Justiça pede anulação da Lei de Zoneamento da cidade

A Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo moveu na Justiça uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) para anular a nova Lei de Zoneamento de São José dos Campos, em vigor desde agosto de 2010. O processo tramita no TJ (Tribunal de Justiça do Estado) e já possui 15 volumes. A ação foi motivada por uma representação apresentada pelo Ministério Público de São José, “em razão de inúmeras reclamações de munícipes, empresas e associações da cidade”, informou o relator do processo, Castilho Barbosa.

Na ação, ajuizada no dia 7 de novembro último, a Procuradoria Geral de Justiça pede a concessão de liminar para barrar efeitos da lei. O relator do processo pontua em seu despacho que, entre os argumentos apresentados pelo MP contra a norma estão “Abuso do Direito de Emendar, Violação ao Princípio da Separação de Poderes”, “Violação ao Princípio do Planejamento”, “Violação ao Princípio da Participação Popular”, “Violação ao Princípio da Impessoalidade” e “Ausência de Processo Legislativo”.

O magistrado cita como exemplo o parágrafo 1º do artigo 295, “que foi inserido na Lei Complementar 428/10 (Lei de Zoneamento) sem um regular e válido processo legislativo”. O artigo em questão proibe edificações em terrenos com declividade igual ou superior a 40%, com exceção àqueles registrados anteriormente à data de publicação da lei, “os quais poderão ser edificados desde que seja apresentado projeto estrutural dentro das normas técnicas de segurança regulamentadas pelo Código de Obras e Edificações do Município”.

O texto abre brecha para que terrenos comercializados anteriormente à data de publicação da lei possam ter edificações, desde que cumpridas as exigências legais da prefeitura. O parágrafo foi inserido na lei por emenda apresentada pelo vereador Valdir Alvarenga (PSB).

Ao todo, os parlamentares apresentaram 107 emendas ao projeto da nova lei. Destas, 27 foram aprovadas sem sequer terem sido lidas em plenário (inclusa a de Valdir Alvarenga). O parlamentar disse ontem que há equívoco da Procuradoria Geral de Justiça a respeito da sua emenda.

“A minha emenda garante que os proprietários que compraram terrenos possam construir suas casas, mas proibe que os loteadores vendam novas áreas em locais de difícil construção”, declarou. “Bairros como Jardim República e Vila São Bento têm terrenos com declive de 40% ou mais, mas que já foram comercializados. O dono tem o direito de construir”, ponderou o vereador.

Em despacho proferido no último dia 13, o desembargador Castilho Barbosa negou a concessão de liminar e pediu esclarecimentos à Câmara e à prefeitura. Valdir Alvarenga afirmou que a Câmara vai esclarecer as dúvidas levantadas.

O presidente do Legislativo, Juvenil Silvério (PSDB), informou que ainda não tem conhecimento oficial da ação movida pela Procuradoria. “Vamos aguardar a citação e prestar todos os esclarecimentos. A lei foi aprovada segundo os ritos legais”, disse. A prefeitura também informou que ainda não foi citada pela Justiça.

Especialista em administração pública, Odete Medauar disse que, caso a Justiça venha a revogar a nova Lei de Zoneamento, terá que dar diretrizes dos procedimentos que o município deverá adotar para editar nova norma. “É estranho questionar uma lei que já está em vigência há mais de dois anos. Em tese, isso deveria ter ocorrido antes”, ponderou Odete, que é professora da Universidade de São Paulo.

“Se a Adin prosperar, acredito que a lei anterior deve voltar a vigorar até que uma solução seja encontrada. O que não pode ocorrer é um vácuo. Caberá à Justiça definir diretrizes a respeito, como determinar um prazo para o município elaborar uma nova lei”, pontuou.

Para o vereador e presidente do PT, Wagner Balieiro, a questão é complicada. “Ainda não detalhamos o assunto, mas é uma situação que preocupa. Como vai ficar a cidade”, indagou o parlamentar. Balieiro ponderou que a atual Lei de Zoneamento têm “pontos falhos que precisam ser corrigidos, mas ela está em vigência”.

