Vereadores recebem amanhã primeira parcela de 13°

Na próxima terça feira, dia 15 de janeiro de 2013, 21 vereadores de São José dos Campos receberão a primeira parcela do subsídio polêmico, de R$ 10.173, do qual terão direito todos os meses neste mandato. O ‘adiantamento’ salarial corresponde a 33% do valor total do subsídio, cerca de R$ 3.357,09. O restante do salário, R$ 6.815,91 será pago no dia 30 de janeiro.

O valor é menor do que foi aprovado pelos vereadores em agosto de 2011. Na ocasião, mesmo sob intensos protestos da sociedade civil, parlamentares aumentaram os próprios salários de R$ 8.320 para R$ 12.907,05. A insatisfação dos eleitores obrigou os parlamentares a diminuírem em R$ 2.734,05 o subsídio.

O valor pago aos vereadores de São José dos Campos será maior até mesmo do que o salário de alguns prefeitos da região. O holerith parlamentar terá desconto apenas da Previdência. No entanto, cada parlamentar recebe cota de R$ 23,8 mil para contratar assessores e benefícios como auxílio-gasolina e celular.

O último aumento aprovado no legislativo de São José dos Campos começou a vigorar em janeiro de 2009. Na ocasião, o vencimento parlamentar passou de R$ 4.500 para R$ 8.300.

Publicado em: 14/01/2013

Cidade tem Guarda Civil comandado por uma mulher

A servidora Maria dos Milagres Araújo de Farias assume nesta segunda-feira (14) o comando da Guarda Civil Municipal (GCM) de São José dos Campos. A cerimônia de passagem do comando será às 9h, na sede da unidade, na Vila Industrial.

Formada em Direito e pós-graduada em Gestão de Pessoas, Milagres é funcionária efetiva há mais de 24 anos e comandará um grupo de 318 guardas, entre homens e mulheres. A GCM atua de forma complementar nas ações voltadas para a manutenção da segurança pública do município.

Ela substitui o comandante Jorge de Assis Pinheiro, também servidor de carreira, que está se aposentando, após 32 anos dedicados ao serviço público, sendo três deles à frente da corporação.

Vinculada à Secretaria de Defesa do Cidadão, a Guarda Civil Municipal possui hoje oito inspetorias espalhadas em todas as regiões da cidade. Tem como principal aliado o Centro de Operações Integradas (COI), que gerencia o sistema de monitoramento das câmeras de vigilância.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 14/01/2013

Rotina dos moradores do Jardim Aquarius muda na cidade

A transferência do Fórum de São José dos Campos para o Jardim Aquarius, na zona oeste, mudou a rotina de moradores e comerciantes locais. Acostumados ao clima tranquilo da região, eles agora convivem com um cenário totalmente oposto.

Desde a abertura do prédio na última segunda-feira, ruas antes quase desertas agora ficam lotadas de pessoas e veículos circulando durante todo o dia. Em uma semana, já aconteceu quase tudo: carros rodando na contra-mão e estacionando em local proibido, roubo de moto, briga entre advogados em via pública, entre outras situações relatadas por moradores.

Eles demonstram preocupação com a situação e pedem ações da prefeitura. Como é proibido parar o veículo no estacionamento dentro do Fórum exclusivo para funcionários, juízes e promotores, advogados e público em geral disputam ‘à tapa’ as poucas vagas nas ruas próximas ao prédio. Na última quinta-feira, quase houve briga real. Segundo comerciantes da rua Adalbert Bogsan a única com vagas disponíveis ao redor do Fórum, dois advogados tentavam estacionar numa das 27 vagas da via, sendo que um deles estava com o carro na contra-mão.

“O motorista entrou no sentido contrário já embicando para estacionar, quando veio o outro e obstruiu a passagem. Um deles saiu do carro e quase foi atropelado duas vezes pelo outro motorista”, disse o comerciante Vitor Júnior, 30 anos. “Se você ficar aqui na rua vai ver os carros entrando na contra-mão toda hora e em alta velocidade. Um marronzinho aqui iria aplicar umas 20 multas por dia”, disse Miguel Ângelo, 37 anos, sócio de Júnior em um salão de beleza.

