Farma Conde poderá produzir medicamentos na cidade

A produção de insulina no país pode virar realidade. Um acordo assinado entre o Grupo Farma Conde e o instituto ucraniano Indar, que fabrica insulina humana recombinante, vital para mais de 600 mil brasileiros, pretende trazer para São José toda a tecnologia da produção do medicamento.

O objetivo da parceria é diminuir o custo do remédio – que é usado por diabéticos e distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) -, para os cofre públicos. “Se antes o país gastava até US$ 16 (cerca de R$ 32,64) por unidade do medicamento, após uma visita que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva fez à Ucrânia, em 2006, para conversar sobre uma parceria entre os dois governos, os remédios oferecidos pelas empresas tiveram os seus preços baixados em menos da metade. Pagamos atualmente cerca de US$ 6 (R$ 12,24)”, afirmou Manoel Conde Neto, presidente do Grupo Farma Conde.

Estima-se que, depois do início da produção, o custo caia ainda mais, chegando a US$ 3 (R$ 6,12). A fábrica deve funcionar no laboratório que o grupo Farma Conde vem construindo no Parque Tecnológi-co de São José. O projeto foi dividido em três fases e o seu desenvolvimento completo deve durar cerca de seis anos.

“Primeiro faremos a importação do produto, depois traremos os cristais para beneficiar a insulina. Na terceira fase, vamos produzir esses cristais completando a transferência da tecnologia”, afirmou Dimitri Ribeiro Ferreira, diretor de marketing da Farma Conde.

Segundo Conde, o sucesso da parceria ainda esbarra em entraves burocráticos do governo federal. “Estive com representantes do Ministério da Saúde e eles disseram que precisam verificar como funciona o processo de licitação da compra do remédio. Mas, de qualquer forma, já estou construindo os laboratórios”, afirmou Conde.

O novo prédio no Parque Tecnológico terá quatro andares e um deles será destinado exclusivamente para a produção de insulina. “Até o momento, o investimento foi de R$ 68 milhões, que serão gastos na compra de 2 milhões de frascos de insulina. Mas o projeto inteiro deve custar R$ 400 milhões”, afirmou Ferreira. Segundo ele, como o medicamento é distribuído, em sua maioria, gratuitamente, o principal mercado para ele é o próprio governo federal.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

Cidade será contemplada com mais setor de trânsito

Oito cidades da RMVale serão contempladas com novas unidades do Detran (Departamento de Trânsito) no Estado: São José, Taubaté, Caçapava, Lorena, Cruzeiro, Campos do Jordão, Caraguá e São Sebastião. Com atendimento mais ágil, no mesmo modelo do Poupatempo, as unidades irão substituir as Ciretrans (Circunscrições Regionais de Trânsito), alvo de reclamações de usuários por conta da demora e burocracia.

O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao sancionar a lei que transforma o Detran em autarquia. Assim, o órgão deixou de estar ligado à Secretaria e Segurança Pública e passou para a Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Regional. O novo Detran já tem 11 sedes do Estado. A primeira da região foi inaugurada em setembro de 2011 em Aparecida. O governo estadual pretende abrir pelo menos 100 unidades até o fim de 2013.

A cada inauguração do novo Detran um time novo de servidores substitui os policiais civis locados nos Ciretrans, que são devolvidos à Secretaria de Segurança Pública. Desde o ano passado, a Polícia Civil recebeu de volta 430 agentes. Até o fim do ano, outros 1.000 serão devolvidos.

Para ocupar o posto dos policiais, será aberto um concurso público que vai oferecer 1.200 mil vagas em todo o Estado para oficial de trânsito, que exige nível médio, e agente de trânsito, de nível superior. O governo informou que novas vagas poderão ser abertas.

Os prédios atuais dos Ciretrans passarão por estudo para saber se têm condições de serem adaptados para receber o novo modelo. Caso contrário, outros poderão ser alugados ou firmadas parcerias com as administrações públicas para adequação.

O VALE apurou que o governo do Estado está à procura de áreas que possam receber as unidades em São José e Taubaté. Os Ciretrans são considerados obsoletos e sem condições de comportar as novas sedes. Em São José, por exemplo, a população enfrenta filas e demora no atendimento e sofre com a falta de estrutura do prédio, que fica na avenida São José, no centro.