Na avaliação do advogado e ambientalista Gabriel Alves da Silva Júnior, faltou mais debate e participação da sociedade na discussão da norma. “A Procuradoria Geral de Justiça do Estado trabalha com um amplo material e estudo elaborado pelo Ministério Público de São José com questionamentos a respeito do processo de tramitação e aprovação da norma”.

O Vale

Publicado em: 20/11/2012

Cidade pode perder verba se não desocupar o Banhado

As famílias que vivem na área do Banhado, região central de São José dos Campos, terão um ano decisivo em 2013. A cidade recebeu R$ 10 milhões por uma compensação ambiental da Refinaria Henrique Lage (Revap) para implantação do Parque do Banhado, mas a quantia só será liberada se o município cumprir todas as exigências da lei. E uma delas é desocupar o local, que atualmente é habitada por cerca de 185 famílias.

A área de cinco milhões de metros quadrados é um dos cartões postais da cidade. O terreno de várzea que protege o Rio Paraíba do Sul abriga mais de 50 espécies de animais e ajuda a renovar o ar da cidade. Desde a década de 1990, a área era de proteção ambiental.

Em 2012, uma parte do espaço, um milhão e meio de metros quadrados, se transformou em uma unidade de conservação de proteção integral. “O que pode ser desenvolvido dentro de uma unidade de conservação de proteção integral é pesquisa científica, é visitação para fim de educação ambiental, contemplação da natureza e preservação”, disse o secretário de Meio Ambiente da cidade, André Miragaia.

A mudança aconteceu para que a cidade possa ser beneficiada com recursos de compensações ambientais. Até então, esses valores eram encaminhados a áreas vizinhas como a Serra da Mantiqueira e o Parque Estadual da Serra do Mar.

Mas o problema que trava o recebimento da verba se dá, porque uma unidade de conservação de proteção integral não pode ser ocupada. A prefeitura já retirou 115 das 300 famílias que viviam no local. “A Secretaria da Habitação começou a transferência com aqueles que demonstraram interesse em sair da área. As outras pessoas ainda estão sendo contatadas. Existem muitos casos que podem ser indenizados e existem outros casos que não dá para serem indenizados, que você tem que transferir para os programas habitacionais da prefeitura”, explicou Miragaia.

A prefeitura tem o prazo até dezembro do ano que vem para tomar posse da área. Do contrário, perde o dinheiro. A decisão de uma possível desocupação vai ficar nas mãos do novo prefeito, Carlinhos Almeida (PT).

Essas áreas foram ocupadas há 50 anos. Alguns moradores dizem que não querem sair. “Eu já resido aqui há mais de 50 anos e tem uns moradores aqui também, uns que tem criação de gado, tem o seu tanque de peixe, outros têm sua plantação de hortaliças. Então, se nós mudarmos daqui vai ficar muito difícil para nós”, afirmou o líder comunitário, Davi Moraes.

Plano de reassentamento
Segundo a Secretaria de Habitação de São José dos Campos, as famílias que vivem no Banhado farão parte de um plano de reassentamento, que está sendo elaborado em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Esse plano é previsto para o ano que vem e a ideia é que ele seja discutido com os moradores, mas ainda não há prazo nem local definido para o assentamento das famílias.

Além do Parque do Banhado, São José tem uma segunda unidade de conservação de proteção integral. É o Parque Natural Augusto Ruschi, o antigo Horto Florestal. Essas duas unidades podem receber verbas de compensação ambiental de empresas.

G1 (Vnews)

Publicado em: 20/11/2012

Prefeitura inaugura hoje o Centro de Formação do Educador

A Prefeitura de São José dos Campos inaugura oficial nesta terça-feira (20), às 19h30, o Centro de Formação do Educador (CEFE) Professora Leny Bevilacqua. A solenidade ocorrerá durante a abertura da Feira do Jovem Empreendedor.

Localizado na Avenida Olivo Gomes, no bairro de Santana, o prédio está uma área de 14,6 mil metros quadrados e já vem sendo utilizado para cursos, palestras e atividades de formação continuada de professores da rede municipal e servidores de várias secretarias.