Além das 27 vagas de carros, sendo 3 para idosos e 2 para deficientes, a rua Adalbert Bogsan conta com 20 espaços reservados para motos. O problema é a demanda. Estima-se que circulem diariamente pelo Fórum de São José cerca de 4.000 pessoas. Resultado: ruas lotadas e alvo potencial de criminosos. Na terça-feira, um dia após a abertura, uma moto foi furtada em frente ao prédio.

O crime ocorreu na avenida Salmão. “Parei a moto na rua e quando voltei, 20 minutos depois, ela não estava mais lá. Se não pode parar nem dentro do Fórum nem na porta, podiam pelo menos criar estacionamentos privados aqui”, disse o auxiliar administrativa Ronaldo de Souza, 47 anos.

No entorno do Fórum a parada de veículos é proibida por ser considerada ‘área de segurança’. Faltam estacionamentos privados na região. Devido à reclamação de moradores, a Secretaria de Transportes de São José informou que vai intensificar a fiscalização no entorno do Fórum.

Segundo a assessoria da pasta, os agentes de trânsito que fazem ronda no Jardim Aquarius ficarão atentos à movimentação naquela região, em especial na rua Adalbert Bogsan. Desde quinta-feira, os agentes deixaram de ficar de prontidão em frente ao Fórum.

O Vale

Publicado em: 14/01/2013

Concursos de 2013 tem mais de 100 mil vagas pelo País

Boa notícia para quem sonha com estabilidade no emprego e também financeira. Em 2013 serão abertas 103 mil vagas em concurso público no Brasil. As oportunidades são para todos os níveis: municipal, estadual e federal.

A carreira no setor público é muito atrativa, desde os salários que variam de R$ 1.800 para escriturário do Banco do Brasil a R$ 22 mil para juiz federal e Ministério Público aos benefícios. “A carreira no setor público é mais atrativa e há ainda um grande déficit de funcionários públicos no país. O mercado está bem aquecido”, disse Felipe Angelin, gestor da unidade do Complexo Educacional Damásio de Jesus, em São José.

No Estado de São Paulo, são 1.793 vagas autorizadas para concursos. Em São José, um dos mais procurados é para o cargo de papiloscopista e auxiliar de papiloscopista da Polícia Civil. Ao todo, são 103 vagas. O salário é de R$ 2.848,36 e a inscrição deve ser feita exclusivamente no site www.vunesp.com.br de 14 de janeiro até as 16h do dia 15 de fevereiro, horário de Brasília. A taxa de inscrição é de R$ 40,57.

E os cargos mais cobiçados pelos melhores salários são para juiz e fiscal da Receita Federal. Os vencimentos iniciais são de R$ 13 mil e os interessados devem ter ensino superior. Mas também são os mais difíceis. Segundo Angelin, em média, é necessário estudar de 5 a 8 horas diária entre 3 a 5 anos. “Os salários chamam a atenção por serem altamente atrativos. Assim, são as provas mais difíceis”, disse ele.

Mas não basta sonhar, é preciso muito estudo, dedicação, disciplina, repetição e atualização. A dica de especialistas na área é ter acesso a provas anteriores, estudar editais e saber como a banca que analisa a prova se comporta.

Para quem trabalha, o ideal é estudar de 3 a 4 horas por dia. E para quem ainda não está empregado, a dica é se ‘jogas’ nos livros de 6 a 8 horas diárias. “Para quem vai fazer um concurso, a primeira orientação é fazer um propósito e se dedicar aos estudos. Tem que ser um projeto de vida, porque vai mudar a vida da pessoa se ela passar no concurso. Mas um emprego estável e bem remunerado não se conquista da noite para o dia e sim de médio a longo prazo. Afinal, os salários das carreiras públicas são melhores do que nas carreiras privadas, muitas vezes”, disse José Roberto Panziera, diretor da Unicursos em São José.

Geralmente, as pessoas que buscam concurso público, buscam também cursinhos presenciais, tele-presenciais ou à distância que ofereçam estrutura para que esse sonho ou necessidade se concretizem. Em São José e Taubaté, cursos presenciais especializadas em concursos públicos cobram, em média, entre R$ 130 e R$ 250 por mês. Há também a possibilidade de estudar em casa. Seja qual for, o importante é manter o foco.

