegados de São Paulo, George Melão, critica as ações do Estado. De acordo com ele, a RM Vale cresce cada vez mais e não são apresentados projetos relacionados à Segurança Pública a longo prazo. Para Melão, o número de policiais civis e militares é insuficiente. “Muitos policiais estão se aposentando e os concursos não estão acompanhado. A relação do quadro de policiais civis é de 1994, faltam mais de 6.000 em todo o Estado”, disse.

“O Vale está na rota do tráfico e armas e drogas. Isso acarreta em um serviço de policiamento judiciário mais eficaz. Vemos quadrilhas transitando livremente pela região. É preciso investir em inteligência e evitar a troca de comandos para que os projetos possam dar resultados”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Prefeitura contrata médicos para multirão de cirurgias

Com um mês e meio de atraso, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), lançou ontem edital para a contratação de um pacote de 3.610 cirurgias na rede particular para dar início ao mutirão de saúde, prometido durante a campanha do ano passado.

O edital prevê um investimento de cerca de R$ 3,5 milhões para a contratação de cirurgias ginecológicas, pediátricas e gerais. O pacote também contempla a realização de consultas pré-operatórias e pós-operatórias, além do atendimento ambulatorial. A expectativa é que os procedimentos tenham início entre o final deste mês e o início de março.

O mutirão da saúde prevê a contratação de 2.120 cirurgias gerais no valor de R$ 2,2 milhões, outras 750 cirurgias pediátricas no valor de R$ 542 mil e 740 cirurgias ginecológicas no valor de 774 mil. Segundo a Secretaria de Saúde, um novo edital de credenciamento será aberto ainda esta semana para contratação de cirurgias ortopédicas.

Segundo o secretário ajunto de Saúde, Eduardo Guadagnin, todos os hospitais interessados em prestar os serviços podem se credenciar na prefeitura. Segundo ele, a administração irá trabalhar com uma tabela diferenciada para o pagamento dos procedimentos. “Estamos trabalhando com uma tabela diferenciada para ter o interesse dos prestadores em oferecer o serviço no menor prazo”, disse Guadagnin, que é filho da vereadora e ex-prefeita Angela Guadagnin.

“Iremos trabalhar com blocos cirúrgicos e não de forma individualizada. Mas, de forma geral iremos trabalhar com duas tabelas”, completou. São José tem uma fila de espera de 17 mil cirurgias. As cirurgias gerais lideram a lista de espera com 5.000 pacientes na fila. Em média, os pacientes esperam até dois anos para fazer a cirurgia.

Outras 1.692 pessoas estão na fila de espera por cirurgias pediátricas. Para essa especialidade a demora chega a sete meses. Com uma demanda de 610 pacientes, a fila de espera das cirurgias ginecológicas é de seis meses em média. Guadagnin reconheceu que o pacote a ser contratado não atende toda a demanda, mas ponderou que as avaliações clínicas irão apontar a necessidade de novas contratações.

“Não atende tudo, mas só a avaliação cirúrgica vai apontar a real demanda. Dentro desses pacientes da fila, nem todos tem definição cirúrgica precisa, eles serão encaminhados para avaliação e de acordo com essa avaliação saberemos qual a necessidade de novas contratações”, disse.

Vereadores do PSDB criticaram o atraso para o início dos mutirões da saúde do governo petista. Os parlamentares apontam que o pacote de cirurgias já anunciado pela administração como parte dessa ofensiva foi contratado no ano passado, durante a gestão tucana.

“O governo anterior buscou recursos no governo federal para garantir o mutirão da saúde no início deste ano. Parte da verba chegou em junho ao ano passado, onde foram utilizados cerca de R$ 600 mil. O restante chegou em dezembro do ano passado para ser utilizado este ano”, disse Fernando Petiti (PSDB).

Na avaliação de Petiti, o mutirão petista ainda não começou. “O edital prova que o início do mutirão está aqui. Precisamos acompanhar como é este contrato e quando as cirurgias irão começar”. Para o vice-presidente do PSDB, Juvenil Silvério, a população reclama a demora no mutirão da saúde que, segundo o PT, teria início nos primeiros dias de janeiro.

“Ao andar pela rua, vejo todo mundo esperando o mutirão que o Carlinhos prometeu. A população quer saber como será feito e em que posição da fila está. O Carlinhos vendeu essa ilusão ao eleitor e vai ter que cumprir”, disse. Para Juvenil, a administração se apropriou de ações da administração passada para iludir a população.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Moradores estão insatisfeitos com o atendimento do Procon

Do outro lado do balcão, o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de São José agora é alvo de reclamação. Órgão que recebe diariamente centenas de denúncias e reclamações, sofre com condições precárias e redução de funcionários.

E a quem reclamar?