Diariamente, o CEFE recebe cerca de 400 profissionais para atividades de capacitação desenvolvidas em dois pavimentos e um subsolo. No térreo, há uma área para eventos e exposições. No pavimento superior, fica o auditório principal, com capacidade para 350 pessoas, e mais três ambientes com 250 lugares cada. O CEFE conta ainda com 20 salas de aulas e estudos, além de laboratórios de informática, ginástica laboral, reprografia e processamento de dados. No subsolo está o auditório para palestras.

O prédio também tem refeitório, estacionamento com 360 vagas, anfiteatro com capacidade para mil pessoas, espaço para acervo audiovisual e dois estúdios para edição. A empresa JWA Construções foi a responsável pela execução da obra e o valor total foi de R$ 25,8 milhões.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 20/11/2012

Prefeitura da cidade entrega no sábado Centro da Juventude

A Prefeitura de São José dos Campos inaugura neste sábado (24) o Centro da Juventude “Fuad Cury” (Rua Aurora Pinto da Cunha, 131), no Jardim América, região sul da cidade. O evento será das 16h às 19h, com a presença de autoridades e representantes de toda a sociedade. Durante a inauguração será realizada a última edição da Ação Juventude de 2012.

Além das atividades esportivas, culturais, educacionais, empreendedoras e recreativas, a Ação Juventude terá, mais uma vez, apresentações musicais e grande show de encerramento com as bandas Eccus e a Banda Voltz, com o melhor do rock. Participam da ação entidades sociais e secretarias municipais com oficinas, workshops, orientação nutricional, aferição de pressão arterial e outros serviços à comunidade.

O Centro da Juventude é um projeto da Prefeitura de São José dos Campos e devido ao seu conceito de trabalho intersecretarias e ainda por sua área (35 mil metros quadrados) é considerado o maior centro especializado na América Latina, com instalações e projetos que o tornaram referência no segmento.

O complexo tem salas de informática, espaços de leitura e lazer, pista de caminhada e skate, quadra poliesportiva e de vôlei de areia, cozinha experimental e outros espaços destinados ao atendimento do jovem. Serão oferecidos cursos de dança, teatro, música e consultórios de hebiatra e ginecologista, além de muitos outros serviços.

Programação de inauguração

  • Coral Talento Ildete (Secretaria de Educação) – das 16h às 16h30
  • Apresentação de banda de rock – das 16h30 às 17h30
  • Cerimônia de inauguração – das 17h30 às 18h
  • Apresentação de banda de rock – das 18h às 19h

Atrações:

  • Campeonato de Vôlei de Areia
  • Workshop de Basquete de Rua
  • Workshop de Grafite
  • Workshop de Slackline
  • Apresentações de Artes Marciais (Karatê, Taekwondo, Hap Ki Do, Kick Boxe)
  • Jogos de mesa
  • Pintura de rosto
  • Oficina de Tranças – CUFA (Central Única das Favelas)
  • Casa de Brinquedos
  • Exposição de materiais confeccionados com lixo reciclável (URBAM)
  • Exposição Fotográfica
  • Oficina de Artesanato
  • Orientação de Higiene bucal

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 20/11/2012

Feira do Empreendedor tem inicio hoje na cidade

Cerca de 120 mil pessoas estão sendo esperadas na 9ª Feira do Jovem Empreendedor, que começa hoje no Cefe (Centro de Formação do Educador), às 19h30, no Parque da Cidade, em Santana, zona norte de São José. O evento realizado pela prefeitura em parceria com a Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e o Cecompi (Centro de Competitividade e Inovação) visa incentivar o empreendedorismo, principalmente entre o público jovem.

Serão expostos cerca de 46 trabalhos dos alunos dos nonos anos e 26 dos estudantes dos oitavos anos de escolas municipais de São José. “Queremos estimular e inspirar cada aluno a tornar-se um empreendedor”, afirmou Carmen Lucia de Paula Ferreira, coordenadora do programa de empreendedorismo da rede.