O perfil do candidato que corre atrás de estabilidade financeira tem mudado nos últimos anos, de acordo com José Roberto Panziera, diretor do Unicursos em São José. Antes, a regra era: fazer faculdade e depois prestar concurso público. Agora, a maioria das pessoas busca primeiramente estabilidade financeira para depois de especializar em uma universidade.

“As pessoas estão fazendo o caminho inverso. Cada vez mais, jovens nos procuram atrás de cursos preparatórios. Isso é muito interessante”, disse Panziera. Um exemplo é o servidor público, Daniel Vadó, 25 anos. Após concluir o ensino médio, se dedicou 8 horas por dia durante 2 anos em cursinho e hoje é Fiscal Federal da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), com um salário que passa os R$ 5 mil. Hoje,

Daniel cursa o 5º ano de Engenharia Civil. “É necessário muita dedicação. Deixei de sair muitas vezes, perdi feriados e fins de semana, mas vale muito a pena”, afirmou ele. Agora, Daniel quer ir mais longe, ou melhor, conquistar um salário melhor em concurso para ensino superior.

O Vale

Publicado em: 14/01/2013

Defesa Civil monitora Zona Norte da cidade

Equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Defesa Civil vão ficar ao menos até amanhã em plantão permanente no Mirante do Buquirinha, na zona norte de São José, por conta da enchente que desalojou 120 pessoas na última sexta-feira. Ontem, o grupo pode voltar para casa.

Segundo orientação da prefeitura, o atendimento às famílias deve ser priorizado. O bairro sofreu com a cheia do rio Buquira. As águas, que chegaram a atingir 3,2 metros acima de seu nível, começaram a baixar no mesmo dia à noite.

Cerca de 30 famílias sofreram com a enchente. Foram 50 casas alagadas no total. “Sobrou muita lama em casa. Para limpar tudo isso, vou levar umas cinco horas. Ainda assim, o cheiro não sai. Demora dias para voltar ao normal. Tomara que não chova mais”, afirmou a dona de casa Maria Aparecida Vidoti, 52 anos.

A cabeleireira Maria Lúcia Silveira Almeida, 50 anos, teve o seu salão alagado, mas conseguiu salvar alguns móveis. “Ainda deu tempo de erguer algumas coisas. Mas a parte do bazar estragou mais. Essa foi a nossa décima enchente. Só vou poder voltar a atender as clientes na semana que vem.”

Segundo promessa do prefeito Carlinhos Almeida (PT), assim que terminarem os serviços de limpeza da área, será feita uma reunião com os moradores para definir como será feita a remoção das famílias das áreas de risco. Uma secretaria especial de regularização, que ainda está sendo montada, deverá ser a responsável pela remoção de pessoas de áreas irregulares da cidade. Atualmente, a Secretaria de Habitação é a responsável por alocar os moradores.

Mesmo com o retorno para suas casas, as famílias ainda estão recebendo refeições. Além disso, as assistentes sociais distribuíram água sanitária para ajudar na limpeza e desinfecção das casas. “Chegamos a encontrar minhocas, rãs e caramujos dentro de casa depois que a água baixou”, afirmou Aparecida.

A Defesa Civil continua monitorando o rio. “Estamos acompanhando não só aqui do bairro como das cidades em torno, como Monteiro Lobato. Até porque, se chover bastante, o rio pode voltar a encher novamente”, afirmou Moisés Gava, chefe da Defesa Civil.

Ontem foi dia para avaliar os estragos causados pela chuva. A água nos bairros alagados de cidades do Litoral Norte e de Jacareí, Caçapava e Campos do Jordão já baixou, segundo a Defesa Civil. Situação preocupante vive São Luís, onde o rio Paraitinga subiu 3,5 metros ontem, transbordou e alagou 30 casas. Estima-se que 100 famílias tenham deixado suas casas por precaução e 3 estão desabrigadas.

Em Campos do Jordão, cerca de 60 pessoas estão desalojadas. Segundo a Defesa Civil, 16 casas foram interditadas nos bairros Vila Albertina, Nadir, Monte Carlos, Floresta, Brancas Nuvens, Santa Cruz, Santo Antônio e Britador porque houve deslizamentos de terra na noite de sexta-feira. Outras cinco famílias tiveram suas casas atingidas pela cheia do rio Capivari. Não há registro de feridos.

