Procura por apartamento de 2 Dormitórios é maior na cidade

O balanço quadrimestral da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), de São José dos Campos, mostrou que a maior demanda do mercado imobiliário na cidade é por apartamentos de dois dormitórios.

Segundo a pesquisa, realizada entre março e junho pela associação, das 15.910 unidades imobiliárias lançadas nos quatro meses (em um total de 144 empreendimentos), 6.939 foram de dois dormitórios, cerca de 43%. “Os apartamentos de dois dormitórios tiveram maior volume para atender a demanda da classe C e D. E foram os empreendimentos que fizeram parte do programa Minha Casa, Minha Vida”, disse o presidente da Aconvap, Cleber Córdoba.

Para a coordenadora da pesquisa, Irene Tressoldi, os apartamentos de dois quartos também são mais fáceis de vender e por isso recebem mais investimentos. Das 6.939 unidades lançadas, já foram vendidas 4.659. A professora da rede pública de ensino Cleuza Rodrigues, 42 anos, comprou seu apartamento de dois quartos em maio com o pré[TXT]dio ainda em construção.

“Há muitos anos eu venho economizando para poder comprar um apartamento. Ainda moro de aluguel, mas logo logo estarei em minha casa”, disse Cleuza. A oferta da demanda e da procura tem se refletido nos valores das unidades.  O balanço anterior da Aconvap, entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012, mostrou que o preço médio do apartamento de 2 quartos era de R$ 178 mil.

Já a última pesquisa indicou que o custo médio passou para R$ 191 mil. Um aumento de 7%.  “Nos últimos quatro anos, os imóveis tiveram uma valorização de 40% a 50%, dependendo da região da cidade”, disse Cleber Córdoba. Segundo a Aconvap, o valor deve continuar subindo pela falta de novos empreendimentos.

Todos os dados são referentes ao balanço feito pela Aconvap de março a junho. A cada quatro meses, a associação realiza essa pesquisa para analisar como está o mercado imobiliário. O último levantamento também mostrou que entre março e junho foram lançados 144 empreendimentos em todas as regiões de São José.

A região que concentrou o maior número de lançamentos foi a sul, com 56. A norte teve a menor, com 3. “Na região norte, a topografia não ajuda para a construção de prédios. A região sul é um lugar novo na cidade ideal para os novos empreendimentos” afirmou Cleber. As 15.910 unidades lançadas tem um preço de venda estimado em R$ 5,9 bilhões. Dessas, 11.197 já foram comercializadas.

O Vale

Demanda de Aviões tem mudanças pela Embraer

A demanda de aviões no segmento mundial de aeronaves de 30 a 120 assentos nos próximos 20 anos será de 6.800 jatos, em um valor de mercado estimado em US$ 315 bilhões. A estimativa foi divulgada ontem pela Embraer, de São José dos Campos, líder do mercado mundial de jatos de 61 a 120 assentos.

Somente para o nicho do mercado em que lidera, a previsão da fabricante é de demanda de 6.390 jatos nos próximos 20 anos. Segundo a companhia, o transporte aéreo mundial, de acordo com RPK ( demanda de passageiro-quilômetro transportado) crescerá, em média, 5% anualmente no período de 2012 a 2031.

O estudo feito pela Embraer aponta que a substituição de aeronaves antigas representará 53% das novas entregas, enquanto os 47% restantes das vendas serão por conta do crescimento do mercado da aviação.  A América do Norte ainda se mantém como a maior região compradora de jatos nesse nicho, com um total de 2.195 aeronaves (32%), seguida pela Europa/CEI (Comunidade de Estados Independente) com 1.905 aviões (28%) e China, com 1.005 aeronaves (15%).

No entanto, a Embraer avalia que o centro de gravidade da aviação vai se mover para o leste, principalmente para a Ásia e, em menor proporção, para a América Latina. O estudo aponta que em 2031 os maiores mercados do mundo serão Ásia Pacífico e China, que responderão por 34% do RPK mundial.

Para Marcos Barbieri Ferreira, professor de economia da Unicamp (Universidade de Campinas) e especialista em mercado aeronáutico, as previsões de entregas feitas pela Embraer “refletem a realidade do mercado”. “Considero bastante realista esta previsão. O mercado da aviação regional está em crescimento e existe demanda para rotas curtas e de média e baixas densidades de passageiros”, disse Ferreira.

O especialista afirmou que a Embraer, certamente, tem condições de atender esse mercado com a sua família de E-Jets. “A Embraer já domina parte desse nicho e os produtos dos concorrentes levarão anos para chegar ao mercado.”

Ferreira destacou que é possível que, por causa da crise econômica da Europa, a previsão de demanda nos próximos três a quatro anos não se confirme. “Mas a aviação regional tem potencial de crescimento em outras partes do mundo”. De acordo com o estudo divulgado pela Embraer, o Oriente Médio será o mercado que terá o maior crescimento no período analisado, com taxa anual de 7,2% de RPK.

O Vale