Segundo ela, os projetos fazem parte do componente curricular ‘Profissional do Futuro’. “Durante as aulas, os alunos puderam elaborar um projeto que, após terem passado por uma curadoria, será exibido na feira”, disse. O investimento estimado para realização da feira girou em torno de R$ 1 milhão. A prefeitura arcou com cerca de 80% das despesas, enquanto empresas parceiras contribuíram com o restante por meio de serviços ou quantias em dinheiro.

“Trabalhamos com parceiros desde 2007. São empresas e instituições que acreditam na educação e ajudam a otimizar o custo do evento”, afirmou Gisele Pintus, da equipe de coordenação da feira. Segundo ela, em 2007, foi criado um decreto municipal para a captação de recursos. Assim, as empresas que ajudaram na produção da feira ganharam um estande próprio onde irão interagir com os visitantes e expositores.

“A Embraer, que nos deu R$ 40 mil reais em serviços, por exemplo, tem a sua contrapartida, que é a inserção de sua marca em banners e nos vídeos institucionais da feira”, disse Gisele. Ao todo, mais de 50 colaboradores participam dessa edição como o parque de diversões Hopi Hari, a siderúrgica Gerdau e a VW Brasil, empresa de carretas e unidades móveis. “Calculo que investimos por volta de R$ 60 mil”, afirmou Fernando Moura Paiva, presidente da VW Brasil, responsável pelo portal de entrada, pelo estande do Instituto Chico Mendes e pela carreta Signo das Árvores.

De acordo com a organização da feira, escolas da cidade levarão cerca 30 mil alunos em 750 ônibus. A partir de amanhã, o espaço estará aberto das 8h30 às 21h. A entrada é gratuita e aberta ao público. A Secretaria de Transportes de São José disponibilizou agentes de trânsito para orientar os motoristas no local. Segundo a pasta, como o evento será distribuído ao longo do dia, não será necessário nenhum esquema especial. Para quem precisar utilizar o transporte coletivo, 10 linhas passam pelo Parque da Cidade.

A 9º Feira do Jovem Empreendedor conta com 72 trabalhos escolhidos por uma comissão julgadora. Os projetos apresentados na edição anterior, agora aperfeiçoados, também estarão no evento. Durante a feira, uma outra comissão formada por pesquisadores e empresários elegerá os três melhores projetos de cada ano de ensino. E os três melhores trabalhos ganharão patentes, o que assegura a proteção da ideia original.

Os visitantes da feira poderão participar de workshops, oficinas e palestras. Fãs do programa CQC (Custe o Que Custar), da Bandeirantes, poderão ver de perto o apresentador Marcelo Tas, que ministrará a palestra “Redes Sociais: virtudes e efeitos colaterais da nova comunicação digital”, que acontece na quarta-feira, às10h. Também estarão presentes no evento o jogador de vôlei Maurício Lima e o primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes. Confira a programação pelo site www.feiradojovemempreendedor.com.br.

O Vale

Publicado em: 20/11/2012

Com o fim do ano, cresce o número de empregos na cidade

Boa notícia para quem pretende terminar o ano com carteira assinada no Vale do Paraíba. O programa Emprega São Paulo/Mais Emprego está com mais de 1.100 vagas de emprego abertas na região. A agência é gerenciada pela Sert (Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho) de São Paulo em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego.

Os interessados em trabalhar como operador de eletromecânica, motorista carreteiro e pedreiro de acabamento têm mais chance. Segundo a agência, essas vagas são destaques na região. O candidato precisa ficar atento. É nessa época de fim de ano que surgem mais oportunidades no mercado, segundo a diretora regional do Mais Emprego, Milena Guimarães Coelho.

“É uma boa época para buscar emprego. Além dos números efetivos que já são altos, também surgem as vagas temporárias para o Natal em toda a região”, afirmou. Para ter acesso às vagas, é simples. Basta acessar o site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, criar login, senha e informar os dados solicitados.

Para quem não tem acesso à internet, outra opção é comparecer a um PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) com RG, CPF, PIS com número ativo e Carteira de Trabalho. “É muito fácil. Uma forma de facilitar a vida de quem está atrás de uma recolocação no mercado de trabalho”, disse Milena.