O Vale

Publicado em: 14/01/2013

Posto de Sáude oferecem acupuntura gratuita

Pacientes da rede pública de Saúde em São José dos Campos podem fazer acupuntura pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Na cidade, o tratamento é oferecido pela rede Luci Montouro, que funciona ao lado do Hospital Municipal na Vila Industrial.

No entanto, o acesso à acupuntura no SUS só é possível via encaminhamento pela rede pública do município, ou seja, o paciente não tem acesso direto à acupuntura sem antes passar pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.

A acupuntura na rede pública foi implantada no Estado de São Paulo em 2007. Desde então, a Secretaria de Saúde comemora crescimento de 567% nos atendimentos neste ramo da medicina tradicional chinesa. Desde 2007 foram feitos quase 1 milhão de aplicações de acupuntura na rede pública de saúde em todo Estado. Em 2011, último ano consolidado, houve 264,4 mil aplicações da técnica nos serviços públicos do Estado, contra 39,6 mil em 2007.

A boa aceitação da técnica entre os pacientes também contribuiu para o aumento deste recurso no SUS. De acordo com a Secretaria, o número cresceu ano a ano. Em 2008 foram 95,9 mil sessões de acupuntura. Já em 2009 foram 129,9 mil e, em 2010, 202,3 mil.

Em todo o Estado, 221 unidades de saúde realizam consultas ou sessões de acupuntura. As indicações mais comuns são para hérnias de disco, enxaquecas, ansiedade, insônia, artrites, depressão, alívio de dores crônicas, como lombalgias por exemplo.

Publicado em: 11/01/2013

Negociação das Demissões da GM tem prazo final

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) admitiu ontem que pouco poderá ajudar na negociação entre General Motors e Sindicato dos Metalúrgicos e deu como praticamente certa a demissão dos 1.500 funcionários considerados ociosos pela montadora em São José.

O petista, que se reuniu pela manhã com uma comissão de três sindicalistas e sete funcionários da GM, ainda criticou o governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) pela demora em adotar um posicionamento. A reunião aconteceu após passeata pelo centro que reuniu 500 funcionários da GM, a maioria em ‘layoff’. Participaram também do encontro sete vereadores, entre eles Amélia Naomi (PT), presidente da Câmara.

“Estou bastante preocupado com a situação. Entendo que só existe um caminho. Buscar o entendimento entre empresa e trabalhadores. Nosso papel é criar um ambiente propício e intermediar as negociações”, disse Carlinhos, que deve se reunir na próxima semana com representantes da GM.

A vereadora Amélia Naomi também ficou de agendar uma audiência pública na Câmara para debater o caso. Os 1.500 operários ameaçados de demissão atuam no MVA, setor onde antes eram montados quatro modelos e hoje há apenas um, o Classic, que está sendo transferido gradualmente para a unidade da GM na Argentina.

Sem investimentos, a planta tem ociosidade de funcionários, maquinário e espaço físico. Após ameaçar demitir o grupo no ano passado, um acordo deu uma trégua na crise e estendeu até 26 de janeiro o prazo para um possível entendimento. Enquanto isso, 779 estão com o contrato suspenso (layoff) desde 27 de agosto de 2012.

Para Carlinhos, a solução imediata para evitar as demissões seria a vinda de novos investimentos para São José. “Temos que apostar todas as nossas fichas em um entendimento”, afirmou. Já para Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, nem isso salva os empregos. Empresários da cidade e os próprios funcionários compartilham da mesma opinião. Para eles, a demissão é inevitável. “A produção (de novos modelos) começaria apenas em 2015”, disse.

A GM atribui a crise à dificuldade em negociar com o sindicato local pacotes que garantissem investimentos. Foram pelo menos três modelos ‘perdidos’ para outras plantas no país. “O sindicato está querendo repassar a responsabilidade à prefeitura porque não admite que é culpado. Quando a GM tentou trazer mais investimentos para São José em 2008, foi barrada pelo sindicato. Nem a GM, nem os funcionários têm culpa. Não há mais o que fazer”, disse Fernandes.

