Com o IPI reduzido, fila para compra de carro novo é grande

Comprou mas não levou. Essa é a situação da maioria das pessoas que adquiriu carro zero km na região. Devido à procura acima da demanda, os consumidores precisam esperar até 120 dias para colocar o carro na garagem de casa.

O tempo varia conforme o modelo e os opcionais. Mas em 11 das 12 concessionárias ouvidas por O VALE, o comprador irá precisar esperar no mínimo 10 dias para sair andando de carro novo. Apenas a Itavema France Renault, que possui lojas em Taubaté e São José, afirmou que não há espera. Segundo a concessionária, neste mês ela só vende veículos que estão em estoque.

Os campeões de demora são o Chevrolet Cruze Sport6, o Ford Ecosport e os HB20 e IX35 da Hyundai. Quem comprar hoje, só receberá o carro em março. A médica Fernanda Carvalho, 26 anos, é uma das motoristas que precisa aguardar cerca mais 90 dias para dirigir seu novo carro.

Ela comprou um HB20 no mês passado, e se não bastasse a vontade de ter algo que comprou, a ansiedade aumenta por ser seu primeiro carro zero. “Eu queria estar com ele já. É ruim ficar sem algo que você comprou, mas fazer o que? Eu aceitei esse prazo na hora de comprar. Agora é só controlar a ansiedade.”

Segundo a gerente de vendas da Veibras, concessionária da GM em São José, Viviane Batista, a espera é devido à demanda maior que produção. “A redução do IPI mais a injeção de dinheiro no mercado <MD>provocou uma corrida às concessionárias”, afirmou.

Segundo Batista, nos primeiros sete dias de dezembro, a concessionária já vendeu 122 carros ante 65 no mesmo período do mês passado.Na Modena Fiat de Taubaté, as vendas em dezembro aumentaram entre 25% e 30% em relação ao mesmo período de novembro. “Novembro já foi um mês muito bom. Mas como é o último mês do IPI, as pessoas estão procurando mais”, disse Marcos da Silva, gerente.

Os consumidores precisam ficar atentos com o preço dos carros. O benefício do IPI reduzido valerá apenas para os carros que forem faturados até o dia 31 deste mês. A data da compra não é levada em consideração. Se o consumidor comprar um carro hoje, mas o veículo só for produzido no próximo ano, ele pagará o IPI normal.

O Vale

Publicado em: 10/12/2012

Prefeitura entrega mais uma praça para moradores

Os moradores do Jardim Califórnia, região leste de São José dos Campos, têm um novo espaço público. A praça, entregue na semana passada pela Prefeitura, está equipada com quadra de areia, estação de ginástica, parquinho infantil, bancos, lixeiras, mesas para jogos, iluminação ornamental e árvores nativas da região.

A Secretaria de Meio Ambiente intermediou a construção da praça a partir de um termo de compensação ambiental firmado no licenciamento de uma obra da empresa Goldfarb e que foi revertida nesta benfeitoria pública. A construtora foi responsável pela execução da obra e instalação dos equipamentos de lazer.

A praça é resultado de um conjunto de iniciativas para trazer mais qualidade de vida para a população. Desde 2010 a Secretaria de Meio Ambiente vem realizando reuniões periódicas para discutir melhorias com a participação dos moradores.

O bairro já recebeu mutirões de limpeza e conscientização para combater o descarte irregular de lixo e entulho; o plantio de árvores na Área de Preservação Permanente (APP) do córrego Pararangaba e em áreas de nascentes, bem como o plantio de um dos bosques do Programa Museu da Flora Nativa.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 07/12/2012

Festas de Fim de ano lotam trânsito no centro da cidade

O início da temporada de compras de Natal e de festas de fim de ano tem gerado tumulto no trânsito da região central de São José. Diante da dificuldade para conseguir vagas de estacionamento e do excesso de carros, muitas pessoas têm optado por deixar seus veículos em casa, indo a pé ou de ônibus para o centro.

É o caso da confeiteira Fatima Camilotti, 52 anos, moradora do Jardim Santa Inês, na zona leste. “Penso duas vezes antes de vir de carro. Na maioria das vezes, peço para o meu marido me deixar aqui e me buscar depois. Quando ele não pode e eu não quero pegar trânsito, prefiro vir de ônibus”.

Ontem, O VALE percorreu as ruas centrais da cidade e constatou que algumas pessoas demoraram até 15 minutos para encontrar uma vaga para estacionar. “Dei cinco voltas entre as ruas Sebastião Humel e Coronel Monteiro. Perdi uns 15 minutos. E o pior é que fui pagar conta, o que levou menos de 10 minutos. Passei mais tempo rodando em busca de vaga do que fazendo o que precisava fazer no centro”, afirmou a dona de casa Lucimara Amaral, 44 anos.