Uma dica da gerente regional é manter o cadastro atualizado para não perder oportunidades de trabalho. De acordo com ela, as vagas são atualizadas diariamente. Ao todo, são 1.122 novas oportunidades para a região. Os itens escolaridade e experiência variam de acordo com a área de atuação e com a empresa que oferece a vaga. Para a estagiária Raianny de Freitas Rodrigues, 17 anos, a ferramenta de cadastro é fácil.

“Meu estágio está acabando e vou procurar um emprego pelo site do Emprega São Paulo. Acho fácil. Hoje em dia, a maioria das pessoas têm acesso à internet. Acho muito importante as vagas serem divulgadas”, disse ela. Muita gente deixa de procurar emprego por falta de experiência. Para a gerente regional do Mais Emprego, experiência não é uma regra. “Nem sempre o empregador pede experiência. Há oportunidade para todos. É só ficar atento e correr atrás”, afirmou Milena.

Outra dica de Milena é a importância do candidato em se manter atualizado e qualificado profissionalmente. Segundo ela, quem se qualifica, passa à frente dos mais candidatos. “É importante manter os dados atualizados para que o interessado tenha sempre acesso aos programas de qualificação da Sert, com o time do Emprego e o PEQ (Programa Estadual de Qualificação), por exemplo”, disse.

Depois dos testes preliminares é a hora da entrevista. Um ‘fantasma’ na vida de algumas pessoas. Como se portar? O que vestir? Como falar? São dúvidas frequentes. A dica da secretaria é tentar manter-se tranquilo. Evitar gírias. Elas atrapalham a comunicação com o entrevistador e pode reprovar um candidato. Recomenda-se também que o candidato esteja com uma roupa adequada para a entrevista e não exagere na maquiagem e se porte adequadamente

Terminam amanhã as inscrições para estágio na FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) de São José. As vagas estão sendo oferecidas pelo Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola). O aluno precisa preencher o cadastro no www.ciee.org.br e aguardar uma ligação ou um e-mail do Centro de Integração para futuras provas.

O Vale

Publicado em: 20/11/2012

Futuro do PSDB fica ameaçado na cidade

Os tucanos de São José estão apreensivos e preocupados com o futuro do PSDB. Mais de um mês após as eleições, o partido ainda não curou totalmente a ressaca da derrota nas urnas. A cúpula tucana permanece em silêncio sobre os rumos da legenda. O prefeito Eduardo Cury, por exemplo, evita o assunto. Na semana passada, disse que o partido deve fazer reunião para definir diretrizes, mas foi evasivo. Limitou-se a dizer: “procurem o presidente do partido sobre isso”.

Nos bastidores, os tucanos têm trocado informações, mas cobram um posicionamento mais claro da direção do partido, comandada por Alexandre Blanco, que se encastelou após perder a eleição para Carlinhos Almeida (PT). Blanco foi procurado várias vezes por O VALE, mas se recusou a dar entrevista. “É natural que o Alexandre precisa de um tempo, mas já está na hora de ele começar a se movimentar. O partido precisa caminhar”, disse um integrante do partido.

Ex-presidente do PSDB, Sebastião Dominguez avalia que o desempenho de Blanco nas urnas foi melhor do que o esperado e que agora é preciso pensar no futuro e organizar o partido para ser oposição ao PT. “O Alexandre se saiu melhor nas urnas do que se prenunciava. Acho que agora temos que pensar no futuro, auxiliar bancada de vereadores e começar a pensar em 2014.”

Para Dominguez, o resultado das urnas mostra que o PSDB tem um grande espaço político na cidade. Blanco ficou em segundo lugar, com 153.011 votos (43,15%). Dominguez e outros integrantes da legenda, como a secretária de Defesa do Cidadão, Marina de Fátima de Oliveira, acreditam que nos próximos meses haverá uma depuração nos quadros do PSDB. “É natural que isto ocorra. Muitos que estavam no poder apenas por adesão vão deixar a legenda”, afirmaram.

Na Câmara, integrantes da bancada tucana que se reelegeram pontuaram que vêm insistindo para que ocorra uma reunião do diretório este ano para avaliar o quadro político. “Logo depois das eleições pedimos uma reunião do diretório. O encontro até chegou a ser marcado, mas não aconteceu”, disseram Juvenil Silvério e Fernando Petiti.

