Prefeitura inicia revitalização do Mercado Municipal da cidade

Começa amanhã a construção do calçadão na travessa Chico Luiz, ao lado do Mercado Municipal de São José dos Campos. A revitalização do local é um dos projetos do Plano Estratégico Centro Vivo, elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) em conjunto com a prefeitura.

O calçadão da Chico Luiz terá em torno de 780 metros quadrados. A obra será patrocinada pelo Shopping Faro, localizado em frente à travessa. A direção do shopping não revelou o valor do investimento. O projeto prevê a colocação de piso de bloquetes intertravados, do mesmo padrão do Calçada Segura.

O calçadão terá floreiras, bancos e iluminação ornamental, segundo o Ipplan. Também está previsto espaço para carga e descarga para atender os comerciantes do Mercado Municipal. A previsão é que a obra seja concluída em cerca de 70 dias.

A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, relatou que a transformação da travessa em calçadão vai valorizar ainda mais o Mercado Municipal a Igreja Nossa Senhora Aparecida, transformada em Museu e Arte Sacra e o comércio do local.

Ela destacou que a proposta prevê ainda a ampliação da calçada do mercado no trecho da rua Sebastião Humel, que hoje serve de estacionamento para motos. “A intenção é que, futuramente, os comerciantes do mercado que trabalham com alimentação possam colocar mesas no calçadão”, afirmou a diretora.

Cynthia relatou ainda que o plano é constituir um polo gastronômico no entorno do Mercado Municipal, com atrações e atividades noturnas, para atrair público. “Vamos incrementar também o Museu de Arte Sacra para que o espaço seja mais valorizado”, afirmou.

O Ipplan vai se reunir com os comerciantes do mercado para estimular mudanças no local, como horário de funcionamento. Atualmente, o horário de funcionamento do Mercado Municipal é das 7h às 17h. “A intenção é que o mercado fique aberto até mais tarde e possa ser chamariz de público após as 18h”, disse.

Os comerciantes do mercado resistem em mudar o horário, segundo informou o presidente da Associação dos Permissionários do local, Luiz Fernando Santos. Já os comerciantes da Chico Luiz consideram positivo o projeto do Ipplan, mas reclamam do ponto de coleta de lixo do mercado. “Acho que o calçadão vai ser bom porque facilitará a passagem das pessoas”, disse Roberto Pereira, da Casa do Fazendeiro.

O Vale

Sob pressão, Prefeito muda projeto inicial de Termelétrica

Sob pressão e em busca de garantias ambientais mais concretas, o governo do prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), mudou o projeto inicial da termelétrica movida a lixo da cidade a URE (Usina de Recuperação Energética).

O edital do projeto exige agora a realização de um estudo detalhado da dispersão atmosférica na região sul, onde a URE deverá ser instalada, por parte da empresa que venha a assumir a planta. A exigência atende a pedidos de ambientalistas e vereadores de São José e representa o primeiro passo do tucano em busca de um consenso para viabilizar a ideia.

Também após críticas, a administração de Cury passou a aceitar a hipótese de aumentar o tamanho da chaminé para dispersão de poluentes da planta para até 84 metros antes, trabalhava-se com a altura de 20 metros. Uma terceira mudança diz respeito ao uso de combustíveis auxiliares. O projeto permitia o uso de gás natural, apontado por ambientalistas como altamente poluente, para reativar a termelétrica nos processos de parada e manutenção.

Agora, o projeto determina o uso do biogás, combustível gerado na decomposição do lixo, que é considerado mais limpo. Secretário de Meio Ambiente, André Miragaia, disse que “as mudanças ocorreram para atender solicitações da consulta pública”. O projeto está em consulta no site da prefeitura desde maio do ano passado.

“Esse projeto é um indicativo, sujeito a melhorias. O importante desse projeto é o mix tecnológico, a separação mecânica e o biodigestor, que são unanimidades”, afirmou Miragaia. Do outro lado da moeda, porém, as mudanças propostas pela administração tucana são vistas apenas como pontuais. Os ambientalistas, ainda, acusam o governo de não dar publicidade devida à discussão e de, inclusive, barrar debates mais técnicos.

Controverso, o projeto da URE é a solução apresentada por Cury à disposição do lixo em São José. A partir de mecanismos modernos, a usina vai separar e queimar parte do lixo, produzindo energia suficiente para atender 200 mil pessoas. Ainda não há, segundo a prefeitura, um cronograma para licitar a URE.

O Vale