Cidade tem temporada especial de Teatro com os alunos

A Temporada Popular de Teatro, realizada no CET – Centro de Estudos Teatrais, pela  Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), traz nesta sexta-feira e sábado, dias 19 e 20, às 20h, e domingo, dia 21, às 21h, a Cia Anti-Horário de Teatro, com o espetáculo Missa Leiga.

A peça é uma adaptação de um texto escrito pelo dramaturgo Chico de Assis na década de 70, criticando a ditadura. A releitura traz a reflexão social, cultural e psicológica da sociedade em que vivemos, com as angústias, intolerâncias e passividade perante as injustiças acometidas nos dias atuais.

Missa Leiga é recomendado para maiores de 16 anos e o ingresso deve ser adquirido com uma hora de antecedência ao espetáculo nos valores de R$10 (inteira), e R$5 (meia – idosos, professores, estudantes, alunos de teatro e classe teatral).

Sinopse: O texto fortemente emocional escrito por Chico de Assis, configura uma missa sem a consagração e estruturada sobre as partes que compõem a missa tridentina. Na concepção da Cia Anti-Horário, o texto foi adaptado ao contexto atual para atender ao desejo de poder falar sobre coisas que interessam ao grupo discutir nos dias de hoje.  A adaptação escrita por Alberto Santiago, organizada a partir de discussões realizadas com o grupo, dentro de uma visão contemporânea, temas e fatos sociais, políticos e comportamentais que são encenados sem tomar partido ou defesa do seu próprio ponto de vista, mas permitindo ao público a sua própria opinião a respeito.

Serviço: CET – Centro de Estudos Teatrais – Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (entrada pelo Parque da Cidade). Informações: (12) 3924-7358

Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Publicado em: 16/10/2012

Univerdade Unifesp define reposição de aulas

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de São José dos Campos, definiu nesta quarta-feira (19) o novo calendário acadêmico para a reposição de aulas na unidade após a greve que começou em maio. O ano letivo no campus vai se estender até abril de 2013.

O prazo foi definido pelo Conselho de Graduação da Unifesp. Apesar do tempo de paralisação, não está prevista redução no tempo de recesso em dezembro.  A Universidade tem 850 alunos. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o conteúdo será reposto sem prejuízo de conteúdo para os estudantes

As universidades federais de todo o país voltaram a funcionar normalmente a partir desta quarta-feira (19). Os professores universitários encerraram a greve que durou quatro meses. A paralisação dos funcionários das universidades federais foi a mais longa da história do ensino superior do Brasil.

G1 (Vnews)

Depois da compra, Alunos do IBTA querem esclarecimento

Os alunos do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada) realizaram anteontem uma assembleia, que contou com cerca de 110 estudantes, para esclarecer as possíveis mudanças que deverão ocorrer na faculdade após a sua compra pelo Cetec Educacional S.A., grupo administrador da Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos).

“Na reunião, duas representantes da Etep ouviram as nossas reivindicações e tiraram algumas das nossas dúvidas”, afirmou Rogério Pereira, 26 anos, estudante do terceiro semestre do curso de administração. O IBTA, localizado no prédio do Anglo, no Jardim Esplanada, na região oeste de São José, conta com salas de aulas equipadas com ar condicionado e data show. Uma das preocupações é se essa infraestrutura se manterá quando os alunos forem para o prédio da Etep, mudança prevista para acontecer a partir de janeiro.

“Como aqui temos salas bem equipadas, com excelente infraestrutura e poucos alunos, estamos preocupados em como será lá”, afirmou Pereira. Os alunos também questionaram as possíveis mudanças na carga horária dos cursos e a emissão dos diplomas. “Estamos na dúvida se eles sairão no nome do IBTA ou da Etep”, disse Pereira.

Segundo a diretora acadêmica do Cetec Educacional, os alunos não têm com o que se preocupar. “Não mexeremos na carga horária dos cursos e, como alguns deles são iguais aos oferecidos pela Etep, estamos fazendo uma análise curricular para que possamos definir a união das salas. Além disso, a infraestrutura da escola está sendo melhorada para receber os novos alunos que estão vindo do IBTA”, afirmou.