Os usuários reclamam também da burocracia e da falta de informação. A Ciretran de São José tem 40 funcionários e atende 19 mil pessoas por mês. O Detran reconhece que os serviços prestados pela Ciretran estão fora do ideal, mas afirma que o novo modelo implantado no Estado vai solucionar os problemas.

Foi o que afirmou o coordenador do Detran de São Paulo, Daniel Annenberg. “Enquanto não houver o novo padrão, com autonomia administrativa e financeira, não tem como solucionar os problemas”. Quem já usou as novas instalações do Detran em Aparecida aprovou o serviço oferecido. “Fui fazer o licenciamento do carro, levei toda a documentação por volta das 10 e meia e voltei para buscar tudo às 4 e meia da tarde. Antes, levava mais de uma semana”, disse o policial militar Gustavo Santos, 25 anos, morador de Aparecida.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

Anac autoriza a companhia Azul a voar mais na cidade

A Azul Linhas Aéreas recebeu autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para operar a segunda frequência diária de voo entre o Aeroporto Professor Urbano Ernesto Stumpf, em São José, e o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

O voo vai oferecer mais de 43 opções de conexão em Viracopos. As operações começam em 20 de fevereiro e serão realizadas com turboélices ATR, com capacidade para 70 passageiros. De segunda a sexta-feira será um voo por dia de cada local. A ida será às 14h35. O avião deve pousar em Campinas às 15h23. A volta será às 13h23, com chegada prevista a São José para as 14h10.

Atualmente, a Azul oferece voos para Confins, Curitiba, Rio de Janeiro (aeroporto Santos Dumont) e Campinas. “São José é uma cidade com grande potencial econômico. Ao ampliarmos a frequência de voos para Campinas, oferecemos aos clientes a possibilidade mais conexões”, afirmou Gianfranco Beting, diretor de comunicação e marca da Azul.

A partir de agora, serão 43 opções de destinos, entre eles estão Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro e Salvador. O investimento casa com o programa de investimentos para o setor da aviação, anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT). O aeroporto de São José, que há tempos espera sua ampliação, foi incluído no projeto federal e deve receber uma parcela dos R$ 360,5 milhões destinados aos aeroportos de São Paulo. O local pode ser alternativa para a Copa de 2014 já que São José pode sediar um Centro de Treinamento de Seleções.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

Em 2012 industrias da região tem baixo desempenho

As indústrias da região fecharam no ano passado 4.400 empregos formais, com carteira assinada, segundo levantamento divulgado ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Os números contrastam com o balanço dos dois últimos anos, quando o saldo foi positivo, de 2.200 em 2011 e 7.150 em 2010, mesmo ainda com o rescaldo da crise de 2008 que afetou a indústria.

Para os empresários, o mau desempenho é resultado da concorrência com produtos importados, principalmente os chineses. “O poder de compra do consumidor aumentou, mas a indústria não conseguiu acompanhar o ritmo e nem competir com os preços dos importados porque o ‘Custo Brasil’ é muito alto”, disse Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José.

Entre as três regionais, São José teve o pior resultado do ano com o fechamento de 2.200 postos de trabalho, contra a abertura de 1.300 vagas em 2011. Segundo Fernandes, os ‘vilões’ são os setores de aeropeças e autopeças que desde a crise de 2008 não conseguiram recuperar mercado. A regional de São José é formada por oito cidades, entre elas, Caçapava, Caraguatatuba e Jambeiro.

Formada por 28 cidades, a regional de Taubaté registrou saldo negativo de 1.950 empregos em 2012 contra saldo positivo de 100 postos de trabalho em 2010. Os setores de metal, borracha, plástico e químico foram os que mais demitiram na regional. “O crescimento da importação faz cair a produção dos nossos produtos. A competição é muito difícil”, disse José de Arimathéa Campos, diretor executivo do Ciesp de Taubaté.

O fechamento de 250 vagas no ano passado é resultado da má fase dos setores de transformação, borracha, papel, têxtil e metal em Jacareí. “Desde 2009, temos perdido empregos com carteira assinada. É preciso ser mais competitivo para voltar a crescer”, disse Ricardo de Souza Esper, diretor do Ciesp de Jacareí.