Uma das preocupações é com relação à atuação da bancada. “Já que ninguém sinaliza nada, os vereadores estão se virando sozinhos. Isso não é bom”, afirmou Juvenil. Para ele, o partido precisa se posicionar. “Vai haver unidade na bancada? Vamos ter eleição da nova mesa da Câmara. Como vamos nos posicionar?”, questionou o tucano.

Para o analista político Alacir Arruda, o PSDB precisa incentivar o surgimento de novas lideranças, principalmente jovens, para arejar o partido e ficar em sintonia com demandas da população. “A primeira coisa que o PSDB precisa fazer em São José é seus caciques acertarem os ponteiros. Emanuel e Cury precisam falar a mesma língua para que o partido possa sair dessa situação”, afirmou.

Segundo ele, é hora de o PSDB juntar os cacos. Na avaliação dele, o PSDB tem dificuldade de ser oposição. Arruda lembra que um dos pilares da democracia é a existência de oposição, senão vira ditadura. “É obrigação do PSDB fazer esse papel, sob o risco de assistir a um crescimento geométrico do PT”.

O Vale

Publicado em: 19/11/2012

Extração de areia na cidade será decidida para 2013

Está prestes a ser ampliada a área de extração de areia e outros minérios na várzea do rio Paraíba do Sul, em cidades da região. A decisão será tomada pelo governo estadual em 2013 com base em estudos técnicos que estão sendo feitos. Eles apontarão se a região entre Pinda e Queluz, na divisa com o Rio de Janeiro, tem potencial e é ambientalmente favorável ao extrativismo minerário.

Hoje, o zoneamento permite apenas a exploração de areia entre Jacareí e Pinda, feita por meio de 81 empreendimentos ativos, que produzem cerca de 20 milhões de toneladas de areia por ano. É pouco para abastecer o principal mercado das empresas da região, a Região Metropolitana de São Paulo, e atender o crescimento das cidades do Vale do Paraíba.

Ciente da demanda e dos problemas ambientais que a exploração de areia deixou na região, legado de centenas de cavas abandonadas, o governo estadual criou um grupo de trabalho, em maio de 2011, para estudar o assunto. Não quer decidir sem embasamento técnico.

“Ampliar ou não a área de exploração é uma decisão política que será tomada pelo governo. Nós daremos os subsídios para a deliberação”, diz a geóloga Sônia Nogueira, do Núcleo de Recursos Minerais do IG (Instituto Geológico) de São Paulo.

Além do IG, participam do grupo de trabalho a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Ministério Público, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e a Polícia Ambiental. Segundo Arlete Ohata, diretora do Departamento de Informação Ambiental da CPLA (Coordenadoria de Planejamento Ambiental), o relatório do grupo será publicado na próxima semana.

O VALE apurou que os estudos serão favoráveis à expansão da areia, mas recomendarão controle rigoroso do manejo. Irão receber críticas de ambientalistas da região, ficando para o governo trilhar essa “areia quente”.

O Vale

Publicado em: 19/11/2012

Novos Projetos na feira do Jovem Empreendedor na cidade

Ao estacionar a bicicleta, o condutor aperta um dispositivo que aciona uma trava na roda traseira. Pronto. Agora, ele pode tranquilamente deixar a sua bike na rua e sair para fazer as suas tarefas. Ai do ladrão que tentar levar o veículo: além de encontrar a roda travada, assim que o pezinho que sustenta a bicicleta for levantado, um alarme ensurdecedor chamará a atenção de todos que estiverem na via.

A criação de um grupo de dez alunos do 9º ano da Escola Municipal Maria Amélia Wakamatsu, do Campos de São José, zona leste da cidade, além de contar com um projeto detalhado tem até preço sugerido: R$ 90. Este e outros 45 produtos e serviços poderão ser vistos na 9º Feira do Jovem Empreendedor, que começará na terça-feira no Cefe (Centro de Formação do Educador), no Parque da Cidade, em Santana, na zona norte de São José.

