Seminário apresenta modelo de rede de combate à violência contra mulheres

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Realizado pela Prefeitura de São José dos Campos, o seminário “Compromisso e Atitude – Lei Maria da Penha: a lei é mais forte” reuniu autoridades civis e militares na manhã desta quarta-feira (19), na Secretaria de Promoção da Cidadania.

Durante o evento, a Coordenadoria Especial de Políticas para Mulheres apresentou o modelo de política adotado pela Prefeitura para o enfrentamento à violência contra as Mulheres, em parceria com o Governo Federal, para a construção da Rede de Serviços às Mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Para a psicóloga Ana Paula Navarro, especializada em redes de cooperação pela construção de uma cultura de paz, não basta ter conceitos, teorias e números. “É preciso ter experiências significativas e colocá-las em prática para gerar resultados, e o trabalho da coordenadoria é essencial para a construção dessa rede efetiva de enfrentamento à violência contra a mulher,” disse a psicóloga.

A delegada de Defesa da Mulher, Renata Lourenço Costilhas, destacou que o trabalho de formação e informação realizado pela Prefeitura é muito importante para a promoção da cidadania e para a criação da rede de cuidados às mulheres. “Isto porque, muitas não sabem nem que tem o direito de recorrer a algum órgão quando são vítimas de qualquer tipo de violência”, afirmou.

O seminário integra a etapa de formação para a criação efetiva da Rede de Serviços e às Mulheres em situação de violência doméstica e familiar, que envolve o governo e a sociedade civil. Participaram representantes dos governos municipal e estadual, Polícia Militar, Polícia Civil, Delegacia de Defesa da Mulher, Guarda Civil Municipal, Igreja Católica e organizações sociais, como o Centro Dandara de Promotoras Legais e SOS Mulher.

Acidente de Trabalho afasta em média de 13 pessoas por dia

Não é praticando esporte, nem correndo um risco. Cada vez mais, moradores da região ficam feridos após sofrerem acidentes durante o trabalho. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que foram concedidos 5.009 auxílios-doença por acidente de trabalho em 2012 no Vale do Paraíba – uma média de 13 trabalhadores machucados por dia.

O levantamento, feito a pedido do G1, envolve 14 dos principais municípios da região, como São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Guaratinguetá e Pindamonhangaba e mostra ainda que no ano passado 10 pessoas receberam pensão por morte de acidente de trabalho. O balanço engloba ainda os municípios de Aparecida, Caçapava, Cruzeiro, Lorena, Campos do Jordão, Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba e Cachoeira Paulista.

Segundo o INSS, os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores são ferimentos no punho e nas mãos, fraturas e dores nas costas. “As principais causas ainda são coluna vertebral, principalmente, a região lombar. Tem bastante problema com cargas, levantamentos, que comprometem a coluna, ombro é outra área bastante acometida e membros superiores em geral, cotovelo e punho”, disse o fisioterapeuta Luciano Rosa.

Estes problemas nem sempre são simples. O funcionário Oscar Leônidas está afastado há mais de um ano do trabalho após travar a coluna  no trabalho. “Tive que procurar o médico e agora estou fazendo fisioterapia. Faço bastante e tem melhorado agora”, relatou Oscar.

Para Alex Souza que trabalhava em uma fábrica de usinagem a situação é ainda mais grave – ele está afastado há 10 anos. Isso porque durante um procedimento de limpeza, ele perdeu dois dedos da mão esquerda. A máquina que o trabalhador limpava não tinha equipamentos de segurança. “A serra cortou direto. Eram barras de alumínio bem grossas e do jeito que pegou, cortou. Eu nem vi. A mangueira de ar caiu no chão e quando eu fui pegar ela de novo que eu percebi que tinha cortado”, disse.

Prevenção
Para diminuir esses números, indústrias de São José dos Campos têm apostado na prevenção de acidentes. Em uma empresa da cidade, todos os funcionários são treinados e recebem noções básicas sobre como evitar acidentes de trabalho.

O técnico de segurança de trabalho, Luciano Bustamante Delmonte,  disse  que o funcionário tem que saber o risco da atividade que ele está executando. “Acima de tudo, ele tem que estar capacitado pra fazer a atividade à qual ele foi designado. Por isso, montamos ao longo do ano módulos específicos de treinamento voltados tanto para área do trabalho, para a área ambiental como pra saúde também”, disse.

G1 (Vnews)

Publicado em: 25/02/2013