Comissão de Qualidade de Obras visitam Arena de Esportes

Os membros da Comissão de Qualidade de Obras conheceram a Arena de Esportes de São José dos Campos na manhã desta quinta-feira (28) durante a visita mensal. A Arena, que está sendo construída no Jardim das Indústrias, na região oeste da cidade, terá capacidade para 5 mil pessoas.

Os engenheiros responsáveis pela obra apresentaram fotos do canteiro desde o começo, das áreas da evolução da obra e também a maquete eletrônica que mostra como será a futura Arena.

Depois de tirarem todas as dúvidas, os integrantes da Comissão andaram pela obra e puderam ver de perto o avanço dos trabalhos da empreiteira. A área construída é de 10.213 metros quadrados e está em um terreno de 51.971 metros quadrados.

Para o vice-presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Kleber de Barros Fonseca, a obra será o divisor de águas na área de esporte da cidade. “É uma obra para mudar São José e colocá-la como referência no Brasil. Não tem nada parecido. A população e os esportistas de São José vão ganhar muito. Pudemos ver que é uma obra bem feita, com qualidade e bastante gente trabalhando. São José dos Campos merece esta obra”, disse Kleber.

A Arena terá cinco portarias, incluindo rampa para uso de Pessoas com Deficiêcia (PCD). O local terá catracas eletrônicas informatizadas com leitura de cartão personalizado, possibilitando implantação de vendas de ingresso pela internet. O estacionamento terá 739 vagas, com espaço para carros de apoio, pessoas com deficiência, idosos, ônibus, bicicletas e motos.

A área térrea ocupará 6.753 metros quadrados, com uma quadra poliesportiva para eventos de federações, confederações e ligas nas modalidades de basquete, futsal, vôlei e handebol, além de lutas como taekwondo, judô, luta olímpica e karatê. O local também poderá receber apresentações de dança para a comunidade e eventos esportivos que necessitem de espaço para grande público.

Além da quadra poliesportiva, no piso térreo haverá camarotes que poderão ser utilizados para coletivas de imprensa e para receber autoridades; vestiários para as equipes; galeria de troféus; sanitários; área administrativa; bilheteria e toda infraestrutura necessária, além de um hall social para recepções e exposições.

Rampas e dois elevadores darão acesso às cadeiras numeradas e ao piso superior, onde estarão as salas de imprensa e camarotes VIP´s. A arena terá um sistema de comunicação moderno com telefonia, dados, transmissão de imagens e som, incluindo pontos de acesso à internet via rede sem fio “Wireless”.

A arena municipal terá um placar eletrônico de quatro faces, que dará visibilidade a todos os usuários das informações das partidas com sistema de som especial. A infraestrutura ainda terá lanchonetes e ambientes de convivência com sistema de climatização.

O valor da obra é de R$ 33 milhões e a entrega está prevista para o mês de outubro.

A Comissão de Qualidade de Obras é formada por representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea), Associação de Engenheiros e Arquitetos de São José dos Campos (AEA), Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) e Associação das Construtoras do Vale do Paraíba (Aconvap). O grupo participa de reuniões e faz visitas periódicas nos canteiros de obras públicas do município.

Prefeitura de São José

Comissão de Qualidade, visita Casa do Idoso

A obra da Casa do Idoso na região leste recebeu nesta quinta-feira (24) a visita da Comissão de Qualidade de Obras do município e também de moradores da região. A unidade está sendo construída no bairro Vista Verde (na esquina das ruas Cidade de Washington e Aparecida Dalprat Souza) e tem previsão de término para outubro.

A área construída terá 3.100 metros quadrados com auditório, piscina, vestiários, sala de ginástica, de fisioterapia, salão de jogos, sala de estar, sala de vídeo, sala de alfabetização, consultório odontológico, consultório de psicologia, além de recepção e biblioteca. A obra está sendo executada pela Urbam (Urbanizadora Municipal) no valor de R$ 7 milhões.

Os moradores aprovaram a obra. “Só temos a agradecer esta iniciativa. Será maravilhoso ter uma Casa do Idoso pertinho da gente. Têm muitos idosos aqui na região. Eu tenho problema de coluna e quero muito fazer hidroginástica. Com certeza serei uma das primeiras a participar das atividades”, disse Marileide Bezerra da Silva, de 61 anos.

O aposentado Ozéias de Moraes, 87 anos, um dos primeiros moradores do bairro Vista Verde, comemorou o fato de ter uma Casa no bairro. “A Casa do Idoso é um sonho da gente que está sendo realizado. Muitos saem daqui para fazer as atividades na Casa do Idoso do centro e em breve teremos uma aqui no bairro”.

Assim como na Casa do Idoso da região sul, a da região leste possuirá o programa Centro Dia, que irá proporcionar a permanência do idoso semidependente no local, no período diurno, como forma de prevenção ao asilamento.

A capacidade de atendimento diário será para até 80 idosos, em caráter permanente (segunda a sexta-feira) ou temporário. A inserção dos idosos no Centro Dia se dará por meio do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), com prioridade para as pessoas de baixa renda.