Com relação ao diploma, ainda não há uma definição. “Algumas decisões serão tomadas depois da fase de análise dos currículos acadêmicos, que deve encerrar por volta de outubro”, disse Marta. “De qualquer forma, este ano tudo se mantém igual. As novas mudanças só devem ocorrer a partir de janeiro”. De acordo com informações do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), tudo o que estiver no contrato feito entre os alunos e o instituto deverá ser cumprido.

O Vale

Grupo Etep compra mais uma faculdade na cidade

O grupo Cetec Educacional, com sede em São José dos Campos e responsável pela Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos), anunciou a compra do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada). Com o negócio, que não teve o valor divulgado, a instituição passa a atender a 11 mil alunos em cursos de graduação e pós na região.

Além de São José, onde são três campi, o grupo passa a integrar também mais dois em São Paulo e um em Taubaté. O IBTA fazia parte do grupo Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). Com a transação, o Cetec amplia seu quadro de professores em 37%, sendo crescimento no número de doutores em 84% e de mestres em 33%. Do IBTA, eram cerca de 1.000 alunos de graduação.

“O IBTA foi a primeira instituição a receber o conceito A do Ministério da Educação para cursos de graduação em tecnologia. Isso foi levado em conta na hora de fecharmos o acordo”, afirmou o presidente do grupo Cetec, Thiago Rodrigues Pêgas. O valor da aquisição não foi revelado por questões contratuais. Segundo Pêgas, foram dois anos de negociação.

Com a compra, o IBTA, que está localizado no prédio do colégio Anglo Cassiano Ricardo, no Jardim Esplanada, zona oeste, a partir do ano que vem deverá se mudar para a Etep, no mesmo bairro, na avenida Barão do Rio Branco. “Os cursos da unidade do IBTA em São José, a partir do ano que vem, farão parte da Etep. Já as pós-graduações da Etep serão parte do IBTA.”

Uma principal vantagem da aquisição é o aumento da quantidade de cursos disponíveis na região. “No começo, nosso objetivo é fazer a integração mantendo os cursos que já existem. Depois criaremos novos”, disse Pêgas.O grupo Cetec Educacional deve fechar 2012 com um crescimento de 33%, sem a aquisição. Agora, com o IBTA, a previsão é que a receita aumente 58% em 2013. Para isso, serão investidos R$ 7,5 milhões em tecnologia educacional.

Segundo Pêgas, os docentes e os alunos podem ficar tranquilos em relação às mudanças. “Não haverá demissões. A experiência e o conhecimento dos professores foram levadas em conta na aquisição.” Para os campi de São Paulo, nada mudará. Já os alunos da Etep contarão também com os professores do instituto. Cada unidade terá autonomia acadêmica, assim como acontece com as outras unidades de ensino do grupo, como a Faculdade Bilac e a Faatesp (Faculdade da Vila Matilde).

A partir de 2013, o valor das parcelas pagas pelos alunos deverá seguir os preços já praticados pelo grupo. Assim, a mensalidade de alguns cursos do IBTA deve diminuir. Os novos valores serão analisados. Alunos do IBTA, durante as mudanças que ocorrerão com a compra da faculdade pelo grupo Cetec, deverão ficar atentos aos seus antigos contratos com o instituto. A recomendação é do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor).

“É importante que a nova instituição cumpra as obrigações previstas no contrato já assinado pelo aluno. Não deverão ser mudadas a carga horária, nem a grade curricular”, afirmou Sérgio Werneck, diretor do Procon de São José. No entanto, Werneck disse ainda que tudo pode ser resolvido em uma conversa com os diretores da unidade.

“Um contrato novo pode trazer outro regimento e presume-se que este traga melhorias. Assim, em caso de alguma mudança em que várias pessoas discordem dela, o ideal é propor uma conversa coma direção. Se não resolver, deve-se procurar o Procon para que possamos analisar se há prejuízo na nova relação”, disse.

O Vale

Escola Municipal vira modelo para as outras na cidade

Força de vontade, dedicação e esperança. Essas foram as atitudes de educadores que transformaram para melhor a escola municipal Professora Rosa Tomita, de São José dos Campos. Quando foi criada, em 2004, a escola foi considerada a pior da cidade. Sua nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi a mais baixa entre todas as escolas de São José.