Entre os destaques, estão uma cadeira dobrável portátil adaptada para manicures e pedicures e um corrimão que ilumina as escadas. “Foram 270 trabalhos apresentados para uma comissão julgadora. Destes, 72 foram escolhidos de acordo com critérios como criatividade, análise de mercado, sustentabilidade, viabilidade financeira e apresentação oral”, afirmou Carmen Lucia de Paula Ferreira, que é a coordenadora do programa de empreendedorismo da rede municipal de ensino.

Os alunos dos 8º anos também participarão desta edição. Serão 26 trabalhos expostos. Haverá projetos como um pet shop com lanchonete, que permite que o cliente tome um café enquanto espera o seu animal, e uma loja de artesanatos feitos com produtos recicláveis. Alunos dos ensinos médio e técnico também foram convidados a participar.

“Na feira, uma outra comissão formada por pesquisadores e empresários de São José elegerão os três melhores projetos de cada ano de ensino. Além disso, os três melhores trabalhos da feira ganharão patentes, o que assegura a proteção da ideia original”, afirmou Gisele Pintus, coordenadora da feira junto de Daniel Buono.

Os projetos apresentados em 2010 foram aperfeiçoados e também serão reexibidos. “O evento se tornou uma vitrine para empresários. Neste ano, faremos inclusive uma rodada de negócios com os alunos”, disse Gisele. A entrada na feira é gratuita. Haverá estandes de atividades e palestras com famosos, como o Marcelo Tas, apresentador do CQC (Band) e o astronauta Marcos Pontes. A programação completa pode ser vista no site www.feiradojovemempreendedor.com.br.

O Vale

Publicado em: 19/11/2012

Extração de areia pode afetar o meio ambiente da cidade

Se juntar os dois lados, com certeza, vai entrar areia na discussão. Ambientalistas e empresários do ramo minerário têm visões opostas sobre o futuro da extração de areia no Vale do Paraíba. A maior parte dos ecologistas descarta a expansão da atividade e critica o passivo ambiental deixado na região, com centenas de cavas e estruturas abandonadas.

Em Jacareí, por exemplo, um antigo porto de areia no bairro Bandeira Branca está abandonado com estruturas metálicas, todas enferrujadas, erosão na encosta e uma imensa lagoa sem tratamento. Os empresários admitem erros do passado, mas defendem os negócios afirmando que a legislação e a fiscalização estão mais rígidas, o que torna mais eficiente a lavra de areia.

No meio do caminho, outros especialistas sugerem um meio termo entre os dois grupos: uma exploração sustentável e controlada pelo poder público, que garanta a areia para o desenvolvimento das cidades ao mesmo tempo que proteja o meio ambiente.

“Várzea é vida”. Com esse bordão, o geólogo e pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Paulo Roberto Martini, resume a sua contrariedade quanto à exploração de areia na região. “Quando se faz a cava, afunda a calha do rio e modifica o nível básico de erosão. Aumentando, recomeça a erosão nas serras, escorregamento, instabilidade das vertentes. É isso que queremos?”, questiona.

Para o ambientalista Vicente Cioffi, a extração ainda pode despejar metais pesados no rio. “Para nós, São José não quer cava e não pode voltar. Já é caso consolidado”, afirma. “O que se exige das empresas antecipadamente não é suficiente. Desaparece a mineradora e desaparece o compromisso”, diz o arquiteto e urbanista Flávio Mourão. Para o secretário de Meio Ambiente de São José, André Miragaia, as cavas abandonadas carecem de plano futuro. Sem recuperação, quem paga a conta são as cidades.

O VALE procurou empresários do setor areeiro da região e apenas dois deles concordaram em conceder entrevista, mesmo assim pedindo para omitir o nome. “As críticas ao setor são muito fortes, mas nem todas têm fundamento”, disse um deles, comentando que as empresas “estão melhor fiscalizadas e seguindo a legislação”.

Outro empresário disse ser favorável à expansão da área de extração de areia para dar conta da demanda, sempre crescente. Produto barato, a produção de areia está cada vez mais distante dos grandes centros. “O Vale tem papel estratégico nessa área”, disse.

O Vale

Publicado em: 19/11/2012