O Centro Dia funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, oferecendo refeições, higiene pessoal e uma grade de atividades a ser planejada pela equipe técnica em conjunto com os idosos, e respectivas famílias, abrangendo apoio individual e sócio-familiar, atendimento psicossocial, atividades lúdicas, sociais, esportivas e de integração social.

A comissão é formada por representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea), Associação de Engenheiros e Arquitetos de São José dos Campos (AEA), Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) e Associação das Construtoras do Vale do Paraíba (Aconvap). O grupo participa de reuniões e faz visitas periódicas nos canteiros de obras públicas do município.

O Vale

Reitor cria novo projeto para o futuro do ITA

Referência no ensino de engenharia no país, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, se prepara para uma reformulação. Entre as mudanças estão a duplicação da capacidade de alunos formados, ampliação de sua estrutura física e alterações na formatação dos cursos.

Em entrevista a O VALE, o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, explica que a discussão sobre como ensinar engenharia tem sido feita pelas principais instituições de ensino do mundo, a fim de formar profissionais preparados para “um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação, diferente de 30 anos atrás”.

Pacheco, no comando do ITA há pouco mais de cinco meses, também falou sobre a parceria com o MIT (Escola de Engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o reconhecimento do ITA no exterior e as principais dificuldades nessa fase de expansão.

Há uma definição sobre as novas áreas em que o ITA pretende atuar?
Temos algumas coisas que achamos que seja prioridade, mas acabamos de criar uma comissão que irá discutir essa estratégia de expansão. Ela será instalada em maio e tem um ano para definir o que vamos fazer. Temos algumas áreas que temos quase certeza que devemos atuar que são engenharia de materiais e de sistemas, mas ainda vamos discutir isso com mais detalhes. A grande discussão não é só da área que vamos atuar, mas de como estamos ensinando engenharia. Há uma ideia de aumentar o núcleo de disciplinas, diminuindo as áreas de especialização, mantendo por exemplo engenharia só aeronáutica, só mecânica, uma formação mais ampla (Hoje, o ITA possui graduação em engenharia aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial).

Quem forma a comissão?
São nove membros internos do ITA e nove externos, formados por ex-reitores e professores conceituados. Posso citar alguns nomes como Alvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina, Brito Cruz, da Unicamp e Fapesp, João Fernando de Oliveira, do IPT, Reginaldo dos Santos, que foi reitor do ITA, Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco, e Emílio Matsui, da Embraer.

O MIT também participará desse processo?
Um dos temas da cooperação assinada com o MIT é sobre a renovação do ensino de engenharia que eles também estão fazendo. As principais escolas de engenharia tem feito essa discussão de como renovar o ensino para que o profissional que a gente forma esteja mais preparado para atuar no mundo que é diferente de 30 anos atrás, um mundo mais globalizado, com mais ênfase em inovação. Então, o MIT vai sim participar dessa discussão.

Como está a ampliação do campus para receber o dobro de alunos?
O projeto de licitação para construção dos novos alojamentos já se iniciou. Vamos lançar o edital daqui a um ou dois meses. O começo das obras está previsto para setembro ou outubro. Esse novo alojamento terá capacidade para 1.200 alunos (hoje, são 600), é uma obra que demora 3 anos para ficar pronto, dividida em três blocos (o novo alojamento terá 53 mil metros quadrados. Já toda a obra da duplicação do ITA fica pronta em 3 ou 4 anos com laboratórios novos e células novas.

E o que será feito com o atual alojamento?
Será destinado aos alunos da pós-graduação, o que será um atrativo, pois hoje eles não têm esse alojamento.

Quando o ITA estará pronto para receber maior número de alunos?
No próximo vestibular, sem ser este (de dezembro), já vamos para 240. E em cinco anos alcançamos a capacidade máxima, pois, a cada ano, 120 novos alunos vão entrando e demoramos cinco anos para formar uma turma. Por isso, esse aumento será gradual.

Hoje, há mais competição pelos melhores alunos com universidades do exterior?
Acho que há uma diferença no perfil dos alunos que recebemos hoje em relação a antigamente que é o grau de informação que eles têm. Eles são mais globalizados. Muito pouca gente sai para fazer uma graduação no exterior. Sinceramente, acho que não é muito vantajoso. Recebi aquele aluno que passou aqui e foi para Harvard e conversei com os pais dele. É muito melhor fazer a graduação no ITA e eventualmente fazer um doutorado ou pós doutorado no exterior. Em nossa ida a Boston (EUA), um professor do MIT disse claramente que o ITA seleciona melhor seus alunos que o próprio MIT. O ITA não deve nada para universidades de fora pela qualidade dos seus alunos de graduação.

E como estimular esses alunos a permanecerem no Brasil e atuarem no país?
O ITA forma engenheiros muitos especiais, muito bem preparados. Nosso problema é estimula-los a trabalhar no Inpe, na Embraer, nos institutos, nas empresas. Nós queremos fortalecer esse cluster aeroespacial. Essa é nova missão principal. Os institutos precisavam ter um plano de renovação no quadro de pesquisadores. Isso vale para o ITA, o Inpe e o DCTA. Para sermos atrativos, teremos que mostrar o quão interessante é trabalhar nas instituições, não apenas por salário, mas por motivação.

O Vale