Hoje, o nível de aprendizagem passou de 3,9 em 2005 para 6,2 em 2011 entre os alunos do 5º ano. E de 2,7 para 4,9 dos alunos do 9º ano. As duas notas ficaram acima das metas do MEC. O começo foi complicado. A escola foi criada para ser a instituição de ensino do bairro Jardim São José 2, que havia sido criado no mesmo ano na região leste. O bairro foi fruto de um processo de desfavelização.

Moradores de três favelas Caparaó, Nova Tatetuba e Detroit foram transferidos para 453 casas populares do novo conjunto habitacional. No começo, a população enfrentou dificuldades, inclusive de falta de opções de renda. Mas os principais problemas eram a violência e as drogas. Grupos disputavam a liderança do tráfico. A situação de vulnerabilidade social se refletiu na escola. Os alunos tinham dificuldade na aprendizagem de leitura, escrita e cálculo.

A encarregada de mudar a situação foi Siberia Regina de Carvalho, designada como orientadora pedagógica. Uma mulher que tinha muito em comum com as crianças que iria ensinar. Nascida em família pobre, ela aprendeu a escrever no chão por falta de cadernos. Hoje, possui dois mestrados e um doutorado. “A pobreza não é desculpa para não aprender. É possível acreditar”, disse.

Um projeto implementado em 2005 começou a transformar a escola e o bairro. A escola investiu na leitura, nos educadores, nas atividades extra-curriculares e principalmente na aproximação de pais e alunos com os professores.

Para conseguir por em prática o projeto, foram feitas parcerias com as secretarias de Esporte, Desenvolvimento Social, Habitação e Saúde e com a Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) a escola promoveu ações educativas complementares. Com isso a instituição se tornou de tempo integral.“O projeto contribui para melhorar o comportamento dos alunos e isso tem refletido na melhora da educação”, disse o diretor da escola Valdir Cassiano Pereira. Há cinco anos ele dirige o Rosa Tomita, que hoje conta com cerca de 630 alunos do 1º ao 9º ano.

A escola também melhorou a situação do bairro. Ela é aberta aos finais de semana para a comunidade com atividades esportivas e culturais. A dona de casa Yolanda Ferreira da Silva, 42 anos, mora no bairro e tem dois filhos estudando na escola. “A escola ajuda muito. Tudo que precisa, ela está por perto. A escola em período integral é a melhor coisa. As crianças ficam com a cabeça ocupada”.

A manicure Arli de Oliveira, 37 anos, considera a escola muito importante para o filho dela e para todos os outros estudantes. “Eu percebi que as crianças estão mais calmas. Como estão sempre ocupados, não vão fazer coisa errada”, afirmou Arli. “Meu sonho é que meu filho entre para uma faculdade”, afirmou.

O Vale

Projeto de baixo custo é desenvolvido pelos alunos do ITA

Alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) deixaram as salas de aula para ajudar moradores do bairro dos Freitas, na zona norte de São José dos Campos. No local, foram desenvolvidos dois projetos. Um deles é um protótipo de uma máquina que produz tijolos ecológicos de baixo custo.

“A ideia é fazer tijolos com grande quantidade de barro, e pouca de cimento. A máquina que eles já tinham lá custa R$ 3.000, a nossa sai por R$ 300”, disse Lucas Santana, aluno do ITA. O outro projeto é um sistema de saneamento. “Como o bairro é irregular e não tem coleta, o esgoto é despejado no córrego. Com a mudança, daremos destino correto, sem contaminar a água e o solo”, afirmou Yuri Almeida, coordenador do Instituto Acel, ONG que atua naquela comunidade.

O sistema de saneamento custa R$ 500, e será implantando na sede da ONG em caráter experimental. Já a produção em alta escala da máquina de tijolos depende do interesse de investidores.  As ações foram desenvolvidas em parceria com alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e da USP (Universidade de São Paulo).

Eles estiveram em São José em julho, para participar de um encontro internacional de design para o desenvolvimento social.