O trabalhador rural Romildo Augusto Angelo, 32 anos, teve mais sorte. Assim que chegou no centro, viu uma vaga sendo desocupada. “Hoje foi rápido, mas geralmente levo 10 minutos passeando entre as ruas.” A comerciante Mari Sampaio, 60 anos, que trabalha em uma loja na Coronel Monteiro, disse que as ruas começam a ser ocupadas por volta das 9h30. “Quando chego aqui, não encontro mais vagas. Uma vez desisti, entrei em um estacionamento e, no final do dia, paguei R$15”.

A escolha de Mari é a mesma de muitos consumidores. O fluxo de carros nos estacionamentos chega a aumentar 50% nesta época do ano. “Temos acompanhado os horários do comércio para atender a crescente demanda desta época do ano”, afirmou Helena Farias, gerente de um estacionamento do centro.

“Acredito que o trânsito caótico pode atrapalhar o comércio. Para amenizar isto, os pedestres devem ser privilegiados sempre”, afirmou Felipe Cury, presidente da Associação Comercial e Industrial. Segundo ele, nesta época do ano as vendas das lojas aumentam até 50%.

O Vale

Publicado em: 07/12/2012

Cidade tem institutos projetados por Niemeyer

O arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu nesta quarta-feira (5), aos 104 anos, fez o projeto dos dois principais institutos do país ligados a ciência e tecnologia aeronáutica – ambos estão instalados em São José dos Campos (SP) há mais de 60 anos.

Ele projetou parte dos prédios do atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), considerada uma das principais universidades de engenharia do mundo.

Os prédios – que chamam atenção pela simplicidade além da iluminação e ventilação naturais – sofreram poucas mudanças desde a sua construção e estão em processo de tombamento pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Temos muito orgulho e honra de ter refererências das obras de Niemeyer no DCTA e no ITA. Acreditamos que o tombamento é uma forma de garantir legalmente que as obras dele serão preservadas”, afirmou ao G1 a tenente do DCTA Gabrielli Dalavechia.

O Iphan informou que as obras de Niemeyer já são consideradas patrimônios provisórios e que o processo de tombamento – que envolve mais de 24 obras em todo país –  não tem prazo para ser concluído. O estudo teve início em 2007.

História
A concorrência para construção do DCTA,  na época Centro Técnico Aeroespacial (CTA), foi aberta pelo governo no final da década de 40 como primeiro passo no objetivo de  criar uma indústria nacional de aviação.  A disputa para escolha do projeto foi fechada, de acordo com as regras definidas na época, e o escritório de Niemeyer venceu a concorrência entre cinco projetos apresentados para desenhar o complexo.

Dois anos após o concurso e com a posse do presidente Eurico Gaspar Dutra, houve um problema político: Niemeyer, um comunista, não poderia ficar à frente de um projeto da Aeronáutica. A solução para manter os projetos foi contratar outro escritório de arquitetos onde trabalhava Rosendo Mourão, ex-estagiário de Niemeyer.

“Eu tinha carta branca para fazer o que eu quisesse, porque os militares confiavam em mim e até preferiam quando eu não pedia ajuda a Niemeyer. Mas, por respeito a ele, segui todo o projeto à risca. Ele era uma pessoa muito boa. Me ensinou muita coisa”, disse Rosendo ao G1. Segundo ele, Niemeyer era acessível e brincalhão. “Às vezes ele dormia na minha casa em São José para explicar mais sobre a obra do DCTA, escondido, com medo de ser preso pelos militares”, disse.

Prédios
Segundo o DCTA, entre os principais projetos do arquiteto estão o complexo do ITA, o Túnel de Vento do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Laboratório de Aerodinâmica, alojamento de estudantes e a moradia dos militares.

“O projeto do CTA foi um laboratório para Niemeyer construir anos depois Brasília, que segue o mesmo conceito de cidade-jardim, ou seja, os edifícios são projetados para estar em harmonia com a natureza e tudo que ela oferece. O interessante é que ele pensou tudo isso na década de 40, quando o conceito de sustentabilidade ainda não existia”, disse ao G1 Ademir Pereira dos Santos, de 49 anos, professor de História e Teoria da Arquitetura da Universidade de Taubaté (Unitau).