Vanderson Goulart de Oliveira, autônomo de 32 anos, esperou duas horas e meia para ser atendido ontem. Segundo ele, apenas cinco funcionários estavam disponíveis para atender cerca de 40 pessoas. “Isso é um absurdo. Como ficamos agora? Até o ano passado era tranquilo. Eu mesmo tive que ligar o ventilador porque o ar-condicionado não estava funcionando”, disse ele.

O horário de atendimento também tem desagradado quem busca o serviço. O VALE  apurou ontem que o balcão de reclamação geral diminuiu em uma hora o atendimento à população. Abre mais tarde ou fecha mais cedo, dependendo da demanda. A informação foi dada pela própria atendente do Procon.

“O atendimento está precário, demorando demais. Meu marido desistiu no período da manhã e voltou à tarde e quase ficou sem senha”, disse Aparecida Paula da Silva, dona de casa, 44 anos. Para José Luís Nunes, secretário da Defesa do Cidadão de São José, o Procon é um projeto prioritário e logo que investimentos forem liberados, o órgão será modernizado para agilizar o atendimento. “De imediato vou verificar o quadro de funcionários e estudar a melhoria para o local”, disse.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Cidade tem curso de mecânica gratuito para moradores

Jovens com idade entre 17 e 18 anos e que residam na zona Sul de São José dos Campos podem se inscrever no processo seletivo da empresa Eaton para o curso profissionalizante gratuito de operador de produção mecânica. Os cursos são voltados para a comunidade local e há apenas 20 vagas disponíveis. As inscrições podem ser feitas até a próxima sexta – feira (22)

O candidato precisa estar cursando o Ensino Médio em 2013. É necessário ainda que o candidato tenha renda familiar inferior a meio salário mínimo por pessoa. Também não serão aceitos candidatos que tenham pais colaboradores da empresa.

As aulas serão ministradas na Eaton de São José dos Campos, em período integral, durante um ano. Além da qualificação, os aprovados receberão bolsa-auxílio, uniforme, alimentação, transporte, assistência médica e odontológica e material escolar. Interessados em participar devem retirar a ficha de inscrição na portaria da Eaton em São José dos Campos (Rodovia  Presidente Dutra, km 153).

Publicado em: 20/02/2013

Conta de água terá reajuste de 13% e Sabesp se defende

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, defendeu ontem em São José dos Campos um reajuste de 13,01% na tarifa de água e esgoto. De acordo com Dilma Pena, o reajuste de 1,94% proposto pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) é insuficiente diante dos investimentos realizados na área de saneamento básico. “O valor definitivamente não é satisfatório. Pedimos mais para fazer frente ao nosso programa de investimento, que em 2012 e 2013 foi de R$ 2,4 bilhões por ano.

Além disso, esta é a quarta menor tarifa do país e respondemos por 30% do investimento que está sendo feito em saneamento. No entanto, essa é uma decisão legal e técnica da Arsesp. É ela que consolidará o valor do reajuste”, afirmou a presidente durante coletiva de imprensa de prestação de conta dos anos 2011 a 2014.

Uma audiência pública foi realizada entre dezembro e janeiro sobre os novos valores da tarifa. O resultado, que deveria sair no dia 8 deste mês, foi prorrogado para a próxima sexta. Por meio de nota, a Arsesp informou que a extensão do prazo foi necessária para finalizar o relatório circunstanciado, que responderá a todas as contribuições recebidas. A meta da Sabesp é chegar a 100% de cobertura da rede de abastecimento de água e de esgoto no Estado até o fim da década.

Para tanto, o plano prevê investimentos de R$ 7,9 bilhões entre 2012 e 2015. A Sabesp atende 24 cidades no Vale. Em São José, dois problemas foram abordados na coletiva: a falta d’água na zona sul da cidade e a as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário da Bacia do Pararangaba, na zona leste.

“Tínhamos um problema com a capacidade de um bomba que levava água à zona sul. Então trocamos por uma com mais capacidade. Já na zona leste, tivemos problemas com o cronograma, já que para dar continuidade, tivemos de desapropriar 250 moradores. E isso é um processo que leva tempo. Agora, a previsão de término é para dezembro de 2014”, afirmou Oto Elias Pinto, superintendente da Sabesp do Vale do Paraíba.

O VALE esteve ontem nos bairros dom Pedro 1º e Residencial Emha, ambos na zona sul da cidade, e constatou que moradores da região ainda convivem com problema da falta de água. “No sábado ficamos sem água antes do meio-dia e só voltou por volta das 18h. É complicado, tenho criança pequena e não consigo nem cozinhar”, afirmou a dona de casa Ana Lúcia da Conceição, 26 anos, moradora do dom Pedro.

A água ‘sumiu’ das torneiras do Residencial Ema também no sábado, mas à noite. “A falta de água é constante. Na última vez ela acabou às 17h e só foi voltar às 2h. Já aconteceu de ficarmos um dia sem tomar banho ou mesmo de termos de comprar água para beber. Acho absurdo quererem aumentar a conta”, afirmou a dona de casa Regiane da Silva, 36 anos.

O Vale

Publicado em: 19/02/2013