O Vale

Para dar aulas Fundhas usa Games na cidade

Os alunos da Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza), da Prefeitura de São José dos Campos, passam a contar, a partir deste mês, com uma atividade diferenciada no currículo. A fundação adquiriu dois aparelhos de videogame Xbox com o sensor de movimentos Kinect para serem usados como ferramentas pedagógicas com os estudantes.

Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a ideia surgiu da necessidade de diversificar as atividades com as crianças e os adolescentes promovendo o desenvolvimento da coordenação motora, já que o equipamento permite que os participantes se divirtam movimentando todo o corpo.

As atividades com os videogames começaram no início de agosto. E, os aparelhos deverão passar uma vez por mês em cada uma das 20 unidades da fundação.  Divididos em turmas, em horários definidos pela instituição e sob a supervisão dos educadores, todos os alunos poderão utilizar o equipamento.

“É uma atividade que estimula o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, ampliando as suas habilidades e potencialidades de forma lúdica”, afirma Sandro Ilídio, chefe da Divisão de Planejamento e Supervisão Técnica da Fundhas.

A fundação comprou um CD com quatro jogos pedagógicos e, para estimular a participação dos alunos, durante a brincadeira, as imagens são projetadas em um telão com o uso de um data show e o som é ampliado por caixas de som.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, o uso da tecnologia está sendo adotado para motivar os jovens e ajudar no processo de aprendizagem na instituição. A Fundhas defende ainda que, se não utilizado em excesso, o videogame acelera o raciocínio e favorece a memo-rização. Com o aparelho, os jogadores terão a oportunidade de trabalhar em equipe. Em jogos em que duas pessoas participam ao mesmo tempo, por exemplo, é necessário que ambas se movimentem em sincronia, despertando o espírito de cooperação.

“É também uma forma de colocar os alunos em contato com as novas tecnologias que, de forma geral, eles não têm acesso em casa”, lembra Idílio. A Fundhas é uma instituição sem fins lucrativos, que atende 8.000 crianças e adolescentes, de 7 a 18 anos, em situação de vulnerabilidade social. A fundação oferece apoio educacional e orientação pedagógica.

O Vale

Escolas da cidade tem mal desempenho segundo Ideb

Metade das escolas públicas de São José dos Campos e Taubaté não atingiu a meta no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é o principal indicador público do ensino fundamental no país.
Dos 128 colégios municipais e estaduais das duas cidades, 62 tiveram nota aquém da esperada. Em Taubaté, outras 15 unidades não foram avaliadas.

Divulgado anteontem pelo MEC (Ministério da Educação), o levantamento revelou que 3 escolas de São José estão entre as 10 melhores do Estado: a estadual José Mariotto e as municipais Waldemar Ramos e Mercedes Klein quarta, nona e décima, respectivamente.

Das 39 cidades da RMVale, 26 alcançaram o objetivo traçado pelo governo federal. Os dados são referentes a 2011. Elaborado desde 2005 e publicado a cada dois anos, o Ideb une o fluxo escolar e o desempenho na Prova Brasil, feita por alunos de escolas públicas.

Com bonsresultados individuais, as 87 escolas joseenses somadas não obtiveram a meta de nota 5 indicada no ranking, mas chegaram perto, com 4,9. Os índices vão de 0 a 10. O colégio Estadual Sônia Pereira, no Parque Interlagos, foi o sexto pior do Vale do Paraíba.

“A educação pública de São Paulo está entre as melhores do país e é sempre mais difícil alcançar todas as metas”, disse o secretário de Educação de São José, Alberto ‘Mano’ Marques, por meio de nota. Já Taubaté vive um paradoxo. Enquanto comemora a pontuação de 4,7 (acima da meta de 4), a cidade teve 20 colégios municipais entre os 23 da cidade abaixo do indicador.

“A situação é enfrentada por um número muito grande de estabelecimentos de ensino do país e da região, que em 2009 já apresentavam índices de avaliação mais elevados”, afirmou a Secretaria de Educação, por meio de nota. Para o diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Gilmar Ribeiro, o problema da rede estadual paulista está no sistema de progressão continuada, em que o aluno avança com apenas uma avaliação entre o 5º e 6º anos.