O prédio que mais chama a atenção e foi apelidado de ‘Elefante Branco’ pelos moradores é o hangar utilizado pelos alunos de engenharia do ITA. Grande e com uma forma curiosa e cobertura de arcos de concreto, o prédio fui projetado, segundo historiadores, para permitir a entrada e saída de caminhões, máquinas e aeronaves.  “O partido foi explorar as características estruturais do arco para se obter o maior vão livre possível, no sentido vertical e horizontal”, diz Ademir em seu livro ‘Arquitetura Industrial’.
Mudanças

Nos últimos 50 anos, as residências e alojamentos foram os que mais passaram por reformas, segundo o DCTA, que informou também que faz o possível para não alterar os projetos originais elaborados por Niemeyer. “Os traços das fachadas desses edíficios marcam muito a linha e estilo seguidos pelo Niemeyer. É uma visão interessante e diferente para a época”, afirmou ao G1 o historiador Donato Ribeiro, de 57 anos.

G1 (Vnews)

Publicado em: 06/12/2012

Sindicato ameaça cortes da GM na cidade

Metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos prometem partir para o ataque para evitar a demissão de 1.600 trabalhadores da empresa em janeiro, mês que concentrará as mobilizações da categoria. “Teremos um ‘janeiro vermelho’ em São José com paralisações, ocupações na via Dutra e greves. É um absurdo o que a GM quer fazer”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José.

Hoje, sindicalistas e representantes da montadora terão uma nova reunião para discutir a situação dos 779 funcionários da GM que estão com o contrato de trabalho suspenso (layoff) desde 30 de novembro. Amanhã, o sindicato espera levar uma massa de trabalhadores à região central de São José, às 9h, para uma passeata de protesto, a segunda desde que a crise estourou.

Eles tentarão sensibilizar a empresa a reintegrar os trabalhadores em layoff e manter a linha de produção MVA, onde atualmente só é produzido o Classic. O prazo para término da suspensão temporária dos contratos de trabalho é 26 de janeiro de 2013.

Em declarações recentes, que revoltaram os sindicalistas, o presidente da General Motors América Latina, Jaime Ardila, teria sinalizado com a possibilidade de levar a produção do Classic para Rosário, na Argentina, e demitir em São José. A GM não fez comentários sobre o assunto ontem.

Pelas contas do sindicato, pelo menos 1.600 trabalhadores seriam colocados no olho da rua, sem contar os 200 que já teriam deixado a empresa por meio de um PDV (Programa de Demissão Voluntária). “Executivos da GM disseram que esperam um acordo com o sindicato para resolver a questão. Estamos abertos a fazer todos os acordos necessários para evitar as demissões, o que não vamos aceitar”, afirmou Barros.

O sindicalista acusa a GM de “radicalismo” e de não aceitar nenhuma proposta feita pelos trabalhadores. A crise na GM de São José começou em 2008, quando a empresa desistiu de investir na planta, trazendo novos veículos, por falta de acordo com o sindicato. Ela queria diminuir os salários. Os altos salários pagos na planta estariam afetando a competitividade da empresa.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012

Oficinas gratuitas são oferecidas pelo Prodec na cidade

O Programa de Desenvolvimento Comunitário (Prodec) está com inscrições abertas para diversas oficinas nos meses de dezembro e janeiro. Os interessados deverão fazer a inscrição diretamente nas unidades onde as oficinas serão realizadas: Padaria Escola, ProdecSul e ProdecNorte.

A exigência é ter o ensino fundamental incompleto e idade mínima de 18 anos. Os documentos necessários são: cópia do RG e CPF, e dos comprovantes de escolaridade e endereço. Cada oficina terá duração de oito horas.

Opções de oficinas

  • Salgadinhos para festa – 7 e 9 de janeiro de 2013 – 12h30 às 16h30 – Prodec Padaria
  • Docinhos para festa – 14 e 16 de janeiro de 2013 – 12h30 às 16h30 – Prodec Padaria
  • Bombons – 21 e 23 de janeiro de 2013 – 12h30 às 16h30 – Prodec Padaria
  • Bombons – 10 e 12 de dezembro de 2012 – 7h às 11h – Prodec Norte
  • Docinhos para festa – 7 e 9 de janeiro de 2013 – 7h às 11h – Prodec Norte
  • Salgadinhos para festa – 14 e 16 de janeiro 2013 – 7h às 11h – Prodec Norte
  • Bombons – 10 e 12 de janeiro de 2012 – 7h às 11h – Prodec Sul
  • Docinhos para festa – 7 e 9 de janeiro de 2013 – 7h às 11h – Prodec Sul
  • Salgadinhos para festa – 14 e 16 de janeiro de 2013 – 7h às 11h – Prodec Sul

