Fica para 2013 a liberação da Avenida General Motors

Prevista inicialmente para terminar hoje, a pavimentação da avenida General Motors, na zona leste de São José dos Campos, ficará pronta somente em 2013. Segundo a Secretaria de Transportes, as chuvas atrapalharam o andamento da obra, que começou em 20 de agosto. O novo prazo de conclusão é 19 de janeiro.

A avenida da GM fica na marginal da via Dutra. Os serviços acontecem entre o semáforo próximo ao viaduto do bairro Vista Verde até a rotatória de acesso para a avenida dos Cegonheiros. Além do pavimento, a obra contempla terraplanagem e drenagem. O custo total é de R$ 913.169,00.

Por conta da obra, o trânsito está modificado na região leste, com o fechamento da saída do km 143 da Dutra, no sentido São Paulo. No mesmo sentido, foi aberta como alternativa a alça de acesso na saída do km 144. Quem está na via Dutra, no sentido Rio de Janeiro, e está acostumado a acessar o viaduto da Vista Verde para seguir para a avenida dos Cegonheiros ou para a GM deve continuar na rodovia e utilizar o viaduto Santa Inês, já que o acesso para a avenida da GM está fechado.

No sentido centro, o motorista deve redobrar a atenção, pois o tráfego de veículos segue em uma faixa de rolamento. A avenida da GM é geralmente usada para quem vai para o Distrito de Eugênio de Melo (leste) ou para a fábrica da General Motors. Para esses dois destinos, a alternativa para os motoristas que estão na avenida Juscelino Kubitschek é seguir pela rua Uberaba, avenida Barbacena, avenida dos Cegonheiros e então seguir o percurso usual.

No último dia 12, a Prefeitura de São José prorrogou o contrato com a empresa Potencial Construções e Serviços Ltda., responsável pela obra, estendendo o prazo de conclusão do serviço em 30 dias. A previsão inicial era terminar hoje.

Em nota, a Secretaria de Transportes informou que a mudança do cronograma ocorreu em virtude do período de chuvas no intervalo de 20 de agosto quando a obra começou a 30 de novembro. O valor do contrato não foi alterado. Com sede em São Paulo, a Potencial foi a vencedora de uma licitação em que 12 empresas concorreram. A obra faz parte do pacote de melhorias viárias da zona leste que começou com a construção do Viaduto Santa Inês que consumiu mais de R$ 11 milhões. O viaduto foi entregue em julho de 2010.

O Vale

Publicado em: 20/12/2012

Investimento de R$ 800 Milhões para fabricação de nova Picape

A General Motors apresentou à imprensa especializada ontem à noite, em Campinas, a nova Chevrolet S10, picape exibida em vários salões de automóveis com o nome de Colorado.

Os jornalistas realizam hoje no campo de provas da GM, em Indaiatuba (SP), um test-drive da picape, que deve chegar à rede de 600 concessionárias da marca logo após o Carnaval. Até ontem à tarde, o preço do modelo não havia sido divulgado.

A nova S10, montada na fábrica de São José dos Campos, é um modelo totalmente diferente do anterior. A picape, lançada em 1995 e sempre produzida na cidade, nunca deixou de ser líder de vendas no segmento. Nos últimos anos, a picape registrou um volume médio anual de 40 mil unidades vendidas. Com o novo modelo, a GM espera, no mínimo, repetir este êxito de vendas.

“Há 16 anos, os designers e engenheiros americanos exportaram para o mundo a S10 atual. Hoje os designers e engenheiros brasileiros, orgulhosamente, oferecem ao mundo a nova S10, um projeto 100% desenvolvido no Centro Tecnológico da GM em São Caetano do Sul”, disse o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz.

A nova S10 será comercializada em várias partes do mundo. Além da produção em São José, a picape é montada também na Tailândia. Lá, ela mantém o nome Colorado. A nova S10 será também exportada a países da América do Sul.

O diretor do complexo industrial da GM em São José, Paul Buetow, disse que o projeto começou a ser desenvolvido há três anos, desde a concepção criativa a partir do design, depois a criação propriamente dita pela engenharia, o envolvimento da área de manufatura, até o início de produção, o que ocorreu em janeiro passado.

