Previsão de chuva forte deixa região em alerta

A previsão de chuvas fortes até domingo e a condição do solo já encharcado colocaram as unidades da Defesa Civil em alerta máximo no Vale do Paraíba. Pelo menos seis cidades tiveram problemas nos últimos dois dias por conta das chuvas. Foram quedas de árvores, alagamentos e destelhamento de casas. Não houve vítimas e ninguém ficou desabrigado ou desalojado.

Em São José dos Campos, a chuva de quarta-feira à noite alagou ruas dos bairros Morumbi, Petrópolis e Bosque dos Eucaliptos. No Jardim das Indústrias, os moradores ficaram transtornados com a situação. “Estava em casa com meus filhos quando a água começou a entrar. Tive que tirar as crianças bem rápido, e fiquei com medo de perder os móveis e outras coisas da casa”, disse a diarista Edna Brito Aguiar, 33 anos.

Segundo o chefe da Defesa Civil na cidade, José Benedito da Silva, as galerias de águas pluviais do bairro não suportaram o grande volume de chuvas. A Secretaria de Obras informou que desde o ano passado existe um projeto para o bairro, que se tornou inviável pelo custo.

Segundo a pasta, foi definido junto ao Ministério Público contratação de um novo projeto para que os problemas da área sejam resolvidos de forma definitiva. Por meio de nota, a secretaria informou que a possibilidade de contratação do projeto será confirmada com o MP na próxima semana.

O acumulado de chuvas dos últimos três dias está baixo em São José, com 17,2 milímetros. Somente na zona sul, no bairro Colonial, ele já atingiu 80 mm. “Mesmo assim, ainda estamos em estado de atenção. Só ficamos em alerta quando passa dos 100 mm em três dias”, disse Silva. A Defesa Civil monitora as áreas de maior risco, que ficam na região sul, especialmente no Rio Comprido, além da zona norte da cidade.

As unidades da Defesa Civil de outras cidades também redobraram a atenção, como em Paraibuna, onde houve quedas de barreiras e deslizamentos de terra na zona rural.

Com a previsão do acúmulo de chuva até o fim do mês, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil reuniu coordenadores regionais e representantes de outros órgãos para alertar da importância dos planos preventivos e ações para evitar problema.

O Vale

Chuva causa prejuizo nas cidades da região

As fortes pancadas de chuva registradas essa semana têm provocado estragos nas cidades do Vale. Ontem, uma família ficou desalojada em Aparecida após um deslizamento de terra no bairro Itauguaçu. Importantes avenidas como a Padroeira do Brasil, ligação com Guará, e Júlio Prestes ficaram alagadas depois da forte chuva da noite de segunda-feira.

Em São José, duas árvores caíram na madrugada de ontem. Uma delas despencou em cima de um veículo na avenida Adhemar de Barros e prejudicou o trânsito no local ontem. A outra árvore caiu na SP-50 (Estrada Monteiro Lobato). De acordo com a Defesa Civil, ninguém ficou ferido.

A Defesa Civil de Guará informou que as chuvas de anteontem alagaram por cerca de três horas os bairros Tamandaré e Parque das Garças. O acumulado de chuva em Guará é o maior entre as cidade da região de 26.8 mm.

De acordo com o Cptec/Inpe (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) o acumulado de chuvas em São José é de 15.6 mm e em Aparecida de 21.1 mm. A previsão é que as chuvas continuem a atingir a região até o fim de semana. Entretanto, a expectativa de pancadas fortes ao longo de todo o dia mudou e agora as cidades devem ter pancadas apenas no final da tarde.

O meteorologista, Felipe Farias, disse que uma zona de convergência que atua no Vale do Paraíba deverá deixar os dias quentes e com chuva à noite. “As chuvas também virão acompanhadas de bastante vento e trovões”, afirmou.

Hoje, as temperaturas devem variar entre 18ºC  e 27ºC em São José e 22ºC e 28ºC no Litoral Norte. Nas cidades da Serra da Mantiqueira a variação será de 13ºC a 21ºC. Duas árvores caíram na madrugada de segunda-feira, uma deles despencou sobre um carro na avenida Adhemar de Barros e prejudicou o trânsito ao longo do dia de ontem

O Vale

Movimento no Aeroporto

O aeroporto de São José registrou no 1º semestre movimento de passageiros superior à capacidade máxima prevista para o ano todo. É o que mostra balanço da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que administra o terminal desde 1996.

Segundo os dados, 101.866 pessoas embarcaram ou desembarcaram no aeroporto até junho cerca de 10 mil a mais que a capacidade estimada para o terminal em um ano, que é de 90 mil passageiros.

A capacidade máxima leva em consideração a estrutura física do terminal para receber os usuários, como saguão para espera, por exemplo. O de São José tem 864 metros quadrados e é considerado pequeno para atender à demanda.

A movimentação registrada no semestre, que ainda não engloba o período de férias, quando a demanda por voos sobe, é quase quatro vezes maior que o verificado no mesmo período do ano passado (26.618 passageiros).

Atualmente, duas empresas operam no terminal a Trip e a Azul que juntas oferecem cinco voos diários. Ambas as empresas têm previsão de aumentar a ofertas de voos, no entanto, a estrutura deficiente do terminal prejudica os projetos.

A Infraero, que suspendeu por tempo indeterminado o projeto de expansão provisória do terminal, não quis comentar o assunto ontem.Em nota, a empresa informou apenas que os dados são positivos.

A Infraero suspendeu por tempo indeterminado investimento de R$ 2,5 milhões anunciado em 2010 que previa dobrar a área destinada a passageiros. A expansão seria feita por meio de um módulo operacional provisório, uma sala pré-montada climatizada.

Sem expansão e com demanda crescente, quem sofre são os passageiros.

Além do saguão pequeno e poucos banheiros, outra reclamação é com relação ao estacionamento, que tem somente 49 vagas. Um projeto em estudo pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) prevê criar novo aeroporto em São José com saída para a Rodovia dos Tamoios.

A proposta, que está sendo estudada com prefeitura e Infraero, prevê construir uma nova pista ao lado da atual que terá acesso direto a empresas do setor aeronáutico que se instalariam no terminal.

A área prevista para abrigar o futuro terminal é do governo federal, por isso, não pode ser desapropriada. A previsão, pelo projeto, é que o novo aeroporto seja erguido pela iniciativa privada, que ainda pagará aluguel à União.

Não existe previsão para o estudo ser concluído, mas a expectativa é que o terminal esteja pronto até 2017.

O Vale