O sindicato também é alvo de críticas da ACI (Associação Comercial e Industrial). “Que sirva de lição”, disse Felipe Cury, presidente da ACI. O presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, rebateu as críticas e disse que não houve proposta de investimentos formal da empresa.

“Oficialmente, nunca houve essa proposta ao sindicato de novos investimentos em troca da redução de salário. Todas as vezes celebramos acordo. Em 2008 mesmo, o acordo foi de R$ 800 milhões com a produção da S10 e da Blazer”, disse.

O protesto de ontem faz parte do que o sindicato chama de ‘janeiro vermelho’, que prevê uma série de manifestações para forçar a GM a rever sua posição. Os cerca de 500 trabalhadores caminharam do sindicato até o Paço, mas acharam os portões fechados. Após serem recebidos pelo chefe de gabinete, Paulo Roitberg, os sindicalistas foram ao gabinete para reunião com Carlinhos e os portões foram reabertos.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013

Tribunal da Justiça avalia vagas para advogados

O Tribunal de Justiça do Estado vai decidir, dentro de 15 dias, se algumas vagas do estacionamento do novo Fórum de São José dos Campos serão disponibilizadas para os advogados. Uma equipe de assessores do TJ fará uma visita ao prédio na cidade para verificar a possibilidade da liberação do espaço aos advogados. Usuários em geral continuariam de fora.

A decisão foi tomada em reunião ontem, em São Paulo, entre o presidente do TJ, Ivan Sartori, o diretor do Fórum, José Loureiro Sobrinho, e a presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, Sílvia Regina Dias.

Desde a abertura do prédio na última segunda-feira, somente veículos dos cerca de 500 servidores (entre funcionários, promotores e juízes) podem parar nas 160 vagas disponíveis. A reclamação de quem vai ao Fórum não fica restrita ao estacionamento. O local ainda não possui detectores de metais e câmeras instalados. O ar condicionado e os elevadores são previstos para funcionar apenas em fevereiro.

Outro problema é a agência bancária dentro do Fórum: os caixas não estão recebendo o pagamento de custas processuais, obrigando advogados e usuários a procurar outro banco o mais próximo é na zona sul. A presidente da OAB, Sílvia Dias, disse que confia na liberação de vagas aos advogados dentro do Fórum. “Se liberasse de imediato seria melhor, mas o presidente do TJ demonstrou que vai ceder algumas vagas. Ele só vai ver agora como isso será feito e é o que vamos aguardar.”

A assessoria do TJ informou que o presidente Ivan Sartori “tem todo o interesse em resolver eventuais desconfortos no Fórum e que isso será feito de imediato”. Além da limitação dentro do prédio, o entorno é considerado “área de segurança” e não é permitido o estacionamento. Apenas a rua Adalbert Bogsan possui 47 vagas 27 para carros e 20 para motos quase sempre lotadas.

A direção do Fórum prevê, em breve, terceirizar o estacionamento do prédio. Advogados e usuários em geral terão que pagar pelo uso. Servidores continuarão com acesso livre. Presentes na porta do Fórum desde sua abertura, os agentes de trânsito da prefeitura já não eram mais vistos ontem no local.

Segundo a Secretaria de Transportes, os agentes que fazem a ronda Jardim Aquarius, na zona oeste, farão a fiscalização da área porém, não mais de forma permanente. A pasta frisou que é proibido estacionar ou parar nas áreas de segurança.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013

Segundo Pesquisa, Cesta Básica sobe mais que inflação

Os consumidores do Vale do Paraíba gastaram mais dinheiro no ano passado do que em 2011 para encher o mesmo carrinho de compras nos supermercados. O preço da cesta básica na região fechou 2012 com alta de 8,74% na comparação com o ano anterior.

O índice ficou bem acima da inflação no período, de 5,84%, divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Contribuiu para a alta dos produtos a subida de 1,02% no valor da cesta regional em dezembro, na comparação com novembro, que havia registrado queda de -0,32% ante outubro.

A pesquisa foi feita pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté) e que faz o levantamento da cesta desde 1996. O índice de aumento da cesta básica em 2012 foi o sexto mais caro do histórico do Nupes, perdendo para os anos de 2010 (11,28%), 2007 (17,52%), 2004 (10,35%), 2002 (23,35%) e 1999 (13,94%).