“A preparação específica da linha de montagem ocorreu no decorrer de 2011”, disse Buetow. A mesma equipe que fazia a S10 anterior trabalha nesta nova geração do veículo. A GM aplicou R$ 800 milhões em todo o desenvolvimento da nova linha da S10, desde a concepção até o ajuste necessário na linha de montagem e equipamentos. No início desta semana, a linha já tinha montado cerca de 1.500 unidades da nova picape.

A produção atual, ainda em avaliação e ajustes, chega a quase 10 unidades por hora. Em abril, quando toda a linha estiver operando em maior aceleração, a produção atenderá melhor a demanda, com quase 19 carros/hora. O motor flex da nova S10 é fabricado em São José, na unidade da Powertrain, que integra o complexo. O motor a diesel vem do fornecedor e é acoplado ao veículo montado em São José.

O Vale

Novo investimento na GM gera debate para solução

Diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José se reúnem hoje com a direção da fábrica da General Motors do Brasil na cidade para cobrar o plano de investimentos para 2012. Eles querem saber se, além da nova picape S10 que está sendo montada em São José, a GM terá outros projetos na linha de produção da unidade local.

“São José tem uma fábrica bastante versátil, que comporta vários tipos de veículo na linha de produção. Queremos saber quais os investimentos serão feitos aqui”, afirmou Vivaldo Moreira, presidente do sindicato. Segundo ele, a entidade defenderá a tese de que a GM não deve repetir o mesmo erro de 2006, quando teria deixado de investir na planta com novos projetos.

“Eles estão tendo que lançar muitos carros novos ao mesmo tempo, que mostra o erro do passado”, disse.  A recente demissão de 80 trabalhadores da fábrica de São José também entrará na pauta da reunião de hoje.

Para Moreira, a empresa colocou na rua trabalhadores machucados que, de acordo com a legislação, têm a estabilidade assegurada. “Vou questionar a GM sobre a demissão de trabalhadores lesionados que têm estabilidade. Não pode acontecer isso na empresa”, disse.

Na próxima segunda-feira, sindicalistas e representantes da GM discutirão as demissões em audiência de conciliação marcada pelo Ministério Público do Trabalho de São José. No começo de fevereiro, funcionários paralisaram a produção na fábrica de São José por três horas em protesto pelos cortes que, segundo o sindicato, continuam a acontecer depois do PDV (Programa de Demissão Voluntária) encerrado em novembro de 2011.

“Defendo a recontratação dos lesionados e a interrupção das demissões”, disse Moreira. A GM não comentou ontem a pauta da reunião com as lideranças do Sindicato dos Metalúrgicos, marcada para as 9h30 de hoje. Sobre a audiência no Ministério Público do Trabalho, a GM informou que agiu dentro da lei e pediu o arquivamento do processo.

Quanto aos investimentos na fábrica de São José, a presidente da GM do Brasil, Grace Lieblein, que visitou anteontem a unidade, disse em entrevista exclusiva a O VALE que a empresa continuará investindo nas fábricas do país. Há um novo plano de investimentos para cada unidade em estudo. Segundo Grace, a empresa manterá o foco no mercado brasileiro.

O Vale

Representantes da GM e do Sindicato discutem demissões

Representantes da General Motors e lideranças do Sindicato dos Metalúrgicos de São José se reúnem na próxima segunda-feira para tratar da demissão de trabalhadores que teriam, por lei, estabilidade na empresa por serem lesionados.

A audiência de conciliação acontecerá na sede do Ministério Público do Trabalho de São José, às 10h. Na semana passada, funcionários paralisaram a produção na fábrica de São José por até três horas em protesto pelos cortes que, segundo o sindicato, continuam a acontecer depois do PDV (Programa de Demissão Voluntária) encerrado em novembro de 2011.

Ainda de acordo com a entidade, as demissões deste ano passam de 80. Em dezembro, o sindicato encaminhou ao Ministério Público do Trabalho uma petição pedindo a investigação de demissões de trabalhadores lesionados na GM.

À época, o procurador Alexandre Martins afirmou que havia ‘nexo causal’ na reivindicação dos trabalhadores e pediu uma resposta da empresa. A GM, por sua vez, alegou que agiu dentro da lei e pediu o arquivamento do processo. O procurador deve se manifestar nos próximos dias sobre a resposta da empresa. A General Motors não comentou o assunto.

O Vale