Outras informações podem ser obtidas por telefone: Padaria Escola (3922-0644), Prodec Norte (3942-2488), Prodec Sul (3966-2360).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 06/12/2012

Termina dia 10 prazo para devolução de taxa de concurso

Os candidatos que fizeram o concurso da Câmara Municipal de São José dos Campos em 2009, e que foi anulado, têm até segunda-feira (10 de dezembro) para pedir a devolução do dinheiro da taxa de inscrição. Os interessados precisam preencher um formulário no site da Prefeitura para ter a devolução. É necessário informar nome completo, número do RG, CPF, data de nascimento, endereço, telefone para contato, cargo(s) que concorreu, e-mail e informações bancárias.

Se o candidato concorreu a mais de um cargo, não será necessário fazer mais de uma solicitação. Basta preencher corretamente o formulário do requerimento no site, que automaticamente serão localizadas todas as taxas pagas, sendo processadas para devolução.

O dinheiro será devolvido no dia 21 de dezembro na conta corrente ou na conta poupança do candidato, conforme a escolha. Os valores serão corrigidos monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente ao período compreendido entre a data do concurso e a data da efetiva devolução.

Até o momento, apenas 5.641 pessoas dos mais de 18 mil que participaram do concurso, pediram a devolução do dinheiro.  A Prefeitura de São José dos Campos, responsável pela devolução do dinheiro, já depositou R$291.911,00 aos candidatos que fizeram o pedido. Os valores que estão sendo devolvidos variam de R$ 28 a R$ 53.

Prefeitura Municipal

Publicado em: 06/12/2012

Casa do Idoso recém inauguração já apresenta rachaduras

Menos de seis meses após ser inaugurada, a Casa do Idoso Sul, no bairro Bosque dos Eucaliptos, zona sul de São José, já apresenta rachaduras e uma série de problemas estruturais. Entre os problemas no espaço estão trincas na fachada do prédio, madeiras soltas no deck do espelho d’água, forro da guarita lateral destruído, além de vazamentos e infiltrações.

Um dos frequentadores do espaço promete encaminhar uma denúncia na próxima semana ao Ministério Público Federal. A construção da casa custou R$ 6 milhões aos cofres públicos e integra o pacote de quatro espaços prometidos pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) nas regiões sul, leste, centro e norte.

Hoje, há Casas do Idoso nos bairros Bosque dos Eucaliptos (sul) e Vista Verde (leste) e na rua Euclides Miragaia (centro). A unidade da zona norte é prevista para ser entregue em julho de 2013, no bairro de Santana. A prefeitura informou que está ciente dos problemas e que já acionou a empresa responsável pela obra para que efetue os reparos.

Para o aposentado Antônio Luiz do Rosário Lacerda, 64 anos, a situação do prédio é crítica. “O forro de PVC pode cair na cabeça de alguém. Será que a prefeitura não tem fiscal de obras ou engenheiro competente para fiscalizar?”, disse.

Além dos problemas estruturais, Lacerda afirma que o espaço não tem banheiros suficientes para deficientes. “O mesmo banheiro para cadeirante masculino atende o feminino. Além disso, o prédio tem dois andares e deveria ter um elevador”, afirmou.

A pensionista Luzia Ribeiro Pimentel, 73 anos, disse estar surpresa com os problemas na unidade. “É muito pouco tempo de construção para esses problemas estarem aparecendo”, disse ela. “Foi feito às pressas para inaugurar na época do aniversário da cidade”, disse uma das frequentadoras, a pensionista Luzia Saloio Pedro, 83 anos.

A Casa do Idoso Sul foi inaugurada dia 30 de junho, sendo que a previsão era janeiro. O aniversário de São José é comemorado no dia 27 de julho. A casa atende cerca de 10 mil pessoas por mês. Na zona sul, há quase 25 mil idosos com mais de 60 anos.

São oferecidos cursos de alfabetização, informática e hidroginástica, além de aulas de ioga, dança, coral, ginástica localizada e capoeira. No local também há o Centro-Dia, que tem até 80 vagas para que os idosos fiquem na unidade durante todo o dia.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012

Aluguel Social do Pinheirinho irá ser repensado pela Prefeitura

A Prefeitura São José dos Campos iniciou um pente-fino no aluguel social pago às famílias removidas do Pinheirinho para identificar casos de sem-teto que não têm mais direito ao benefício. Atualmente, 1.719 famílias são beneficiadas com um auxílio no valor de R$ 500 por mês, pago pelo município desde fevereiro em parceria com o Estado.