Os dados do Ciesp apontam que só em dezembro São José contratou 100 pessoas com carteira assinada, Taubaté demitiu 600 no mesmo período e Jacareí fechou 200 postos de trabalho. Após um ano ruim, as indústrias da região esperam a recuperação a partir do primeiro trimestre de 2013. O otimismo se deve às medidas tomadas pelo governo federal, como desoneração na folha de pagamento e redução nos juros e de encargos sociais. “Vamos sentir o impacto este ano. Tomara que 2013 seja melhor”, disse Fernandes.

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), decidiu reavaliar o projeto de lei de incentivos fiscais elaborado pelo seu antecessor, Eduardo Cury (PSDB). A proposta chegou a ser encaminhada à Câmara, mas encontrou resistência, o que levou o ex-prefeito tucano a recuar. Carlinhos disse anteontem, em um encontro com empresários da cidade, que vai retomar a discussão sobre a proposta com os vereadores.

“Vamos discutir o que é preciso para retomar esse projeto para que possamos definir se vamos retirar, apresentar outro, aperfeiçoar ou negociar com a Câmara alterações na proposta”, afirmou o prefeito. Carlinhos declarou ao empresariado que já determinou ao secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, Sebastião Cavali, para que trate da questão.

Quando em tramitação no Legislativo, a proposta da nova lei de incentivos fiscais para dar mais competitividade ao município gerou muita polêmica entre vereadores do bloco governista. Entre os principais questionamentos estava a proposta de criação de um fundo para financiar a instalação de empresas com recursos públicos.

O projeto também foi taxado de muito elitista e de privilegiar apenas o segmento de alta tecnologia e deixar micros e pequenas empresas em segundo plano. Para o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, a proposta de Cury foi elabora sem consulta aos segmentos interessados.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

A partir de Quarta-feira (23), Professores procuram escolas

A partir desta quarta – feira (23), professores da região já podem procurar as escolas estaduais para o processo de atribuição de aulas, para o ano letivo de 2013. A expectativa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo é que até o dia 31, mais de 200 mil professores devam procurar as escolas para atribuição.

As datas para atribuição variam de acordo com o regime de contratação do educador. Na manhã de quarta-feira, devem comparecer às escolas os docentes efetivos, titulares de cargo. À tarde, o professor que não conseguiu completar sua jornada na escola deve concluir o procedimento na diretoria regional de ensino.

Na quinta-feira (24/01), a parte da manhã será destinada a atender os professores que queiram ampliar ou requerer carga suplementar à sua jornada de trabalho. Essa escolha será feita na escola. Quem não conseguiu solicitar a suplementação no período diurno, pode tentar à tarde na diretoria de ensino. A atribuição dos docentes não efetivos, que queiram ocupar cargos vagos ou em substituição, começa no dia 28.

A prioridade de escolha é daqueles considerados estáveis, ou seja, professores que já lecionam na rede há certo tempo e conquistaram, por leis diversas, direitos semelhantes aos dos docentes efetivos. Para esses profissionais, a escolha acontece nas diretorias de ensino e segue o cronograma de cada uma delas. Na mesma data, os professores efetivos que queiram participar da atribuição em outras regiões devem comparecer à diretoria de ensino de sua preferência.

No dia 31, os educadores qualificados à docência podem escolher sua aulas. Pela manhã, a atribuição ocorre nas unidades escolares e à tarde nas diretorias de ensino de todo o Estado.

Depois desse período, nos dias 1º e 4 de fevereiro, os docentes que desejam suplementar sua jornada e os candidatos à contratação interessados em atribuir aulas em outra diretoria de ensino, poderão ainda fazer o cadastramento online, por meio do sistema de Gestão Dinâmica de Administração Escolar (GDAE), da Secretaria da Educação. A classificação será divulgada em 6 de fevereiro.

Publicado em: 22/01/2013

EducaMais Brasil tem inscrições para nível superior

As inscrições para as bolsas de estudos parciais do Educa Mais Brasil, destinadas ao primeiro semestre letivo de 2013, já estão disponíveis no site www.educamaisbrasil.com.br. No estado de São Paulo estão sendo oferecidas mais de 17 mil vagas para graduação e pós-graduação (presencial e EAD), contemplando as diversas áreas do conhecimento.