Segundo o economista Luiz Carlos Laureano, pesquisador do Nupes, os alimentos têm peso de 88,21% no valor total da cesta básica regional, para uma família de cinco pessoas. “Muitos fatores influenciam na subida do preço dos alimentos. Um dos mais importantes é o clima. Se chove muito ou há uma grande estiagem, os preços oscilam no mercado e normalmente para cima”, afirmou Laureano.

Além do clima, impactos nas safras e na economia internacionais, realinhamento de preços e posição do mercado nacional modificam o valor dos alimentos no país. Foi o que ocorreu com os itens que mais subiram de preço entre dezembro de 2011 e o mesmo mês no ano passado.

Os ‘vilões’ da cesta básica na região foram batata (59,15%), alho (46,21%), feijão carioquinha (42,69%), cebola (38,71%) e tomate (37,30%). No outro lado da tabela, no mesmo período, os alimentos que mais baratearam foram laranja pera (-27,45%), cenoura (-9,29%) e as carnes, como acém (-7,42%), patinho (-6,97%) e contrafilé (-6,9%).

Para Laureano, o aumento de 8,74% no valor da cesta básica regional foi pior para os trabalhadores que não conseguiram reajuste acima da inflação. “Eles vão ter que gastar mais do seu poder de compra para encher o carrinho com os mesmos produtos”, disse.

Quem recebe salário mínimo, completou o economista, conseguiu um reajuste maior, de 14,13%, e manteve o seu poder de compra. Nos supermercados, contudo, os assalariados não ficaram nada satisfeitos com a alta dos preços. “Todo aumento nos alimentos é muito ruim. Não consigo comprar a mesma quantidade do mês anterior e corto os gastos”, disse a dona de casa Beatriz Mariana Couto, 64 anos.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013

Radares da Dutra faz um ano sem dar multas na cidade

Os radares instalados no trecho paulista da via Dutra, a estrada mais movimentada do país, completaram um ano neste mês de janeiro sem entrar em operação definitiva. Em resumo, eles flagram, mas não multam.  A instalação dos novos equipamentos começou em setembro de 2011 e foi concluída em janeiro de 2012. O trecho da Dutra que corta o Vale do Paraíba já contava com quatro radares.

O problema havia sido apontado por O VALE em agosto de 2012. Desde esse período, a justificativa da PRF (Polícia Rodoviária Federal), órgão habilitado em multar os motoristas, continua a mesma: problemas no convênio com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

A documentação é exigência para viabilizar a operação dos equipamentos por parte da NovaDutra, concessionária que administra a rodovia federal. O VALE também apurou que houve necessidade de ajustes no software que gera as multas no sistema em Brasília, na central de operações da PRF. Nenhum outro órgão pode gerar as autuações, em razão de ser a Dutra uma rodovia federal sob concessão.

Os radares operam normalmente na rodovia, fazendo imagens em tempo real dos motoristas apressadinhos. Os dados são criptografados e enviados para a PRF, que faz uma triagem das informações. Daí em diante, quando o sistema deveria gerar as multas e encaminhá-las aos condutores, o processo emperra.

Com essa situação, apenas quatro radares fixos estão em operação no trecho paulista em São José dos Campos (dois), Caçapava e Lavrinhas. A previsão do comando da Polícia Rodoviária Federal é que os 11 radares estejam em operação completa até o final da temporada de verão, pelo menos antes do mês de março. Na região, inspetores da PRF minimizaram o problema alegando que os radares já cumprem a sua função.

“A arrecadação de dinheiro não é a primeira preocupação da polícia. Os radares, onde foram instalados, já provocaram uma diminuição no número de acidentes. Eles têm uma importante função educativa e preventiva”, disse o inspetor Waldiwilson dos Santos, da PRF de Taubaté.

No entanto, especialistas em trânsito e acidentes criticaram o atraso na operação completa dos radares. Eles acham que vidas podem ter sido perdidas nesse período sem as multas. Na estrada, motoristas fazem piada com os radares inoperantes. “É bem típico do Brasil. Gasta-se uma grana para colocar os radares e em campanhas na TV e, na hora de funcionar, eles não cumprem o papel”, disse o projetista Ramon Castrillo, 39 anos.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013