Há três semanas, um grupo de 12 assistentes sociais da prefeitura está recadastrando todos os sem-teto e já identificou casos de famílias que deixaram a cidade ou que não se enquadram mais nos critérios sociais previstos para receber o benefício.

Já foram visitadas de 500 famílias cadastradas. O recadastramento continua até o próximo dia 16. Paralelamente, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) encaminhou ofício ao governo do Estado solicitando a renovação do convênio do aluguel social por mais seis meses. O valor do novo contrato terá como base o resultado desse pente-fino.

Se mantidas as atuais 1.719 famílias beneficiadas, o valor do convênio pode chegar a R$ 859,5 mil por mês, ou R$ 5,157 milhões durante os seis meses de contrato. O governo do Estado entra com a maior parte, R$ 687,6 mil por mês. O restante R$ 172 mil por mês é bancado pelo município.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Social de Sâo José, João Francisco de Sawaia Lima, o Kiko, as visitas atendem à uma cláusula estabelecida no convênio entre a prefeitura e o Estado, que prevê o acompanhamento periódico das famílias inseridas no programa.

“Agora que se estabilizou o número de atendidos, faremos o levantamento de 100% das famílias cadastradas. Esse acompanhamento sistemático por meio de visitas domiciliares está previsto no contrato e serve para avaliar se as pessoas continuam na mesma situação social”, disse Kiko.

“Caso a família não seja localizada, o pagamento deverá ser bloqueado até que a pessoa compareça para a revisão do cadastro”, completou. Além da confirmação de endereço, também são feitas avaliações econômicas. O auxílio aluguel contempla as famílias que possuem renda mensal inferior a três salários mínimos (R$ 1.866) e que não invadiram outras áreas.

Por nota, o governo do Estado informou que irá manter o convênio com a Prefeitura de São José, mas não informou a data da renovação. O último pagamento do atual contrato será realizado até o dia 27 deste mês. “O benefício do auxílio aluguel às famílias que moravam no Pinheirinho está assegurado até que estejam concluídas as unidades habitacionais que as acomodarão”, informou o governo por nota.

Segundo o Estado, cabe à prefeitura identificar possíveis mudanças no contrato, como a redução do número de famílias beneficiadas. “O Estado repassa os recursos à prefeitura, que operacionaliza a distribuição. Assim, o pagamento às famílias e o cadastramento são de responsabilidade do município. Da parte do Estado, está assegurado o benefício para todas as famílias cadastradas”, informou.

Lideranças sem-teto temem corte de beneficiados. “Tem família que nem conseguiu ser beneficiada e eles já falam em cortes. Espero que não cortem, porque caso contrário haverá manifestações”, disse o advogado dos sem-teto, Toninho Ferreira. Procurado o prefeito eleito Carlinhos Almeida (PT) não foi localizado ontem para comentar o caso.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012

Pacote de construção civil deve abrir mais de 5 mil vagas

Pacote de medidas para a construção civil, anunciado na última terça-feira pelo governo federal, deve gerar cerca de 5.000 empregos com carteira assinada na região. Só em São José serão mais de 2.000 empregados. A expectativa é da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) e do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado).

Isso porque entre os benefícios está a desoneração da folha de pagamento, que permitirá a diminuição do custo de mão de obra das empresas do setor. “A redução de imposto é um estímulo para as construtoras que devem contratar mais a partir de agora, e também estimula a formalização”, afirmou o presidente da Aconvap, Cléber Córdoba.

Além da desoneração da folha, o governo vai reduzir de 6% para 4% a alíquota do RET (Regime Especial de Tributação) do segmento, e o benefício substitui, para as construtoras e prestadoras de serviços, a contribuição de 20% por uma de 2% sobre o faturamento, recolhida ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

O governo também ampliou o limite para que uma empresa seja beneficiada pelo RET social, em que a alíquota é de apenas 1%. Antes, apenas habitações até R$ 85 mil estavam nesta lista. Agora, o teto subiu para R$ 100 mil.

Para o diretor regional do SindusCon-SP, José Luiz Botelho, a medida é positiva, mas deve beneficiar as empresas que têm um número alto de empregados. “É uma lei interessante, mas precisamos estudar melhor. Afinal, o governo tirou imposto da folha, mas embutiu no faturamento”, disse.

Segundo Córdoba, a medida vai estimular empreendimentos para a baixa renda. “Um dos objetivos do governo é direcionar a construção civil para esse setor habitacional, que está carente na região”, afirmou ele. O prazo para a medida entrar em vigor é de 90 dias.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012