“Os ciclos de avaliação têm que ser pelo menos de dois em dois anos. O nível de conhecimento de 80% dos alunos que terminam hoje o colegial é de um estudante de 6ª série.”

O Vale

Segundo Pesquisa cidade tem 3 escolas com indice bom

São José dos Campos tem 3 das 10 melhores escolas do Estado, de acordo com dados do Ideb ( Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgados ontem pelo MEC (Ministério da Educação). As unidades que se destacaram são a José Mariotto Ferreira Major Aviador, que é estadual e fica dentro do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), e as municipais Waldemar Ramos, do Vista Verde (zona leste), e Mercedes Carnevalli Klein, do Jardim Satélite (zona sul).

Elas ficaram, respectivamente, em quarto, nono e décimo lugares no ranking estadual. Os dados são referentes a 2011 e aos alunos do ensino fundamental. Divulgado desde 2005 a cada dois anos, o Ideb é uma avaliação do Ministério da Educação (MEC) que une o fluxo escolar e desempenho na Prova Brasil, feita por alunos de escolas públicas.

A RMVale tem ainda 4 escolas entre as 100 melhores do Brasil e 10 entre as 300 melhores. Neste último grupo, só 1 não fica em São José -a Escola Estadual Rogério Lacaz, de Guaratinguetá (53º no ranking estadual e 300º no ranking nacional).

Mesmo com bons resultados individuais, São José não atingiu a meta estipulada pelo MEC, que era nota 5 ficou com 4,9. Nos dois exames anteriores (2007 e 2009) o objetivo foi alcançado. Taubaté teve nota 4,7, superando a meta de 4,. Jacareí obteve 4,3 exatamente o que precisava.

Na ponta de baixo do ranking, a terceira pior escola do Estado também é da região: a estadual Paulo Virgínio, de Cachoeira Paulista, com nota 2,3 a meta era 3,6. “Enquanto o governo não puder ajudar, vai ficar assim. Não manda verba, não manda nada”, disse o prefeito da cidade, Fabiano Vieira (PSDB), ao avaliar o resultado.

Com Ideb de 6,5, a Escola Estadual José Mariotto Ferreira ficou bem acima da meta de 4,7. A diretoria da unidade e o governo do Estado não quiseram comentar o resultado ontem. Nona melhor do Estado e 61ª em âmbito nacional, a Escola Waldemar Ramos tem 70 professores e 890 alunos. “Temos professores dedicados e pais empenhados em ajudar”, disse diretora Rosa Rodriguez.

Para o professor e consultor em educação Magno Maranhão, do Rio de Janeiro, o sistema de ranking não é ideal, mas ajuda. “É avaliação de um momento. Mesmo assim, o Ideb é importante porque é nacional e serve para elaboração de políticas públicas de educação.”

O Vale

Reposição de aulas da Unifesp será em 2013

A reposição de aulas na Unifesp de São José só deve acabar em 2013, devido à greve na instituição de ensino que já dura 40 dias. Mesmo que a paralisação terminasse hoje, a reposição se arrastaria até fevereiro. A continuidade da greve nos seis campi da Unifesp no Estado foi decidida em assembleia anteontem. Novo encontro será realizado na semana que vem em São Paulo para discutir a situação.

“Estamos elaborando uma contraproposta para o governo e vamos apresentá-la aos professores”, afirmou Virgínia Junqueira, presidente da Adunifesp (Associação dos Docentes da Unifesp). O governo federal ofereceu 40% de reajuste para os professores titulares, mas a associação quer estender o benefício para os temporários.

Em São José, os 650 professores da Unifesp estão em greve e pelo menos 650 alunos estão sem aulas. “Iria me formar neste ano. Agora, só em 2013”, disse estudante Rodrigo Santo, do último ano de ciência da computação na Unifesp de São José.

Durante trote ontem em São José, os calouros da Fatec (Faculdade de Tecnologia) tiveram o rosto e as roupas pintados e pediram dinheiro nos semáforos. No último dia 1º, 360 novos alunos ingressaram nos seis cursos de graduação.

O Vale