“Em São José dos Campos as vagas são para todos os níveis e, assim como em todas as cidades que atuamos, as bolsas de estudo de até 50% são destinadas às pessoas que não tiveram a oportunidade de ingressar no ensino superior e que dependem desse benefício para conseguir assumir este compromisso” afirma Andréia Torres Marques, Diretora de Expansão e Relacionamento do programa. O processo de inscrição é gratuito e feito exclusivamente pela internet, na página oficial do programa. Vale ressaltar que as vagas são limitadas e que a seleção é realizada enquanto houver processo seletivo nas instituições parceiras.

O Educa Mais Brasil, conhecido por ser o maior programa de inclusão educacional do país, também oferece bolsas de estudo para o ensino básico, que são válidas por todo o ciclo escolar. Mais informações podem ser encontradas no portal www.educamaisbrasil.com.br ou através da central de atendimento 0800 724 7202.

Publicado em: 22/01/2013

Operários da Arena de Esportes paralisam atividades

Operários da obra da Arena Esportiva, empreendimento de maior valor da Prefeitura de São José dos Campos, cruzaram os braços ontem de manhã em protesto pelo atraso no pagamento de salários e benefícios. O custo inicial da Arena, que está sendo construída no Jardim das Indústrias, na região oeste, é de aproximadamente R$ 33,3 milhões.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, um grupo de 80 trabalhadores cruzou os braços após assembleia realizada no canteiro da obra por volta das 7h. “O salário do quinto dia útil ainda não foi depositado e também não foi liberado o tíquete refeição. Além disso, há trabalhadores em férias não remuneradas”, disse o secretário geral do sindicato, Erlon de Oliveira.

A empresa Recoma, de São Paulo, é a responsável pela obra da Arena. No entanto, segundo a direção do sindicato, a paralisação de ontem aconteceu em uma empresa contratada pela Recoma. Durante o dia, sindicato e empresa negociaram um acordo para acabar com a paralisação, mas os funcionários não retornaram ao trabalho ontem.

“A empresa informou que tudo será acertado até amanhã(22). Mesmo assim, programamos uma assembleia na obra para amanhã hoje de manhã”, disse o diretor do sindicato. Para a Recoma, a paralisação promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil na obra da Arena Esportiva não passou de um “equívoco”.

“Nós já conversamos com o sindicato. O problema aconteceu em uma empresa que está executando um serviço na obra. Os funcionários da Recoma trabalharam normalmente”, disse o diretor da construtora, Sérgio Schlidt. Segundo ele, 10 ou 12 funcionários estavam com seus salários com um pequeno atraso. No final da tarde, o executivo informou que tudo havia sido resolvido e que o grupo volta ao trabalho hoje. “Não há nenhum problema com a obra”.

A Secretaria de Obras informou, por nota, que a empresa foi notificada no Diário de Obras de que precisa retomar os trabalhos entre hoje(21) ou amanhã (22) sob risco de ser autuada. A Secretaria de Obras informa ainda que os pagamentos, a medição e o cronograma da obra estão em ordem e que não interferem no andamento dos serviços contratados.

A obra, ‘vitrine’ do governo Eduardo Cury (PSDB), começou em novembro de 2011 e deveria ter sido concluída em agosto último, mas pode ficar pronta só em 2014.  A obra da Arena Esportiva é um dos problemas que o prefeito Carlinhos Almeida (PT) terá que equacionar.

De acordo com a Secretaria da Fazenda, até o mês passado foram pagos à construtora o montante de R$ 12,9 milhões. “Ficou um saldo a pagar de R$ 20.673.911,08 parcialmente descoberto, comprometendo o orçamento de 2013 em pelo menos R$ 8,152 milhões”, informou em nota o titular da pasta, José Walter Pontes.

A Secretaria de Obras informou ainda que a construtora Recoma deve pedir reajuste de preço e mais prazo para a conclusão da Arena Esportiva. A pasta aguarda o envio de novas planilhas para fazer uma análise técnica e estabelecer novos prazos para término da obra. Os vereadores acompanham o caso. “Estamos acompanhado o assunto”, disse o relator da Comissão de Obras, Walter Hayashi (PSB).

O Vale

Publicado em: 22/01/2013

Fabrica de Helicoptero fecha parceria com a Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, anunciou ontem parceria com a empresa AgustaWestland, controlada pela italiana Finmeccanica, para produzir helicópteros comerciais e militares no Brasil. O memorando de entendimentos visa a criação de uma joint-venture que será formada pelas duas companhias e deve focar os mercados nacional e da América Latina.

Para a empresa, este é um passo importante à continuidade da expansão de negócios. “Estamos certos de que a combinação de habilidades e competências da Embraer e da AgustaWestland gerará valor para os clientes da região”, disse Frederico Curado, presidente da Embraer, em nota.

De acordo com a companhia, estudos preliminares apontam um grande potencial de mercado para helicópteros bimotores, de capacidade média, especialmente para atender às demandas apresentadas pelo mercado de óleo e gás. Outros setores-chave como transporte executivo e o segmento militar também mostram um potencial promissor, avalia a Embraer.

A previsão dos parceiros é estabelecer a joint-venture em poucos meses, tão logo seja alcançado o acordo final e obtidas as aprovações necessárias. O VALE apurou que o primeiro helicóptero deve voar no prazo de três anos. “O Brasil é um importante mercado e acreditamos que ter uma presença industrial neste país ajudará nosso negócio a prosperar ainda mais em um dos mercados de maior crescimento do mundo”, afirmou Bruno Spagnolini, presidente da AgustaWestland, em nota.

A nova parceira da Embraer é fabricante de helicópteros com operações na Itália, Reino Unido, Polônia e EUA. Para Marcos José Barbieri Ferreira, pesquisador de indústria aeronáutica e defesa e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os estudos da Embraer estão corretos, com boa perspectiva de mercado.

São três os segmentos: óleo e gás para transporte de funcionários para as plataformas de petróleo na costa brasileira, o executivo, no qual a demanda é maior em grandes metrópoles, como São Paulo, em razão do trânsito, e o terceiro é o transporte militar.

“Com a expansão do pré-sal, a perspectiva de ampliar é muito grande. Um mercado muito bom”, afirmou Barbieri. Segundo ele, o helicóptero é essencial para as Forças Armadas. “O Brasil tem um consumidor razoável de helicópteros que deve renovar ou expandir ainda mais”, disse. O local da unidade não foi informado. Há especulações de que possa ser São José. Assim, a geração de recursos abrir vagas na cidade.

Segundo Barbieri, as grandes empresas aeronáuticas, como Boeing e Airbus, estão se tornando conglomerados e atuando em diversas áreas como defesa e segurança. “A Embraer está aproveitando o aumento da demanda que está em expansão e buscando oportunidade”, disse.

O Vale

Publicado em: 22/01/2013

Segundo levantamento, GM é a mais cara do País

O salário médio dos trabalhadores da General Motors em São José é quase 15% maior que o da planta de São Caetano do Sul e 185% superior ao de Gravataí (RS). A redução salarial em São José é o principal item da pauta de exigências da GM para manter os 1.598 empregos ameaçados na cidade.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, os operários ganham em média R$ 4.000 por mês em São José, contra R$ 3.500 de São Caetano e R$ 1.400 de Gravataí, a planta mais barata da GM no país. Na semana passada, a montadora condicionou a possível manutenção de 1.598 funcionários considerados excedentes a um plano para reduzir custos na unidade de São José.

A proposta deve ser apresentada pelo sindicato amanhã, data prevista para a terceira reunião do ano. Para Aparecido Inácio da Silva, o ‘Cidão’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, diálogo e flexibilização são o melhor caminho para tentar evitar a demissão em massa.

“Acho que o sindicato não acreditou que a GM pudesse fazer isso. Agora, é hora de reavaliar”, disse ele. Em entrevistas anteriores, o presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de São José, Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, disse que não concorda com a redução dos salários.

Amanhã, GM e sindicato se encontram no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), às 9h. No sábado, termina o prazo do layoff, no qual 779 estão com o contrato suspenso desde agosto de 2012. Sem acordo, pode haver a demissão.

O Vale

Publicado em: 22/01/2013

Mulheres conquistam seu espaço no mercado segundo IBGE

Já foi a época que fazer carro ou avião era coisa de homem. De maneira mais delicada, mas não menos competente, as mulheres já conquistaram espaço e respeito no meio industrial da região. Hoje, a média de funcionárias mulheres em empresas da Região Metropolitana do Vale do Paraíba é de 15%. Trinta anos atrás esse número não passava de 5%. A prova do avanço do público feminino na indústria é a procura por cursos na área.

Há 20 anos na General Motors de São José, Ana Cláudia Barbosa, 42 anos, foi a segunda mulher na história da empresa na cidade a conquistar um cargo de supervisora. Atualmente, ela é gerente de produção de veículos e comanda uma equipe de 700 pessoas.

O ambiente dominado por homens não a incomoda, já que tem sido assim desde que ingressou na faculdade de engenharia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Guaratinguetá. “É uma troca muito boa. Tento agregar o raciocínio lógico e a praticidade do homem com a sensibilidade e argumentação da mulher.”

Na engenharia de produção, área tradicionalmente masculina, o destaque vai para Cristine Mendonça Bloch, 40 anos. Responsável pela engenharia de manufatura do projeto do KC-390 a maior aeronave que a Embraer terá colocado no ar e o principal produto na área de defesa, ela se sente desafiada.

“Me sinto super motivada e feliz em trabalhar em um programa importante não só para a Embraer, mas para o Brasil”, afirmou. Atualmente, ela comanda uma equipe de 160 pessoas, em que 20 são mulheres. “Nunca me senti estranha no ninho. Como minha equipe, quero ver esse avião voar, fazer parte disso.”

A gerente trabalha na Embraer em São José há 12 anos. Hoje, o número de mulheres engenheiras na Embraer se aproxima dos 10%. Já 23 anos atrás, quando Eliane Rodrigues de Moraes, 43 anos, entrou na Embraer, mulher era peça rara.

Eliane conta que no início o sonho de ter carteira de trabalho assinada pela Embraer era de sua mãe que levou seu currículo. Mas não demorou muito para que ela tivesse sonhos dentro da empresa. Passou de eletricista a supervisora de produção de aviões executivos.

“Eu adoro o que faço. É um orgulho. Consegui o respeito das pessoas e hoje discuto de igual para igual”, afirmou ela. Desafiada a conquistar ainda mais espaço, a supervisora estuda inglês e faz MBA em gestão empresarial.

A montadora de interiores, Ana Cláudia Xavier, 29 anos, é um exemplo de força de vontade. Ela sabia que para poder concorrer a uma vaga na Embraer, onde tanto queria trabalhar, precisaria estudar. Pesquisou, correu atrás, se formou no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e há cinco anos é funcionária da  companhia de aviação.

“É uma satisfação muito grande saber que o produto onde trabalhei está carregando tantas vidas disse ela.
Ana Cláudia pretende voar mais alto. Por isso não paro de estudar”, disse ela. Prestes a completar a maioridade como funcionária da GM, Juliana Matos passou de estagiária a gerente de controle de produção e tem que conciliar trabalho e família. “Antes, nascemos para ser mãe e dona de casa. Hoje, somos mãe, dona de casa e respeitadas no mundo dos negócios. Isso é o um diferencial de uma mulher que sai de casa para trabalhar.”

O número de mulheres na indústria da região vem crescendo a cada ano. Na Embraer, 14% dos funcionários são mulheres. A tendência é que esse número aumente, segundo Daniela Sena, diretora de Recursos Humanos. Isso porque o público feminino tem procurado mais por cursos de especialização de acordo com a necessidade de cada empresa, que absorve essa mão de obra.

“A mulher conquistou respeito pela sua competência e se destaca pelo lado mais humano que aliado ao negócio se posiciona bem estruturada no mercado de trabalho”, disse. Segundo Daniela, a mulher conquistou também o tratamento igualitário. Em São José, a Embraer tem cerca de 15 mil funcionários.

Na GM, 8% dos funcionários é mulher: 950 na produção e 900 na área administrativa. A atual presidente da empresa no Brasil é Grace Lieblein. Na planta da Argentina, com sede em Buenos Aires, a brasileira Isela Costantini comanda a montadora.

O Vale

Publicado em: 21/01/2013